Conecte-se agora

Artigo de opinião: Com família ou sem família, os direitos são iguais

Publicado

em

É com profunda tristeza e indignação, no meu coração, que leio o Estatuto da Vida e Família, aprovado, dia 5 de abril de 2018, pela Câmara Municipal de Rio Branco-Acre.

Nós, que tanto lutamos para que TODOS, independentemente de cor, raça, sexo, classe social ou religião tenham acesso à saúde, à alimentação, à moradia, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à convivência comunitária com respeito às diferenças, não podemos aceitar que queiram excluir os direitos constitucionais das pessoas que não façam parte de um núcleo familiar, que não seja formado por um homem e uma mulher, por meio de casamento ou de união estável.

Senhoras e senhores. SOMOS TODOS HUMANOS e temos direitos  garantidos na Constituição Federal!

O estatuto aprovado quer garantir APENAS os direitos de quem faz parte de um núcleo familiar tradicional.

Discrimina as mulheres que tem filhos, sem serem casadas (as mães solteiras); os pais (homens) solteiros; os tios que criam sobrinhos; os padrastos e as madrastas; discrimina as relações homoafetivas e outras formações familiares como a minha: sou mãe solteira do primeiro filho (que é gay), mãe casada do segundo filho, divorciada, e também tenho sob minha responsabilidade um meio irmão caçula, filho do meu pai com outra mulher que não é a minha mãe!

Defendo que TODOS, independentemente de ter uma formação familiar ou não, tenham direitos e garantias!

O Estatuto da Vida e da Família de Rio Branco, do jeito que está, é desumano, desagregador, discriminador e não respeita a vida!

Será que uma criança, gerada fora de um casamento tradicional, não poderá ter seu direito à vida e também à uma família? Mesmo que não seja a família tradicional?

Como é que ficam as pessoas que são assexuadas? Os celibatários? As pessoas que não quiseram se casar? As que não querem ou não podem ter filhos? As pessoas que escolheram ficar solteiras no mundo? Não poderão essas pessoas terem seus direitos de assistência garantidos só porque não fazem parte de um núcleo familiar, pré-estabelecido por pessoas que não conseguem enxergar o ser humano como um ser humanamente humano???

Como família tradicional ou não, temos direitos e deveres dentro da  sociedade! Não podemos permitir que tirem nossos direitos através de uma lei que cria um Estatuto EXCLUDENTE, onde só se reconhece as pessoas, com seus direitos constitucionais, se estiverem dentro desse enquadramento, que é totalmente fora da realidade em que vivemos, fora do século XXI.

O Estatuto é inconstitucional e tão sem noção que, se formos ao pé da letra, as pessoas NUNCA poderão se descasar (mesmo que o amor e o respeito tenham acabado e a convivência já não seja mais possível) sob pena de verem destituídos os direitos de seus membros.

Eu pergunto: Quantos dos que defendem essa lei já não tiveram filhos fora do casamento? Quantos não estão na terceira ou quarta união estável? Quantos mantém condutas monogâmicas e estão com a primeira esposa ou esposo até hoje? Quantos foram ou são promíscuos e mantém relações extraconjugais? Quantos tem homossexuais na família? Quantos são os pais dos filhos das mães solteiras? Quantos nunca registraram esses filhos? Nunca deram nem seus nomes e muito menos assistência??? Penso que precisamos acabar com a hipocrisia, reconhecer as diferenças existentes entre as famílias e as pessoas, respeitar o próximo e defender os direitos de TODOS.

No momento em que se prega ou se defende leis que afastam e excluem as pessoas, não se está trabalhando pela cultura da paz social e do amor ao próximo. E disso, Deus não gosta!

Eliane Sinhasique

Deputada Estadual – MDB
Presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Aleac
Presidente Municipal do MDBelas – Rio Branco

Propaganda

Cotidiano

Mulheres são presas tentando entrar no FOC com drogas nas partes íntimas

Publicado

em

Quatro mulheres foram presas na manhã desta quarta-feira (23), ao tentar entrar no presidio Francisco d’Oliveira Conde (FOC), com produto entorpecente no horário de visita íntima.

Ivana Mirele Silva Gonçalves, Alessandra Silva Soares, Elissandra de Freitas Xavier, Caroline da Silva Santiago, caíram na revista realizada pelos agentes através do Scanner Corporal. Todas tinham a intenção de visitarem os maridos que estão reclusos entre os pavilhões “D” e “J”.

