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A grande interrogação

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O Coronel Ulisses Araújo (ainda sem partido) é a grande interrogação desta eleição. É difícil que venha a conseguir quebrar a polarização entre as candidaturas de Gladson Cameli (PP) e de Marcus Alexandre (PT) na disputa do governo. Ulisses já chegou aos 10% na Capital, na pesquisa recém divulgada. Se não conseguir ao longo da campanha a polarizar nas cabeças, pode ser por outro lado, um fator decisivo para que o resultado final da eleição seja empurrado para o segundo turno. Se mantiver o apoio do DEM (é improvável) terá um aliado para vender o seu programa de governo na televisão. O DEM tem tempo eleitoral. Caso o DEM fique com o grupo que apóia a candidatura do senador Gladson Cameli (PP) perderá minutos preciosos no horário eleitoral. Mas no fundo é bom que ele e Lira Xapuri (PRTB) sejam candidatos, porque são mais opções para o eleitorado. O eleitor é quem tem o direito de seleção pelo voto secreto. Não coloquem, pois, os carros adiante dos bois.

NORMA DO PARLAMENTO
Quem tem maioria no parlamento dá as cartas. Sempre foi e sempre será assim. O vereador Roberto Duarte (PMDB) tem todo direito de protestar por seus requerimentos serem derrubados na Câmara Municipal de Rio Branco, mas faz parte do jogo, a oposição é minoria.

AFINAL, A MARA É CANDIDATA A QUE?
O PSDB precisa definir se a jornalista Mara Rocha (PSDB) é candidata á vice-governadora na chapa do Gladson Cameli (PP) ou se é candidata ao Senado, porque fica com o seu nome flutuando nas duas hipóteses. Os tucanos não podem ficar neste eterno joguete de bola ou burica.

TRABALHO DE ARTESÃO
Vez por outra comento alguns exageros do dirigente do PT, Cesário Braga, mas não deixo de reconhecer a importância do seu trabalho na montagem da chapa do PT para deputado estadual, um trabalho de artesão. Não é fácil se montar uma chapa competitiva completa e equilibrada, mesmo no poder. E principalmente no PT, com muitos medalhões políticos.

CAMPANHA NÃO COMEÇOU
O jogo ainda não começou. Qualquer pesquisa hoje é extemporânea. E por um princípio elementar em política: os candidatos não estão com as campanhas nas ruas. Um panorama balizador das candidaturas passará a se ter só a partir das pesquisas de junho em diante.

INVERSÃO DE CULPA
O ex-prefeito Tião Bocalom (DEM) mandou uma NOTA extensa para a coluna, sobre a questão do seu partido, que ficaria grande no espaço, se publicada na íntegra. Pincei apenas um ponto polêmico em que promete deixar de ser “adversário político” para ser “inimigo político” do senador Gladson Cameli (PP) caso perca a direção do DEM. Discordo. Se perder a culpa é da direção nacional do DEM, a quem cabe decidir se continua a atual executiva ou será mudada.

DISPUTA DESIGUAL
O que acontece nesta disputa para ver quem fica com o comando regional do DEM é uma desigualdade de forças entre os grupos antagônicos: Alan Rick é deputado federal e o Tião Bocalom não tem mandato. E o que vale em Brasília é um mandato de senador ou de Federal.

REFORMULADA NO GABINETE
O deputado Antonio Pedro (DEM) rompeu agora explicitamente com o ex-prefeito Tião Bocalom (DEM), ele demitiu de cargos em seu gabinete, pessoas ligadas ao grupo deste.

LADOS OPOSTOS
Tião Bocalom (DEM) e Antonio Pedro (DEM) estão em lados opostos nesta eleição. Bocalom apóia o Coronel Ulisses Araújo para o governo e Antonio ao senador Gladson Cameli (PP).

CAMINHO ALTERNATIVO
Há um diálogo em curso entre os deputados envolvidos na questão e o governo, por uma solução alternativa aos os servidores demitidos e os que serão demitidos do PRÓ-SAÚDE. Mas tudo vai depender da conversa com o Ministério Público do Trabalho, ainda a ser travada.

