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Como execuções e decapitações transformaram a pacata Rio Branco em capital da violência

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É preciso ter sangue frio para assistir, sem fechar os olhos, aos 4 minutos e 20 segundos que levaram à condenação de Joalyson da Silva a 62 anos de prisão, em dezembro passado, em Rio Branco, capital do Acre. Dois jovens são decapitados vivos, sob a exaltação de quatro criminosos, que filmam tudo com um celular. Uma das vítimas é depois esquartejada.

“Morre desgraça. Com nóis é desse jeito. Quem vai comandar aqui o Acre é o PCC e o B13. É assim que nóis faz. Aqui é o sangue do CV.  vivo ainda? Peraaí, deixa eu matar esse bicho.”

A voz é de Joalyson da Silva. Em interrogatório, o jovem de 25 anos disse que era “soldado do PCC” e confessou participação no crime, mas argumentou que apenas filmou. O B13 a que ele se refere é o Bonde dos 13, facção criminosa do Acre, aliada do grupo criminoso paulista. Segundo as investigações, as vítimas foram mortas por vingança, por serem supostamente ligadas ao Comando Vermelho.

O crime ocorreu em 2016, ano em que Rio Branco começou a ser tomada por uma onda de violência e terror. O número de homicídios cresceu 86% em relação a 2015. É o maior aumento entre todas as capitais do país, segundo dados recém-divulgados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde.

A principal explicação para esse crescimento é uma guerra entre facções criminosas para controlar rotas de tráfico de droga na Amazônia, que se agravou justamente a partir de 2016.

Só no Acre, são mais de 1,4 mil quilômetros de fronteira com Bolívia e Peru, países produtores de cocaína. A geografia facilita para o tráfico: a maior parte do território é formada por floresta fechada, cortada por um labirinto de rios e com pouca fiscalização.

“Antes, quem matava e quem morria no Acre eram conhecidos. Eram brigas de bar, bebedeira, traição, crimes de ímpeto. Agora, não mais. São mais casos de execução, com requinte de crueldade. É facção criminosa matando facção rival. É lamentável o que está ocorrendo”, afirma o promotor Rodrigo Curti, com 14 anos de atuação no Tribunal do Júri do Acre.

“São tragédias sociais, semelhantes aos atos de terrorismo praticado pelo (grupo extremista autodenominado) Estado Islâmico”, considerou o juiz Leandro Leri Gross, na sentença de Joalyson da Silva.

A Secretaria de Segurança do Acre foi procurada pela BBC Brasil por uma semana para falar sobre o assunto, mas não respondeu. Já a Secretaria de Polícia Civil afirmou, via nota, que “o Estado do Acre vem experimentando o acirramento de uma guerra entre grupos criminosos que tentam se consolidar e dominar o mercado do comércio varejista e atacadista de armas, drogas e produtos receptados”.

De cidade pacata a capital da violência

Rio Branco é uma das menores capitais do Brasil, com 380 mil habitantes. Com tamanho de cidade de interior, sua rotina já foi a de uma cidade pacata. Para enfrentar o calor amazônico, era comum colocar cadeiras em frente de casa, conversar com vizinhos, ver a vida passar.

Mas, ao longo dos anos, as pessoas trocaram o lado de fora pelo lado de dentro de casa, colocaram grades nas janelas, aumentaram os muros. Hoje, moradores e autoridades relatam que há bairros inteiros controlados por facções.

As estatísticas são a prova dessa transformação. Até 2015, a taxa de homicídio de Rio Branco era equivalente à do conjunto das capitais do Brasil – 34 por 100 mil habitantes. No ano seguinte, saltou para 62 por 100 mil, colocando Rio Branco entre as cinco capitais mais violentas do país. Para comparação, a taxa de São Paulo é inferior a 15 por 100 mil.

O ano de 2016 foi só o começo. Em 2017, a taxa de homicídios de Rio Branco deve ultrapassar 75 por 100 mil habitantes, de acordo com o número de assassinatos registrado até novembro pelo Observatório de Análise Criminal, do Ministério Público do Acre. Pode ser a maior entre todas as capitais brasileiras no ano passado, de acordo com projeções feitas pela BBC Brasil – os números oficiais devem ser divulgados no final deste ano.

