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Detran do Acre pode gastar até R$ 499 mil com compra de X-Tudo e refri a R$ 24,00

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Um registro de preço um tanto curioso. Assim pode-se definir o registro de ata com custo total de R$ 499 mil para a compra de kits lanche a serem distribuídos aos funcionários do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC), em Cruzeiro do Sul. Cada um, destaque-se, ao custo de R$ 24,00.

O documento está no Diário Oficial, e é assinado pelo diretor-geral do órgão, Pedro Longo, e pela diretora administrativa e financeira, Alana Laurentino, além de um representante da empresa que registrou os valores junto ao órgão estadual. Ao todo, o registro tem mais de 20 mil sanduiches, sendo 18 mil destes para consumo.

O material foi enviado ao ac24horas por um leitor que se sentiu incomodado e em dúvidas frente aos números que, mais a frente, podem virar débito ao poder público. Segundo o Detran, tudo dentro da lei, e sem concorrência, já que apenas uma empresa quis participar do processo licitatório.

“Mesmo que a quantidade reservada dos itens mencionados seja de estimada em 18.000 para consumo, isso não quer dizer que o Detran/AC irá utilizar aludida reserva, em virtude do processo licitatório ser na modalidade de pregão por registro de preços”, diz nota enviada ao site.

Ainda segundo Detran, os valores estão dentro do estimado, já que em Rio Branco, Capital do estado, os preços são menores. “Por se tratar de uma cidade do interior, esse valor é de acordo com o que é praticado no mercado da região. Este não é o valor praticado na capital, onde é fornecido o mesmo produto, com preço unitário de R$16,89.”

Procurado, o empresário Madson Cordeiro, dono da empresa contratada, diz que o custo do kit lanche é de R$ 24,00 porque o material com que os sanduiches são preparados tem qualidade, o que encarece o produto. Cordeiro também comentou que trabalha com margem de preço, porque o estado demora a pagar.

“Pelo produto que eu forneço, sim [o preço é justo]. Você precisa conhecer o produto para falar da empresa. Eu dei o preço que eu achava que valia. Se eles pediram uma composição diferente, eu vou fazer. A minha carne é diferenciada”, explica.

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Destaque 2

Após decolar em Porto Velho com destino a Rio Branco, aeronave da Gol é atingida por ave e passageiros passam por tensão

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Os passageiros do voo G3-1794, da Gol Linhas Aéreas, que decolou ao meio-dia deste domingo (15) de Porto Velho com destino a Rio Branco, passaram por momentos de tensão instantes após a aeronave deixar o solo. Passados alguns minutos desde a decolagem, uma das turbinas do Boeing foi atingida por uma ave, obrigando o comandante a retornar de forma imediata para o aeroporto.

Segundo relatos do sargento Cosme Serra, da Polícia Militar do Acre que estava no voo, tão logo houve o choque um forte odor foi sentido dentro do avião, além do início de uma turbulência de intensidade média, o que causou certa tensão entre os passageiros. Cosme é genro do jornalista Altino Machado.

Ele estava acompanhado da mulher, Iara Jaccoud Machado; eles tinham ido para Porto Velho participar de um casamento. O comandante do voo passou as informações sobre o problema e comunicou a volta para o solo. Segundo Cosme, da decolagem até o pouso passaram-se 20 minutos. Apesar do susto e da tensão, os passageiros tentaram manter a tranquilidade.

Durante o susto, Iara Machado usou as mãos de Cosme para descarregar toda a sua tensão. “Minha esposa quase quebra minha mão de tanto apertar, mas graças a Deus nada grave aconteceu”, desabafa ele.

Eles foram instruídos pela tripulação para permanecerem sentados com o cinto de segurança afivelado e os encostos na posição vertical. Após estabilizar a aeronave, o comandante começou o procedimento de pouso normal. Com a aterrisagem bem-sucedida, os passageiros comemoraram aplaudindo, de forma eufórica, a tripulação.

Em terra não havia equipes de emergência para recepcionar a aeronave. “O cenário estava como quando um pouso normal ocorre”, afirma Cosme Serra. O problema maior, afirma, foi para remarcar as passagens. Alguns passageiros foram transferidos para o voo desta segunda-feira (16) e outros para terça (17). Em seguida, a Gol disponibilizou transporte, alimentação e hotel.