SERIA O IDEAL
O ideal seria se ninguém perdesse o seu emprego nestes tempos bicudos de crise econômica.

QUEM MELHOR AGE
Quem melhor está agindo na oposição fugindo das confusões e tocando a sua campanha para a reeleição é o senador Sérgio Petecão (PSD), porque sabe que o voto está no contato com o eleitor e não nesta troca de acusações desgastantes e toscas entre alguns grupos políticos.

BASE ESTRATÉGICA
A escolha de Cruzeiro do Sul para passar 45 dias da campanha acampado no município tem um sentido estratégico para o candidato ao governo, Marcus Alexandre, é que de lá fica mais perto estender visitas políticas a Mâncio Lima, Porto Valter, Marechal Taumaturgo e Rodrigues Alves. E também tornar-se mais conhecido nos redutos onde o seu adversário é muito forte.

DENTRO DO PLANEJAMENTO
No planejamento de campanha do PT está não perder de muito nos municípios do Juruá.

NENHUMA DÚVIDA
Falando no Juruá, não tenho dúvida de que o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB), sairá da região como o mais votado a deputado estadual e ficará entre os três mais votados do Estado. A sua base é muito forte, especialmente, nas comunidades ribeirinhas.

MAIS ENTROSADOS
Justas as reivindicações dos prefeitos para que possam gerir os valores das emendas parlamentares para a recuperação de ramais, porque são eles que estão em contato com as comunidades rurais e teriam assim condições de racionalizar a aplicação dos recursos.

UM BOM EXEMPLO
Manuel Urbano, entre os municípios acreanos, era o mais sucateado e inadimplente. O prefeito Tanízio de Sá conseguiu como uma gestão séria tornar a prefeitura adimplente. Quando se é um bom gestor pode até haver crise econômica, mas esta é superada.

NÃO É POR FALTA DE EMPENHO
Não é por falta de ação policial, já que está mais ativa e presente nas ruas. Mas os números da mortandade por execuções continuam altos no Estado. Só em fevereiro foram 24 homicídios. E 2018 já foram registrados 69 assassinatos. A maioria em Rio Branco. Vamos torcer pela paz.

NÃO HOUVE REVERSÃO
A ex-prefeita Toinha Vieira (PSDB) e o marido e ex-deputado José Vieira (PSDB) não desistiram de apoiar a candidatura ao governo do prefeito Marcus Alexandre, como foi noticiado. O deputado federal Major Rocha (PSDB), amigo do casal, diz que trabalha, mas não reverteu.

NADA DE NOVO
Nada de novo na questão do vice do candidato ao governo Gladson Cameli (PP). Continua o impasse com as mesmas candidaturas postas. Há uma expectativa para que quando o senador Gladson Cameli (PP) retornar do exterior, o mistério seja, enfim, desvendado.

AÇÃO EQUILIBRADA
O presidente do PP, José Bestene, tem tido uma posição de equilíbrio nesta batalha em que se transformou a escolha do vice da oposição. Tem agido com muita prudência na questão. E não poderia deixar de ser ao contrário, ele é muito próximo do candidato Gladson Cameli (PP).

ARGUMENTOS MAIS FACTÍVEIS
Caso os argumentos usados até aqui para tentar tirar o deputado Heitor Junior (PDT) do partido não ganhem novos componentes, não há como o presidente Tchê (PDT) ganhar esta disputa, pela a absoluta falta de um motivo que justifique um ato grave como a expulsão.

FICA NA FPA
Pelo que tem dito o deputado Eber Machado (PSDC), ele até pode ouvir o convite para entrar na oposição, que lhe será feito, mas deve continuar como candidato a Federal dentro da FPA.

NANICOS ENJOADOS
Foi bem trabalhada a formação de quadros da coligação PTB-SOLIDARIEDADE- PPS-PSC, tanto para deputado federal como para deputado estadual. Para Federal tem nomes como Jamil Asfury (PSC), Rosana Nascimento (PPS), Vanda Denir (SOLIDARIEDADE) e, possivelmente, Charlene Lima (PTB). Para estadual é uma das chapas mais competitivas entre os nanicos.

