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Minoru disputará o Senado mirando fortalecer projetos sociais da UFAC

Nelson Liano Jr.

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O reitor Minoru Kimpara, vai se filiar à Rede no próximo dia 19, com a perspectiva de se tornar pré-candidato ao Senado, em 2018. Ele aposta no reconhecimento do seu trabalho de gestão na UFAC como uma motivação para o eleitorado acreano. Na conversa que tive com Minoru na sua casa, antes da filiação, o seu projeto político ficou claro. Pretende estar no Congresso Nacional para viabilizar recursos para a UFAC e realizar dois grandes sonhos: a construção de um Hospital Universitário e concretizar mais três campus universitários, um entre Tarauacá e Feijó, outro em Brasiléia e mais um em Sena Madureira. Esses projetos da UFAC embutem a contratação de mais de 3 mil novos servidores para a universidade. Minoru acredita que uma das maneiras de resolver o problema da violência é através da educação e da geração de oportunidades. Também garantiu que se for eleito senador não irá se furtar de debater um projeto econômico e social para o Acre, independente do grupo político que chegar ao Governo do Estado.

Acompanhe a entrevista:

ac24horas – Professor Minoru Kimpara por que o senhor decidiu deixar a reitoria no próximo ano, se filiar na Rede e tentar uma vaga ao Senado?

Minoru Kimpara – Estou me colocando à disposição da Rede para enfrentar os desafios que o partido determinar em 2018. Tem um grupo com uma ideia muito forte para que eu saia candidato ao Senado, em 2018. Eu estou propenso a aceitar esse desafio. Eu sou reitor de uma instituição com 53 anos no Acre que desenvolve um papel de extrema relevância e depende 100% de recursos do Governo Federal. Enquanto reitor tenho uma gestão aprovada. E a confirmação dessa avaliação positiva da nossa gestão foi a minha reeleição com 86% dos votos da comunidade acadêmica. Não honramos 100% dos compromissos que assumimos, mas conseguimos fazer um bom trabalho. A UFAC avançou desde o ponto de vista da estrutura física até o educacional com os nossos 46 cursos sendo bem avaliados. A nossa pós-graduação deu um salto de mais de 200%, além de levarmos a presença da UFAC a 19 dos 22 municípios acreanos. Esse trabalho foi desenvolvido por mim e uma equipe muito coesa que viabilizou a gestão. Enquanto reitor colocamos no nosso planejamento para os próximos 10 anos alguns projetos muito importantes. E quero destacar o do Hospital Universitário, que terá 300 novos leitos, 10 UTIs e uma contratação inicial de 1800 novos servidores. Um investimento de R$ 253 milhões. Estamos terminando a primeira fase da elaboração desse projeto, que já foi licitado. Em fevereiro, a empresa vai apresentar o projeto. Nós precisamos que o restante desses recursos, que é a maioria, seja liberado. Queremos implementar esse projeto, que não é só importante para os cursos da área de saúde da UFAC, mas para todo o Estado. E não estou pensando a longo prazo. Entendo que esse hospital vai atender a população agora e abrir a oportunidade de um concurso público para 1800 servidores. Nós precisamos dos nossos políticos. Sem o apoio político a universidade não anda pra frente. Será um hospital escola que vai envolver ensino, pesquisa e de alta qualidade no atendimento das pessoas.

ac24horas – Então quer dizer que a sua ideia é se tornar senador para facilitar as liberações de verbas em Brasília para projetos como desse hospital?

MK – Exatamente. Hoje nossa relação de ponto de vista orçamentária é com Brasília, com o Governo Federal. As pessoas já questionaram porque não saio candidato a governador. A minha candidatura exige uma renúncia da reitoria e eu estaria muito mais motivado a um projeto político que eu pudesse ajudar a universidade a realizar os compromissos assumidos. Esse hospital universitário, o Campus de Brasiléia, que também já foi compactuado no projeto e vai garantir de 10 cursos universitários para o Alto Acre. Já temos um prédio construído num investimento de R$ 75 milhões e com os cursos funcionando serão 400 novos servidores contratados. É outro projeto que está parado com a falta de apoio político dos nossos parlamentares. Além disso, temos a necessidade de ter outros dois Campus, um na região entre Tarauacá e Feijó e outro em Sena Madureira.

ac24horas – O que te garante que o senhor renunciando o próximo reitor ou reitora que irá assumir vai manter esses projetos?