Neste ano, a onda de violência continua. A jornalista acreana Lília Camargo, especializada em cobertura policial, está fazendo a contagem das mortes. Todas as semanas, ela reúne informações primárias de diversas fontes – entre elas, nos 30 grupos de WhatsApp que administra – e depois confere os dados com autoridades policiais.

O motivo desse trabalho? “Temos dificuldade para conseguir dados na Secretaria de Segurança Pública. Sem essa lista, a gente perde o controle de quantas pessoas estão morrendo”, explica Lília.

Só nas duas primeiras semanas do ano, a lista da jornalista mostra 20 pessoas assassinadas em Rio Branco. Pode parecer pouco. Mas, guardadas as proporções, é como se 632 homicídios tivessem ocorrido em São Paulo em 14 dias. De fato, esse foi o número de vítimas de assassinato na capital paulista, mas ao longo de 11 meses, de janeiro a novembro de 2017.

Disputa de facções na Amazônia

A chave para entender essa explosão de violência não está no Acre, mas no Sudeste. Em 2016, as principais facções do país, o PCC, de São Paulo, e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, racharam.

Acredita-se que, a partir daquele ano, o PCC tenha passado a controlar rotas de entrada de droga do Paraguai para o Brasil. Isso teria acirrado a disputa por rotas alternativas. A Amazônia brasileira entrou então no foco do tráfico.

“A curva de homicídios no Acre, a partir de 2016, reflete muito bem a cisão das organizações criminosas”, afirma o promotor Bernardo Albano, coordenador do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Acre.

De acordo com especialistas em segurança pública, a disputa pelo tráfico na Amazônia contribuiu para o aumento da violência em diversos Estados da Região Norte. Mas foi no Acre que o número de homicídios cresceu mais. Por quê?

“É a situação inversa de São Paulo. Em São Paulo, não há esses números porque o PCC dominou tudo, não tem confronto. No Amazonas, também há uma facção dominante. Já no Acre, há um equilíbrio de forças entre as facções beligerantes. Isso gera uma disputa sangrenta entre elas”, afirma Albano.

Segundo o Observatório de Análise Criminal do Acre, ligado ao Ministério Público, drogas e acerto de contas teriam sido as motivações de 14% dos homicídios ocorridos no Estado em 2013 – 33 casos. O percentual subiu para 49% em 2017 – 236 casos. É um crescimento de seis vezes em quatro anos.

Além das mortes na disputa do tráfico, a Ouvidoria da Secretaria de Direitos Humanos do Acre tem recebido denúncias contra policiais. Segundo o Anuário de Segurança Pública, o número de mortes decorrentes de intervenção policial no Acre subiu de 10 para 25 entre 2015 e 2016. Também “há denúncias de mortes provocadas por membros do poder público e atribuídas a facções”, afirma o ouvidor Valdecir Nicácio.

Essa não é a primeira vez que o Acre ganha destaque nacional devido à violência. No final dos anos 1990, o coronel da PM e então deputado federal Hildebrando Pascoal foi acusado de chefiar a organização de um esquadrão da morte, e condenado por homicídio, formação de quadrilha e narcotráfico.

Seu crime mais notório foi a morte do mecânico Agílson Firmino, cujo corpo foi esquartejado com uma motosserra. O filho de Firmino, de 13 anos, também foi morto. Além disso, duas testemunhas foram assassinadas.

“Em 1999, o Acre conseguiu desbaratar o crime organizado, na figura do Hildebrando Pascoal. Achávamos que não precisávamos fazer mais nada. Aí, o crime avançou novamente”, afirma um membro do governo do Acre, em anonimato.

Déborah Freitas fazia parte de facção no Acre e estava tentando sair, segundo a família | Foto: Arquivo pessoal da família de Déborah Freitas

Buscas, urubus e investigação

A acreana Déborah Freitas, de 19 anos, fez parte do Bonde dos 13 por dois anos. Até que decidiu sair: “Meu nome é Déborah, meu vulgo é Barbiie beeck, e eu saindo fora do Bonde dos 13 agora”, disse, em vídeo gravado com celular no começo deste ano.

Segundo a família, Déborah queria construir uma vida nova para ela e o filho de dois anos. Mas não deu tempo. Poucos dias depois, em 13 de janeiro, seu corpo foi encontrado em uma cova rasa, dentro de uma mata fechada, na periferia de Rio Branco. É uma das vítimas mais recentes da violência na capital do Acre.

