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PMDB não combinou com os russos

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De gente bem intencionada o inferno está cheio, diz o velho, mas sempre aplicável ditado. A proposta jogada ontem pelo presidente do PMDB, deputado federal Flaviano Melo, de que deve caber ao DEM indicar o vice na chapa do candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PP), longe de ser uma solução para a oposição apagou fogueira com gasolina. Na verdade, a coluna tem informação que, a ideia não partiu, inicialmente, do PMDB, como se divulgou, mas foi gestada numa reunião na noite de segunda-feira, com o grupo de conselheiros da candidatura Gladson Cameli (PP), com a presença do deputado federal Alan Rick (DEM), que disse que aceitaria ser vice, e o PMDB deu apenas o anteparo político. O que na verdade embute a manobra é acabar com a candidatura do Coronel PM, Ulisses Araújo (PATRIOTA), a governador e junto com o DEM trazer Tião Bocalom (DEM) para o chapão de Federal da oposição. Isso lembra a célebre história da Copa do Mundo, em que antes do jogo com a Russia, o técnico Feola chamou o ponteiro da seleção brasileira, Garrincha, e o mandou driblar os zagueiros soviéticos e fazer o gol. Garrincha, na sua humildade, perguntou: “vocês combinaram com os russos?”. Faltou aos articuladores desta complexa engenharia política ter conversado antes com o presidente do DEM, Tião Bocalom, contrário ao novo cenário. Ao recusar agora, a proposta, Bocalom pôs água no chopp colocado para gelar pelo PMDB, para comemorar a manobra. Não combinaram o anunciado acordo com os russos.

BOCALOM: “VICE É ASSUNTO QUE JÁ MORREU”
O presidente do DEM, Tião Bocalom, disse ontem que não discute mais a questão de vice. “Quando discutimos fomos enganados”, reagiu um irritado Bocalom, para quem está sacramentado o apoio do DEM à candidatura do Coronel PM Ulisses Araújo para governador.

DECISÃO FOI COLETIVA
Bocalom destacou que a decisão do DEM apoiar a candidatura do Coronel PM Ulisses ao governo foi coletiva dentro do partido e, assim, o deputado federal Alan Rick (DEM) não poderia em nome do DEM dizer que aceitaria ser vice. “É impossível, temos outro candidato ao governo”, disparou. Ontem, Bocalom e Ulisses rumaram em campanha pelo Vale do Juruá.

CONFRONTO É INEVITÁVEL
O anúncio do PMDB colocou em rota de colisão, agora em público, as posições políticas do presidente do DEM, Tião Bocalom, e o deputado federal Alan Rick (DEM), tornando o quadro da oposição ainda mais confuso. Não há mais lugar para Bocalom e Alan, no seio do DEM.

ÚLTIMA CARTADA
O deputado federal Alan Rick (DEM), que já foi rifado três vezes na sua escalada para ser o vice do candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PP), joga agora a sua última cartada.

UM SERÁ ESMAGADO
Não existe um meio termo nesta confusão: ou o Tião Bocalom (DEM) sai esmagado ou o deputado federal Alan Rick (DEM) sai esmagado, porque defendem pautas antagônicas.

UM FLAVIANO OTIMISTA
Na entrevista de ontem com o deputado federal Flaviano Melo (PMDB), este se mostrou bastante otimista com uma vitória de Gladson Cameli (PP) no primeiro turno. Acha que o desgaste do governo Tião Viana ajuda e que se o DEM vier somar, a possibilidade aumenta.

ARGUMENTO PESSOAL
Flaviano Melo usa o argumento pessoal para defender a sua tese, a do senador Gladson Cameli (PP) ser um “gigante” na campanha e muito simpático no contato com os eleitores.

FORA DA DISCUSSÃO
Flaviano Melo se mostrou muito preocupado com a briga envolvendo o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, e o ex-prefeito Vagner Sales, ambos do PMDB. Avalia que a tendência na campanha é o clima entre ambos se acirrar ainda mais, porque o Vagner não é de ficar calado. “O Gladson não pode se meter”, aconselhou o parlamentar. Até aqui Vagner Sales silenciou.

“TUDO VAI DAR CERTO”
Conversei ontem com o médico Eduardo Veloso (PSDB), que se mostrou otimista quanto ao fato de vir a ser o vice na chapa ao governo do senador Gladson Cameli (PP): “tudo vai dar certo, tudo vai dar certo”. Veloso e Rocha vão viajar esta semana juntos pelo interior.

