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A oito meses da eleição, pesquisa aponta empate técnico para o governo e disputa acirrada para o Senado

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Faltando pouco mais de oito meses para as eleições e com o quadro de candidatos ainda indefinido no bloco de oposição, a primeira pesquisa eleitoral de 2018 para o governo do Acre e Senado da República realizada pelo Instituto Haverroth (IHPEC) e divulgada com exclusividade por ac24horas aponta empate técnico entre os principais candidatos a cadeira do executivo estadual e uma acirrada disputa pelas duas vagas de senador nas eleições deste ano.

O levantamento do Instituto Haverroth (IHPEC), que se limitou a divulgar somente os dados da capital, Rio Branco, onde entrevistou 500 eleitores, mostra que Marcus Viana (PT) teria 39,6%% dos votos válidos, contra 38,1% Gladson Cameli. Segundo o Haverroth, que disponibilizou apenas os números aferidos na capital, a pesquisa foi realizada nos nove principais municípios do Acre que, somados, representam cerca de 80% da população do Estado.

om cerca de 10,9%, Coronel Ulysses Araújo aparece como terceiro colocado. Atrás dele, está Lira Xapuri, do PRTB, que teria 1,8%. Indecisos e os que não souberam responder somam 9,7%. As duas principais forças políticas de oposição e situação iniciam o ano com duas candidaturas fortes e polarizadas, numa clara demonstração que a campanha eleitoral vai ser equilibrada e a definição do novo chefe do executivo estadual acontecerá nos detalhes.

O embate promete ser mais acirrado pelas duas cadeiras de senador. Na pesquisa estimulada quando é colocado o nome de Marcio Bittar (MDB), os três primeiros estão empatados tecnicamente. Sérgio Petecão, do PSD, teria 23,7%; Jorge Viana, do PT, aparece com 21,1%; enquanto Márcio Bittar vem logo atrás com 20,2%. O deputado estadual Ney Amorim é o quatro com 13%. Minoro Kimpara ocupa a quinta colocação com 8,9%. Não souberam responder 13%.

Quando o nome da jornalista Mara Rocha (PSDB) é colocado no lugar de Marcio Bittar, o quadro sofre uma ligeira alteração. O senador Sérgio Petecão, que disputa a reeleição permanece na ponta com 22,8% e Jorge Viana mantém a segunda colocação com 21,3%. A surpresa fica por conta de Mara Rocha, com 20,1% dos votos válidos. Ney Amorim vem logo atrás com 14,4%. O reitor da Ufac, Minoro Kimpara tem 9,4%. Não souberam responder 12,1%.

Os números da rejeição para governo do Acre também foram divulgados Instituto Haverroth. Se as eleições fossem hoje, segundo o levantamento, Marcus Viana teria 20,8% de rejeição; Lira Xapuri apareceria com 10,9%; Coronel Ulisses Araújo estaria com 9,7%; o progressista Gladson Cameli contabilizaria 8,8% de rejeição. Não soube responder 49,8%. O instituto disponibilizou ainda os números da rejeição do pré-candidatos ano Senado da República.

Segunda a tabela de rejeição dos nomes que foram colocados até o momento no tabuleiro político, Jorge Viana teria a maior rejeição com 24,8%; O companheiro de chapa de Viana, o deputado Ney Amorim estaria com 10,3%; o emedebista Marcio Bittar 9,7%; o senador Sérgio Petecão aparece com 9,7; o reitor da Ufac Minoro Kimpara 4,2%; a jornalista Mara Rocha 3,3%; o empresário Fernando Lage 1,2%; Sanderson Moura 0,6%. Não soube responder 36,3%.

Dados técnicos da pesquisa

Pesquisa registrada sob o número AC-02237/2018, no dia 15/02/2018, com autorização para divulgação dia 21/02/2018 (cinco dias). A pesquisa teve início no dia 09/02/2018 e se estendeu até o dia 20/02/2018, para os cargos de Governador e Senador. Foram entrevistados 1960 eleitores e o intervalo de confiança 95% e margem de erro 2,5%. Foi realizado pelo Instituto Haverroth (IHPEC), uma empresa do Grupo Comunicare (Conre1 044), por conta própria, ou seja, não houve contratante.

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Com crise financeira, principais líderes evangélicos do Acre falam em “estagnação” no recebimento de dízimos, ofertas e doações

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A crise financeira que assola o país e consequentemente o Acre vem atingindo de forma sistemática todos os setores da sociedade. O desemprego aliado a falta de oportunidade demonstra que o Acre aparece como o terceiro estado que apresentou maior taxa de desemprego no país, com 18,0%. Outro dado impactante é que 35% dos acreanos em idade de trabalhar desistiram de procurar emprego. Os dados são Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados na última quinta-feira, 16.

Sem dinheiro na praça, o setor de serviços é o primeiro a sentir as consequências e outro também que exerce influência e realiza uma série de trabalhos sociais, as igrejas, também sentem os efeitos da crise.

