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“Encaro as eleições de 2018 como a chance do Acre experimentar um novo momento com novas ideias”, diz Gladson

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Em entrevista exclusiva ao ac24horaso senador Gladson Cameli (Progressistas) avalia que o ano de 2017 foi positivo para o estado do Acre e grandes objetivos de seu mandato foram alcançados. Ele dá destaque especial à restauração da BR 364, bandeira que o parlamentar abraçou quando ninguém queria ser o “pai da obra” inacabada, que ameaçava isolar mais de 250 mil pessoas em três regionais do estado.

Outro indicador apontado como avanço, é o da recuperação econômica do Brasil com a diminuição do desemprego. Para o senador, estão criadas as condições para uma retomada do crescimento em 2018. Visto como liberador de emendas para todos os municípios do Acre, o engenheiro revelou o segredo para conseguir recursos em Brasília.

Inocentado na investigação do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, pré-candidato ao governo por um conjunto de partidos de oposição, Cameli mudou o discurso com relação à postura adotada pelo Democratas de Tião Bocalom e ao pedir respeito a uma nova via política, chamou para si a responsabilidade da liderança do processo.

“Essa eleição não será pela política. Será pelas pessoas”, garante o parlamentar.

Veja na íntegra a entrevista concedida pelo senador Gladson Cameli ao site ac24horas.

Ac24horas – O senhor assumiu o desafio de restaurar a BR 364 quando ninguém queria apadrinhar a recuperação da rodovia. O senador chegou a ter medo de assumir uma bandeira tão complexa como essa?
Gladson Cameli – Eu gosto de desafios. Confesso que quando o governo federal começou a contingenciar recursos por conta da crise instalada nesse país, eu cheguei a pensar que os objetivos do DNIT não seriam alcançados. Foi preciso fincar o pé na porta do Ministério dos Transportes e graças a Deus conseguimos sensibilizar o ministro Maurício Quintela e a direção nacional do DNIT da necessidade de não cortar recursos para a obra. Deu certo, com a conquista da Superintendência no Acre eu me tranquilizei, era a certeza de que os recursos estavam em boas mãos e que seriam aplicados corretamente. O resultado do meu empenho, da união da bancada federal e da transparência na gestão do Thiago Caetano está aí, a BR aberta e com mais de 150 km restaurados.

ac24horas – Essa é a maior conquista nessa área de infraestrutura para o Acre ou existiram outros avanços?
Gladson Cameli – Nós temos um conjunto de obras importantes para o desenvolvimento do estado, a BR 364 tem uma importância muito grande para a ligação do Juruá com o restante do Brasil, o escoamento da produção, a garantia de abastecimento, mas tem um outro corredor fundamental que é a BR 317. Já tem recursos orçados em R$ 63 milhões para a recuperação total dela, desde a divisa do Amazonas até Assis Brasil. Temos o cronograma da ponte sobre o Rio Madeira, mais R$ 140 milhões de investimentos, sem atraso e a expectativa de inaugurar essa obra em 2018. Essa ponte com a conclusão do Anel Viário entre Epitaciolândia e Brasileia fecha as grandes obras necessárias para ligação com o Pacífico. O projeto de reconstrução da BR 364 garante obras para os próximos quatro anos.

ac24horas – O que representou a liberação de exportação da carne suína para a Bolívia?
Gladson Cameli – Ouvir um empresário falar em triplicar a geração de emprego e renda em um momento que o estado vive um caos na segurança pública é muito gratificante. O ministro Blairo Maggi demonstrou para o Acre que com vontade política é possível fazer. O que não resolveram durante décadas, levamos seis meses para colocar nas mãos do Paulo Santoyo, sócio proprietário da Dom Porquito. E vamos avançar rumo ao mercado andino. O Acre precisa produzir, fortalecer o agronegócio. Vejo isso como grande alternativa econômica. Como senador, estou trabalhando para melhorar a vida das pessoas do meu estado e do meu país. Foi isso que me honrou com a escolha do meu trabalho como merecedor do título de melhor senador do Acre.

ac24horas – O senhor é pré-candidato ao governo. Como vai conciliar a atividade parlamentar com as eleições em 2018, caso o seu nome seja referendado pelos partidos de oposição? Já lhe criticaram até pelo o senhor cumprir mais agenda no Acre do que no Senado Federal.
Gladson Cameli – Na semana que me criticaram eu voltava de Brasília com a garantia de 25 ambulâncias, uma para cada município do meu estado. O cidadão hoje está mais preocupado em manter ou conseguir seu emprego do que com política. Está mais amedrontado com essa crise de segurança do que preocupado com campanha. Então, nossa obrigação, como senador é agora buscar soluções e investimentos que ajudem ao Acre suportar essa terrível crise.

