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Um morre e outro fica ferido em queda de ultraleve na manhã deste domingo, em Rio Branco

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Um homem morreu e outro ficou ferido na queda de um trike ultraleve (tipo de asa delta com triciclo motorizado) em uma área de campo próximo ao posto da PRF, no KM-09, da BR-364, em Rio Branco, na manhã deste domingo.

A vítima fatal é Geliton Bezerra Roque (41). Ele era o piloto. Já Luiz Carlos Melo (40), o copiloto, foi conduzido pelo Samu ao Pronto Socorro de Rio Branco em estado grave.

Duas equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para realizar o atendimento, que foi feito com a ajuda de agentes da PRF.

“A informação que temos é de que estava sendo feito um voo teste nessa aeronave (ultratrike). A gente foi acionado ao local, e a informação que a gente teve é de que a pessoa estava presa devido o motor da aeronave estar sobre ele”, informou o major Falcão, do Corpo de Bombeiros, que comandou o atendimento às vítimas.

O caso foi comunicado à Aeronáutica.

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Debaixo de chuva, candidatos ao governo e Senado saem em procissão do Novenário à Nossa Senhora da Glória

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O Novenário de Nossa Senhora da Glória atraiu milhares de pessoas todas as noites na Catedral de Cruzeiro do Sul. Mas o ápice da celebração centenária, a procissão que percorre as ruas da cidade, aconteceu debaixo de muita chuva, na noite desta quarta, 15. Mesmo assim cerca de 15 mil fiéis mostraram a sua devoção e participaram da caminhada. Alguns com capas, outros com guarda-chuvas e sombrinhas e muitos sem nenhuma proteção se molhando nas águas dos céus.

Antecedendo a procissão a missa na Catedral estava lotada. Celebrada pelo Bispo Dom Mosé Pontelo, o evento trouxe muita emoção aos presentes com cantos devocionais e o coroamento da imagem de Nossa Senhora da Glória. Dom Mosé incentivou os participantes a refletirem sobre o significado da Mãe Divina. “Essa é uma festa que transforma a morte em vida porque o Senhor da nossa existência é Jesus Cristo. A nossa referência é a sua Mãe Maria que protege e abençoa os seus fiéis. Muitas coisas acontecem contra a vida, mas Maria é quem nos protege sempre com o seu amor divino,” pregou o Bispo.

Durante toda a procissão os celebrantes exortavam os peregrinos a entenderem a chuva como bênçãos enviadas para limparem os sofrimentos pessoais e as mazelas que a nossa sociedade enfrenta. O tempo todo falavam em purificação e libertação pela presença das “águas divinas”. O Novenário que, em 2018, completou cem anos teve na procissão uma presença menor de fiéis devido a chuva que caiu o tempo todo e, só diminuiu quando os peregrinos chegavam na Catedral. Ao final da caminhada a festa foi coroada com a queima de fogos de artifício e o show gospel do Padre Devair Cuevas.

Um olho na vela e outro no voto

Tradicionalmente os Novenários que acontecem em anos eleitorais recebem grande afluência de candidatos. O governador Sebastião Viana (PT) participou da missa e da procissão no seu último ano de mandato. Também o senador e pré-candidato ao Governo Gladson Cameli (Progressistas) esteve na celebração. Gladson se disse emocionado com a lembrança do seu tio, o falecido ex-governador Orleir Cameli, que sempre participava da procissão à Nossa Senhora da Glória.

“Desde criança que participo dessa celebração. Essa data exalta a fé das pessoas e eu como filho de Cruzeiro do Sul sempre me emociono. É uma festa que une as famílias acreanas com o propósito de uma caminhada da esperança e da renovação. Essa devoção à Nossa Senhora também me traz à lembrança uma mensagem de que a população não perca as esperanças, mesmo com toda a violência que vivemos. Através das nossas orações vamos pedir que Deus ilumine a mente das pessoas que causam essa violência. E vamos trabalhar unidos, muito além dos partidos, para acabar com essa situação,” afirmou Cameli.

Quem também participa do Novenário mesmo antes de entrar na política é o senador Jorge Viana (PT). Presente na missa e na procissão, Jorge também fez um apelo à paz e à união das pessoas.

“Sempre que posso estou aqui. É o maior evento cristão do Acre. Nesse momento estamos precisando muito de fé, esperança e pedir por dias melhores. Aprendi com a minha mãe a ser devoto de Nossa Senhora. Que Ela com a sua bondade possa nos acolher a todos e fazer o nosso país se encontrar com um ambiente de harmonia. E todos possam se ver como irmãos. O Brasil precisa vencer esses tempos de dificuldades. Ninguém aguenta mais crises e essas brigas. Nós merecemos paz e temos que fazer por onde. Eu procuro dar a minha contribuição através da política e de muito trabalho,” afirmou.

O senador Sérgio Petecão que também esteve na procissão se vestiu com sacos de lixo para proteger-se da chuva. Mas fez todo o trajeto acompanhado da sua pré-candidata a primeira suplente, Maria das Vitórias e da viúva de Orleir Cameli, dona Beatriz Cameli.

