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Com 105 kg, farmacêutica é eleita Miss Acre Plus Size 2018 e vai disputar titulo nacional em São Paulo

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Para ser uma Miss Plus Size não basta ser bonita é preciso ser uma mulher forte, decidida e ousada e essas qualidades resumem bem a Miss Acre Plus Size, Pollyana de Aguiar. Ela foi selecionada para representar o Acre na etapa nacional que irá eleger a mais bela Plus Size Brasil 2018, previsto para ocorrer dia 8 de março, em São Paulo.

Pollyana Aguiar, 28 anos, é farmacêutica e conta que recebeu com surpresa a notícia de sua escolha para representar o Acre. “Em dezembro recebi a ligação dizendo que eu havia sido selecionada para representar meu Estado na etapa nacional. Naquele momento passou um filme na minha cabeça de todo preconceito que já sofri e vivi. Foi quando percebi que sou capaz de vencer todos obstáculos”, relembra.

Dona de uma beleza inquestionável, Pollyana afirma que após sofrer muito com seu peso decidiu se libertar de qualquer estereótipo padrão imposto pela sociedade. Atualmente, ela garante: “Sou bem feliz e resolvida comigo mesma e pode ter a certeza que darei o melhor de mim e farei de tudo para trazer a coroa e a faixa para o Estado”.

Em entrevista especial a reportagem do ac24horas, Pollyana Aguiar relata como superou o preconceito e deu um basta aos padrões imposto pela sociedade, sem se descuidar do corpo, da alimentação, dos cuidados de beleza e, acima de tudo, da autoestima. “Para ser uma Plus Size de verdade é preciso se amar o suficiente, cuidar do seu corpo, sua saúde e sua estética”.

Pollyana Aguiar afirma que não é adepta de dietas, porém não abre mão de uma alimentação saudável. “Como sem neuras. Não é porque sou gordinha que tenho que me descuidar. Uma de minhas preocupações é sempre manter uma alimentação saudável e geralmente não comer coisas que contenham muito sal. Sem tempo para praticar esportes devido a intensa carga de trabalho, Pollyana diz que, nas horas vagas, não abre mão de estar com amigos e dá boas risadas. “Como tenho uma rotina bem corrida de trabalho, nos momentos vagos gosto sempre de está reunida com os amigos batendo um bom papo e se divertindo, em casa ou barzinhos”.

Em um relacionamento sério, a Miss Acre destaca que o que mais a atrai em um homem é a humildade, simplicidade, honestidade, sinceridade e caráter e tem verdadeira aversão a homens prepotentes e arrogantes. Como toda mulher, Pollyana não esconde que é vaidosa e conta alguns dos cuidados específicos com o corpo e beleza.

“Com relação ao corpo, como estou sem tempo para praticar esporte, gosto sempre de estar fazendo massagens modeladoras, faço drenagem duas vezes por semana. Com o rosto, costumo fazer limpeza de pele, utilizo protetor solar diariamente, além da limpeza diária com sabonete líquido específico, água micelar, tônico adstringente e na bolsa sempre ando com lenço de limpeza facial. Não abro mão de ter sempre produtos de beleza ao meu alcance”.

Ficha Técnica

Nome completo: Pollyana das Neves de Aguiar
Idade: 28 anos
Profissão: Farmacêutica
Estado Civil: Namorando
Peso: 105 kg
Medidas: 96 cm de cintura, 110 cm de busto e 130 cm de quadril
Altura: 1,68 mt

Confira a entrevista com Pollyana Aguiar, a Miss Acre Plus Size 2018

ac24horas – Pollyana, como surgiu a oportunidade de concorrer e representar o Acre no concurso de beleza Plus Size?

Pollyana Aguiar _ Fiquei sabendo do concurso e resolvi me inscrever, tentar a sorte. Não imaginava ser selecionada, por não ser conhecida, não ter experiência na área e nunca ter trabalhado como modelo. Quando menos espero, em dezembro, recebo a ligação dizendo que eu havia sido selecionada e eleita a Miss Acre Plus Size e que iria ser a representante estadual na etapa nacional. Naquele momento passou um filme na minha cabeça de todo preconceito que já sofri e vivi, foi onde percebi que eu sou capaz de vencer todos obstáculos.

ac24horas – O que podemos esperar da Pollyana Aguiar nesta disputa?

