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Rio Branco é a 3ª capital em oportunidades em educação, diz indicador de educação

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Importante indicador de educação, IOEB mostra a capital do Acre em 3º lugar em qualidade de educação

Criado em 2015, o Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (IOEB) põe Rio Branco em 3º lugar entre as capitais brasileiras, com 4,9 pontos, empatada com Curitiba, capital do Paraná. O IOEB do Estado do Acre é de 4,5 pontos, enquanto que a média brasileira é 4,7 pontos. Ou seja: o resultado da capital acreana é melhor que o obtido, em média, por todos os estados.

“Evoluímos bem. Saímos da 7ª colocação, em 2015, para o 3º lugar entre as capitais em 2017”, avaliou Márcio Batista, secretário de Educação de Rio Branco. Na primeira avaliação, o IOEB de Rio Branco permitiu uma colocação melhor que municípios ricos, como Rio de Janeiro e Vitória, que recebem muitos recursos da extração de petróleo, por exemplo.

São muitos os fatores que proporcionaram tamanha evolução, mas alguns dados não podem passar despercebidos: “dos 1.903 professores do nosso quadro, 1.402 são efetivos. Ou seja: mais de 73% dos nossos docentes são permanentes. Apenas 501 tem contrato provisório”, explicou Márcio Batista.

“Recebemos essa nota com alegria e muita responsabilidade, a educação é para nós a mais importante das políticas públicas, atingimos a 4ª melhor nota entre as capitais no IDEB, construímos 12 novas creches, geramos quase cinco mil novas vagas para crianças de até cinco anos, investimos em qualificação profissional, são muitos os avanços na educação, resultado de muito trabalho e de investimento”, explicou o prefeito Marcus Alexandre.

Apesar de o IOEB não ser um indicador oficial como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), mas é considerado positivo por ser criado por profissionais especializados e que participaram da elaboração do IDEB, que é um indicador oficial do Ministério da Educação, onde Rio Branco permanece há cinco anos entre os cinco melhores do País. A última avaliação, em que a capital do Acre obteve nota 5,8, pôs Rio Branco como a 4ª melhor nesse indicador.

Avanços: 100% de professores com nível superior e 36% de crianças até 3 anos em creches

Há dados que o IOEB não atualizou, como o percentual de professores com ensino superior. “Hoje temos 100% dos nossos professores com diploma universitário”, garante Márcio Batista.

Sobretudo, os investimentos da gestão de Marcus Alexandre no sistema educacional da primeira infância tem proporcionado alcançar várias metas. Uma delas diz que até 2025 pelo menos 50% das crianças de 2 e 3 tem de ser atendidas por creche. “Já chegamos a 36% de cobertura e, nesse caminhar, vamos ultrapassar a meta estabelecida”, assegura o secretário de Educação de Rio Branco.

O que é o IOEB?

O IOEB é uma soma de vários indicadores de resultado e indicadores de insumos. Qualidade dos professores, tempo de jornada na escola das crianças, experiência dos diretores também contam. Para se chegar à nota final, os idealizadores observaram a nota de prova, o fluxo – se os alunos estão passando de ano, se têm possibilidade de os menores em matrícula em educação infantil – e se eles estão completando na idade correta.

O IOEB é uma inciativa do Centro de Liderança Pública com o apoio do Instituto Península, da Fundação Lehmann e da Fundação Roberto Marinho, criado pelo mesmo inventor do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), Reynaldo Fernandes, ex-presidente do INEP, e por Fabiana de Felício, que foi diretora de estudos educacionais do INEP.

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Um mês após pedido de intervenção, Segurança do Acre continua sem auxílio federal

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Neste sábado, 11 de agosto, completa-se um mês desde que parlamentares de oposição ao governo Sebastião Viana (PT) se reuniram com o presidente Michel Temer (MDB), no Palácio do Planalto, para entregar o pedido de intervenção federal na Segurança Pública do Acre. A solicitação ocorreu após o estado ter registrado, à época, 20 execuções em menos de duas semanas.