“Uma procissão muito bonita. Apesar da chuva o povo do Juruá mostrou toda a sua fé e devoção. Essa é uma festa abençoada que já faz parte do nosso calendário religioso. Fiz questão de participar dos meus amigos e do meu Juruá. Aproveitei a oportunidade para pedir à Nossa Senhora da Glória que abençoe o nosso Estado nesse momento de muita violência. Fiquei muito emocionado em reencontrar muitos amigos e amigas em Cruzeiro do Sul exatamente nesse momento de fé e devoção,” salientou o senador.

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Presidiários que dizem fazer greve de fome estocam comida em dispensas improvisadas

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Desde a última segunda-feira (13), detentos de todas as unidades do sistema penitenciário do Estado do Acre estão em greve de fome. A ordem para que essa manifestação acontecesse, teria partido do presídio de segurança máxima Antônio Amaro Alves, onde estão reclusas as lideranças das quatro facções atuantes no Acre: Comando Vermelho, Bonde dos 13, PCC e Ifara.

Essas lideranças reivindicam algumas melhorias no sistema como visita íntima com o intuito de ter um lugar apropriado para receber essas visitas, liberação de aparelhos televisores e respeito por parte dos agentes de segurança para com os presos das demais unidades penitenciárias. Um colaborador do ac24horas entrou no interior do presídio e fez registros exclusivos.

“Hoje a gente vem fazendo uma greve de fome na busca pelos nossos direitos. Eles tão colocando a gente pra receber visita em um lugar inapropriado, a gente recebe nossa família no banho de sol e ficam tudo no chão. Além disso a gente também reclama da visita íntima que era pra acontecer dentro das cela, entendeu? E enquanto não derem esses benefícios para nós, nós vamos continuar com a greve de fome até falar com a juíza Luana Campos ou com os direitos humanos”, disse um dos presos tido como liderança na unidade.

Na prática, a greve de fome funciona apenas com o que é servido pelo sistema penitenciário. Eles recusam o café, o almoço e a janta, mas nas celas, cada preso fez uma espécie de dispensa de suprimentos. As visitas acontecem uma vez por semana e eles aproveitam para reforçarem a dispensa.

“Os presos recebem visitas uma vez na semana e essas visitas podem trazer alimentos perecíveis. Eles recusam o que oferecemos, mas se mantém com o que recebem da família. O que eles pedem, em sua maioria, são regalias que o sistema não nos permite ceder, somente podemos fazer o que é permitido por lei. Eles estão num presídio de segurança máxima diferente de um presídio normal, onde precisam ser monitorados 24 horas por dia, não podem ter contato com o meio e nem saber o que acontece nele, por isso nem televisão é permitido. Quanto a melhoria do espaço para receber essas visitas nós podemos avaliar”, diz o diretor da unidade, Jackson Loureiro.

Atualmente, há 73 detentos reclusos na unidade penitenciária Antonio Amaro. Trinta deles estão em Regime Disciplinar Diferenciado, conhecido como “RDD”. Os demais ficam distribuídos entre os oito pavilhões de segurança máxima do presídio.
Além dessa divisão, os presos também são separados por facções, de um lado ficam os integrantes do PCC, BONDE DOS 13 e Ifara, tidos como parceiros do crime e do outro ficam alojados os integrantes do Comando Vermelho, tida como facção rival.

A rotina começa às 6h30min quando os agentes entregam o café da manhã. Em seguida, por volta das 8h, iniciam o processo de revista diária nos presos e nas celas. Enquanto os agentes realizam a revista nas celas, os presos ficam no banho de sol, onde permanecem lá por duas horas. Cada milímetro da cela é revistado e até as barras de ferro das grades passam por inspeção. O almoço é servido às 11h e a tarde é aproveitada para que passem por atendimentos médicos, psicológicos, sociais e odontológicos.

Lideres do Comando Vermelho ficam reunidos em banho de sol

“Nós procuramos nas celas qualquer objeto ilícito, desde droga, material perfuro cortante ou qualquer coisa que possa afetar a segurança dos agentes e dos próprios presos aqui nessa unidade. O contato com eles é mínimo, mas buscamos sempre atender ao que é permitido por lei. Se o preso precisa de atendimento médico, nós damos aqui, se for o caso, levamos para unidade ao lado e se for também o caso, levamos para o hospital”, disse o agente Macedo Oliveira.

Perguntado sobre como é o tratamento que recebem dentro do Antonio Amaro, um detento identificado como Raylan, preso por tráfico de drogas, contou que nunca foi maltratado, mas reclama do tratamento que os companheiros levam no Francisco de Oliveira Conde.

“Aqui nunca fui maltratado, pessoal aqui respeita a gente, mas já teve alguns companheiros que já foram maltratados sim, principalmente lá na Foc e é por eles que a gente também reivindica, mais respeito com nossos irmãos”, relatou o preso.

