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Temer cede a Pezão e decide decretar intervenção militar no Rio de Janeiro

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Pela primeira vez, o Exército Brasileiro passará a ter responsabilidade sobre as polícias, bombeiros e a área de inteligência do Rio de Janeiro, inclusive com poder de prisão de seus membros. A decisão foi tomada pelo presidente Michel Temer no início da madrugada desta sexta-feira (16/2), ao decretar intervenção na segurança pública por conta da onda de violência que avança no Estado. A previsão é de que o decreto seja publicado nesta manhã, com validade imediata. Está prevista uma solenidade em Brasília, com a presença do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB). A cúpula do Exército está reunida em Brasília, também agora pela manhã, para tentar traçar as primeiras ações efetivas para a segurança do Rio de Janeiro.

Pezão deu aval à medida de Michel Temer. O interventor será o general Walter Braga Neto, que, na prática, vai substituir o governador na área de segurança e terá “carta branca” para quaisquer medidas que ajudem a conter a ação do crime organizado no Rio. Pela Constituição, cabe ao presidente do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), convocar sessão para que as duas Casas Legislativas aprovem ou rejeitem a intervenção em até dez dias. Ele ainda não fixou uma data para a apreciação do texto do decreto, papel que cabe ao Congresso. Também não está definido por quanto tempo durará a intervenção.

A intervenção proposta pelo governo agora é diferente das ações já feitas pelas Forças Armadas no Rio de Janeiro. Operações militares já foram feitas em comunidades cariocas, como a ocupação do Complexo do Alemão e da Maré, na Zona Norte do Rio, como outras na Rocinha, na Zona Sul, mas a que é colocada em xeque pelo governo agora coloca o Exército no comando das polícias, uma ação inédita, com o general Walter Souza Braga Neto, do comando militar do Leste, no comando do estado.

Durante a intervenção no Rio de Janeiro, não pode haver alterações no texto da Constituição. Nenhuma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pode ser aprovada, caso inclusive da reforma da Previdência, das mudanças nas regras da aposentadoria, que deve começar a ser discutida pela Câmara na segunda-feira (19/2). No entanto, há a possibilidade de decretar a intervenção e suspender seus efeitos por um dia, para a votação do texto.

Tensão no governo e “guerra civil” no Rio

Uma reunião de emergência marcada por tensão no Palácio do Planalto foi o cenário para a decisão de intervir na segurança do Rio de Janeiro. Durante o encontro, que durou cerca de quatro horas e meia e reuniu os líderes do Planalto, Senado e Câmara, além de ministros de Temer, a situação vivida no Rio foi comparada a uma “guerra civil”. O presidente bateu o martelo sobre a decisão de criar o Ministério da Segurança Pública, proposta que partiu de Eunício Oliveira. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apresentou muito nervosismo, se queixando de não ter sido convidado a participar de reuniões sobre a crise na segurança desde o início. Maia também demonstrou irritação com o ministro da Justiça, Torquato Jardim.

A reunião também contou com a presença do ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira. A criação de um novo ministério precisa do aval da pasta, a quem cabe a avaliação do impacto orçamentário. Na avaliação de auxiliares de Temer, as iniciativas passam a imagem de que o governo federal não está inerte e age para enfrentar o problema, embora a competência no setor seja dos Estados.

A ideia de intervir na segurança não é nova, mas foi desengavetada pelo Planalto na tentativa de emplacar uma agenda popular. A intervenção é prevista no artigo 34 da Constituição, segundo o qual “a União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para manter a integridade nacional”. O artigo 60, parágrafo primeiro, diz que “a Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio”. Pesquisas encomendadas pelo Planalto mostram que a segurança é uma das principais preocupações da população, ao lado da saúde.

Violência sem fim na cidade maravilhosa

O Rio de Janeiro vive uma escalada de violência. Durante o carnaval, o crime foi da Zona Sul até a Zona Norte da capital, com uma folia marcada por arrastões pelas ruas e praias, roubo de pessoas a caminho da Marquês de Sapucaí, saques a supermercados, assaltos em blocos. Ao menos três policiais militares foram mortos durante o feriado. Pezão admitiu falha no planejamento da segurança. “Não estávamos preparados”, disse nessa quarta-feira (14/2).

O próprio presidente da República, Michel Temer, usou um forte esquema de segurança no entorno do trecho da Restinga da Marambaia, numa unidade da Marinha do Rio, onde ele passa o carnaval. A capitania dos portos atuou no local para impedir a passagem de barcos a pelo menos 1km de onde o presidente estava instalado com a família e equipe.

Intervenção militar nos trending topics

A intervenção militar repercute nas redes sociais desde o começo da manhã. No Twitter, o termo já ocupa o primeiro lugar nos trending topics do Brasil. Outras hastags em destaque são “Forças Armadas”, “ausência de Crivella”, “Pezão” e “Segurança pública”.

Fonte: Correio Braziliense

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Destaque 6

Johnson anuncia testes na fase 3 de vacina contra a Covid-19

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A Johnson & Johnson anunciou, nesta quarta-feira (23), que irá começar testes de fase 3 da sua candidata a vacina para a Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Essa etapa de testes, que é a última, deverá incluir até 60 mil voluntários em 8 países, inclusive no Brasil, e aceitará participantes acima dos 60 anos e com doenças preexistentes. A idade mínima para participar é de 18 anos.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já havia autorizado, no mês passado, os testes da imunização no país. A previsão é de que haja 7 mil voluntários em 7 estados (Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo) e no Distrito Federal.

