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EXCLUSIVO: o julgamento sumário e execuções comandadas pelos Conselho da maior facção do Acre, o Bonde dos 13

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11h10 – O Conselheiro Imperador posta uma mensagem de texto onde diz que já está avaliando a situação;

11h13 – Um outro membro do Conselho posta mensagem dizendo que se a mulher for a responsável por ter sido espancada devido traição, ela que será punida para servir de exemplo;

11h28 – Conselheiro Imperador diz que é necessário ouvir a versão dos dois;

11h29 – Conselheiro diz que irá localizar [uma suposta vítima].

15h18 do dia seguinte aos fatos narrados, Maykon Pereira da Silva, vulgo Mayko Louco, morre após ser alvejado com tiros enquanto dormia em sua residência, no bairro Sapolândia, região próxima ao Mocinha Magalhães, em Rio Branco.

LEIA MAIS: Rainha da Sapolândia é presa por ter arquitetado o assassinato do marido

A conversa com nomes preservados – por medida de segurança – revela um cenário que já era percebido pelas autoridades do estado em março de 2016. A delegacia especializada de combate ao crime organizado (DECCO) não tinha dúvida, Conselhos que formam a estrutura organizacional das facções criminosas no Acre, venceram as muralhas das penitenciárias e ganharam as ruas, decidindo quem vive e quem morre. Nos últimos anos, as facções espalharam terror, estabeleceram suas leis e passaram a ter poder semelhante aos grandes grupos de mafiosos. “Eles mesmo julgam, sentenciam e executam”, diz J. Facundes, um dos maiores estudiosos do Primeiro Comando (PCC).

O que o ac24horas passa a revelar na série de duas reportagens, é o resultado de dois anos de trabalho dos investigadores da DECCO e do Ministério Público Estadual, monitorando os criminosos. A partir de interceptações telefônicas e de conversas de WhatsApp dos presos, foi possível fazer toda a anatomia da maior facção do Estado, o Bonde dos 13, que segundo relatório, “é um produto de um Estado ausente” criado no Acre para concorrer com o Comando Vermelho (CV) no controle do tráfico de drogas na região.

Há praticamente dois anos, a Operação Fim da Linha, desencadeada pela Polícia Civil, prendia 160 pessoas, supostamente ligadas as organizações criminosas. O estado reconheceu a estratégia como uma resposta à altura dos atentados praticados com ordens que saíram das lideranças de dentro da Unidade Prisional Francisco de Oliveira Conde (FOC), mas a ação não foi suficiente para frear o avanço dos grupos.

O material em poder das autoridades revelou níveis alarmantes de organização e de domínio do aparato estatal por parte dos criminosos dentro e fora dos presídios. E de acordo relatório da DECCO, “apesar das ações pontuais realizadas, as organizações são dinâmicas e vem crescendo em nosso estado de forma assustadora, se alastrando também nos pequenos municípios mais afastados do Acre”, diz o documento.

Entre os especialistas em segurança pública, o delegado aposentado, Messias Ribeiro, que atuou em área de fronteira, nos municípios de Brasileia e Assis Brasil, ouvido pela reportagem, afirmou que as facções cresceram e se organizaram de tal forma que não tem mais sentido falar em “poder paralelo” quando se está referindo a elas, mas sim em “poder de fato”.

“O Bonde dos 13 é a marginalidade institucionalizada no regime do atual governo dentro das prisões. A crise que vivemos não é somente de segurança pública, é bem mais profunda, a questão também é moral, passa pela degradação familiar, ameaça o próprio regime democrático”, acrescentou o delegado.

Ribeiro relata que a sua diarista é vítima das organizações criminosas instaladas na cidade do Povo, onde “é obrigada a seguir regras impostas pelos marginais, uma delas, a do silêncio. Ela já foi assaltada várias vezes e sequer pode denunciar. Ora, o poder deles há muito saiu de dentro da prisão e ganhou os bairros, alastrando esse sentimento de pânico na sociedade” disse o delegado.

O testemunho do delegado corrobora uma investigação do Ministério Público que aponta para hierarquia funcional, divisão de atividades e pratica de recrutamento de pessoas pelas facções: Comando Vermelho, Bonde dos 13 e Família do Norte. Essa ação acontece dentro dos bairros de Rio Branco. Pichações espalhadas em regiões periféricas, mas também em áreas nobres como o Residencial Green Garden, no São Francisco, e até em muros de escolas, demonstram a demarcação dos territórios do crime e a expansão das atividades criminosas no estado.