Apesar do sistema ser bastante criticado como opressor e falho, ainda é possível ver exemplos dentro da cadeia de detentos que mesmo em meio a lideranças de organizações criminosas tentam se ressocializar, cumprir suas penas e sonham em mudar de vida quando ganharem a liberdade.

Dentro do presídio de segurança máxima Antonio Amaro Alves nós achamos dois desses exemplos para ilustrar essa matéria. São condenados que por bom comportamento, não vivem atrás das grades, andam livremente pelo presídio fazendo serviços de limpeza e até auxiliando os agentes em afazeres com outros detentos.

Edvaldo Carneiro está preso desde 2007 quando praticou um homicídio. Ele não quis dar detalhes sobre o assunto, mas se diz arrependido. Há seis anos no Antonio Amaro, ele produz vasos com cimento e pedaços de pano que a direção lhe permite vender. Ele fatura com a venda cerca de 600 reais que é uma forma que ele encontrou de ajudar sua família mesmo preso.

“Foi um jeito que eu achei de ajudar minha família. Já tô aqui desde 2007, fui condenado há 102 anos de cadeia e disseram que preciso cumprir pelo menos 15 anos para poder progredir de pena para o semiaberto. Me deram a oportunidade e tô aqui hoje há seis anos trabalhando no Antonio Amaro, fabricando meus vasos e com isso sustento minha família, mesmo estando preso. Acho que é possível sim se realmente quiser sair do crime e mudar de vida, basta a gente querer”, relatou Edvaldo.

Outro exemplo que encontramos no presídio foi o de Francimar Muniz. Ele foi condenado a 30 anos de prisão pela morte de sua enteada. Ele diz que foi um acidente, mas a família o acusou pela morte da criança e hoje ele se diz arrependido. Trabalha na limpeza do presídio e ano que vem poderá, caso continue com seu bom comportamento, ganhar a progressão de pena para o regime semiaberto.

“Foi um acidente, minha enteada morreu quando estava comigo lá na Bolívia, o cavalo caiu em cima da gente e minha esposa me acusou de ter matado ela. Aqui faço serviços de limpeza e ano que vem acho que ganho o regime semiaberto. Quero sair daqui e viver minha vida, nunca fui do crime, o que aconteceu comigo foi uma fatalidade”, finalizou Muniz.

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Material impresso com foto de Perpétua Almeida junto com exemplar da Constituição é distribuído em escola

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A ex-deputada federal Perpétua Almeida (PC do B), que tentará retornar ao parlamento federal no pleito de outubro deste ano, pode ter cometido crime eleitoral por provável campanha antecipada e com um agravante: em um estabelecimento público.

A denúncia veio à tona por meio de uma rede social. A publicação mostra um exemplar da Constituição Federal acompanhado de um material impresso contendo a foto da comunista. A distribuição teria ocorrido na Escola Estadual Armando Nogueira, em Rio Branco.

À reportagem de ac24horas, Perpétua disse que o material em que aparecem sua foto e endereços de suas contas em redes sociais não é propaganda eleitoral. Trata-se, segundo ela, de cartão de visita.

A ex-deputada informa que alguns dos materiais, exemplares da Constituição, cartilhas e estatutos são ainda resultado do mandato dela que “foram para universidades, outros para escolas, entidades, sindicatos, associações. Alguns desses materiais foram entregues nas portas de escolas, outros entregues às direções das escolas, outros entregues por mim mesma, depois de palestras que fiz em universidades e escolas.
E meu cartão de visitas (que não é material de campanha), com telefone, email e redes sociais, sempre vai junto”.

“É de praxe, quando se entrega um livro ou algo assim, se mandar junto o cartão de visitas. Não é campanha, ainda não. Quando for campanha, o material a ser distribuído terá meu número e a informação de que sou candidata a deputada federal”, completa.

Propaganda eleitoral fora de prazo; conduta da direção da escola será apurada

A promotora eleitoral Alessandra Garcia Marques, do Ministério Público Estadual, vê a prática como “abuso de poder econômico” e “propaganda eleitoral fora do prazo”.

“Isso pode ser qualificado como abuso do poder econômico e é propaganda eleitoral feita fora do prazo legal.”

Os cartões, argumenta a promotora, são usados como pretexto no lugar da propaganda.

“Ela usa um subterfúgio para não ser enquadrada como propaganda, porque não pede voto expressamente, mas a conduta pode ser qualificada como abuso do poder econômico.”

A promotora informou ainda que a conduta da direção da escola será apurada de forma minuciosa.

“A pessoa que autoriza isso na escola pode responder até por improbidade”, encerra.

Denúncias devem ser encaminhadas ao MP Eleitoral

Procurado, o Tribunal Regional Eleitoral informou por meio de sua assessoria de imprensa que qualquer denúncia deve ser feita ao MP Eleitoral.

A assessoria lembrou ainda que o TRE, ao contrário do que muita gente pensa, não é órgão fiscalizador, mas julgador, por ser um Tribunal. “O TRE julga as ações propostas pelo MP a partir das denúncias feitas ao MP”, informou a assessoria.

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