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Democracia dominou as ações na Aleac

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Na próxima semana começa o recesso parlamentar na Assembléia Legislativa. O período legislativo prestes a se encerrar não primou pelo marasmo, foi recheado de bons e vigorosos debates entre a base do Governo e os deputados de oposição. Algumas vezes mais acirrados, mas nada que possa ser debitado na cota do extremismo, mas dentro da normalidade democrática. Há que se destacar o papel de magistrado do presidente Ney Amorim (PT). Mesmo o governo sendo do seu partido, nunca tentou evitar uma crítica, cortar uma denúncia ou interferir num debate mais agressivo. Limitou-se a conduzir a sessão, sem uma interferência indevida. Pode-se por isso dizer que na ALEAC se praticou a democracia. Alguns deputados se destacaram mais, outros menos, dentro do limite intelectual de cada um. Ganhou a democracia e a imagem do Legislativo.

NÃO MUDOU NADA
Fui me informar ontem com fontes seguras do Governo. Uma aprovação pela ALEAC do Projeto de Lei que muda a constituição do Pró-Saúde sofrerá por parte da Procuradoria do Estado uma Ação de Inconstitucionalidade. Não tem força jurídica de fazer cessar de pronto as demissões. Outra alegação é que, cumprem determinações legais, para as demissões.

NÃO HÁ PREVISÃO FINANCEIRA
Também tive a informação de que mesmo que o governo voltasse atrás para recontratar os demitidos e fazer cessar as demissões do Pró-Saúde, ainda assim não teria como pagar os salários. “Não há previsão orçamentária e nem financeira para um eventual pagamento”, citou a fonte. Não quero desestimular ninguém, mas este é o quadro real a respeito do assunto.

COMEÇOU TUDO ERRADO
A confusão toda começou na formatação do Pró-Saúde, que agredia a constitucionalidade. A culpa de tudo é do governo e não dos servidores que foram aprovados em concurso que fizeram de boa fé. A questão é que não se pode combater um erro jurídico com outro, como o que foi gestado na ALEAC. É este o entendimento dentro da cúpula jurídica do governo.

A POLÍCIA NÃO ESTÁ PARADA
Os índices de execuções diárias são alarmantes. Somos uma cidade violenta. Mas não é por falta de ação policial. Todo dia também se registram prisões, elucidações de crimes e desbaratamento de quadrilhas, como vem sendo divulgado. O Emylson Farias não pode ser atacado por omissão policial. Com a fronteira aberta armas e drogas entram livremente.

SITUAÇÃO LAMENTÁVEL
Olhando o lado social é uma situação lamentável essas demissões que estão acontecendo e vão continuar no Pró-Saúde. Perder um emprego conquistado através de concurso público, num tempo de crise econômica, num Estado onde grassa o desemprego, é muito complicado.

VINGANÇA É UM PRATO QUE SE COME FRIO
O deputado Jenilson Lopes (PCdoB), que não conseguiu decolar o seu nome para vice-governador, e tampouco o seu partido, virou uma voz independente na base do governo. É um dos mais entusiastas do Projeto que modifica o Pró-Saúde e contra a terceirização do HUERB.

GATO ESCALDADO TEM MEDO DE ÁGUA FRIA
Os secretários estaduais que serão candidatos a uma vaga na ALEAC estão vazando da chapa do PT para deputado estadual. O secretário de Pequenos Negócios, Henri Nogueira, disputará pelo PHS. E o secretário de Saúde, Gemil Junior, pela coligação PSDC-PMB. Pedro Longo, do DETRAN, sairá pelo PSL, na aliança com o PV e PSOL. Só Sawana Carvalho disputará pelo PT.

MAS NÃO DEU CONTA
Não há como se deixar de reconhecer que a EMURB colocou até turmas na parte noturna para tapar os buracos da cidade. Só que os resultados obtidos não estão sendo os esperados. Tá igual aquele jogo Alemanha x Brasil. Os buracos estão ganhando da EMURB de goleada de 7×1.

DUAS COISAS DISTINTAS
A EMURB estava uma bagunça. O novo diretor saneou o órgão, que hoje está enxuto. Como gestor administrativo é dez. Só que a EMURB não está mostrando operacionalidade de campo. A cidade tomada pelos buracos é uma prova inconteste disso, os buracos ganharam a guerra.

MEIO CAMINHO ANDADO
Se o diretor do DETRAN, Pedro Longo, tiver o mesmo entusiasmo que tem em cassar carteiras de motoristas, realizar blitz para arrecadar mais dinheiro para o caixa do órgão, na sua campanha de deputado estadual, será um meio caminho andado para chegar na ALEAC.

DEIXEMOS O LADO POLÍTICO

Esqueçam que o deputado Nelson Sales (PP) é da oposição. O governo podia encampar a sua sugestão de ter como norma quando da realização de concurso público, realizar provas nas sedes de municípios distantes como Santa Rosa, Marechal Taumaturgo, Jordão e Porto Walter.

