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Temer entrega ambulâncias do Samu para mais de 200 municípios

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O presidente Michel Temer participou hoje (2) da cerimônia de entrega de 300 novas ambulâncias que atenderão ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de 219 municípios em 25 estados brasileiros. Temer e o ministro da Saúde, Ricardo Barros, estiveram, por volta das 11h, na concessionária da Mercedez Benz, na cidade de Sorocaba.

“Há 7 anos [as cidades] não recebiam ambulâncias, é uma certa revolução que estamos fazendo na saúde”, declarou o presidente. Temer elogiou o trabalho do ministro. “Eu escolhi muito bem meus ministros, mas um dos meus maiores acertos foi Ricardo Barros”, disse ele.

O presidente aproveitou a presença de prefeitos para pedir união contra a insegurança no país. Temer defendeu a intervenção federal no Rio de Janeiro, que classificou como “mau exemplo” para o restante do país. “Realmente, a situação estava muito complicada”, disse Temer.

Ambulâncias

Cada ambulância teve custo de R$ 176 mil. De acordo com o ministro Ricardo Barros, os prefeitos das cidades contempladas terão prazo de 15 dias para retirar os veículos, caso contrário serão repassados para outro município que também necessite. “Temos urgência em colocar isso à disposição da população”, disse Barros.

O ministro esclareceu que o critério técnico usado na escolha das cidades que receberiam ambulâncias foi por ordem de antiguidade. O objetivo do ministério é substituir os veículos mais velhos, com mais de três anos de uso. “Os prefeitos gastam muito com manutenção de ambulâncias velhas”, argumentou.

As próximas ambulâncias a serem entregues sairão com um chip, capaz de rastrear os trajetos dos veículos e indicar quais estão mais rodados, a serem priorizados nas próximas trocas. Outra vantagem do chip será impedir tráfico de armas e drogas dentro de ambulâncias. “Hoje, se você liga a ambulância, enche de drogas e armas, liga a sirene, ninguém vai pará-la”, disse Barros.

A previsão do Ministério da Saúde é que o número total de novas ambulâncias entregues até o final deste ano seja de 2.173 unidades – suficiente para renovar 65,7% de toda a frota. Segundo o ministro da saúde, estão previstas mais entregas no próximo mês.

O ministério também contabiliza a entrega de cerca de mil vans para transporte de pacientes que fazem procedimentos sem urgência dentro ou fora de seu município. Além dessas, somam-se 6,5 mil ambulâncias brancas, de caráter não emergencial.

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Destaque 6

Johnson anuncia testes na fase 3 de vacina contra a Covid-19

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A Johnson & Johnson anunciou, nesta quarta-feira (23), que irá começar testes de fase 3 da sua candidata a vacina para a Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Essa etapa de testes, que é a última, deverá incluir até 60 mil voluntários em 8 países, inclusive no Brasil, e aceitará participantes acima dos 60 anos e com doenças preexistentes. A idade mínima para participar é de 18 anos.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já havia autorizado, no mês passado, os testes da imunização no país. A previsão é de que haja 7 mil voluntários em 7 estados (Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo) e no Distrito Federal.

A vacina da Johnson, cujo nome oficial é Ad26.COV2.S, foi desenvolvida pela farmacêutica Janssen Pharmaceuticals, que pertence ao grupo, e será aplicada em dose única em metade dos voluntários. A outra metade receberá um placebo (substância inativa) e servirá de grupo controle.

A determinação de quem vai receber a vacina ou o placebo será feita de forma aleatória (randomizada), e nem os voluntários, nem os pesquisadores saberão quais pessoas receberam qual substância (esse tipo de estudo é chamado de “duplo-cego”).

Se a eficácia e a segurança da vacina forem comprovadas, a expectativa é de que ela esteja disponível no início de 2021 para uso emergencial, segundo a empresa.

Três fases

Nos testes de fase 1 e 2, que testam a segurança e a eficácia de uma vacina, os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo. A vacina da Johnson demonstrou segurança e induziu resposta imune nas fases 1 e 2.

Os testes de uma vacina têm, normalmente, dezenas (fase 1) ou centenas (fase 2) de voluntários, e são conduzidas separadamente. Já a fase 3 costuma ter milhares de participantes. Na pandemia, por causa da urgência em achar uma imunização da Covid-19, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo.

Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e macacos.