Procurado pela reportagem do ac24horas, o Presidente da Igreja Batista do Bosque, o pastor Agostinho Gonçalves afirmou que a crise que vem tomando de conta do Estado afetou a arrecadação de dízimos, ofertas e doações. “ Em relação ao ano passado, senão tivesse neste período de crise, estaríamos com uma arrecadação beirando os 10% a mais”, disse o religioso cuja a igreja possui mais de 10 mil fiéis em todo o Estado e realiza um trabalho reconhecido de evangelização em Moçambique, na África.

A crise fez com a IBB deixasse de realizar algumas ajudas pontuais como viagens, tratamentos de saúde e a doação de alguns tipos de remédios. “Isso afetou alguns serviços, mas tivemos que priorizar. A distribuição de sacolões continua normal. A prioridade atual é o trabalho missionário mantido em Moçambique, na África. Cortes tiveram que ser feitos para manter esse projeto”, explicou Agostinho.

Responsável por mais de 18 mil membros, o pastor-presidente da Assembleia de Deus em Rio Branco, Luiz Gonzaga, disse a reportagem que apesar do cenário de crise, “Deus tem ajudado”. “Uma série de projetos missionários que mantemos no Acre e em alguns Estados do país e até mesmo na África, graças a Deus, tem sido honrados. A arrecadação de cestas básicas para as pessoas carentes não tem sido afetadas. Nós temos sobrevivido com a graça de Deus e até aqui não foi necessário fazer cortes”, pontuou.

Gonzaga afirmou que a arrecadação de dízimos, ofertas e doações têm altos e baixos, mas nada que comprometa o trabalho da igreja. “Tem mês que a gente tem uma queda, já no outro mês a gente recupera, mas graças a Deus estamos na média”, frisou o líder da Assembleia, concordando com o termo estagnação, já que ele afirma que sem o cenário de crise a situação poderiam está bem diferente. A Assembleia de Deus é apontada como a maior congregação evangélica do Acre.

Líder de uma das maiores igrejas da capital, a pastora Dayse Costa, da Renovada, que ajuda a discipular cerca de 3 mil membros, enfatizou que o desemprego tem um reflexo direto na arrecadação de fundos para a obras de Deus. “Ainda não está no ponto de atingir o trabalho que fazemos, o trabalho social continua até porque não passa pelo caixa da igreja. O trabalho que exercemos é um trabalho voluntário e a nossa equipe tem consciência que a necessidade do outro é maior que a nossa”, pontuou.

A pastora confirmou que tanto as famílias carentes da igreja como as que não são, recebem ajuda da Renovada e que a crise atinge diretamente o caixa, mas sem comprometer os trabalhos. “Houve muito desemprego. Muitas pessoas trabalhavam no governo do Estado e com a mudança de governo, houve esse aumento na queda da arrecadação. Nosso Estado é dependente dos recursos do governo . Sem dinheiro para trabalhar, logo as empresas privadas também passam por dificuldades”, explicou Dayse, afirmando que cabe a ela fazer a administração responsável dos recursos. “Eu trabalho com programações e minhas programações são pautas em cima do que eu tenho e não com previsões e projeções. Eu não gero expectativa, então consigo trabalhar com os pés no chão. Nesse cenário nós trabalhamos com contingenciamento”, destaca.

Afirmando que quase metade da população do Estado é evangélica, cerca de 47%, o pastor Paulo Machado, presidente da Associação dos Ministros Evangélicos do Estado do Acre, afirma que o efeito da crise é sistemático. “ É claro que tem afetado os templos. quando quebra na ponta, a quebradeira chega no extremo. Todo mundo tá passando pelo mesmo processo. Todos que estão desempregados. estão tentando fazer atividades paralelas, quem tem sofrido mais com isso são os prestadores de serviço, pontua.

Machado destaca que no universo das igrejas do Acre 80% da receita gira em torno do funcionalismo público. “Já podemos dizer que nesses três, 4 meses de novo governo, já houve uma alternância com a saída de comissionados. Cerca de 10%. A queda não é tão significativa”, aponta.

O líder dos Ministros enfatiza que igreja e uma coisa interessante. “ Ela não trabalha com realidade. Não trabalha com projeção de receita. estimativa de custo dentro da membresia. Ninguém faz projeção orçamentária de futuro. Só atuamos dentro do que podemos. É uma comunidade de fé, preparada para enfrentar a adversidade”, disse.

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Jackson Marinheiro tem Habeas Corpus concedido pelo TJ e irá usar tornozeleira eletrônica

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Jackson Marinheiro, ex-presidente da Empresa Municipal de Urbanização (EMURB), acusado de chefiar um esquema criminoso de desvio de recursos públicos dentro da autarquia municipal, teve um Habeas Corpus concedido pelos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Acre na manhã desta quinta-feira, 16.

A concessão de liberdade à Marinheiro foi decidida por maioria. O Desembargadores Samoel Evangelista, relator do caso, e Pedro Ranzi, votaram favoráveis a soltura. O único voto contrário foi de Elcio Sabo Mendes.

A liberdade de Jackson Marinheiro foi concedida com a exigência do cumprimento de algumas medidas cautelares, inclusive com o uso de tornozeleira eletrônica.

Marinheiro havia sido preso no último dia 30 de março pela acusação de vender de forma clandestina gado de sua propriedade rural, descumprindo ordem judicial que determinou o sequestro de seus bens.

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