O material segundo conta no relatório dos agentes foi encontrado escondido dentro das partes íntimas das mulheres que receberam voz de prisão e foram encaminhadas à Delegacia de Flagrantes (Defla).

Continuar lendo

Cotidiano

Para 55% dos empresários, as vendas do Dia das Mães foram positivas

Publicado

em

Ao menos 55% dos empresários do comércio em Rio Branco avaliaram as vendas do Dia das Mães, comemorada no domingo, 13, como positivas; 15% viram como negativo e; 30%, iguais às do ano passado. A pesquisa, feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), por meio do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Acre (Ifepac), entre os últimos dias 14 e 18 de maio, abordou 104 empresas.

O Dia das Mães é considerado, pelo comércio, uma data de extrema relevância para o mercado do varejo, de modo que, no primeiro semestre, é representa a maior movimentação de compra e venda no varejo doméstico.

Ainda segundo o estudo, 42% creditaram o resultado favorável à própria vontade do consumidor a gastos específicos para a celebração; seguidos de 28%, que admitiram tratar-se de “uma resposta positiva decorrente de investimentos em promoção comercial”. Já dentre os insatisfeitos, 10% afirmaram que o resultado deficitário seria “a falta de dinheiro na praça”. A pesquisa destacou 15% dos empresários que debitaram resultado abaixo do esperado ao endividamento da população e o desemprego na economia.

Quanto ao resultado operacional das vendas do Dia das Mães deste ano, comparado ao resultado das comercializações em 2017, 47% dos empresários viram uma melhora; seguidos por outros 38%, que se posicionaram com resultado igual; e 15%, que alegaram piora.

Melhor resultado em cinco anos

Segundo levantamento feito pela Serasa Experian de Atividade do Comércio, as vendas do último Dia das Mães obtiveram o melhor resultado nos últimos cinco anos em todo o País e, além disso, o indicador aponta que, entre os dias 7 e 13 de maio, o comércio foi 5,7% mais forte quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

No Acre, para 93% dos empresários, as vendas isoladas alcançaram um valor médio unitário equivalente a até R$ 100 e, destes, 33% informaram que o valor unitário por vendas foram de até R$ 50; 60%, de valores aproximados a R$ 100 e; 3%, vendas acima de R$ 300. Além disso, 23% dos empresários reiteraram maior valor unitário das vendas neste ano, enquanto outros 40% manifestaram-se afirmando valor idêntico. Apenas 13% admitiram haver se defrontado com clientes com gastos em valor unitário menor e, de acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, divulgado na antevéspera do Dia das Mães, os consumidores pretendiam gastar 11% a mais na compra dos presentes, em média R$ 108, frente a R$ 98.

A pesquisa destacou que, para 60% dos empresários do comércio de Rio Branco, a opção da população para o pagamento dos gastos do Dia das Mães foi na modalidade de “à vista”. Outros 40% informaram que houve aceitação de recebimentos na forma parcelada.

Quanto à estratégia para um comércio competitivo naquilo que os empresários consideram como “mercado inseguro”, 27% afirmaram que utilizaram a “criatividade” para a manutenção da competitividade; 22% disseram que “preços” se fazem substanciais para a situação. Dentre outros, 18% apostaram no crédito facilitado para clientes, como estratégia para competitividade num mercado inseguro; seguidos de mais 18%, que creditaram a “promoção”; e mais 15%, que destacaram “níveis de descontos” como estratégia de competitividade

Continuar lendo

Cotidiano

Funcionários do Hospital do Juruá deflagram greve geral por salários

Publicado

em

Os funcionários do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, deflagraram greve geral na última terça-feira, dia 22. Segundo os manifestantes, houve demissões e atraso nos salários na unidade. O movimento é coordenado pelo sindicato da categoria.

A unidade de saúde atende também pacientes de Rodrigues Alves, Mâncio Lima e Guajará (AM), cidades próximas de Cruzeiro do Sul. Entre os grevistas estão técnicos e enfermeiros que alegam que trabalham em péssima condições.

Os trabalhadores pedem melhorias nas condições de trabalho e dizem que mais de 20 técnicos de enfermagem foram demitidos pela unidade nas últimos meses. A situação é grave e preocupa inclusive as autoridades e pacientes.

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Estado do Acre (Sintesac) Jean Marques, completou: “Muitos estão lá dentro sem poder sair porque estão sendo ameaçados. Condições de trabalho não existem e é uma situação triste”, afirmou.

Continuar lendo
Propaganda

Mais lidas

Copyright © 2017 Ac24Horas - Todos os direitos reservados.