FICAM ALIJADOS
Como são municípios distantes e com os seus moradores de esmagadora maioria de baixa renda, os jovens que não podem pagar deslocamentos e a alimentação, ficam alijados de participar de concursos públicos. O governador Tião Viana podia pensar nisso.

CABO-ELEITORAL
O ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, se transformou de “Coronel do Juruá” em cabo-eleitoral do candidato a senador pelo PMDB, Márcio Bittar. O esforço, dizem é porque o primeiro suplente será ele ou alguém da família, com direito de assumir um período, se o Márcio ganhar.

NÃO TEM COMO ESCONDER
O prefeito Ilderlei Cordeiro usa a estratégia surrada de atribuir ás críticas da imprensa, por não fazer publicidade. Com a cidade esburacada de cabo a rabo, nem com um marqueteiro do primeiro time da GLOBO, conseguiria modificar a sua imagem, porque buracos não se maquiam na mídia. Não são os jornalistas que cavam os buracos. Só fazem a divulgação.

DENTRO DA EQUIPE
E se quer mesmo saber: as notícias negativas de sua gestão vazam de gente da sua equipe.

MANOBRANDO NOS BASTIDORES
O ex-deputado Márcio Bittar (PMDB) e o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, foram os incentivadores da NOTA do PMDB, que defende que o vice do candidato ao governo Gladson Cameli (PP) só venha ser anunciado em 2018. Ambos querem tempo para convencer Tião Bocalom (DEM) aceitar ser o candidato a vice-governador, no lugar de Eduardo Veloso (PSDB).

EMBUTE VELHAS BRIGAS
Na verdade, ambos acham que a candidatura do médico Eduardo Veloso (PSDB) para vice- governador vai fortalecer politicamente o deputado federal Major Rocha (PSDB). E quem conhece os bastidores sabe que, Márcio Bittar e Vagner Sales, apenas suportam o Rocha, com quem tiveram brigas públicas homéricas. Este é o motivo na insistência com o Tião Bocalom.

GRANDE MAL DO GLADSON
O grande mal do candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PP), é transferir ações que deveriam ser somente suas a terceiros de sua aliança,porque neste caso não terá ninguém isento, estarão sempre defendendo seus interesses partidários. Vice é da escolha do candidato ao governo. É como no casamento, quem escolhe a noiva é o noivo. E ponto final.

EXEMPLO PRÁTICO
Vou dar um exemplo bem prático. Quando Flaviano Melo (PMDB) foi candidato a prefeito de Rio Branco na última vez, foi textual com os seus aliados: “se não for o Isnard Leite de vice da minha chapa não serei candidato”. E todo mundo concordou. Falo do que eu fui testemunha.

INVESTINDO NA EDUCAÇÃO
Tive ontem a informação de que, o maior salário das prefeituras a um professor é pago pelo prefeito de Marechal Taumaturgo, um município que praticamente vive do FPM. É governado pelo índio Isaac Piãnko. Quando um gestor tem planejamento o sucesso vem a caminho.

QUEBRA O PRECONCEITO
O sucesso da gestão do prefeito Isaac Piânko tem um significado especial, porque quebra o preconceito contra os índios, de que não são competentes para administrar órgãos públicos. Isso foi muito utilizado contra o atual prefeito durante a campanha eleitoral.

QUE DEUS O RECEBA
O recomendei ao Zé Leite para trabalhar na nossa equipe no O RIO BRANCO. Começou na oficina fazendo serviços gerais e depois como revisor de matérias. Quando fui ser Coordenador de Divulgação do Governo Mesquita, consegui com a então secretária Edir Marques sua nomeação. De lá foi para a Rádio Difusora. Uma figura simples, humilde, camarada, sem inimigos, brincalhão. Que Deus o receba e o cubra de luz no plano astral para o qual você embarcou ontem, amigo Ilson Nascimento. O rádio está de luto! O Ilson Maninha partiu para um mundo melhor!

QUER FAZER TUDO
O Superintendente do DNIT, Thiago Caetano, fez um trabalho de vergonha nas obras para Cruzeiro do Sul. Quebrou a castanha dos que apostavam que o trecho ficaria intransitável durante o inverno. Deveria limitar-se às ações do seu órgão. Quer ser, além disso, militante político, coordenador de campanha, articulador de reuniões, cabo-eleitoral e deu a confusão que deu, neste episódio de suas declarações, que teve de negar em áudio enviado ao governador Tião Viana, que usou, politicamente, e não se pode lhe criticar por isso. Quem mexe comidas em muitas panelas, uma acabará queimando. Dedique-se ao DNIT, que já é de bom tamanho, que é aonde você vem dando certo, Thiago. Deixe a política para os políticos.

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