O Bonde dos 13

Mesmo recém-surgida no mapa do crime local – teria menos de cinco anos de existência -, o Bonde dos 13 é apontado como maior força nas unidades prisionais do Acre. Por contagens não oficiais, fontes da segurança pública estimam que o bando teria mais ‘filiados’ do que agentes penitenciários no contingente das cadeias locais.

Em Rio Branco, eles já se espalharam por vários bairros, mas o domínio da facção é considerado maior na Cidade do Povo, Taquari e Região da Transacreana. Seu estatuto é claro, segundo relatório da DECCO, “no sentido de que todos os integrantes devem colaborar para o crescimento e contribuir com uma cota mensal, além de cumprirem missões indicadas pelo Conselho.

O Tribunal do Crime

Pela primeira vez uma reportagem teve acesso ao organograma administrativo do Bonde dos 13. O estatuto define algumas regras para determinar quem pode e quem não pode integrar o “partido” do crime, um cargo de alta confiança, que exige coragem e palavra. Cada novo integrante precisa passar por um batismo – juramento de fidelidade ao grupo – e, especialmente, a figura do “padrinho”. A regra geral é de morte para quem trair a facção ou um dos membros da “família”.

No primeiro escalão do grupo estão os conselheiros responsáveis pela tesouraria (Arrecadação), Cadastro e Armamentos.

No segundo escalão, estão as divisões de Responsáveis pelos membros femininos de dentro da cadeia, os supervisores dos responsáveis por membros dos pavilhões e regiões.

A hierarquia segue com os membros femininos e membros gerais do grupo, cada um com suas funções e atividades subordinadas ao Conselho.

O foco da arrecadação, além dos serviços de manutenção, é a compra de armas de fogo, colete balísticos e aparelhos de telefone para a comunicação.

O cadastro é controlado por uma identidade numérica reconhecida dentro da facção como ‘senha’. Por esse cadastro, são resolvidos os conflitos nas bocas de fumo, assim como, infrações cometidas dentro dos presídios. O responsável pelos pavilhões (Presos) e os bairros (membros em liberdade) são pessoas de extrema confiança do Conselho, com poder de tomar decisões e até decidir quem vive e quem morre.

– A violência no Acre é pandêmica, as facções tomaram conta da cidade, demarcam territórios igualmente os morros do Rio de Janeiro –, disse o advogado criminalista, Romano Gouveia.

Na próxima reportagem da série, dados exclusivos mostram o avanço no número de homicídios no Acre a partir da criação do Bonde dos 13.

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Destaque 6

Cameli reúne primeiro escalão e marca posse de secretários

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A posse dos secretários do governo de Gladson Cameli já tem dada e hora marcados: 02 de janeiro de 2019 às 9h. Um dia após a posse do governador eleito.

O anúncio foi feito na manhã deste domingo, 16, no escritório de trabalho de Gladson Cameli em reunião com a presença de 19 membros do primeiro escalão do novo governo. Na oportunidade, Cameli estabeleceu como prioridades de sua gestão: segurança, infraestrutura, educação, saúde e agronegócio.

Ele pediu à sua equipe atendimento humanizado e respeito aos servidores públicos de carreira.

“Deixei claro mais uma vez que o estado está aberto para o agronegócio e desenvolvimento, para quem quiser vir investir. Pedi um levantamento de como estão funcionando todas as secretarias e determinei que todos os servidores tem que cumprir horário”, afirmou o progressista.

Em reportagem exclusiva veiculada neste domingo, o ac24horas mostra que a reforma administrativa de Cameli sugere 900 cargos comissionados na estrutura estatal, 10 assessores especiais, além de diretores de diferentes setores.

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Destaque 5

PSD recebe filiados e amigos em almoço na chácara “Boi Cagão”

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Caravanas do interior, políticos, simpatizantes e familiares do senador reeleito Petecão, participaram da festa de confraternização do PSD, ocorrida ontem (15) na chácara Boi Cagão, em Rio Branco.

Anfitrião do evento, o senador teve que se desdobrar para dar atenção aos muitos convidados que prestigiaram o momento.

Na ocasião, Petecão foi homenageado pela direção do PSD e também rendeu homenagens.

Ele entregou uma placa ao publicitário Wagner, dono da produtora que conduziu a mídia de sua vitoriosa campanha.

Dezenas de prêmios foram sorteados e a animação ficou por conta da Banda Trio Furacão.

A deputada estadual mais votada, Meire Serafim e seu esposo, Mazinho Serafim, prefeito de Sena Madureira, foram alguns dos muitos políticos que fizeram questão de cumprimentar o grupo do senador.

