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Alan crítica Governo por atraso de licitações para reformas de hospitais

Nelson Liano Jr.

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O deputado federal Alan Rick (DEM) me ligou para reclamar da demora do Governo do Estado em realizar licitações para reformar os hospitais de Sena Madureira e Acrelândia. O parlamentar afirma que liberou emendas no valor de R$ 6,5 milhões, para as duas unidades de saúde, que já estão disponíveis na conta do Estado. Alan não descarta questões políticas para o atraso do processo licitatório que já estaria com o prazo vencido e poderá acarretar a devolução dos recursos para o Governo Federal. Ele também garante que liberou R$ 500 mil para a reforma do hospital do Distrito de Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul. Mas reconhece que, nesse caso, as licitações ainda estão dentro do prazo. Ao todo Alan orgulha-se de ter viabilizado o valor de R$ 20 milhões para a saúde pública do Acre.

Medicina no Juruá
Outro ponto abordado no bate-papo com Alan foi a questão da faculdade de medicina particular de Cruzeiro do Sul. O parlamentar garante que tentou ajudar a viabilizar o curso gratuito para a UFAC, mas que não havia nenhum pedido oficial junto ao Ministério da Educação.

Espaço aberto
Assim como a coluna criticou o deputado por ter conseguido um curso particular ao invés de um público, agora, democraticamente, abre espaço para as suas ponderações. “Milhares de municípios brasileiros queriam um curso de medicina e conseguimos liberar para o Juruá. Isso significará um montante alto de investimento para a região que vai ajudar na economia dos municípios. Além de médicos e professores, alunos virão para estudar na faculdade e isso sempre significa oportunidades e geração de renda para os moradores. Também estou num esforço para garantir que a faculdade que ganhar a concorrência para abrir o curso pratique um preço razoável da mensalidade que não seja R$ 10 mil como as pessoas estão falando. E os estudantes poderão conseguir financiamento do curso através do FIES. Esses alunos de medicina terão que fazer residência nos hospitais do Juruá. Assim trabalharão gratuitamente e poderão ajudar bastante na saúde pública. Vejo essa faculdade como um avanço importante para a população do Juruá,” afirmou Alan Rick.

Ainda muita água pra rolar
Não vejo a questão das candidaturas ao Governo do Acre fechada. A vida sempre apresenta imprevistos que podem mudar o rumo do quadro eleitoral do momento. Até as convenções partidárias as coligações poderão alterar as escolhas dos candidatos. Isso poderá ser provocado por demandas judiciais, desistências por falta de apoio financeiro e até mesmo opção de vida de cada um.

Planos B e C
Por isso, acho prudente tanto a FPA quanto a oposição terem nomes reservas. Ainda surgirão muitos “tiroteios” naturais e percalços no caminho de todos. O jogo só vale quando o juiz apita. Antes de entrar em campo qualquer time poderá alterar a sua escalação.

Precipitação
Na minha avaliação, o processo eleitoral no Acre está sempre como uma carroça a frente dos bois. Oficialmente estamos ainda numa pré-campanha, mas na vida real é campanha mesmo. Cada um procurando aliados e jogando como se a eleição fosse daqui alguns dias. Mas não é bem assim que a banda toca. Os imprevistos estão logo ali na esquina. Aguardem.

Debate não esgotado
As escolhas do prefeito Marcus Alexandre (PT) e  do Gladson Cameli (PP) como pré-candidatos pelas suas coligações ainda passarão por várias provas. As pesquisas mostram um equilíbrio de preferência do eleitorado acreano, mas daqui pra frente os dois precisam de muito cuidado porque viraram vidraças para pedras dos adversários muito cedo.

Correndo por fora
O Coronel Ulysses e o Lyra Xapuri entram no vácuo dos eleitores que não querem votar em nenhum dos dois pré-candidatos favoritos. Como favoritismo em eleição é uma coisa muito relativa ninguém está fora da disputa até o abrir das urnas. Sempre lembrando que nesse processo muitas surpresas ainda podem acontecer.

Posição da Marina Silva
Conversando com uma liderança da Rede ficou claro que a ex-senadora Marina Silva (Rede) prefere que o partido tenha um candidato ao Governo do Acre. Acho realmente importante que a Rede entre no debate da gestão estadual. Por enquanto, o partido tem um pré-candidato ao Senado e outro à Câmara Federal.

Nem todos os gatos são pardos
O ex-deputado Márcio Bittar (PMDB) cometeu um equivoco quando colocou professores no mesmo pacote que políticos e militares na questão de aposentadoria da Reforma da Previdência. As críticas nas redes sociais foram intensas. “Não tem cabimento coronéis, governadores, políticos, professores se aposentando com 50 anos de idade. Não tem quem aguenta isso,” disse Bittar num áudio que circulou pelos grupos de WhatsApp.

Classe esquecida
A verdade é que a profissão de professor ou professora no Brasil continua a ser desvalorizada. Só para lembrar Bittar, de maneira geral, os salários dos educadores estão muito aquém dos coronéis, governadores e políticos. Portanto, terem alguma vantagem para se aposentarem aos 50 anos não é nenhuma aberração. Como no Japão, os mestres no Brasil mereciam era o respeito dos nossos políticos para extirparem esse vírus da ignorância que campeia a nossa sociedade cada vez mais conservadora e preconceituosa.

2017: Um ano político para ser esquecido
Nada a comemorar. A política mais atrapalhou do que ajudou a vida social e econômica do Brasil. Os trabalhadores brasileiros estão na eminência de perderem ainda mais direitos com a Reforma da Previdência. Já haviam sido massacrados na Reforma Trabalhista. Admito que era preciso modernizar as legislações. Mas isso só poderia acontecer no próximo Congresso Nacional eleito democraticamente, em 2018. Mesmo porque com tantos casos de corrupção paira a suspeição sobre muitos que ocupam atualmente mandatos de senador e deputado federal. Ficou claro que a maior parte do dinheiro da corrupção foi utilizado em campanhas políticas que deram mandatos para muitos que hoje se arvoram em representantes do povo brasileiro, mas que na realidade representam os interesses de uma elite restrita. Sempre há esperança e uma luz no final do túnel. Não adianta reclamar pelos cantos. Melhor é agir e fazer valer o direito de cada um. Espero que os eleitores brasileiros tenham aprendido alguma coisa com esse mar de lama que contaminou a Nação. As próximas eleições de 2018 serão uma oportunidade para mudar e abrir um novo caminho para essa terra de tantas bênçãos naturais, potenciais financeiros e de uma população iluminada chamada Brasil.

Um 2018 iluminado para todos os leitores.

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