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Caminhando sobre a navalha

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O senador Gladson Cameli (PP) caminha sobre o fio da navalha em duas situações políticas. A primeira é que não pode ter candidato ao Senado para chamar de meu, como algumas correntes que o cercam, erradamente, defendem de forma partidária. Pelo fato de ter três candidaturas fortes para senador na oposição, apoiando a sua candidatura ao governo: Mara Rocha (PSDB), Sérgio Petecão (PSD) e Márcio Bittar (MDB). No momento em que Gladson optar por privilegiar um ou dois destes candidatos vai perder votos. O certo é deixar cada um fluir sem privilégios. A outra situação é na questão de Vice. Se errar vai dormir quatro anos com o inimigo, caso venha a ser o vencedor da eleição. Tem que ser um nome da sua simpatia, da extrema confiança e que não tenha no currículo a nódoa da ingratidão política pelos partidos que passou. Quem traiu uma vez trairá sempre. É o velho axioma de que: “trair e coçar é só começar”. Pode até aceitar a indicação de partidos, mas jamais uma imposição. Governar com um Vice que não confia seria como governar sempre com alguém com um punhal apontado para as suas costas. A última palavra sobre o vice tem de ser sua e não de terceiros. Ou terá complicações num eventual mandato. As duas situações, Senado e Vice, devem ser bem analisadas. Quem escolhe a noiva para casar é o noivo e não os assessores do noivo.

O JOGO DO SENADO
A candidatura da jornalista Mara Rocha (PSDB) ao Senado é boa para o debate político e para ampliar o leque de candidatos à disposição do eleitor. É simpática, bem articulada, conhecida no Estado e entra no jogo como a única mulher entre os nomes que querem chegar ao Senado.

CHAPA COM PETECÃO
A sua campanha será casada com a chapa do candidato ao Senado, senador Sérgio Petecão (PSD). Isso já foi anunciado pelo presidente do PSDB, deputado federal Major Rocha.

CENTRO DO DEBATE
O candidato ao governo, prefeito Marcus Alexandre (PT), não pode se irritar quando questionado como vai processar o tema Segurança e execuções, por dois motivos: o seu vice Emylson Farias (PDT) é o atual secretário de Segurança e o assunto será bandeira da oposição.

PROCURAR UM ANTÍDOTO
O que o Marcus Alexandre tem de procurar é um antídoto para enfrentar o tema, que estará no ápice da campanha dos candidatos ao governo pela oposição, queira ele ou não.

BRIGA NA JUSTIÇA
Um personagem ligado ao governo comentou ontem numa breve conversa num supermercado que, o empresário Jarbas Soster errou na dose ao imaginar que atacando o Tião Viana e Jorge Viana, os colocando nas cordas com ataques, receberia seus créditos. Tudo agora será discutido até às últimas instâncias na justiça, pondo fim a um acordo amigável, garantiu.

APENAS JORNALISTA
Não sou militante político. Nem balançador de bandeira. Não integro nenhum time da bajulação de um dos candidatos ao governo. Respeito quem exerce esta função, mas nesta campanha não esperem outro comportamento da coluna que não seja o de não brigar com a notícia. Se isso agrada ou não agrada algum cardeal ou assessor, paciência, eu farei jornalismo.

QUESTÃO SIMPLES
Se algum candidato não quiser ter referências negativas, cumpra uma pauta positiva, simples!

NÃO SEI OS VOTOS DOS ATAQUES
Não se pode tirar da professora Rosana Nascimento, candidata a deputada federal pelo PPS, o seu passado de ativismo na defesa da causa dos professores. Se ela deixou a FPA pela oposição não invalida sua atuação como sindicalista. Se a Rosana terá votos suficientes para se eleger, isso é lá com as urnas. É bom que cada vez mais mulheres disputem cargos eletivos.

APOSTANDO NA SEGUNDA VAGA
A Delegada Carla Brito (PSB) é candidata a deputada estadual apostando numa segunda vaga do partido na ALEAC. A primeira vaga deverá ser do deputado Manoel Moraes (PSB). Estou comentando na hipótese de chapa própria do PSB e não se o PSB for para o chapão do PT.

SURFANDO NA IMPOPULARIDADE
Na eleição passada a Delegada Carla Brito (PSB) foi a segunda mais votada para a prefeitura de Cruzeiro do Sul. Na sua campanha a estadual deverá surfar na impopularidade do prefeito. Agora, ela torça para que o PSB não forme no chapão do PT de estadual, um ninho de cobras criadas.