Sua morte também foi gravada. As imagens mostram Déborah feita refém, mantida ajoelhada em uma clareira no matagal. Ainda era dia. “Filma, filma”, diziam os criminosos, com o rosto coberto, enquanto começavam a decapitar e esfaquear a jovem de forma bárbara. A seguir, um deles exibe a cabeça da vítima para a câmera. O vídeo dura 60 segundos.

“Déborah se dizia integrante do B13, chegou a gravar um vídeo rasgando blusa com o símbolo desse grupo e, ao que parece, estava se relacionando com um integrante de outro grupo criminoso, o CV. Ao que tudo indica, sua morte está ligada ao seu relacionamento com pessoas desses grupos criminosos”, afirmou a Secretaria de Polícia Civil, por nota. No vídeo do homicídio, os assassinos exaltavam o Comando Vermelho, rival do Bonde dos 13.

Quem achou o corpo de Déborah foi a própria família: a mãe, a irmã, uma prima e o cunhado. Eles começaram a procurá-la depois de seu desaparecimento. A polícia também fez buscas, mas “ajudou pouco”, segundo Sara Freitas, a irmã. “Ninguém se interessa em ajudar, porque ela era de facção.”

Os familiares decidiram, então, persistir por conta própria. Depois de três dias de buscas, a partir de pistas recebidas por ligações anônimas, chegaram ao matagal no bairro Caladinho. Sara viu quatro urubus voando e suspeitou que ali encontraria o corpo da irmã. Ela estava certa. A polícia foi chamada para retirar os restos mortais da jovem.

Por causa do estado do corpo, não houve velório. A perícia fica pronta em fevereiro. “O que eu quero é que as autoridades tomem providências. Nada vai trazer ela de volta”, diz a irmã.

Dificuldades de investigar e controlar as fronteiras

Mas tomar providências não tem sido fácil para as autoridades do Acre. No caso de Déborah, a Secretaria de Polícia Civil diz que identificou, mas não localizou, um adolescente que teria participado do crime. “As dificuldades são enormes, pois ninguém tem informações no local onde foi deixado o corpo – ou teme repassá-las”, diz a nota enviada pelo órgão.

“A polícia não está conseguindo investigar. Vivemos em um Estado Amazônico, com uma densidade demográfica muito baixa. As pessoas são mortas nas matas, estradas, em locais onde não há câmera de segurança, testemunha. Isso dificulta muito o trabalho da polícia”, afirma o promotor Rodrigo Curti.

Tão ou mais difícil que enfrentar os homicídios é combater o tráfico de drogas na Amazônia. “A cocaína é muito barata nos países vizinhos. O menino sai de manhã do Acre de moto e volta à tarde com três quilos de cocaína, sem passar por bloqueio policial, só usando estradas secundárias”, afirma Nicácio, da Secretaria de Direitos Humanos do Acre.

As fronteiras são pouco vigiadas, o que faz as autoridades estaduais criticarem o governo federal. “A gente não tem o apoio necessário da União. As fronteiras estão abertas. Os efetivos do Exército, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal são pequenos”, afirma Carlos Portela, Secretário de Polícia Civil do Acre.

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que investiu R$ 49,7 milhões no aperfeiçoamento profissional e reequipamento das instituições de segurança pública do Acre em 2017 – tanto para policiamento urbano como de fronteira. Além disso, disse que repassou mais R$ 16 milhões para construção, reforma e aparelhamento dos presídios, também no ano passado.

Conselho Nacional de Justiça inspecionou presídios do Acre em 2017 e os definiu como superlotados e disputados por facções | Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Um dos Estados que mais aprisionam no país

Todas as três facções que disputam o território do Acre nasceram em presídios – mas em Estados e anos diferentes. O Comando Vermelho, no Rio, em 1979. O PCC, em São Paulo, em 1993. Já o Bonde dos 13 teria surgido no Acre em 2013, como uma união de criminosos locais para fazer frente à chegada das facções do Sudeste. Também é dentro do sistema prisional que ocorrem as principais alianças e cisões entre os grupos criminosos.