Na reunião, os parlamentares passaram um diagnóstico da situação vivida pelos acreanos, e pediram ajuda federal nos moldes da intervenção adotada desde o começo do ano no Rio de Janeiro. Do presidente e dos ministros presentes, eles receberam a promessa de ajuda por meio da atuação dos serviços de inteligência federais e da apresentação de um plano de ação.

Leia mais: 
A Temer, bancada pede intervenção federal na segurança
do Acre e presidente promete uso do Serviço de Inteligência


Entrevistado por ac24horas na ocasião, o deputado Major Rocha (PSDB) informou que, dali 15 dias, os ministros Raul Jungmann (Segurança Pública) e o general Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional) viriam ao Acre apresentar a estratégia de atuação das forças federais. Um mês depois, nem um nem outro colocou os pés no estado.

A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública do Acre para saber qual ajuda de fato o estado recebeu de Brasília após a barulheira política ocasionada pelo pedido de intervenção. Segundo o titular da pasta, Vanderlei Thomas, o Acre não teve nenhum reforço federal para as ações de combate à criminalidade.

“O que nós temos de novo durante este período é exatamente nada. Nós não tivemos nenhum contato oficial com o governo federal se disponibilizando. Pelo contrário, as emendas de bancada que estavam em condições de ser liberadas não foram liberadas antes do período eleitoral”, diz Thomas.

Sobre a promessa de envio de soldados da Força Nacional para reforçar as fiscalizações nas regiões de fronteira, o secretário afirma que o Acre não contou com este aporte. Segundo ele, os membros da força federal que estão no estado são um pequeno efetivo que veio apenas para ministrar cursos aos policiais acreanos, e cuja vinda estava prevista antes do pedido de intervenção.

“Não tem nenhuma relação com aplicação efetiva de operações de rua.” A ação federal mais expressiva que ocorreu no período foi a Operação Ajuricaba 3, do Exército, organizada pela 17º Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Porto Velho, que teve atuação no Acre e em Rondônia.

A atuação dos militares também já estava programada para ocorrer antes do pedido de intervenção federal, e já teve suas atividades encerradas. Vanderlei Thomas destaca que o único reforço concreto ocorrido foi das próprias forças estaduais. “Enquanto secretário de Segurança, estou nas ruas junto com as polícias há mais de 30 dias.”

Ele dá como exemplo a Operação Ilha Grande, realizada em Cruzeiro do Sul, que prendeu mais de 100 pessoas envolvidas com as facções criminosas e o tráfico de drogas. Apesar de certa redução no número de assassinatos no período, as facções continuaram sua guerra que resulta na execução de rivais a qualquer hora do dia e da noite.

Até 31 de julho último, o estado teve registrados 253 assassinatos; pouco menos da metade do observado em todo o ano passado, de 530. Uma das retóricas do governo Sebastião Viana (PT) para explicar a atual crise de violência no Acre é a omissão do governo federal em não patrulhar as áreas de fronteira com a Bolívia e o Peru.

O controle das rotas da droga produzida e exportada pelos dois vizinhos é o principal motivo da disputa sanguinária entre as facções criminosas, que usam o tráfico como sua grande fonte de financiamento.

A reportagem do ac24horas entrou em contato com as assessorias de imprensa do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e do Palácio do Planalto para apresentar quais ações foram elaboradas para o Acre após o pedido de intervenção, mas não houve o envio de respostas até o momento.

O senador Sérgio Petecão (PSD), coordenador da bancada no Congresso Nacional e autor do pedido de intervenção, não foi localizado para comentar a questão.

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Políticos acreanos foram homenageados por empresa que vendeu diploma para jumento

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Três vereadores de Rio Branco e um secretário da prefeitura da Capital foram homenageados pelas suas atuações destacadas por duas entidades que estão sendo investigados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, que suspeita que os diplomas de mérito concedidos pelas empresas União Brasileira de Divulgação (UBD), de Pernambuco, e o Instituto Tiradentes, de Minas Gerais, estariam sendo comprados por políticos com recursos públicos.