Pollyana Aguiar _ Pode ter a certeza que darei o melhor de mim e farei de tudo para trazer a coroa e a faixa para estado.

ac24horas – Além de um manequim a partir do tamanho 44, o que é preciso para ser uma Plus Size?

Pollyana Aguiar _ Tecnicamente o Plus Size começaria no tamanho 46, porém, na prática, a mulher que usa 44 já é considerada Plus Size, até pela dificuldade de encontrar roupas bacanas de grifes tradicionais. Não temos um padrão, mas o corpo tem que ser proporcional, tronco grande, pernas grossas. O meio termo não é uma ‘falsa magra’, mas também não se trata de uma gordinha muito grande, que suscite a apologia à obesidade.

A Plus Size é harmônica, é grande inteira, é apenas fora dos padrões. Para ser uma Plus Size de verdade, precisa se amar o suficiente para cuidar do seu corpo, sua saúde e sua estética. Ser muito bem resolvida consigo mesma e principalmente ser liberta de qualquer estereótipo padrão imposto pela sociedade.

ac24horas – Os padrões estabelecidos pelo mundo da moda e da aparência foram um problema para você?

Pollyana Aguiar _ Sim, constantemente! Geralmente as grifes de roupas costumam produzir somente até o 42, onde deixa a mulher a partir de 44 numa espécie de ‘‘Limbo Fashion”, principalmente pela falta de padronização de tamanho das fábricas. A indústria da moda despreza as mulheres com curvas e volumes.

Eu acredito que essa seja a grande dificuldade da indústria da moda, atender a muitos perfis diferentes de mulheres que usam a partir do tamanho “G”. Há quem tenha mais busto, mais ombros, mais culote. Cada Plus Size tem suas próprias características

ac24horas – Ser magra, em algum momento de sua vida, foi prioridade?

Pollyana Aguiar _ Já sim, eu não me conhecia, sempre que me olhava no espelho me sentia mal, apagava aquela imagem e sobrepunha uma imagem de corpo “perfeito” e ficava muito triste por não ser a minha realidade. Não conseguia ver a beleza das minhas curvas, das minhas coxas grossas, dos meus quadris largos e nem da minha pele. Até que decidi: ‘isso vai parar aqui!’ Não quero passar isso pra frente e esse é meu maior objetivo.

ac24horas – Pollyana, você sofreu preconceito por não estar dentro dos padrões de magreza estabelecido pela sociedade?

Pollyana Aguiar _ Com certeza, quem é “GG” mesmo se amando sempre se depara com comentários maldosos, mas hoje sou bem resolvida, me sinto feliz e isso é o que importa. Quanto ao preconceito das pessoas, isso é problema delas e não meu.

ac24horas – Ser uma Miss Plus Size é assumir uma missão de mudar concepções e opiniões sobre “padrões” de beleza e peso?

Pollyana Aguiar _ Com o título de Miss, me sinto muito mais responsável pelo movimento Plus Size e reconheço que tenho a missão de esclarecer que estar acima do peso não significa não ser saudável, mas sim, que você se aceita e se sente bem, mesmo não fazendo parte de um padrão imposto pela sociedade.

Eu acredito que se for comparar aos tempos passados, houve uma evolução, pois muitas pessoas começaram a aderir ao movimento. O próprio concurso de Miss Plus Size é um dos motivos para isso ter acontecido. Ainda assim acho que precisa haver uma evolução maior. Afinal, o preconceito permanece.

ac24horas – Qual conselho você daria para mulheres que sofrem com esses tais “padrões”?

Pollyana Aguiar _ Eu vou estar sempre tentando empoderar as pessoas acima do peso, tentar ajudar na autoestima e no aumento do amor próprio, eu não sou de ferro e também convivo com preconceitos, de pessoas que no fundo só querem ser cruéis a qualquer custo. Eu escuto piadas aqui ou acolá e muitas vezes elas vêm de pessoas que amamos que nos magoam, é triste perceber que todo mundo tem preconceito.