ac24horas – Mas as eleições foram antecipadas, o senhor acredita que tem como fugir desse debate?
Gladson Cameli – Eu estou encarando esse momento como uma chance do Acre experimentar um novo momento, com novas ideias para a saúde, para a educação, para discutirmos como o cidadão vai poder sair e chegar em casa com segurança, poder voltar a pensar num futuro melhor. Sou um senador que anda, que conversa com todos os prefeitos independente de cores partidárias, desde Marechal Thaumaturgo até Assis Brasil. Esse debate eu venho tendo diariamente com a população.

ac24horas – O senhor pediu respeito à decisão do Tião Bocalom de marchar com o Democratas com a pré-candidatura do Cel. Ulisses, isso significa o fim das tratativas com o Democratas?
Gladson Cameli – Representa um ponto final nas picuinhas, nos debates pequenos. O Acre é muito maior do que os ataques criados a partir das decisões de grupos políticos. O adversário do Bocalom é o mesmo meu, ou seja, o PT. Nosso objetivo também é comum, de tirar esse grupo que endividou o estado, que persegue o produtor rural, desde o grande até o pequeno, impedido o progresso com um discurso vazio de florestania. Mas voltando à sua pergunta, não é o fim do diálogo, creio que vamos continuar fazendo uma conversa ampla, mas pensando no Acre e nas pessoas.

ac24horas – Com a decisão do DEM, o PSDB é o partido credenciado para indicar a vaga de vice na sua chapa?
Gladson Cameli – Eu tenho dito que o PSDB tem dado gestos positivos. Essa questão é como um casamento, precisa de confiabilidade e fidelidade. Eles apresentaram o nome do médico Eduardo Veloso, estão tratando isso com muita responsabilidade com os demais partidos. A busca não é apenas de um nome para ser vice, mas um perfil que possa confirmar a união das nossas ideias, trazer novas visões e somar ainda mais competência ao nosso grupo.

ac24horas – Como o senhor avalia as últimas denúncias com relação ao seu mais forte adversário político, o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre?
Gladson Cameli – Acho que cabe a ele responder melhor essa pergunta. Fui eleito o senador com o melhor trabalho em prol do meu estado e sou ficha limpa. Isso é o que realmente importa.

Ac24horas – Qual suas considerações finais e a expectativa para 2018?
Gladson Cameli – O país caminha com expectativas de crescimento. Participei de um encontro mundial onde um estudo aponta a projeção maior do PIB brasileiro para 2018. Estou com muita esperança e vontade de continuar trabalhando. Quero agradecer a toda população do meu estado pelo forte sentimento que a gente recebe nas ruas. Agradecer minha esposa, Ana Paula, meu filho Guilherme por tudo de bom que Deus tem proporcionado em nossas vidas e desejar um feliz natal e um próspero ano novo para todas as famílias do meu estado.

Coluna do Nelson

Alan Rick joga nos bastidores de Brasília para ser o vice de Gladson Cameli

Nelson Liano Jr.

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Na hora do aperto ter um mandato ajuda muito. O deputado federal Alan Rick (DEM) não perdeu tempo para aproveitar a oportunidade que se apresentou de ser vice de Gladson Cameli (PP) na disputa ao Governo do Acre. Enquanto Bocalom (DEM) contrapunha o apoio dado pelo PMDB para que o DEM voltasse à chapa majoritária, o parlamentar correu para os colos de quem tem poder de decisão. Assim conversou o senador Agripino (DEM) presidente nacional do DEM, em Brasília, que já estava adoçado pelo próprio colega do Senado Gladson Cameli para ter o apoio do partido à sua candidatura. Xeque mate. Um deputado federal representa fundo partidário e dificilmente Agripino deixaria de também atender a um apelo de um outro senador aliado. Na realidade, pelo que eu entendi dessa história, Alan tomou o partido pra si. E sei que tem o apoio do deputado estadual Antônio Pedro (DEM) que também quer marchar com o Gladson. Resta saber qual será a reação do Bocalom. Se vai aceitar o jogo e ser um candidato a deputado federal e aplaudir a decisão da Nacional ou se vai se rebelar. Nesse caso, teria que migrar para outro partido porque não vejo como ir contra uma ordem do presidente do DEM.

A versão de Alan
Na conversa que tive com Alan Rick depois da sua reunião com Agripino ficou claro que o DEM se alinhar com Gladson será um fato. Ele comunicou tudo que está acontecendo no Acre internamente: as opções políticas para o DEM disputar as eleições de 2018 no Estado com o Coronel Ulysses ou com o Gladson tendo um vice do partido. A escolha foi óbvia.

Bola nas costas
Alan garantiu que não fez toda essa manobra para passar por cima de Bocalom. Mas conseguiu influenciar a direção nacional para o lado que lhe é mais conveniente. Ser vice numa candidatura forte é melhor que se aventurar na
tentativa de uma reeleição difícil.

Pedido
O deputado federal do DEM também me contou que foi procurado por dirigentes partidários pedindo para ser o vice. E que o próprio Gladson lhe fez o convite pessoalmente. Sendo assim deve comandar o DEM na direção da unidade das oposições.

