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Ano que vem em Jerusalém

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Os dias andam bem turvos e confusos. O descrédito nas instituições, na classe política, nos representantes de todos os segmentos e, principalmente, as incertezas do futuro do país nos deixam cheio de dúvidas e temores.

Aproveitei o período da Semana Santa para refletir um pouco, me guardar, curtir o aniversário – dia 27 passado – no melhor que existe, o colo familiar. Isso não me fez, porém, deixar de pensar em tudo que leio, assisto e vejo.

Nessa perspectiva, deixo com vocês essa reflexão Pascal pós-Páscoa na esperança que ela alcance o seu coração como alcançou o meu!

Bom dia!!

Eis o texto:

Os judeus da diáspora tinham (alguns que ainda não voltaram a Israel também o mantém) como hábito, no último dia da celebração da Páscoa recitar os votos LeShaná HaBa’á B’Yerushalaim – “Ano que vem em Jerusalém” como afirmação de confiança na redenção final do povo judeu. Algo mais ou menos assim: este ano aqui, ano que vem em Jerusalém.
Não podemos esquecer que o memorial da Páscoa para os Judeus, e também para Jesus, celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito. Deus enviou as dez pragas sobre o povo egípcio e determinou ao povo imolar um cordeiro e colocar seu sangue na porta de suas casas para que o anjo da morte não tocasse em seus primogênitos, logo após determinar o envio da décima praga, que matou o primogênito de Faraó.

Judeu ou Cristão, Páscoa é a celebração da vida sobre a morte. No nosso caso – nós os cristãos – Jesus é o nosso cordeiro Pascal. Afinal, pela suas pisaduras fomos sarados e essa parte da histórias todos estão cansados de saber, embora muitas vezes finjam que não se lembram.

Nos últimos anos tenho refletido sobre os votos LeShaná HaBa’á B’Yerushalaim – “Ano que vem em Jerusalém”. Ele vale para nós cristãos ou é coisa de judeu? Particularmente creio que vale sim. Sou daquelas que jamais desistirá do sonho de subir a Jerusalém, apesar de todos os problemas burocráticos que isso acarreta. Jerusalém é o lugar da nossa peregrinação. E também o nosso lar. O meu alvo é Cristo, mas a minha morada será em Jerusalém. Nesse caso a Jerusalém Espiritual.

Na Páscoa Cristã, não podemos perder de vista que o mesmo Deus que livrou o povo do Egito é o Deus que nos livra de todas as armadilhas de Satanás. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. E foi por amor a nós que enviou seu filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna. E o meu passaporte para Jerusalém não tem o carimbo das autoridades do Estado de Israel – que não gosta muito de conceder o carimbo para descendentes dos vizinhos – o carimbo que me garante acesso a Jerusalém é o sangue de Cristo. E é pra lá que eu vou. A nova Jerusalém. A boa nova é que qualquer um pode entrar, independentemente de cor ou raça. Basta aceitar Jesus como seu único e suficiente salvador.

Boa Páscoa!

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