MESMA AFINAÇÃO
A prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, e a deputada Leila Galvão (PT), estão na mesma afinação política nesta eleição. O trabalho político conjunto é para que Leila, que foi a mais votada no município, tenha no reduto uma votação ainda maior na campanha deste ano.

É NATURAL
Política não é uma ciência exata, mas tem componentes de leitura. Quando existem dois candidatos fortes polarizando para o governo a tendência é que o grupo governista fique com uma vaga e a oposição com a outra. Mas não é imutável, pode a mesma coligação fazer dois.

TERCEIRIZAÇÃO MANTIDA
O governo vai manter o seu projeto de terceirizar os serviços do HUERB e UPAs. Irá se adequar aos pedidos feitos pelo MP e tocar em frente a sua implantação, dizem as fontes palacianas.

FAVORITOS PARA FEDERAL
Flaviano Melo (PMDB), Jéssica Sales (PMDB) e Major Rocha (PSDB) estão em todas as listas de favoritos para conseguir vagas de deputado federal dentro da oposição. Todos estruturados. Brigando por uma vaga e com uma campanha bem sólida está o deputado Nelson Sales (PP).

O BAILE NEM COMEÇOU
Só leio, mas não comento o amadorismo dos mais exaltados, seja do lado do PT ou do lado da oposição de que já ganharam a eleição para o governo. Não chegou nem a orquestra, quanto mais o baile começar. Uma campanha tem os seus componentes de bastidores decisivos.

A CAMPANHA É QUE BALIZA
O que balizará as chances dos candidatos a senadores será a empatia, volume de campanha, estrutura para bancar os candidatos a deputados estaduais e fazer aliança com os que disputam vagas de Federal e a organização do partido, nos 22 municípios. Não é para amador.

OUTRO DADO
Há outro dado na campanha do Senado nesta eleição: os candidatos são na maioria parelhas.

LÉO DE BRITO
Não o tirem do jogo da reeleição. Foi quem mais colocou a cara a tapa na defesa do PT e de suas lideranças e por isso, nada mais justo, que tenha campanha priorizada dentro do partido.

PEDIDO APRESENTADO
O deputado federal Major Rocha (PSDB) entregou ontem no Ministério da Justiça o pedido de intervenção federal na Secretaria de Segurança do Estado, só com a sua assinatura e a do senador Sérgio Petecão (PSD). Os deputados federais Flaviano Melo (PMDB) e Jéssica Sales (PMDB) e César Messias (PSB) prometeram assinar o documento. O deputado federal Alan Rick (DEM) já manifestou o seu apoio. Gladson Cameli (PP) não assinou por estar viajando.

MARCAR POSIÇÃO
O documento é mais para marcar uma posição política da oposição num ano eleitoral, todos sabem que, juridicamente é dado como certo que o pedido não será acatado pelo governo federal. A intervenção no caso do Rio de Janeiro se sustenta nas denúncias de corrupção na cúpula da Segurança daquele Estado. Não é o caso do Acre, nossos policiais são honestos.

APELO NA ALEAC
Ontem, na Aleac, o deputado Jairo Carvalho (PSD) fez um apelo ao governador Tião Viana para que encaminhe um pedido de intervenção de forças federais na Segurança. “Vivemos no Iraque, ninguém agüenta mais tanta violência, os assaltos e mortes são diários”, protestou.

MILITARIZAR O PAÍS
A intervenção federal no Rio de Janeiro se justifica pelas denúncias feitas por autoridades da área de segurança de corrupção alastrada nos comandos das forças policiais do Estado. E pelo caos que se formou decorrente desta promiscuidade com bandidos. Não é em absoluto o caso do Acre. Estamos sim entre os Estados mais violentos, basta ver as 69 execuções registradas este ano. Só que a polícia acreana é uma das mais honestas do país e está atuante. Todos os dias a imprensa registra a apreensão de veículos e motos roubados, prisões, armas apreendidas, enfim, a uma ação constante e efetiva. O mais urgente para o sistema de segurança do Acre seria a unidade da bancada federal para liberar os 39 milhões de reais de emendas engavetadas. Isso é mais urgente, por ser uma iniciativa que tem de ser apartidária.

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