Procurada por ac24horas, a assessoria de imprensa da companhia aérea disse que não teria condições de comentar sobre o assunto ainda na noite deste domingo. A posição oficial deverá ser emitida até as 11h (horário de Brasília) desta segunda.

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Bar do Vaz

“O dono da vida é Deus; o médico vai até um limite”, diz médico Fabrício Lemos

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“O dono da vida é Deus; o médico vai até um limite”. A frase é do médico Fabrício Lemos, ex-diretor do HUERB, ao justificar o atendimento no maior hospital público do Acre. No Bar do Vaz, onde passou na quinta-feira, Fabrício fala do desafio que enfrentou ao dirigir o maior hospital de Urgência e Emergência do Acre e porque pediu demissão do cargo. Num tom apaziguador, ele nega interferência polícia na forma de gerir o hospital e considera de boa qualidade a saúde que é oferecida a população do Acre. Para ele, o grande problema chama-se burocracia. Veja a entrevista.

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Destaque 2

Fala de Kimpara sobre PMs investigados cria mal-estar dentro da caserna

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As declarações feitas pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Kimpara, durante coletiva de imprensa no fim da manhã desta quinta (12) ao lado do governador Sebastião Viana (PT), sobre a punição a policiais militares investigados por suposta relação com o crime organizado criou um clima de insatisfação entre a tropa, que durou até o início da noite.

Kimpara foi questionado por jornalistas se sua corporação, assim como o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), investiga policiais que exerceriam dupla-função: uma para o Estado e outra para organizações criminosas.

Neste mesma coletiva, o governo anunciou que 25 agentes penitenciários seriam demitidos por estarem “contaminados” pelas facções que atuam dentro dos presídios. Em resposta, o comandante afirmou que a PM, por meio de sua Corregedoria, também investigava situações como estas dentro da tropa.

“A Polícia Militar do Acre é uma das mais honestas do Brasil. Nós não toleramos nenhum tipo de desvio de conduta. A gente manda por ano, é porque a gente não divulga, mas tem um número não tão grande de policiais que são excluídos por envolvimento não só com drogas, mas também com outros ilícitos, e a gente tem também essa investigação nessa situação, já estão monitorados”, disse o coronel.

As declarações de Kimpara viraram reportagem cujo conteúdo já daria a entender que policiais teriam envolvimento com as facções criminosas. De imediato foi criado um clima de mal-estar dentro da caserna para que o comandante apontasse quais militares seriam estes.

Para evitar danos maiores no moral de seus homens, o comandante redigiu uma nota e a espalhou pelos grupos de WhatsApp. Nela, o coronel nega que tenha feito tais declarações, dizendo que sua fala foi distorcida pela imprensa.

“Em nenhum momento falamos ou citamos que existe casos comprovados de policiais militares envolvidos com organizações criminosas, pois sabemos que não existe no momento nenhum policial militar nessa situação comprovadamente“, escreveu Kimpara.

O comandante completa: ”Ao ser indagado pelos jornalistas se existia na PMAC policiais comprovadamente envolvidos com organizações criminosas, informei que qualquer denúncia nesse sentido seria apurada pela Corregedoria e que seríamos rigorosos nesse tipo de apuração. Entretanto, distorceram como sempre as declarações e tiraram de contexto buscando sempre causar conflitos no velho jogo de dividir para conquistar”.

Na nota, o coronel voltou a destacar que o comando-geral investigará de forma firme toda denúncia sobre possíveis relações de algum de seus membros com o crime organizado; “não podemos permitir que nossa briosa corporação seja contaminada com esse verdadeiro vírus social que afeta muitas instituições no nosso país.”

Após os esclarecimentos, o clima voltou à normalidade dentro dos batalhões. “A tropa ficou satisfeita. Ele pelo menos deu o retorno daquilo que se esperava dele”, afirma o sargento Joelson Dias, presidente da Associação dos Militares do Estado do Acre (AME). Dias também ressaltou que os associados não compactuam com a prática de ilícitos.

Para o presidente da AME, a forma como alguns veículos abordaram a fala do comandante passou a sensação de que ele fazia acusações a membros da corporação. Dias elogiou o gesto do comandante de fazer um rápido esclarecimento, contribuindo para apaziguar os ânimos.

“Nós estamos vivenciando um momento muito delicado. A gente precisa estar unido, estar focado. O nosso problema maior hoje é a segurança pública e não podemos ter nada que nos crie atritos, ou que crie dificuldades para que a sociedade possa sonhar com um clima de paz”, disse.

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