Em seu discurso, Petecão voltou a agradecer a massacrante votação que recebeu (244 mil votos) e disse que vai redobrar o trabalho em favor do Acre neste segundo mandato.

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Extra Total

O exercito de Gladson Cameli

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EXCLUSIVO – Governo de Gladson quer ter 900 cargos comissionados e 10 assessores especiais ganhando mais de R$ 19 mil Chefes de departamentos e Diretores Executivos contarão com mais de 100 cargos ganhando até R$ 16 mil

 

Com exclusividade, o jornalista Luís Carlos Moreira Jorge, de ac24horas teve acesso em primeira mão a reforma administrativa que será enviada e analisadas por deputados na próxima terça-feira, 18, na Assembleia Legislativa

A reforma da estrutura administrativa do novo governo que tomará posse no dia 1º de janeiro deve ser analisada pelos deputados da Assembleia Legislativa nesta semana e tudo indica que será aprovada sem ressalvas. O ac24horas obteve com exclusividade cópia do documento de 32 páginas que promete ser o condutor político e administrativo da gestão de Gladson Cameli.

Além do que já havia sido divulgado durante a transição, retratando a diminuição do número de secretarias, o decreto confirma fusões tornando órgãos até então considerado simples no governo Sebastião Viana, em superestruturas governamentais. O esboço informa que de fato Gladson Cameli terá 13 secretarias, algumas com novas nomenclaturas. Confira:

1) Secretaria de Estado da Casa Civil;
2) Secretaria de Estado de Planejamento – SEPLAN;
3) Secretaria de Estado da Fazenda – SEFAZ;
4) Secretaria de Estado da Saúde – SESACRE;
5) Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esportes – SECE;
6) Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública – SEJUSP;
7) Secretaria de Estado de Empreendedorismo e Turismo – SEET;
8) Secretaria de Estado de Gestão Administrativa – SGA;
9) Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio – SEPA;
10) Secretaria de Estado de Meio Ambiente – SEMA;
11) Secretaria de Estado de Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano – SEINFRA;
12) Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia – SEICT;
13) Secretaria de Estado de Polícia Civil – SEPC.

O texto da reforma ainda mostra toda a estrutura e definição hierárquica que ficará sob a tutela do governador eleito. Os órgãos serão gabinete do governador; assessoria e agência de comunicação; secretaria de Estado da Casa Civil; gabinete militar; assessorias especiais; gabinete do vice-governador; representação do Governo em Brasília, órgãos de assessoramento político superior [Conselho do Estado e Conselho da Defesa Social]; controladoria geral do Estado [vinculado ao gabinete do governador] e os órgãos militares como a Polícia Militar do Estado do Acre – PMAC e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre – CBMAC.

Entre fusões e extinções, o Instituto de Mudanças Climáticas do Acre – IMC, passa a fazer parte integrante do Instituto de Meio Ambiente e Análises Climáticas do Acre – IMAC. Já o Instituto Dom Moacyr Grechi – IDM, passa a se chamar Instituto de Assistência e Inclusão Social – IAS. A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e Social – FADES passa a fazer parte integrante do Instituto de Assistência e Inclusão Social – IAIS e o Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento – DEPASA, passa a se chamar Departamento Estadual de Águas e Saneamento – DEPASA.

Outra mudança é no Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Acre – IPEM, que passará a fazer parte integrante da FUNTAC. A FUNBESA passa a fazer parte integrante do Instituto de Assistência e Inclusão Social – IAIS.

Em compensação, a nova lei extingue a Fundação Escola do Servidor Público do Estado do Acre – FESPAC; Fundação de Desenvolvimento de Recursos Humanos, da Cultura e do Desporto do Estado do Acre – FDRHCD; Fundação Aldeia de Comunicação do Acre – FUNDAC d Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Acre – FAPAC.

Apesar de sua extinção, as atividades exercidas pela Fundação Escola do Servidor Público do Estado do Acre – FESPAC serão realizadas pela Escola do Servidor Público do Estado do Acre. Já as atividades exercidas pela Fundação de Desenvolvimento de Recursos Humanos, da Cultura e do Desporto do Estado do Acre – FDRHCD serão realizadas pela Secretaria de Estado de Educação Cultura e Esportes. Os trabalhos exercidos pela Fundação Aldeia de Comunicação do Acre – FUNDAC – serão realizadas pela Assessoria de Comunicação e a  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Acre – FAPAC – serão realizadas pela FUNTAC. Os patrimônios materiais e imateriais dos órgãos extintos serão incorporados ao Patrimônio do Estado do Acre.