Perigo na esquina
Agora, resta ao senador Gladson endossar toda essa articulação e manter a palavra, se é que realmente foi empenhada, de que quer Alan como seu vice. Porque essa é uma escolha pessoal. Mas se isso não acontecer se preparem para muito mais confusões na oposição.

Estranho
Pelo que entendo dos principais aliados do Gladson, o Alan não seria o perfil ideal para vice. Queriam alguém mais velho e experiente com origem em gestão e administração. Gladson e Alan têm praticamente a mesma idade e são muito parecidos no jeito de fazer política. Portanto, a antítese do que pretendiam os caciques.

Virada de mesa
Se isso acontecer restará ao PSDB manter a candidatura ao Senado de Mara Rcoha (PSDB) de maneira independente. Ou seja, não entrarão oficialmente na coligação de oposição. Podem apoiar o Gladson informalmente, mas não oficialmente. O deputado federal Major Rocha (PSDB) terá que se virar para montar uma chapa forte de federal e se reeleger. O jogo é pesado.

Velha raposa
A experiência na política conta muito. Subestimar o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) é um erro. Eu mesmo não entendi ele anunciar um nome de vice de um partido que estava num outro projeto. Mas Flaviano tinha a carta na manga dessa mudança no plano nacional do DEM. Um dia depois a história se revelou.

Sequelas e desgastes
Resta saber se tudo isso não irá trazer mais confusão na oposição. Se o jogo que virou com o vento não afaste o PSDB para um outro projeto. Rocha ficou numa sinuca de bico.Se voltar atrás pode perder credibilidade com os seus eleitores. Se seguir em frente tem que arrumar os recursos para campanhas de estadual, federal e Senado. Além de ter que se virar para ter nomes fortes ao seu lado para se reeleger. O que eu sei é que o jogo da turma antiga da política é pesado. Flaviano e Márcio Bittar (PMDB) agiram contando com a ajuda do Alan Rick para criar obstáculos à candidatura de Mara Rocha (PSDB) ao Senado. Não demoraram para reagir. Agora, o que me estranha é que ainda não vi nenhuma declaração do Gladson e nem do presidente do PP José Bestene sobre o assunto. Porque a decisão final de tudo isso virá deles.

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Cidades

Vídeo mostra funcionários da Uninorte dançando “Que Tiro Foi Esse”

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Um vídeo que circula na internet mostra trabalhadores da Uninorte, apelidados de “azulzinhos”, fazendo a coreografia da música “Que Tiro Foi Esse”, da funkeira carioca Jojo Toddynho, uma das mais ouvidas atualmente. O vídeo é bastante criativo e divertido, e recebe elogios nas redes sociais.

Em sua página oficial, a Uninorte brinca: “Nossos “azulzinhos” entraram no clima da brincadeira e prepararam esse vídeo Top!”.

“Que Tiro Foi Esse” se espalha na rede e deve ser o hit do Carnaval 2018.

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Acre

Antônio Pedro diz que Tião Bocalom não ‘combinou’ com ele a candidatura de Ulysses

Ray Melo, da editoria de política do ac24horas

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A situação do Democratas, partido presidido no Acre pelo ex-prefeito de Acrelândia, Tião Bocalom, chega a lembrar a história bíblica da Torre de Babel, mencionada no Livro do Gênesis, quando um grupo de pessoas ambicionava chegar ao céu com a construção a edificação, mas foram castigados por Deus que, confundiu-lhes as línguas e o projeto fracassou. O mesmo acontece com o DEM, legenda onde ninguém se entende quando o assunto sãos as eleições 2018.

Depois do anuncio de Coronel Ulysses, que teria aceitado convite de Bocalom para disputar o governo do Acre pelo Democratas, o deputado federal Alan Rick disse que Bocalom não estaria autorizado pelo presidente nacional da sigla, o senador Agripino Maia. Agora foi a vez do deputado estadual Antônio Pedro. Ele procurou a reportagem de ac24horas para informar que o ex-prefeito de Acrelândia nunca conversou com ele sobre a candidatura do militar.

“Sou extremamente contrário à candidatura do Coronel Ulysses Araújo pelo Democratas. O Bocalom sempre fala que combinou com todo mundo, mas isso não é verdade, comigo não combinou até porque ele sabia que eu sempre fui contra a candidatura de terceira via”, diz Antônio Pedro, parlamentar que é simpatizante da pré-candidatura de Gladson Cameli (PP) ao governo do Acre. Ele defende que o bloco de oposição saia com candidatura única.

Demonstrando descontentamento com a falta de sintonia no Democratas, Antônio Pedro não descarta abandonar o partido, caso prevaleça a decisão de lançamento de candidatura própria. “Eu nunca concordei com essa terceira via que Bocalom anda defendendo. Não sou a favor da divisão das oposições em um momento que a união significa a vitória sobre a Frente Popular. Caso Bocalom insista com isso, eu vou seguir outro caminho “, finaliza o deputado.

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