Mas eu vou seguir na luta e aconselho a quem se sente feliz que continue também, nada como um dia após o outro, uma dose de amor, amizade, carinho e principalmente autoestima e assim vamos desconstruindo essa imagem que ser gordo é ruim, que todo gordo é preguiçoso e doente, nos livrando do peso das amizades que nos colocam pra baixo.

ac24horas – Mais que respeitar seu corpo, a mulher moderna deve … ? complete a frase e deixe sua mensagem pessoal àquelas mulheres consideradas acima do peso.

Pollyana Aguiar _ A mulher deve compreender que não somos divididas em duas partes, rosto e corpo, mas que somos belas no geral da nossa essência e independente do nosso peso. Beleza é um conjunto de coisas: maturidade, autoconhecimento, confiança, personalidade e caráter.

Como mensagem pessoal deixo a seguinte reflexão: É difícil se olhar no espelho e se achar bonita? _Não! O difícil é olhar para o espelho e reconhecer que aquilo que vemos é bonito, mesmo sendo diferente do que vemos em capas de revistas e televisão. Os padrões são feitos para formatar, nos forçar a seguir o mesmo caminho, todos juntos em direção à infelicidade.

A aceitação é o primeiro passo para a mudança, seja grande ou pequena e tem que vir de dentro, de você. Não faço apologia à obesidade, acredito que as mulheres possam querer (ou não) perder peso por infinitos motivos, mas que nesse caminho sejam felizes, independente do manequim que usem.

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Projeto de Lei que proíbe saída de castanha in natura do Acre gera troca de farpas entre deputados na Aleac

Ray Melo, da editoria de política do ac24horas

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O projeto de lei que proíbe a saída da castanha in natura do Acre, de autoria do deputado Heitor Júnior (PDT), gerou uma acalorada troca de acusações na tribuna da Aleac, na manhã desta terça-feira (20), quando Gerlen Diniz (Progressistas) levantou a suspeita que parlamentar governista estaria defendendo interesses empresariais na aprovação do projeto na Casa. Diniz tratou a matéria como o PL mais nefasto apresentado na Aleac. Heitor Júnior usou a tribuna e disse que nefasta é a relação de Gerlen com Mazinho Sarafim.

Segundo Gerlen Diniz, antes da matéria ser apresentada, uma lata de castanha custava R$ 120 – atualmente estaria em torno de R$ 40. “Sem sombra de dúvidas em três anos e vinte dias de mandado, este PL é o mais nefasto, mais nocivo, mais prejudicial ao povo do Acre, que passou nesta Casa. Um projeto de lei que está causando estragos antes de ser aprovado. Um projeto que prejudica milhares de famílias. O preço da castanha estava elevado por que tinha concorrência. Agora, depois que espalharam a notícia desse PL o preço despencou”, ressalta.

Gerlene Dinzi afirma que os empresários peruanos recuaram na compra da castanha produzida no Estado, logo após alguns empresários locais que têm interesse na aprovação, espalharem o boato que o projeto estaria em vigência e a castanha comprada poderia ser apreendida. “Só pelo falto de o projetos ser apresentado, alguns empresários, de forma maldosa, espelharam que o projeto estaria valendo e a castanha vendida in natura poderia ser apreendida. Os empresários peruano não mandam mais dinheiro pra cá”, destaca.

O boato seria que quem comprasse a castanha in natura não conseguiria tirar o produto do Estado. “Isso aqui é obra de empresário. Isso aqui não pode sequer ser discutido. Retire o projeto imediatamente deputado Heitor. Porque ele está prejudicando muitas famílias que trabalham na quebra de castanha. Se for aprovado, no ano que vem, uma lata de castanha poderá custar R$ 10. Isso aqui chama-se aberração. Beneficiar meia dúzia de empresários graças ao suor de milhares de pessoas que trabalham quebrando castanha”, enfatiza Diniz.

“Apelo que o deputado Heitor retire isso, caso não retire, apelo para o líder do governo colocar em pauta nas comissões para enterrarmos isso aqui. É um projeto irresponsável, não estou chamando o deputado de irresponsável, mas ele foi usado. É um problema social que está sendo causado nas comunidades extrativistas. Precisamos enterrar isso o quanto antes. Se enterrarmos esse projeto, dentro de seis meses, a lata da castanha estará custando R$ 100”, disse Diniz, que foi rebatido em seguida pelo autor do projeto de lei.