MK – Esse foi um cuidado que tivemos ao assumir a reitoria. Há muito tempo que a UFAC não tinha um planejamento estratégico. E esse foi discutido no interior da UFAC com os estudantes, servidores, professores e também com as organizações sindicais e diversos segmentos da sociedade. Fizemos audiências públicas em vários municípios do Acre com a mediação de uma empresa externa para garantir a imparcialidade. Esse documento é aprovado pelo Conselho Universitário. Eu espero que a próxima reitora seja a minha atual vice. Ela vencendo as eleições, e acredito que isso vá acontecer pelo reconhecimento do trabalho da nossa equipe, esses projetos continuarão em andamento. Mas se por ventura outros vierem a assumir tem um documento que está aprovado.

ac24horas – Como o senhor pretende enfrentar o poderio econômico de outros candidatos ao Senado que estão em partidos maiores, já que a Rede está recém criada?

MK – Eu já escutei de muitas pessoas frases do tipo: vá em frente, você tem chance de ganhar representando o novo, você inovou na UFAC e precisa inovar no Acre, esse é o momento. Mas também já escutei pessoas me dizendo que no Acre quem não compra votos, quem não mente, quem não faz trapaças, quem não engana as pessoas não se elege. Olha, eu vou colocar meu nome à disposição porque acredito que tenho condições de colaborar muito com o desenvolvimento social e econômico do Estado. Apresentando às pessoas uma outra maneira de pensar a política, o desenvolvimento, a educação, a saúde e a segurança pública que são temas que precisam ser tratados com muita seriedade. Eu confesso que se eu tiver que comprar votos, mentir, trapacear e enganar as pessoas prefiro não ser eleito. Vou entrar nessa campanha com a cabeça erguida e sair do mesmo jeito. Eu não acredito que quem usa desses instrumentos ilícitos para ganhar uma eleição quando se eleger será diferente. O procedimento deve ser correto desde o início. O candidato que diz que depois que ganhou a eleição não vai mais mentir está mentindo de novo. Acredito que essa insatisfação que a população tem com a maioria dos políticos irá se manifestar em 2018. As pessoas vão entender que a nossa maneira de fazer política, de trabalhar com ideias e propostas, irá conquistar o eleitor. É assim que vou entrar nesse processo e espero ganhar. Não tenho dinheiro pra comprar votos e se tivesse não compraria.

ac24horas – Como será a posição da Rede em relação a sua candidatura ao Senado? O partido terá um candidato também ao Governo ou irá apoiar uma dessas candidaturas já postas?

MK – Estamos discutindo a possibilidade de lançarmos um candidato. Mas pode ser que não tenhamos um postulante ao Governo. Estamos trabalhando. Se tivermos alguém qualificado pode ser que entremos na disputa. Porque o mais importante é ter um projeto de Estado. Eu fico preocupado porque desde eleições passadas, existe uma grande vontade de tirar a FPA que está governando. Mas um projeto para o Acre não pode ser simplesmente o de tirar quem está no poder sem saber o que vai colocar no lugar. Se tirar, assumir o Estado e não tiver nenhum projeto para o Acre ficarão quatro anos. Mas o pessoal da FPA volta e fica mais 20 anos. Esse é um desafio ter uma proposta para governar do Estado.

ac24horas – E por que o senhor não se coloca para elaborar esse projeto para o Acre sendo candidato ao Governo?

MK – Independente de ser candidato ao Governo, sempre que converso com o pessoal da Rede, mostro a minha preocupação com esse assunto. Os partidos hoje se tornaram verdadeiros clubes eleitorais. Se reúnem só para disputar as eleições. Só se organizam para escolher um nome para a próxima eleição. Só querem saber de disputar as eleições mais não reúnem para debater um projeto de gestão.

ac24horas – Quer dizer que se o senhor vencer para o Senado pretende debater um projeto de Governo para o Acre?

MK – Não vou abrir mão disso. Essa é uma das missões importantes. Com um mandato de senador irei debater um projeto independente de que governo for. Não seria omisso nessa questão. Como senador poderei colaborar. Hoje nós vivemos um caos na segurança pública tanto no Acre como no Brasil e acredito que esse será o tema principal das próximas eleições. Não dá para pensar em segurança sem uma ação da universidade. É preciso pensar em um plano de desenvolvimento para o Estado. Nós queremos chegar com os cursos da UFAC nos 22 municípios. Estive fazendo palestras motivacionais nas escolas acreanas e os jovens sempre me diziam do sonho de terem um emprego público. Mas não dá para arrumar vagas no serviço público para todos. A universidade precisa chegar às pessoas, mas eles vão trabalhar em quê? Vão ser todos servidores públicos? É preciso dar a oportunidade para os jovens estudarem, mas também pensar num projeto econômico para o Acre. Um projeto de desenvolvimento para o Estado precisa ser casado entre a universidade, a iniciativa privada e o Governo, que será o condutor chefe desse processo. Um exemplo interessante entre estados que saíram de situações negativas e deram um salto de produtividade é Santa Catarina que tem 42% do seu PIB (Produto Interno Bruto) gerado pela ciência, inovação e tecnologia. E isso aconteceu porque o Governo de Santa Catarina fez uma parceria com a iniciativa privada e a universidade.

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