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Alto preço das passagens aéreas isola o Acre do resto do Brasil

Nelson Liano Jr.

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Os acreanos estão perdendo o direito sagrado de ir e vir. Isso porque os preços das passagens aéreas para sair do Estado estão absurdos. O pior é que faltam vagas nos aviões para quem quer visitar parentes ou mesmo passar férias em outros lugares. Essa situação chegou no limite. Por aqui viajar de avião não é luxo como já escrevi centenas de vezes, mas uma necessidade. Se uma pessoa ficar doente e precisar ser tratada em outro estado vai enfrentar cinco dias de carro pela estrada até chegar ao Centro-Sul do país? Não existe a menor possibilidade porque isso seria o equivalente a uma condenação à morte com a execução no caminho. É preciso que a bancada federal acreana, deputados federais e senadores, se mobilize com urgência para resolver esse problema. O que me chateia é que ficam priorizando um monte de besteiras ideológicas e se esquecem das necessidades prementes da população. Principalmente os parlamentares ligados ao presidente Temer (PMDB) deveriam exigir do Governo Federal uma solução para o isolamento do Acre. Os senadores Sérgio Petecão (PSD) e Gladson Cameli (PP), que têm afinidades políticas com o atual governo peemedebista, representam dois votos no Senado. Assim deveriam ser mais duros para ver se os ministros compadecem-se da situação que os acreanos vivem com essas limitações provocadas pela exploração das companhias aéreas.

A chave do problema
O senador Jorge Viana (PT) tentou juntamente com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) aumentar o número de voos no Brasil por meio de um projeto parlamentar. Isso aconteceria através da diminuição do ICMS nos combustíveis da aviação que atualmente gira em torno de 25%. A ideia seria diminuir para 12% o que significaria mais de 200 novos voos em todo o país, inclusive, para o Acre. Mas a bancada paulista no Senado parece não concordar. O Governo de São Paulo arrecada bastante com os inúmeros voos que saem de lá.

Viajar para o exterior é mais barato
Sabem por que na maioria das vezes é mais barato viajar para o exterior do que internamente no Brasil? As companhias aéreas internacionais não pagam ICMS sobre o querosene. Com os combustíveis sem impostos e a grande concorrência entre empresas nacionais e internacionais atualmente é mais acessível proporcionalmente comprar passagem aérea internacional do que nacional.

Integração nacional
Esse olhar imediatista das bancadas dos estados do Centro-Sul para proteger os ganhos dos seus governos estaduais acaba gerando um problema muito serio. Como o Brasil poderá se desenvolver economicamente sem a facilidade dos brasileiros poderem se mover com tarifas aéreas acessíveis dentro do próprio país? Essa questão tem que ser resolvida com urgência pelo Congresso Nacional.

Ação do Cacique
O deputado federal Moisés Diniz (PC do B) apresentou nesta semana uma denúncia ao Ministério Público Federal para instauração de inquérito sobre o preço exagerado das passagens aéreas. A ação foca as duas empresas, GOL e Latam, que servem ao Acre. No entanto, acredito que seria necessário uma negociação da bancada federal do Acre junto as dos outros estados para debater essa questão dos impostos sobre os combustíveis. Também se liberarem as
linhas para as empresas internacionais os custos podem cair significativamente com a concorrência. É momento de união.

Mais forte do que parece
Não será uma candidatura nanica. O Coronel Ulysses (Patriota) com o apoio do presidenciável Bolsonaro (Patriota) vai incomodar nas eleições para o Governo do Acre. Pode até ser uma surpresa eleitoral. Com a sua participação considero a possibilidade de uma eleição num único turno quase impossível.

O que vale é o voto na urna
Essa tese do pré-candidato Gladson Cameli de vitória no primeiro turno só seria possível com duas candidaturas. Mesmo assim não é aconselhável cantar vitória antes de abrir as urnas. O eleitor pode surpreender. Uma coisa é falar e outra bem diferente é conseguir a confiança do eleitorado. O jogo é para ser jogado e não falado.

Tempos difíceis
A verdade é que não dá para se prever o comportamento do eleitorado nas próximas eleições diante de tudo que aconteceu no Brasil desde 2015. Se existe um desgaste do PT, a situação dos parlamentares que apoiaram o Temer também não é boa. Ainda mais se a Reforma da Previdência que retira direitos dos trabalhadores brasileiros for aprovada. Se preparem para a gritaria.

Questão de sobrevivência
Não vejo em nenhuma hipótese uma eleição fácil com o Gladson, o Marcus Alexandre (PT) e o Coronel Ulysses na disputa. Acredito que poderão ainda surgir outros pretendentes ao Governo do Acre. Sim, já estava me esquecendo do Lyra Xapuri (PRTB) que está se virando como pode para viabilizar o seu nome.

Soa arrogante
Por isso, essa história de afirmar vitória no primeiro turno pode ter um efeito exatamente contrário para o eleitor. Ainda mais que o emprego da máquina financeira nas eleições poderá se configurar um tiro no pé. Acredito que a fiscalização das eleições de 2018 por parte da Polícia Federal será uma das mais rígidas de que se teve notícias.

Sinal de fumaça
Já tinha escrito em outras colunas que o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB) e o atual, Ilderlei Cordeiro (PMDB), não vivem mais uma “lua de mel”. É preciso fazer uma pesquisa séria para saber como a população do município avalia a atual gestão. O desempenho do Ilderlei pode ajudar ou atrapalhar os planos dos candidatos de oposição nas eleições no Vale do Juruá.

Nova geração
Ilderlei Cordeiro, Gladson Cameli e o deputado federal Alan Rick (DEM)representam uma nova geração de políticos da oposição e são muito unidosentre eles. Eles têm mais ou menos a mesma idade e estilos parecidos de fazer política. Gladson e Alan ajudaram bastante na eleição de Ilderlei e, agora, está na hora do prefeito retribuir a ajuda. E a maneira disso acontecer é através de uma gestão eficiente.

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