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Acre

Salgueiro usa ‘black face’ em integrantes da escola e provoca polêmica na internet

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O Salgueiro, quarta escola no Grupo Especial do desfile de segunda-feira, entrou na Avenida com o enredo “Senhoras do Ventre do Mundo” para celebrar a história da mulher negra. Um quesito, porém, pode colocar a agremiação no centro de uma polêmica: a “black face”. Integrantes da bateria e da comissão de frente entraram na Marquês de Sapucaí maquiados para que todos se pareçam negros, uma prática usada no século XIX por atores brancos para representar negros, que eram proibidos de participar de peças teatrais, e que hoje é reconhecido como racismo.

“É impossível que não tenha tido uma pessoa com bom senso no Salgueiro para dizer que ‘bom talvez não seja uma boa ideia a gente fazer black face'”, afirmou um internauta sobre a polêmica.

A caracterização repercutiu negativamente nas redes sociais já nos primeiros minutos da escola na pista. A maquiagem dos integrantes da bateria, que representam os faraós, levou cerca de quatro horas para ficar pronta. O coreógrafo da comissão de frente do Salgueiro, Hélio Bejani, disse que não quer motivar reações negativas. Ele disse ser uma decisão conjunta dele com o carnavalesco:

– Não quero polêmica. Isso é uma manifestação artística, temos licença poética – disse ele, que tocou ainda em outra polêmica: o fato de que homens estão representando mulheres:

– O enredo é afro. E é um afro mais histórico. Precisávamos dessas feições mais escuras. Por isso, decidimos pela pintura e por usar homens representando mulheres. Queria dar uma robustez. A maquiagem era a única forma de conseguir o tom certo.

Os ritmistas, negros e brancos, minimizaram a polêmica que surgiu nas redes sociais. Eles explicaram que representavam egípcios e, portanto, de origem negra. É afirmam que, numa bateria formada por muitos negros, em nenhum momento se discutiu a questão. Presidente do Salgueiro, Regina Celi também falou sobre a polêmica:

– Estava na leitura do carnavalesco, tinha que ser assim, fazia parte da concepção do enredo.

Um dos ritmistas, Rafael Leite diz que nem consegue responder se é negro ou branco.

– Sou de Minas, com família baiana, de brancos e negros. Não vejo problema algum na maquiagem. Brancos e negros nos pintamos, num enredo que falava dos negros – disse ele.

O carnavalesco Alex de Souza estreou na escola com um desfile “luxuoso”, destacando os truques para a Avenida.

– Fico muito feliz que mesmo num ano difícil a gente tenha conseguido trazer um belo espetáculo para essa escola que tem uma vibração contagiante. Mas nem tudo que reluz é ouro. Teve muito truque, trabalhamos com efeito de cores. As plumas nem sempre eram da melhor qualidade.

Souza também comentou sobre a polêmica da caracterização dos integrantes.

– Não tem nada a ver. A estética da comissão de frente foi inspirada no trabalho de um fotógrafo estrangeiro que tem belas imagens de negros pintados. Já na bateria me inspirei na 25° dinastia da Núbia que ocupou o Egito. Me inspirei em esculturas egípcias em preto e ouro e atendi o pedido dos componentes que não queriam uma roupa pesada. Então a maquiagem fez toda a diferença – apontou.

Acre

Médico Giovanni Casseb é internado na UTI do Pronto Socorro após arritmia

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O médico e professor Giovanni Casseb foi internado nesta segunda-feira, 19, na UTI do Pronto Socorro de Rio Branco após sofrer uma arritmia cardíaca.

Ele teria passado mal durante plantão médico no SAMU. O professor chegou à unidade consciente e foi levado à UTI por precaução. Giovanni continua internado no hospital.

Giovanni Casseb também é professor da Universidade Federal do Acre e ficou ficou bastante conhecido após se fantasiar de Negão do WhatsApp durante uma “aula da saudade” de uma das turmas do curso de Medicina da instituição em dezembro do ano passado.

O caso teve enorme repercussão nas redes sociais. Militantes das chamadas minorias protestaram contra o médico e professor, que depois se desculpou

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Acre

Dois homens são assassinados à tiros no bairro Recanto dos Buritis, em Rio Branco

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O crime aconteceu em uma espécie de bar onde as vítimas jogavam sinuca situado na Travessa Paulista, região do bairro Recanto dos Buritis, segundo Distrito de Rio Branco.

Os criminosos chegaram em um veículo e renderam as vítimas efetuando disparos diretamente na região da cabeça e na nuca. Um dos mortos foi identificado no local como Paulo Henrique o outro ainda segue sem identificação.

O local foi isolado pela Polícia até a chegada do Instituto Médico Legal (IML) e após os procedimentos periciais os corpos foram encaminhados a base. O caso deverá ser investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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Acre

Comissão pede que MPF investigue crime de injúria racial contra Gleici do BBB 18

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Uma comissão formada por representantes da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e da Secretaria Adjunta de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seadpir), além dos conselhos estadual e municipal de Promoção da Igualdade Racial, esteve nesta terça feira, 20, na Promotoria Regional dos Direitos do Cidadão no Ministério Público Federal (MPF) do Acre para solicitar que o MPF apure o crime de injúria racial contra uma acreana, na internet.

O crime foi cometido por meio de perfil criado em uma rede social utilizando o nome da vítima, Gleici Damasceno, com características depreciativas que configuram injúria racial, o que, segundo a comissão, ofende as demais mulheres negras do estado, uma vez que 70% da população acreana é considerada negra.

A injúria racial está prevista no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal, que estabelece a pena de reclusão de um a três anos e multa, além da pena correspondente à violência, para quem cometê-la. De acordo com o dispositivo, injuriar seria ofender a dignidade ou o decoro utilizando elementos de raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.

Após receber a notícia crime, a promotora Luciana de Miguel Cardoso Bogo afirmou que entrará com pedido judicial de afastamento do sigilo telemático dos dados, ou seja, localizar o computador de onde saíram as ofensas. “A questão vai muito além da prática individual do crime. É a oportunidade de valorizar a diversidade e mostrar o desrespeito que vem sendo praticado em vários setores. O Ministério Público Federal está junto na promoção da igualdade racial”, pontuou.

“Todos os atos relacionados à discriminação que ferem os direitos individuais e coletivos dos cidadãos devem ser denunciados. A conduta configura crime, e não podemos aceitar a intolerância”, explica a secretária adjunta da Seadpir, Elza Lopes.

“Queremos combater essa atitude cruel, que diminui, menospreza, exclui e ofende a dignidade do ser humano”, ressalta a diretora do Departamento de Promoção de Igualdade Racial, Almerinda Cunha.

A vítima, Gleici Damasceno é estudante de psicologia, entusiasta da luta pela Defesa dos Direitos Humanos, em especial os direitos das mulheres e a igualdade racial, e ficou conhecida em todo o país após ingressar em um reality show de uma emissora nacional.

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