Conecte-se agora

Ministério Público oferece denúncia contra acusados por decapitação de jovem

Publicado

em

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) denunciou duas pessoas acusadas de envolvimento na morte e decapitação da jovem Déborah Freitas Bessa, 19 anos, ocorridas no dia 09 de janeiro deste ano, em Rio Branco. A denúncia foi oferecida pela promotora de Justiça Maria Fátima Ribeiro na quinta-feira, 08.

André de Souza Martins e Luciele Souza do Nascimento foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado, participação em organização criminosa, ocultação de cadáver e corrupção de menores.

De acordo com a promotora, a vítima foi atraída até um matagal, na periferia de Rio Branco, com a promessa de que receberia arma e droga. Ela seria integrante de facção criminosa rival à que pertencem os envolvidos em sua morte. O crime foi registrado em vídeo por um dos envolvidos e divulgado nas redes sociais.

Maria Fátima lembra que a jovem foi morta com requintes de crueldade, tendo sofrido múltiplos ferimentos por arma branca na região torácica e abdominal, mãos, antebraços, pernas, além de ter sido decapitada, como atestaram os laudos de exame cadavérico e do exame em local de morte violenta.

Na denúncia, a promotora detalha a participação de cada um dos envolvidos. André de Souza Martins arrastou a vítima para o matagal e os adolescentes desferiram vários golpes de faca contra a jovem. André também foi o responsável pela decapitação, o que causou a morte. Luciele Souza do Nascimento registrou em vídeo toda a ação criminosa.

“A vítima foi morta por motivo torpe, eis que os denunciados ceifaram sua vida por vingança, em decorrência de acreditarem que esta integrava e havia se retirado da organização criminosa rival (B-13) àquela a que são afiliados (Comando Vermelho) e, também, em virtude acreditarem que a vítima teria participado da morte de outros integrantes daquela facção criminosa (CV), inclusive o irmão do denunciado André, conhecido por Weligton, circunstância totalmente abjeta e repugnante”, comenta Maria Fátima Ribeiro.

A promotora reforça ainda que o crime foi praticado com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, emprego de meio cruel e concurso de agentes.

Acusado havia sido beneficiado com progressão de regime

André de Souza Martins já foi anteriormente condenado (reincidente) por tráfico de drogas, à pena de 09 (nove) anos e 07 (sete) meses de reclusão, em regime fechado, mas havia sido beneficiado com a progressão antecipada de regime pelo Juízo da Vara de Execuções Penais de Rio Branco.

Segundo a promotora, mesmo tendo direito à progressão de regime prevista para a data de 25 de dezembro de 2017, o benefício foi concedido três meses antes, em 21 de setembro de 2017. “Em menos de cinco meses, André voltou a cometer delitos, culminando com a morte por decapitação da cabeça da vítima Deborah, fato este que causou grande comoção em todo nosso Estado, notadamente diante a forma brutal com que foi cometido, inclusive gravado toda a ação criminosa em vídeo e, em seguido foi divulgado através dos grupos em redes sociais”, acrescenta.

Propaganda

Destaque 2

Nova fase da Operação Ícaro vai focar empresários do setor de medicamentos

Publicado

em

A próxima fase da Operação Ícaro, que levou à cadeia nesta quinta-feira, dia 13, o prefeito de Senador Guiomard, André Maia (PSD), e afastou, em agosto, o prefeito de Capixaba, José Augusto (Progressistas), além de ter colocado longe da gestão diversos servidores públicos teve ter nova fase nas próximas semanas.

Segundo apurou o ac24horas, com pessoa ligada à investigação, o delegado Eduardo Gomes, considerado “linha dura” dentro da instituição, já trabalha novos pedidos de prisão diante de documentos obtidos em buscas e apreensões nas duas fases da operação da Polícia Federal. Não por acaso, ambas as etapas teve o mesmo foco: desvio de recursos da saúde.

“O delegado está fazendo uma investigação profunda, e tem muitas fontes, muitas provas. Vai ser uma ação firme. Ele é muito técnico, muito sistemático. Teve gente que manteve o silêncio na primeira fase, mas agora deve falar. Agora o foco serão os empresários e aliados deles. Tem várias empresas investigadas e até empresas ligadas a outras empresas, e isso foi descoberto em agosto, na primeira fase”, conta a fonte.

