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Jorge Viana defende Carta do Acre como saída para a crise de violência

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O PT votou unido na Câmara de Deputados contra a aprovação da intervenção federal no Rio de Janeiro devido à questão de segurança pública. Mas numa recente nota do jornal O Globo o senador Jorge Viana (PT) revelou qual seria a proposta do seu partido para solucionar os problemas que os estados brasileiros, inclusive o Acre, enfrentam em relação à violência. Na opinião do senador acreano a Carta do Acre, assinada por 23 governadores durante o Encontro na Capital, no final do ano passado, deveria ser acatada e implementada pelo atual Governo Federal. Ela contém as premissas para o país enfrentar a crise no setor que tem feito milhares de vítimas com as guerras entre as facções criminosas. Segundo a nota de O Globo o documento propõe a cooperação internacional em toda a faixa de fronteiras brasileiras para estancar a entrada e a saída de drogas e armas que alimentam financeiramente as organizações de narcotraficantes. A Carta do Acre exalta uma construção coletiva dos executivos estaduais “acima do partidarismo, ideologias e divergências políticas que conturbam o atual cenário social do país”. Propõe a liberação imediata de recursos de R$ 100 milhões para cada um dos 27 estados investirem em segurança. Também pede a ação do Exército, mas nas faixas fronteiriças. Além de uma participação mais efetiva da Marinha, Aeronáutica e Polícia Rodoviária Federal num trabalho em parceria com as polícias estaduais. A Carta do Acre ressalta ainda a importância de ações envolvendo os jovens nos estados relacionadas à educação, à arte e à cultura.

Garantia democrática
Não há como negar que o documento gerado em Rio Branco durante o Encontro de Segurança Pública transcende as barreiras dos interesses partidários. Afinal foi assinada por governadores dos mais diferentes partidos e ideologias. Aponta um caminho de fortalecimento das secretarias de segurança nos estados e não o seu esvaziamento como está acontecendo no Rio de Janeiro.

Exemplo curioso
Recentemente li num grupo de watts do PSDB um policial que se colocou de maneira coerente contra uma possível intervenção no Acre. Ele afirmou que se o Governo Federal desse as condições adequadas aos estados não seriam necessárias as intervenções. As PMs e as Polícias Civis teriam como ter uma ação mais efetiva no combate à criminalidade. Segundo o policial a função do Exército não é a de “caçar” bandidos, mas de garantir a segurança da Nação contra ameaça estrangeira.

Não há como negar
Acompanho de perto o drama que o Acre vive com a violência que está vitimando jovens diariamente na insana guerra entre facções criminosas. Mas não vejo a menor culpa na ação das nossas policias no processo. Muito pelo contrário, tanto a PM quanto a Civil têm realizado um trabalho competente. Mas enfrentam a barreira da falta de recursos para uma maior efetividade das suas ações. Sem falar nas defasadas leis do nosso Código Penal que facilita a permanência dos infratores nas ruas. Resumindo: é a polícia prendendo e o judiciário soltando.

Do quintal
Estranho o fato do presidente Temer (PMDB) não ter dado maior importância a essa Carta de princípios dos governadores brasileiros na questão de segurança. Afinal ela foi assinada por vários dos seus mais importantes aliados sob às vistas de diversos dos seus ministros. Não deveria ser uma primeira tentativa antes de
uma ação extrema como a que está acontecendo no Rio?

Assumindo a pauta dos outros
Com essa intervenção, de uma certa maneira, Temer se apropria da pauta do pré- candidato à presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC). Por outro lado, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM) colocará em breve em votação uma lei que minimiza os efeitos do Estatuto do Desarmamento e facilita o acesso dos cidadãos comuns ao porte e à compra de armas. Outra pauta de Bolsonaro. Será que Temer e Maia serão candidatos à presidência da República? Tudo indica que sim.

Deslocamento do eixo
Não é difícil prever o que vai acontecer no Rio de Janeiro. Durante a permanência do Exército no Estado as organizações criminosas irão recuar por um tempo. Virá a sensação de melhoria na segurança à população. Mas até quando o Exército vai permanecer nas ruas e favelas cariocas? Certo que não será para sempre. Sem falar que essas facções poderão encontrar outros lugares para operarem enquanto o quadro no Rio estiver desfavorável. Então eu pergunto: a intervenção é um paliativo ou uma ação definitiva? Essa é a questão.

Nem cheira e nem fede
Na recente pesquisa publicada pelo Instituto IHPEC sobre a disputa majoritária no Acre quase todos os principais nomes tanto para o Governo quanto para o Senado aparecem tecnicamente empatados. Se a gente levar em conta a margem de erro da pesquisa de 2,5% para mais ou para menos tudo está no zero a zero nesse momento. É o tipo da sondagem que não cheira e nem fede. Detalhes para colocar todos no páreo, mas na frieza dos números está tudo absolutamente igual nessa pesquisa.

Mande notícias
Trabalhando há várias décadas com política os institutos mais conhecidos são o DataFolha e o Ibope. Realmente nunca tinha ouvido falar nesse Instituto IHPEC. Mas se a pesquisa está registrada no TRE e aprovada para a divulgação quem sou eu para questionar. Ainda virão muitas pesquisas cada uma contendo uma verdade política. É só esperar pela chuva de números. Mas sempre lembrando que a melhor pesquisa é aquela das urnas no dia da eleição. Essa é inquestionável.

Chororô de sempre
O DataFolha nunca fez uma pesquisa no Acre. Espero ansioso que isso aconteça nas próximas eleições para os analistas comentarem com gosto. Mas não adianta reclamar de pesquisa. Quem não concorda com os números de qualquer uma delas que contrate um instituto e faça a sua. Infelizmente essa história de pesquisa no Brasil virou um instrumento eleitoral poderoso. Deveria haver uma lei para que se um instituto errasse um determinado número de vezes ficasse proibido de fazer sondagens eleitorais. Mas cabe ao eleitor escolher os seus candidatos conscientemente sem influências externas.

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