A vacina da Johnson, cujo nome oficial é Ad26.COV2.S, foi desenvolvida pela farmacêutica Janssen Pharmaceuticals, que pertence ao grupo, e será aplicada em dose única em metade dos voluntários. A outra metade receberá um placebo (substância inativa) e servirá de grupo controle.

A determinação de quem vai receber a vacina ou o placebo será feita de forma aleatória (randomizada), e nem os voluntários, nem os pesquisadores saberão quais pessoas receberam qual substância (esse tipo de estudo é chamado de “duplo-cego”).

Se a eficácia e a segurança da vacina forem comprovadas, a expectativa é de que ela esteja disponível no início de 2021 para uso emergencial, segundo a empresa.

Três fases

Nos testes de fase 1 e 2, que testam a segurança e a eficácia de uma vacina, os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo. A vacina da Johnson demonstrou segurança e induziu resposta imune nas fases 1 e 2.

Os testes de uma vacina têm, normalmente, dezenas (fase 1) ou centenas (fase 2) de voluntários, e são conduzidas separadamente. Já a fase 3 costuma ter milhares de participantes. Na pandemia, por causa da urgência em achar uma imunização da Covid-19, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo.

Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e macacos.

Além do Brasil, a vacina da Johnson também deverá ter testes de fase 3 na Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, África do Sul e nos Estados Unidos. Os locais foram escolhidos pela alta incidência da Covid-19. Paralelamente, também deve haver uma colaboração entre a Johnson e o Reino Unido em um outro ensaio de fase 3, separado, para explorar um regime de duas doses da vacina.

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Destaque 6

Dólar opera em alta e volta a superar R$ 5,50 nesta quarta

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O dólar opera novamente em alta nesta quarta-feira (23), sendo negociado acima de R$ 5,50, efletindo a força da divisa norte-americana no exterior em meio a temores sobre a retomada de lockdowns nas principais economias do mundo, enquanto preocupações fiscais domésticas continuavam no radar.

Às 9h18, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,5187, com alta de 0,92%. Na máxima até o momento, bateu R$ 5,5232, cotação que não era atingida desde o fim de agosto. Veja mais cotações.

Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 1,29%, a R$ 5,4685. Com o resultado, a moeda passou a acumular queda de 0,23% no mês. No ano, a alta chega a 36,38%.

Cenário local e externo

No exterior, dados sobre a indústria melhores do que o esperado da zona do euro ajudavam a amenizar as preocupações com o avanço de novos casos de Covid-19.

Os investidores se animaram com os dados que mostraram que a atividade do setor industrial alemão melhorou em setembro, com o PMI preliminar do IHS Markit subindo para 56,6, seu nível mais alto em mais de dois anos.

Por aqui, o IBGE divulgou que IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, acelerou para uma alta de 0,45% em setembro, pressionado pelos preços dos alimentos e bebidas, que subiram 1,48% no período.

O patamar extremamente baixo da Selic, além de preocupações com a saúde das contas públicas brasileiras e incertezas políticas locais, são apontados por analistas como os principais fatores para a disparada do dólar em 2020, que passa de 35%.

 

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Na rede

Motorista de aplicativo é preso com 46 kg de maconha

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Nesta terça-feira, 22, a Polícia Civil de Cruzeiro do Sul, ao cumprir mandado de prisão na casa de um condenado por tráfico de drogas no bairro Nossa Senhora das Graças, encontrou no veículo dele, 46 quilos de maconha . O acusado, que é motorista de aplicativo, respondia pelo mesmo crime em liberdade.

A investigação da Polícia Civil confirmou a participação do homem nos crimes de tráfico de drogas e com o crime organizado. O mandado de prisão é da Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco.

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Destaque 4

Acre tem a maior taxa de pessoas ocupadas que tiveram de se afastar do trabalho na pandemia

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A população desocupada no Brasil, que era de 10,1 milhões no começo da pesquisa PNAD Covid19, do IBGE, passou para 12,3 milhões em julho e, agora, 12,9 milhões de pessoas –um aumento de 5,5% no mês e de 27,6% desde o início da pesquisa.

“Entre as Unidades da Federação, o Acre apresentou a maior proporção de pessoas ocupadas afastada do trabalho que tinha devido ao distanciamento social, 12,4%. Com exceção do Acre, Amapá e Rondônia, todas as Unidades da Federação registraram quedas no percentual de pessoas ocupadas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social em agosto, frente a julho”, diz o IBGE na pesquisa PNAD Covid19.

A força de trabalho subiu de 93,7 milhões em julho para 95,1 milhões em agosto (aumento de 1,4% em relação a julho).

O contingente de pessoas fora da força de trabalho passou de 76,5 milhões em julho e 75,2 milhões de pessoas em agosto, o que corresponde a uma redução de 1,6% em relação ao mês anterior.

Entre os 6,7 milhões de ocupados que estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência no Brasil, aproximadamente 1,6 milhão de pessoas (23,7%) estavam sem a remuneração do trabalho.

Um reflexo do avanço no processo de retomada gradual das atividades foi o segundo aumento consecutivo, tanto no âmbito nacional quanto em todas as Grandes Regiões, do número de horas efetivamente trabalhadas. O número médio de horas habituais foi de 40,1 horas por semana e as que de fato foram trabalhadas na semana de referência foi, em média, de 34,1 horas.

Norte e Nordeste apresentaram as maiores proporções de domicílios onde um dos moradores é beneficiário de programa de auxílio emergencial. Da Região Norte, três estados estão entre os cinco primeiros com maior percentual: Amapá (71,4%); Maranhão (65,5%); Pará (64,5%); Alagoas (63,5%) e Amazonas (61,9%).

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