Heitor Júnior questionou uma suposta relação de Gerlen Diniz com o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (MDB), que tem empresas que trabalha com castanha. “Nefasta é a relação dele com o prefeito de sena Madureira. Nós estamos falando de um projeto que vai gerar mais de dois mil empregos. Temos uma audiência pública agendada para tratar o assunto com os trabalhadores que quebram castanha nos municípios do Estado para aprofundar o debate e apresentar os benefícios do PL para a comunidade extrativista”.

Heitor afirma que seu projeto defendo os interesses dos trabalhadores, não os empresários que trabalham com o beneficiamento da castanha. “A lata de castanha é comprada de R$ 40 lá dentro da mata. Nós queremos tirar a figura do atravessador. É um projeto que visa gerar emprego e renda para beneficiar o catador do seringal. O senhor pode buscas informações mais detalhadas do projeto. Convido o deputado Gerlen para participar da audiência que acontecerá no dia 12 de março apara debater a questão”, finaliza o governista.

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Jéssica Sales empenha mais R$ 2,8 milhões de recursos extraorçamentários para oito municípios do Estado do Acre

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A deputada federal Jéssica Sales (MDB) empenhou mais de R$ 2,8 milhões de recursos extraorçamentários ao Orçamento Geral da União (OGU 2017) – através do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) – para investimentos que serão realizados nos municípios de Brasiléia, Jordão, Sena Madureira, Manoel Urbano, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Marechal Thaumaturgo.

A destinação do dinheiro que vai proporcionar novos investimentos para desenvolver as cidades do interior do Estado acontece graças ao esforço de Jéssica Sales junto ao representante do MDS no fechamento do exercício financeiro de 2017. A partir do empenho, os recursos ficam assegurados aos municípios até que os prefeitos firmem os convênios necessários.

Os recursos empenhados serão aplicados na Construção de Centro de Referência Especializado de Assistência (CREAS) e Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e na compra de material permanente e veículos para equipar os Centros de Referência nos municípios. Para o iniciar as obras é necessário que as prefeituras elaborem e aprovem os projetos para o pagamento do recurso.

“É muito importante que os prefeitos deem celeridade aos projetos, para que os recursos empenhados sejam efetivamente liberados e seus municípios sejam atendidos com a implantação de iniciativas importantes para a comunidade. Vale destacar que esse dinheiro também será utilizado para aquisição de insumos de fundamental importância para área de atenção básica de saúde”, diz Jéssica.

Segundo a deputada, a importância da sede do CREAS nos municípios está na oferta de serviços de assistência às famílias e pessoas em situação de maus tratos, de ameaça, de discriminação, abandono, agressão ou violação de direitos. “O CREAS promove Assistência a jovens adolescentes e adultos vítimas de violência física, psicológica, doméstica e sexual”, destaca Jéssica Sales.

A deputada destaca ainda que “O CRAS tem como objetivo, fortalecer a convivência com a família e com a comunidade. Cuida de proteção às pessoas com deficiência, idosos, crianças retiradas do trabalho infantil e do cadastro dos beneficiários do Programa Bolsa Família, entre outros. É uma conquista muito importante para nossos municípios e para o povo do interior”.

Jéssica Sales informa que Brasiléia receberá o valor de R$ 550 mil para construção de CREAS e compra de um veículo; Jordão foi contemplado com R$ 350 mil para ampliação do CRAS e compra de equipamentos diversos e um veículo; Sena Madureira, ficou com R$ 350 mil para construção de CRAS e Manoel Urbano irá construir um CREAS com o valor de R$ 450 mil.

Já os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, ficaram com R$ 100 mil cada, para compra de equipamentos; Marechal Thaumaturgo, empenhou R$ 810 mil para construção de CRAS e CREAS. “Nosso trabalho junto aos ministérios para conseguir recursos extraorçamentários fortalece as ações das prefeituras que ganham em oferta de serviços para o povo”, finaliza Jéssica.