Além do Brasil, a vacina da Johnson também deverá ter testes de fase 3 na Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, África do Sul e nos Estados Unidos. Os locais foram escolhidos pela alta incidência da Covid-19. Paralelamente, também deve haver uma colaboração entre a Johnson e o Reino Unido em um outro ensaio de fase 3, separado, para explorar um regime de duas doses da vacina.

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Destaque 6

Dólar opera em alta e volta a superar R$ 5,50 nesta quarta

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O dólar opera novamente em alta nesta quarta-feira (23), sendo negociado acima de R$ 5,50, efletindo a força da divisa norte-americana no exterior em meio a temores sobre a retomada de lockdowns nas principais economias do mundo, enquanto preocupações fiscais domésticas continuavam no radar.

Às 9h18, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,5187, com alta de 0,92%. Na máxima até o momento, bateu R$ 5,5232, cotação que não era atingida desde o fim de agosto. Veja mais cotações.

Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 1,29%, a R$ 5,4685. Com o resultado, a moeda passou a acumular queda de 0,23% no mês. No ano, a alta chega a 36,38%.

Cenário local e externo

No exterior, dados sobre a indústria melhores do que o esperado da zona do euro ajudavam a amenizar as preocupações com o avanço de novos casos de Covid-19.

Os investidores se animaram com os dados que mostraram que a atividade do setor industrial alemão melhorou em setembro, com o PMI preliminar do IHS Markit subindo para 56,6, seu nível mais alto em mais de dois anos.

Por aqui, o IBGE divulgou que IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, acelerou para uma alta de 0,45% em setembro, pressionado pelos preços dos alimentos e bebidas, que subiram 1,48% no período.

O patamar extremamente baixo da Selic, além de preocupações com a saúde das contas públicas brasileiras e incertezas políticas locais, são apontados por analistas como os principais fatores para a disparada do dólar em 2020, que passa de 35%.

 

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Na rede

Motorista de aplicativo é preso com 46 kg de maconha

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Nesta terça-feira, 22, a Polícia Civil de Cruzeiro do Sul, ao cumprir mandado de prisão na casa de um condenado por tráfico de drogas no bairro Nossa Senhora das Graças, encontrou no veículo dele, 46 quilos de maconha . O acusado, que é motorista de aplicativo, respondia pelo mesmo crime em liberdade.

A investigação da Polícia Civil confirmou a participação do homem nos crimes de tráfico de drogas e com o crime organizado. O mandado de prisão é da Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco.

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Destaque 4

Acre tem a maior taxa de pessoas ocupadas que tiveram de se afastar do trabalho na pandemia

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A população desocupada no Brasil, que era de 10,1 milhões no começo da pesquisa PNAD Covid19, do IBGE, passou para 12,3 milhões em julho e, agora, 12,9 milhões de pessoas –um aumento de 5,5% no mês e de 27,6% desde o início da pesquisa.

“Entre as Unidades da Federação, o Acre apresentou a maior proporção de pessoas ocupadas afastada do trabalho que tinha devido ao distanciamento social, 12,4%. Com exceção do Acre, Amapá e Rondônia, todas as Unidades da Federação registraram quedas no percentual de pessoas ocupadas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social em agosto, frente a julho”, diz o IBGE na pesquisa PNAD Covid19.

A força de trabalho subiu de 93,7 milhões em julho para 95,1 milhões em agosto (aumento de 1,4% em relação a julho).

O contingente de pessoas fora da força de trabalho passou de 76,5 milhões em julho e 75,2 milhões de pessoas em agosto, o que corresponde a uma redução de 1,6% em relação ao mês anterior.

Entre os 6,7 milhões de ocupados que estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência no Brasil, aproximadamente 1,6 milhão de pessoas (23,7%) estavam sem a remuneração do trabalho.

Um reflexo do avanço no processo de retomada gradual das atividades foi o segundo aumento consecutivo, tanto no âmbito nacional quanto em todas as Grandes Regiões, do número de horas efetivamente trabalhadas. O número médio de horas habituais foi de 40,1 horas por semana e as que de fato foram trabalhadas na semana de referência foi, em média, de 34,1 horas.

Norte e Nordeste apresentaram as maiores proporções de domicílios onde um dos moradores é beneficiário de programa de auxílio emergencial. Da Região Norte, três estados estão entre os cinco primeiros com maior percentual: Amapá (71,4%); Maranhão (65,5%); Pará (64,5%); Alagoas (63,5%) e Amazonas (61,9%).

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