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Base de deputados governistas da ALEAC “vacila” em ano de eleições

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Último ano de Governo é sempre muito complicado. Ainda mais quando o governador não é candidato à reeleição como é o caso de Tião Viana (PT). Esse clima de final de festa dá para notar através do comportamento dos deputados estaduais da base governista na ALEAC. Existe um ditado que diz: É preferível um falso elogio do que uma “crítica construtiva”. A ironia desse dito popular embute o “fogo amigo”. Alguns parlamentares “aliados” na intenção de fazerem “críticas construtivas” acabam expondo o Governo. Sem falar daqueles que preferem permanecer em silêncio diante de polêmicas nas áreas de segurança, saúde e educação. Por exemplo, o deputado estadual Heitor Jr. (PDT), na sessão de quarta, 28, fez críticas duras à Fundação de Saúde por conta da falta de kits para exames em transplantados de rins e fígado. Reclamou de equipamentos essenciais da instituição e pediu a “cabeça” da atual gestora. Os atritos do secretário de saúde, Gemil Júnior, com deputados da base também já vem de longa data. Tudo fica ainda mais complicado porque 2018 é ano de eleição. Os atuais parlamentares governistas ou são candidatos à reeleição ou a deputado federal. O objeto de desejo de todos são os votos. E ninguém vai arriscar-se a perder popularidade para defender situações polêmicas provocadas pelo Governo. Outro fato que chega ser escandaloso são aqueles que reclamam não terem cargos comissionados suficientes para manterem-se fiéis. É o famoso salve-se quem puder, ou bocado comido, bocado esquecido, e assim segue a nossa política.

A palavra do líder
O deputado estadual Daniel Zen (PT), líder do Governo, me disse que a base tem votado unida, tanto que aprovou recentemente quatros PLs do Executivo. Mas ressalta que alguns deputados aliados realmente não são tão atuantes na defesa do Governo como deveriam. Zen admite que a questão eleitoral acaba afetando o desempenho de alguns aliados. “Eu não tenho medo de desgaste. A gente perde por um lado, mas ganha por outro. A população, em geral, admira e respeita quem tem lado. Por isso, o deputado federal Rocha (PSDB) é tão admirado. Bobo é quem adota esse comportamento ‘biruta’ de aeroporto. Quem tenta agradar a todos acaba não agradando ninguém,” afirmou.

Escrito nas estrelas
A possível saída do deputado estadual Raimundinho da Saúde (Podemos) sempre foi prevista. Raimundinho é um daqueles das “críticas construtivas”. Mas com a contrariedade na questão do ProSaúde tem agido escancaradamente como oposicionista. Só falta mesmo mudar de partido e de grupo político.

Sem decisão
Conversei com o deputado estadual Jonas Lima (PT) sobre a sua saída do PT. Ele me respondeu: “Ainda não. Mas acho que meu tempo de PT está acabando. E uma coisa é certa, se sair não vou para a oposição. Nesse momento o meu partido é o Marcus Alexandre (PT). Os meus irmãos querem que eu saia, mas não estão pressionando e eu ainda não decidi sobre esse assunto,” sentenciou.

Situação delicada
Jonas se mostra decidido a apoiar o Marcus, mas por outro lado, parte significativa da sua família, irá com o senador Gladson Cameli (PP). O ex-deputado federal Taumaturgo Lima, ainda sem partido, não esconde de ninguém a sua preferencia depois de deixar o PT. O irmão de Jonas, o empresário Felipe Lima, tem ligações com o pai do Gladson, Eládio Cameli. Acredito que nem tanto ao céu e nem tanto a terra. Jonas realmente deverá deixar o PT, mas continuar aliado da FPA.

Estupidez
Não há como negar que Jonas tem uma liderança política importante no Juruá. Na minha opinião, se Jonas fosse para a oposição o maior prejudicado seria o pré-candidato ao Governo, Marcus Alexandre(PT). E não adianta alguns articuladores petistas dizerem que o Jonas não representa muito eleitoralmente, porque isso não é verdade. Numa região em que o candidato petista é mais fraco o apoio da família Lima será fundamental. Mas tem cegos que não vêm.

Questão de estratégia
Ainda acho que Jonas poderia ser um nome forte para vice de Marcus. Tem trabalho prestado no Juruá e poderia ajudar muito numa eleição que será decidida nos detalhes. Em política o caminho da vitória é valorizar aliado que trabalha e não desprezar.

De braços dados
Os deputados estaduais com base no Jordão e Tarauacá, Jenilson Leite (PC do B) e Jesus Sérgio (PDT), são amigos antigos. Apesar de estarem em partidos diferentes poderão se ajudar na busca de votos na região. Jenilson é candidato à reeleição e Jesus a federal. Não tem porque brigarem e muito para se ajudarem. Afinal essa eleição não será fácil para ninguém. A saída de Jesus da disputa de estadual favorece Jenilson.

A hora do medo
Conversando com o deputado estadual Nicolau Júnior (PP) sobre a situação da violência em Cruzeiro do Sul fiquei arrepiado. O jovem parlamentar me disse que as ruas da cidade estão desertas de noite. Também pudera depois de dois arrastões criminosos com ladrões armados seguidos em pizzarias em pontos nobres não é de estranhar.

Mutirão da segurança
Esses dias o secretário de segurança, Emylson Farias, está em Cruzeiro do Sul, com uma tropa para tentar amenizar a situação de violência e medo. Esse tipo de ação é paliativa porque obviamente os criminosos irão se recolher com tanta polícia na cidade. O que resolve são as viaturas terem combustível para fazer o patrulhamento da cidade fora dos mutirões, ou seja, no dia-a-dia de Cruzeiro do Sul.

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