As secretarias de Estado proporão as políticas de ação das entidades da administração indireta, na forma a seguir descrita: Secretaria de Estado da Indústria, Ciência e Tecnologia terá sobre sua órbita a Companhia de Armazéns Gerais e Entrepostos do Acre – CAGEACRE. Já a Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio – SEPA fica responsável pelo Instituto de Defesa Agropecuária Florestal do Estado do Acre – IDAF.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente – SEMA – fica responsável pelo Instituto de Meio Ambiente e Análises Climáticas do Acre – IMAC; Instituto de Terras do Acre – ITERACRE.

A super secretaria de Estado de Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano – SEINFRA – terá em suas mãos o DERACRE,  DETRAN e o DEPASA.

A pasta de Educação Cultura e Esporte – SEE terá ainda sobre sua responsabilidade a Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour – FEM – e a pasta da Saúde ficará responsável pela Fundhacre.

Já na área da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, Iapen e ISE ficarão sob as mãos do novo secretário de segurança, Paulo Cesar Farias.

A secretaria da Fazenda terá sobre os seus domínios a Junta Comercial do Estado do Acre – JUCEAC; Agência de Negócios do Estado do Acre S.A – ANAC; o Banco do Estado do Acre S.A – BANACRE, a Companhia de Colonização do Acre – COLONACRE; Companhia Industrial de Laticínios do Acre – CILA; Empresa de Processamento de Dados do Acre – ACREDATA; Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Acre – CODISACRE;

Companhia de Habitação do Acre – COHAB/ACRE e o Instituto de Previdência do Estado do Acre – ACREPREVIDÊNCIA.

Na nova proposta que será analisada pelos deputados, ficou definido a estrutura de cargos do novo governo, onde haverá um Assessor de Comunicação, um cargo de Controlador Geral do Estado,  um cargo de Chefe da Representação; um cargo de Coordenador da Casa Civil; 34 Diretores Executivos;  80 Chefes de Departamento; um cargo de Chefe do Gabinete do Governador; um cargo de Subchefe do Gabinete do Governador; um cargo de Chefe do Gabinete Militar;  um cargo de Subchefe do Gabinete Militar; um cargo de Chefe do Gabinete do Vice Governador.

Mesmo com toda a estrutura montada, de acordo com a proposta de lei, o Poder Executivo fica autorizado a instalar, em caráter especial, dois cargos de secretários de Estado de natureza extraordinária para a condução de assuntos ou programas estratégicos de interesse público. Além disso, o PL traz a criação de 10 cargos de assessores especiais.

A nova proposta traz ainda a criação de 900 cargos comissionados divididos da CEC1 a CEC7, sendo 200 CECs 1, 200 CECs 2, 150 CECs 3, 100 CECs 4, 100 CECs 5, 100 CECs 6 e 50 CECs 7. A remuneração desses cargos irá variar entre R$ 1.500,00 a R$ 7.100,00 ao mês.

Ainda de acordo com apuração feita pelo ac24horas, o governo terá amplos poderes para dissolver, extinguir, fundir ou privatizar a CILA, CODISACRE,  CAGEACRE, EMATER. ACREDATA e  COLONACRE, companhias conhecidas nos governos da Frente Popular como cabides de emprego.

Assessoria de Cameli diz  que esboço de projeto de lei “não reflete a realidade”

A assessoria de comunicação do governador eleitor Gladson Cameli (Progressistas) divulgou nota na tarde deste domingo (16), afirmando que o Projeto de Lei retratando a Reforma Administrativa da nova gestão que toma posse a partir de 1º de janeiro, “não reflete a realidade, uma vez que o conteúdo sofreu alterações, inclusive no número de Secretarias de Estado e em vários outros artigos e parágrafos divulgados”.

O comunicado afirma ainda que há equívocos da reportagem no tocante a extinção de autarquias e na maioria dos artigos divulgados sem a citação de fonte oficial. “Salientamos ainda que a numeração de artigos sequer condiz com o PL original”, diz a assessoria.

Segundo a nota, as informações obtidas pelo ac24horas “apresentam manipulações em vários trechos, soando estranhamente como intenção de distorcer o conteúdo de origem do Projeto de Lei”. ”Todas as propostas apresentadas visam a redução dos custos atuais do Estado, atendendo as exigências jurídicas e administrativas necessárias para a execução de uma administração coesa, íntegra e eficaz. Por fim, temos o compromisso de bem informar a sociedade acreana acerca das decisões do futuro governo tão logo o PL da Reforma Administrativa seja apreciado pela Assembleia Legislativa do Estado (ALEAC), que no seu papel de representante do povo, estará executando sua missão”, explícita a assessoria.

 

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