POSSIBILIDADE EXISTE
Liguei para alguns amigos da executiva regional do PSDB e todos consultados foram favoráveis que, no atual contexto, é melhor politicamente para a candidatura do deputado federal Major Rocha (PSDB) ter um vice, do que se empenhar na candidatura da irmã Mara Rocha (PSDB) a senadora. Um deles aventou a hipótese de que Rocha possa vir a desistir da idéia de Senado.

PARA COMEÇO DE CONVERSA
Um experiente político da oposição e que apóia a candidatura do senador Sérgio Petecão (PSD) fez ontem uma previsão de que, se o presidente do BASA, Marivaldo Melo, desconhecido do povão, se não vier com cinco milhões de reais na bagagem não emplaca a vaga de Federal.

CORRIGINDO
Não serão 3 toneladas, mas 3 mil toneladas de asfalto que a PMRB jogará na operação tapa-buraco. Fica feito o registro da correção, sobre a ação municipal.

NÃO ME ENTUSIASMO
O passar dos anos me ensinou a não analisar a política com a emoção, mas com a razão, por isso não consigo vislumbrar até o momento nenhum indicador seguro e científico de que, a eleição para o governo estadual possa a ser decidida no primeiro turno, para qualquer lado.

NÃO É NOVIDADE
Para o presidente do PSDB, deputado federal Major Rocha, não lhe é estranho que o PMDB queira um nome do DEM e não o médico Eduardo Veloso para vice de Gladson Cameli (PP). “O Márcio Bittar, o Vagner Sales e o Flaviano Melo nunca quiseram o Eduardo de vice”, lembrou Rocha. “Não sou eu, então, que está querendo implodir o nome do Eduardo”, assinalou.

ALGO CONTRADITÓRIO
Para Rocha fica algo contraditório. O PMDB quer o DEM indicando o vice e aponta o Alan Rick como o preferido. Que então o PMDB fique com o vice e abra mão da candidatura do Senado, sugeriu o deputado tucano, que não aceita o PMDB querer manobrar a chapa majoritária.

“VICE É UM CASAMENTO”
Para o presidente do PSDB, Major Rocha, qualquer partido pode indicar um nome para vice, mas não pode impor. “Vice tem que ser da simpatia e da confiança do candidato ao governo, é um casamento, e pelo que eu sei, o Eduardo Veloso preenche estes requisitos para o Gladson”, enfatizou Rocha.

ÚLTIMA PALAVRA
Rocha acredita que a candidatura de Eduardo Veloso (PSDB) será mantida de vice, porque a palavra final tem que ser do candidato ao governo e não de dirigente partidário.

FORA DE DISCUSSÃO
A candidatura da jornalista Mara Rocha (PSDB) para senadora, segundo Rocha, está fora de qualquer discussão no momento, porque é um lançamento feito pelas mulheres do partido.

SEGURO MORREU DE VELHO
Esta questão de escolha de vice-governador tem que ser feita com um cuidado especial pelo candidato a governador, seja ele quem for, porque se ganhar a eleição com um nome que não é da sua simpatia, pode correr o risco de dormir quatro anos com o inimigo. Vice e motorista oficial não pode ser qualquer um. Vice, porque pode complicar um governo. E o motorista porque testemunhará muitas conversas, que se vazarem destroem um governo. É isso.

“SEGURANÇA DESTRUÍDA”
O ex-deputado Walter Prado diz ter voltado decepcionado com o que viu no interior do Estado, com a maioria dos imóveis das unidades de segurança deteriorada. Para Prado, a imagem da Segurança está destruída com uma média de duas execuções por dia. “Isso pode ser reduzido com mapeamento e colocando setenta de PMs e setenta policiais civis espalhados nestes pontos, a solução para o momento é polícia na rua e a pressão sobre os marginais”, sugere. Onde tem Delegado atuante, com uma boa equipe, bandido não se cria, garante Prado.

O SAMBA ATRAVESSOU
Não se acaba uma briga incentivando os brigadores. Volto dizer que a intenção do PMDB é boa de unir toda a oposição, mas só está errado o método de fazer a coisa por decreto, sem discutir com as partes. Como é que se quer ver o DEM indicando o vice da chapa ao governo da oposição sem antes ter tido uma conversa com o presidente Tião Bocalom? Seria a mesma coisa que uma decisão política importante fosse proposta pelo DEM para ser tomada no PMDB, sem antes consultar o presidente Flaviano Melo. Convenhamos, o samba atravessou!

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