O Acre tem a segunda maior taxa de aprisionamento do país, de 657 para cada 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional – o campeão é Mato Grosso do Sul (697). Também é o Estado com a maior proporção de presos jovens – 45% têm entre 18 e 24 anos. Os dados são do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen 2016).

Em inspeção realizada em 2017, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu o sistema prisional do Acre como superlotado e disputado por facções criminosas. Das 13 unidades prisionais, dez são “péssimas”, de acordo com informações apuradas por juízes criminais e compiladas pelo CNJ. O Instituto de Administração Penitenciária do Acre não respondeu ao pedido de entrevista da BBC Brasil.

Como tentativa de conter a força das facções, o Acre instalou bloqueadores de celulares em presídios, introduziu o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) – com maior grau de isolamento e de segurança – e fez a transferência de presos. Além disso, foi criado o Retina, um sistema de inteligência premiado pelo CNJ – por questões de segurança, ninguém fala sobre ele.

“Não é difícil de entender porque estamos vivendo essa onda de violência. Vem ordem de facção e de presídio de fora do Estado para pessoas praticarem crimes aqui”, afirma Portela, secretário de Polícia Civil.

“O Estado do Acre não é um estudo de caso a parte. Qualquer lugar do território nacional está enfrentando essa situação. Educação e saúde têm fundos constitucionais previstos. A segurança não tem. Nunca ninguém previu”, conclui.

Desde 2014, o Brasil ultrapassou a marca de 60 mil homicídios por ano.

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Destaque 5

STJ suspende inquérito que investiga filho de deputado acusado de desvio de recursos na merenda

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O Ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acatou um pedido de liminar em favor do empresário Cristian Silva Sales, filho do deputado estadual Manoel Moraes (PSB), para que o inquérito da polícia Civil que que investiga desvio de recursos na distribuição da merenda escolar no Estado do Acre seja suspenso. A decisão do STJ beneficia além de Cristian, Andrea Cristina Sena Araújo, Odimar de Araújo Teixeira, Marcus Samuel Silva Lira, Tiago Leite Silva e Manoel de Jesus Leite Silva, que faleceu recentemente vítima de covid-19.

Os advogados do empresário indiciado pleiteavam a anulação da investigação, porém o magistrado deferiu apenas a suspensão e fez o pedido de mais informações a respeito do caso a 4ª Vara Criminal de Rio Branco, responsável por autorizar a Operação Mitocôndria em abril deste ano.

Os advogados alegaram ao STJ que existe um entendimento que desvio de verbas oriundas do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, integrante do Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar – FNDE, correspondem ao interesse da união e portanto o Tribunal de Justiça do Acre não teria competência para julgar o caso.

Com reconsideração do ministro, as decisões proferidas pela 4ª Vara Criminal de Rio Branco como medidas cautelares de bloqueio de ativos, indisponibilidade de bens, busca e apreensões e decretação de prisões temporárias, em razão da prática, em tese, dos crimes licitatórios, peculato, corrupção, falsidade ideológica, falsificação de documento público, lavagem de capitais e associação criminosa, estão suspensas até análise do mérito.

Seguindo entendimento do STJ, o juiz Cloves Augusto, da 4ª Vara Criminal, acatou a ordem superior e destacou que considerando a referida determinação de suspensão do IPL em razão da dúvida quanto à competência da Justiça Estadual, entendia que todos os demais feitos devem também ter seu andamento suspenso, para evitar que possível decisão em feitos conexos ou apensos seja considerado como descumprimento da liminar.

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Coluna do Astério

Enquanto isso, na Escolinha do Professor Gladson…

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_ Aluno Bestene!

_ Presente, professor Gladson!

_ Você anda muito maluvido, vai levar um zero pra começar e terminar a conversa.

_ Mas, professor…

_ Ca-la-do!

_ Senhor Minoru, onde fica o Japão?

_ No Quinari, professor Glads!

_ Vai levar nota dois, não decorou a minha cartilha mas é um menino muito inteligente.

_ Seu Rocha, me responda sem gaguejar…porque você só pensa naquilo, nessa prefeitura?

_ Professor eu quero saber porque o senhor quer escolher uma aluna de outra escola, da farda encarnada, para ser a nossa líder de classe?

_ Porque…ora bolas, porque! Porque eu sou o professor, quem manda sou eu!

_ Seu Petecão da Seis de Agosto…

_ Diga, amado mestre!