A investigação das duas empresas foi revelada pelo programa Fantástico da Rede Globo. Para provar a falta de critérios das duas empresas na emissão dos diplomas de mérito, a emissora de TV negociou e conseguiu comprar para um jumento um dos prêmios de 100 melhores prefeitos do Brasil, junto a UDB, a mesma empresa que concedeu o título de terceiro melhor secretário de saúde de capital do Brasil para Oteniel Almeida, secretário de saúde da Capital.

Oteneil Almeida recebeu a premiação no mês de fevereiro deste ano. Na oportunidade, o gestor disse que “esse prêmio nos incentiva a avançar cada vez mais na melhoria da prestação dos serviços para a população”. Já o jumento Precioso, que foi homenageado pela mesma empresa que concedeu o prêmio a Oteneil, pagou R$ 1.480 para UDB para receber um título de um dos 100 melhores prefeitos do Brasil e ainda apareceu em rede nacional.

Em 2017, três vereadores de Rio Branco também foram homenageados por uma das empresas investigadas acusadas pelo MPRS. O Instituto Tiradentes, com sede em Viçosa-MG, concedeu medalhas de vereadores mais atuantes em todas as capitais brasileiras a Jakson Ramos (PT), Roberto Duarte (PMDB) e Elzinha Mendonça (PDT). A premição foi divulgadas em jornais locais que informaram que os vereadores estariam bem avaliados entre os munícipes.

À época, Jakson Ramos deu a seguinte declaração: “É com grande satisfação que recebo essa premiação, após uma pesquisa de opinião pública, principalmente por se trata de um instituto de renome nacional. Fui o segundo legislador mais atuante na cidade de Rio Branco no critério de atuação parlamentar; fala está dada pela população da capital”. A entrega das medalhas aos vereadores da Capital aconteceu durante um seminário realizado em Belém, no Pará.

Segundo a reportagem exibida da Rede Globo, um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul mostra que só no estado o Instituto Tiradentes faturou R$ 116 mil em 2016 e 2017, com três eventos. Para o MPRS, os eventos para conceder honrarias supostamente pagas com dinheiro público estariam sendo mascarados como seminários para prefeitos, vereadores e gestores. A suspeita é que exista um conluio entre as empresas e os agentes públicos.

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“Não se protege a vida com retórica, mas com assunção de responsabilidades”, diz juiz em resposta a Sebastião

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A carta do governador do Acre, Sebastião Viana, do PT, com pitadas de ironia direcionada a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármem Lúcia, onde o chefe do executivo diz que a magistrada desconhece a realidade da segurança no Acre, repercutiu entre os magistrados acreanos que durante uma agenda da ministra em Cruzeiro do Sul apresentaram um relatório da situação da escalada da violência, superlotação de presídios e encarceramento de presos provisórios.

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Magoado com declarações de Cármen Lúcia sobre violência no Acre, Sebastião alfineta ministra em carta

Em um post nas redes sociais, o juiz Giordane Dourado rebate as afirmações de Sebastião Viana. Para Dourado, “a violência e a insegurança no Acre são fatos. As mortes, assaltos, furtos e outros crimes noticiados diariamente não são peças de ficção. A forças policiais fazem o que podem, arriscam a vida nesse combate insano, mas o problema é estrutural e de gestão”, dispara o magistrado, que não gostou do tom usado pela chefe do executivo para responder Cármem Lúcia.

Segundo Giordane Dourado, “a ministra Cármen Lúcia, na condição de presidente da Suprema Corte e com a autoridade que lhe concede a Constituição, apenas externou legítima e oportuna preocupação com o estado de guerra declarada que vivemos no Acre. Não se protege a vida com retórica, mas com assunção de responsabilidades. E para os acreanos, não é época de formular desculpas, mas, sim, de encontrar soluções”, diz o juiz em seu desabafo nas redes sociais.

Em uma possível tentativa de achar mais um culpado para os problemas de segurança do Estado, Sebastião Viana também disparou contra o judiciário acreano na questão do encarceramento de presos provisórios, atribuindo a culpa ao Tribunal de Justiça do Acre, quando citou os investimentos que sua administração teria realizado na construção de novos presídios para abrigar a crescente população carcerária dos 22 municípios acreanos.

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