Nesta quinta, além de André Maia, também foram presos o advogado dele, Wellington Frank, o controlador do município, Wellington Soares, o secretário de Administração da cidade, Deusdete Cruz, e o pregoeiro de leilões Estácio Parente. Há provas de envolvimentos das seguintes empresas no esquema: Marka, Biolar, M&R Distribuição, Moura & Cia, HLP e Inovax.

Continuar lendo

Destaque 2

Em Reunião com Onyx Lorenzoni, Alan Rick destaca importância de médicos brasileiros formados no exterior serem incluídos no Mais Médicos

Publicado

em

O deputado federal reeleito Alan Rick (DEM), esteve reunido nesta quarta-feira, 12, com o Ministro Extraordinário e futuro Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na sede do Governo de Transição em Brasília, para tratar da inclusão dos médicos brasileiros formados no exterior no Programa Mais Médicos. Alan Rick estava acompanhado de médicos intercambistas que buscam inclusão no programa do Governo Federal. Mesmo com agenda lotada, Lorenzoni arrumou tempo para ouvir um pouco do que esses médicos têm a dizer.

“Sabemos que a solução para a crise gerada pela saída dos médicos cubanos pode ser resolvida aqui mesmo, com os próprios brasileiros, com todo o dinheiro sendo mantido dentro do nosso país! Com esses médicos não há tempo ruim. Os brasileiros formados no exterior estão ansiosos para trabalhar e topam trabalhar nos rincões mais distantes e carentes do país. Nesse sentido, é importante que eles também tenham voz ativa com o governo que está por vir”, disse o deputado acreano.

Alan Rick ressalta que uma das prioridades de sua ação parlamentar é garantir que todos os brasileiros formados no exterior tenham oportunidade de trabalhar e seguir seus sonhos.

“Sei que os diplomas de muitos destes profissionais foram conquistados à duras penas.A saúde pede socorro e eles são a solução, por isso, conversar com o ministro Lorenzoni, de quem sou amigo, tem sido importante para que busquemos soluções legais para sua inclusão no Mais Médicos”, disse.

Conhecido nacionalmente por sua defesa dos médicos brasileiros formados no exterior, Alan Rick foi o autor da emenda que possibilitou a participação deles no Mais Médicos. Com isso, cerca de 4 mil médicos brasileiros oriundos de vários países trabalham no programa atualmente e destes, cerca de 400 são acreanos.

Continuar lendo

Destaque 2

Copom mantém Selic em 6,5% ao ano pela sexta vez seguida

Publicado

em

Pela sexta vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano, na última reunião do órgão do ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a decisão de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

Em comunicado, o Copom informou que aumentou o risco de a ociosidade da economia brasileira manter a inflação em níveis baixos e que diminuiu o risco da não aprovação de reformas estruturais. Segundo a nota, o cenário internacional continua desafiador para os países emergentes, com a possibilidade de alta de juros em países avançados e de agravamento de tensões comerciais.

Em maio, o BC interrompeu a sequência de quedas da Selic e manteve a taxa em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasião, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valorização do dólar nos últimos meses, influenciou a decisão.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula 4,05% nos 12 meses terminados em novembro, abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. Apenas em novembro, o índice ficou negativo em 0,21%, a menor taxa para o mês desde 1994.

Até 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.

Inflação
No Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2018 em 4,4%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,71%.

Do fim de 2016 ao final de 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão econômica, da queda do dólar e da supersafra de alimentos. Os índices haviam voltado a cair no início deste ano, afetados pela demora na recuperação da economia, mas voltaram a subir depois da greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias e provocou desabastecimento de alguns produtos no mercado, e por causa da alta do dólar nos últimos meses.

Crédito mais barato
A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o BC projetava expansão da economia de 1,4% para 2018, estimativa revista para baixo ao longo do ano. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2018.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Continuar lendo
Propaganda

Leia Também

Mais lidas

Copyright © 2017 Ac24Horas - Todos os direitos reservados.