_ Como é que você se junta com o aluno Bestene e a dona Maílsa que, por sinal faltou hoje, para bagunçar com a minha aula? Me responda, o que foi que você viu nesse Bocalon?

_ E o senhor professor, o que foi que o senhor viu…

_ Ca-la-do! Quem faz as perguntas sou eu, o professor!

_ Seu Nicolau Júnior, me responda rapidamente…quanto é cinco mais cinco?

_ Depende do senhor, professor!

_ Depende de quê?

_ Vamos discutir na Casa do Povo pra ver quanto vai dar ?

_ Menino bom, vai continuar na presidência do grêmio da escola, e o salário dos deputados!!

_ E o salário dos deputados, Óh!!!

“Escreveu não leu o pau comeu”. (adágio popular)

Quebrando o espinhaço

Nessa queda de braço envolvendo o Palácio, o PSB e o PROGRESSISTA alguém vai ficar desmoralizado. Velando-se de um ditado que diz que “o pau sempre quebra para o lado mais fraco” há de prever para que lado ele vai cair.

Coordenação tucana

O presidente do PSDB estadual , Pedro Correia, o Correinha, e o da executiva municipal, Mário Paiva, são os responsáveis pelas articulações dos tucanos com vistas às eleições municipais, principalmente com a ida do vice-governador major Rocha para o PSL.

Negacionista

O deputado José Bestene (PROGRESSISTA) negava ontem bastante irritado de que tinha capitulado diante da candidatura da prefeita Socorro Neri (PSB) apoiada pelo governador Gladson Cameli. Segundo ele, jamais deixaria Tião Bocalom sozinho sentado à beira do caminho. Tipo a música do Roberto Carlos.

Novos PROGRESSISTAS

Os novos PROGRESSSISTAS Ney Amorim e Moisés Diniz participaram da operação fulmina candidatura Bocalom. O encontro para discutir a retirada do nome de Bocalom foi simplesmente extravagante. Ney e Moisés negam!

Ciro Nogueira é meu amigo

O senador Sérgio Petecão (PSD) disse que o seu amigo e compadre Ciro Nogueira, presidente nacional do PROGRESSISTA já mais vai deixa-lo na mão. Isto significa que tem muita confusão pela frente.

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Destaque 5

Alan Rick visita Policlínica do Tucumã e destaca sua emenda para equipamentos médicos

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O deputado federal Alan Rick (DEM) visitou na manhã de terça-feira, 7, a Policlínica do Tucumã. O parlamentar foi recebido pelo Gerente Geral João Paulo Nogueira, o Diretor Administrativo Alex Lustosa e Duciana Araújo, Diretora de Assistência.

Na oportunidade, o parlamentar destacou que destinou R$ 160.000,00 para a aquisição de equipamentos médicos para a unidade. O recurso já está na conta da Sesacre.

“Com esse recurso a Policlínica do Tucumã poderá adquirir um novo ultrassom, detector fetal, aminioscópio, cardiotocógrafo, cadeiras e outros equipamentos para a implantação de atendimento especializado para gestantes de alto risco”, disse o deputado.

A Policlínica, que foi Upa até 2017, realiza atualmente atendimentos do Programa Saúde da Família e de outros como o de pediatria, de endocrinologia e ginecologia.

“Trabalhamos com ambulatório especializado. Além disso, montamos um planejamento familiar para a realização de vasectomia e laqueadura. Um ponto de apoio ao Estado. A Policlínica tem feito também teste rápido da Covid-19. Com os recursos do deputado Alan Rick poderemos fortalecer ainda mais o trabalho desenvolvido aqui. Agradeço a ele pela parceria com a Policlínica e por ter um olhar diferenciado para a área da Saúde”, disse João Paulo.

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Coluna do Astério

Menino bom esse Pádua

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Zé Lezim Duvale

Mamãe já dizia que menino bom é aquele do Zé Geraldo, que escuta qualquer fofoquinha vem logo aqui contar. A frase do governador Gladson Cameli, ao jornalista Luís Carlos Moreira Jorge, no Blog do Crica, de que “vai mandar embora do seu governo todo aquele que não beijar a mão branca da prefeita Socorro Neri só livrando o Pádua [Bruzugu], me fez lembrar da minha “véinha”.Depois de matutar sobre a frase por diversos aspectos, chego à conclusão de que o filho de Martim Bruzugu tá certo. Ninguém pode tirar a razão dele e nem seus méritos. Bem faz ele avisar ao governador que o caminhão de mudança não vai alcançar o Posto Ipiranga.