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Superior Tribunal de Justiça decide que Estado do Acre deve pagar indenização por áreas invadidas na capital

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A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a condenação do estado do Acre e do município de Rio Branco a indenizar o espólio de uma particular pela desapropriação judicial de duas áreas invadidas em 1990, atualmente correspondentes a quatro bairros na capital acreana. A indenização foi determinada judicialmente em virtude da impossibilidade de reintegração do imóvel ao patrimônio da autora da ação.

Por unanimidade, o colegiado afastou a alegação de ilegitimidade dos entes públicos para figurarem no polo passivo do processo e concluiu, em consonância com o julgamento do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que o estado e o município contribuíram para o desenvolvimento e a consolidação das invasões no local, onde hoje moram milhares de famílias.

“Não há como negar, diante dos fatos delineados no acórdão recorrido, que os danos causados à proprietária do imóvel decorreram de atos omissivos e comissivos da administração pública, tanto na esfera estadual quanto na municipal, respeitadas as atribuições específicas de cada ente da federação, tendo em conta que deixou de fornecer a força policial necessária para o cumprimento do mandado reintegratório, permanecendo omissa quanto ao surgimento de novas habitações irregulares”, afirmou no julgamento o relator dos recursos especiais, ministro Gurgel de Faria.

A ação de reintegração de posse foi proposta em 1991. A autora, já falecida, alegou que várias pessoas invadiram uma fazenda e um seringal de sua propriedade, localizados em Rio Branco. Em 1993, o estado do Acre desapropriou parte da fazenda para abrigar os invasores em cerca de 800 lotes.

Em 1997, em virtude da impossibilidade de cumprimento da ordem judicial de reintegração – primeiro pela ausência de força policial e, depois, porque a proprietária já não detinha a posse do imóvel –, a ação foi convertida em processo de indenização (desapropriação indireta). No mesmo ano, o município de Rio Branco ajuizou ação de desapropriação de outra parte da área em litígio.

Longa tramitação

Em primeira instância, o magistrado condenou o município de Rio Branco a indenizar a proprietária em virtude das desapropriações e julgou o processo extinto em relação ao estado do Acre por ilegitimidade passiva. Posteriormente, o estado foi incluído no polo passivo da condenação pelo TJAC.

Por meio de recurso especial, o estado e o município discutiam pontos como a impossibilidade de conversão da ação possessória e a ilegitimidade da inclusão dos entes públicos na ação, que inicialmente havia sido proposta contra particulares.

Já o espólio discutia os critérios de avaliação do imóvel e pleiteava que a indenização fosse calculada sobre o valor atual de mercado do bem desapropriado.

O ministro Gurgel de Faria destacou inicialmente a particularidade do caso analisado, que sofreu diversas interrupções processuais e declinações judiciais de competência, em quadro apto a justificar a decisão de conversão da ação de reintegração de posse em indenização.

“Não se pode penalizar a parte autora, que, a despeito de ter conseguido a ordem judicial de reintegração desde 1991, encontra-se privada de suas terras até hoje, ou seja, há mais de duas décadas, aguardando todo o andamento do processo sem que tenha sido adotada qualquer medida concreta para obstar a constante invasão do seu imóvel, seja por falta de força policial, seja pelos inúmeros incidentes processuais ocorridos nos autos e em decorrência da ocupação coletiva consolidada na área”, apontou o relator.

O ministro também lembrou que, nas oportunidades em que analisou o tema, o STJ já se manifestou no sentido da possibilidade da conversão da ação possessória em indenizatória, em respeito aos princípios da celeridade e economia processuais, a fim de assegurar ao particular tutela alternativa àquela pleiteada inicialmente – a restituição do bem.

Função social

Em relação ao pedido de adequação do valor de indenização, o relator destacou que a Constituição Federal, ao mesmo tempo em que assegura o direito de propriedade (artigo 5º, inciso XXII), também determina que o bem deverá atender à sua função social (artigo 5º, inciso XXIII).

“Sob esses prismas, as instâncias ordinárias excluíram do cálculo da indenização as benfeitorias realizadas pelos posseiros no imóvel, bem como as melhorias urbanas efetivadas pelo poder público, a fim de evitar o enriquecimento ilícito do proprietário, que não cumpriu com a função social da propriedade”, concluiu o ministro ao manter o acórdão do TJAC.

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