VERSÃO DEFINITIVA (EM TESE)
Correm duas versões sobre a candidatura do Coronel Ulisses Araújo: uma que se filiaria ao partido do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) e a outra no DEM. A versão correta é que se filiará ao DEM. Como é militar da ativa pode se filiar antes da convenção regional, que acontecerá em junho. Bem, mas isso se até lá o deputado federal Alan Rick não aplicar um golpe e tomar o DEM do ex-prefeito Tião Bocalom, para barganhar ser Vice em outra chapa. No PRB tentou e não conseguiu, por questões religiosas, mas no DEM tem menos empecilho.

HÁ MAIS DE 3 MESES
A coluna deu há mais de 3 meses que o deputado Antonio Pedro (DEM) apoiaria a candidatura do senador Gladson Cameli (PP) ao governo. Notícia neste sentido é um prato requentado.

TUDO ACABA EM POLÍTICA
No Acre, até disputa na porrinha acaba em política. É o que está acontecendo com acreana Gleici Damasceno, que participará do lixo cultural BB18, é exatamente a repetição deste mantra. Por se apresentar como representante do PT, ela despertou a ira da oposição. E a pancadaria na rede social vai continuar, principalmente, por estarmos num ano eleitoral.

DESFECHO NATURAL
A reaproximação da ex-deputada federal Antonia Lúcia (PR) com o Pastor da Assembléia de Deus, agora aliado do grupo evangélico dos Câmaras, Luiz Gonzaga, será um desfecho natural desta briga política na Igreja.Lembrar que,ela foi nas últimas campanhas crítica feroz de Gonzaga.

PEGOU MUITO MAL
O certo é que o racha na Assembléia de Deus, uma das mais tradicionais do meio evangélico no Acre, pegou muito mal para os lados litigantes, porque se trocou a pregação por uma briga pelo mundano e cada um se escorando em citações bíblicas para mostrar estar certo. Cômico!

NÃO GANHA, MAS ATRAPALHA
A opinião é de um político que conhece bem o colégio eleitoral de Cruzeiro do Sul: “o fato do] prefeito Ilderlei Cordeiro (PMDB) apoiar o Rudiley Estrela (PP) para Federal pode não lhe eleger, mas vai tirar votos da deputada federal Jéssica Sales (PMDB), não adianta minimizar”.

REFLEXO EM 2020
A briga entre o prefeito Ilderlei Cordeiro (PMDB) e o ex-prefeito Vagner Sales (PMDB) é atual, mas o seu maior reflexo será em 2020, quando o grupo do Vagner terá candidato próprio para a prefeitura de Cruzeiro do Sul. É uma reação natural para quem se sente desprezado. “A gente colocou, a gente tira”, dizem os aliados de Vagner.

NÃO É PELOSOLHOS VERDES
O apoio do ex-prefeito Vagner Sales ao seu mais querido afilhado, o candidato ao Senado Márcio Bittar (PMDB), não será pelos olhos verdes que este não tem. Passa pela indicação do primeiro suplente, que pode ser o Vagner, e até este assumir o Senado um período em caso de vitória de Bittar. Não existe almoço de graça entre políticos. Especialmente, entre cardeais.

MAIOR ABANDONADA
A vice-governadora Nazaré Araújo (PT) teve sorte em ser guindada para ser a primeira suplente na chapa do Senado do senador Jorge Viana (PT). Não fosse este gesto solidário, Nazaré ficaria como uma espécie de maior abandonada pelo PT. É a crua realidade.

BOM PARA A ELEIÇÃO
Oito candidatos disputando as duas vagas do Senado é muito bom para a democracia. O que entusiasma mais é que basta dar uma olhada na lista para ver nomes da mais alta qualificação. Isso deixa ao eleitor uma pluralidade de escolha, que vai do candidato do campo técnico ao campo político. As pesquisas têm mostrado um quadro embolado, que somente será desembaraçado no decorrer da campanha. Vai pesar na reta final a mais azeitada estrutura de campanha e aceitação que o candidato conseguiu firmar na defesa das suas propostas. A máquina estatal tem o seu peso, mas não é decisivo, isso se mostrou claramente na última eleição para o Senado, quando Sérgio Petecão (PSD) derrotou Edvaldo Magalhães (PCdoB), apoiado pelas máquinas do Estado e da prefeitura de Rio Branco. Pesou, neste caso, a empatia. Eleição para senador tem característica diferente da disputa no campo proporcional.

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