Mesmo sendo da cozinha do deputado Flaviano Melo, sempre transitou por diversos becos e terreiros. Sabe servir e animar um ambiente como ninguém. Quando o padrinho Flaviano dá uma esticadinha em Brasília, no Rio ou nos EUA, Pádua se achega na casa do Petecão 100% popular. Conta boas piadas, sonoras gargalhadas, faz um lero-lero aqui, outro ali, (o anão Montana Jack chega baba ouvindo o Pádua), por último prepara uma fritada de mandi e pronto! Pode arriar a Devassa! Tá escalado para o lugar no time dos que levam e trazem as boas e más notícias do mundo político acreano. Sabe de tudo…

Com a acessão de Gladson ao governo, o tampinha, chamado nos bastidores do Palácio Rio Branco de “tamborete de forró”, também andou azeitando uma comidinha ao chefe e por sua gentileza e conversa afiada, ganhou espaço na gestão. Se diz leal ao chefe e por contar-lhe coisas que outros não contam, conquistou cadeira cativa no ninho do Cameli. Acontece que nessa confusão toda de apoia não apoia Socorro Neri, Pádua está que nem curió de muda: não dá um pio. Agora ele se encontra entre a cruz e a espada, já que o Roberto Duarte é o candidato do padrinho Flaviano. Vai ter que dá uma no cravo e outra a ferradura!

Funcionou, Pádua! O chefe também te ama, o de Cruzeiro do Sul!

“O risco que corre o pau corre o machado”. (Velho adágio seringueiro aplicado a política por Guiomard Santos)

. O ex-prefeito Tião Bocalom é um sujeito muito sério, não está para brincadeira!

. Muito menos a senadora Mailza Gomes, José Bestene e toda a tropa do Progressista que vê em Bocalom a chance de chegar a prefeitura da Capital.

. “Se os institutos de pesquisas estivessem fabricando uma vacina para o coronavírus estaríamos muito bem porque elas são muitos sérias e verdadeiras”, diz Maria Rosa.

. A Maria Rosa é que nem o Príncipe Myshkim, O Idiota, de Dostoievski, acredita em todo mundo!

. No mundo de hoje continua sendo um incômodo!

. De acordo com o presidente do Avante, Manoel Roque, o partido tem a melhor proposta para governar Rio Branco encabeçada pelo seu pré-candidato, Jarbas Soster.

. Questionado pela coluna sobre a declaração do governador Gladson sobre os que não apoiarem a prefeita Socorro Neri irão catar coco de babaçu no Maranhão, Rocha disse que não tinha nada a dizer.

. “Não sou o governador, nem sou do Progressista, não é um problema meu…”.

. O senador Petecão, Mailza Gomes, José Bestene, deputados estaduais passaram o dia acalmando os afilhados políticos em cargo de confiança.

. Disse na coluna que o alvoroço iria ser grande!

. O esforçado Luziel Carvalho meteu o pé na jaca!

. Deve se juntar ao amigo Fernando Zamora!

. Cá entre nós, o Zamora (gente boa) pulou uma fogueira sem tamanho, escapou de um rabo de foguete para a lua.

. O que iria ter de candidato, cabo eleitoral e eleitor lhe torrando a paciência por dinheiro na campanha não estava escrito em lugar nenhum.

. Maria Rosa se aproxima de mima com uma moeda não mão e vai dizendo:

. “Está vendo essa moeda? Digamos que represente a política, ela tem dois lados, um é a direita e o outro a esquerda, mas a moeda é a mesma”…

. Onde você aprendeu isso?

. “Na minha igreja”!

. Que igreja é essa?

. “Ainda estamos pensando em um nome”!

. Por que isso?

. “Porque um missionário foi pregar o evangelho na parada de ônibus da praça do Calafate confundiram ele com um eleitor de Bolsonaro, acharam que tudo é a mesma coisa, mas não é”.

. Hummmm…

. Deus abençoe a nova igreja!

. Bom dia!

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Bombando

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