Conecte-se agora
Fechar

Democracia dominou as ações na Aleac

Luis Carlos Moreira Jorge

Publicado

em

Na próxima semana começa o recesso parlamentar na Assembléia Legislativa. O período legislativo prestes a se encerrar não primou pelo marasmo, foi recheado de bons e vigorosos debates entre a base do Governo e os deputados de oposição. Algumas vezes mais acirrados, mas nada que possa ser debitado na cota do extremismo, mas dentro da normalidade democrática. Há que se destacar o papel de magistrado do presidente Ney Amorim (PT). Mesmo o governo sendo do seu partido, nunca tentou evitar uma crítica, cortar uma denúncia ou interferir num debate mais agressivo. Limitou-se a conduzir a sessão, sem uma interferência indevida. Pode-se por isso dizer que na ALEAC se praticou a democracia. Alguns deputados se destacaram mais, outros menos, dentro do limite intelectual de cada um. Ganhou a democracia e a imagem do Legislativo.

NÃO MUDOU NADA
Fui me informar ontem com fontes seguras do Governo. Uma aprovação pela ALEAC do Projeto de Lei que muda a constituição do Pró-Saúde sofrerá por parte da Procuradoria do Estado uma Ação de Inconstitucionalidade. Não tem força jurídica de fazer cessar de pronto as demissões. Outra alegação é que, cumprem determinações legais, para as demissões.

NÃO HÁ PREVISÃO FINANCEIRA
Também tive a informação de que mesmo que o governo voltasse atrás para recontratar os demitidos e fazer cessar as demissões do Pró-Saúde, ainda assim não teria como pagar os salários. “Não há previsão orçamentária e nem financeira para um eventual pagamento”, citou a fonte. Não quero desestimular ninguém, mas este é o quadro real a respeito do assunto.

COMEÇOU TUDO ERRADO
A confusão toda começou na formatação do Pró-Saúde, que agredia a constitucionalidade. A culpa de tudo é do governo e não dos servidores que foram aprovados em concurso que fizeram de boa fé. A questão é que não se pode combater um erro jurídico com outro, como o que foi gestado na ALEAC. É este o entendimento dentro da cúpula jurídica do governo.

A POLÍCIA NÃO ESTÁ PARADA
Os índices de execuções diárias são alarmantes. Somos uma cidade violenta. Mas não é por falta de ação policial. Todo dia também se registram prisões, elucidações de crimes e desbaratamento de quadrilhas, como vem sendo divulgado. O Emylson Farias não pode ser atacado por omissão policial. Com a fronteira aberta armas e drogas entram livremente.

SITUAÇÃO LAMENTÁVEL
Olhando o lado social é uma situação lamentável essas demissões que estão acontecendo e vão continuar no Pró-Saúde. Perder um emprego conquistado através de concurso público, num tempo de crise econômica, num Estado onde grassa o desemprego, é muito complicado.

VINGANÇA É UM PRATO QUE SE COME FRIO
O deputado Jenilson Lopes (PCdoB), que não conseguiu decolar o seu nome para vice-governador, e tampouco o seu partido, virou uma voz independente na base do governo. É um dos mais entusiastas do Projeto que modifica o Pró-Saúde e contra a terceirização do HUERB.

GATO ESCALDADO TEM MEDO DE ÁGUA FRIA
Os secretários estaduais que serão candidatos a uma vaga na ALEAC estão vazando da chapa do PT para deputado estadual. O secretário de Pequenos Negócios, Henri Nogueira, disputará pelo PHS. E o secretário de Saúde, Gemil Junior, pela coligação PSDC-PMB. Pedro Longo, do DETRAN, sairá pelo PSL, na aliança com o PV e PSOL. Só Sawana Carvalho disputará pelo PT.

MAS NÃO DEU CONTA
Não há como se deixar de reconhecer que a EMURB colocou até turmas na parte noturna para tapar os buracos da cidade. Só que os resultados obtidos não estão sendo os esperados. Tá igual aquele jogo Alemanha x Brasil. Os buracos estão ganhando da EMURB de goleada de 7×1.

DUAS COISAS DISTINTAS
A EMURB estava uma bagunça. O novo diretor saneou o órgão, que hoje está enxuto. Como gestor administrativo é dez. Só que a EMURB não está mostrando operacionalidade de campo. A cidade tomada pelos buracos é uma prova inconteste disso, os buracos ganharam a guerra.

MEIO CAMINHO ANDADO
Se o diretor do DETRAN, Pedro Longo, tiver o mesmo entusiasmo que tem em cassar carteiras de motoristas, realizar blitz para arrecadar mais dinheiro para o caixa do órgão, na sua campanha de deputado estadual, será um meio caminho andado para chegar na ALEAC.

DEIXEMOS O LADO POLÍTICO

Esqueçam que o deputado Nelson Sales (PP) é da oposição. O governo podia encampar a sua sugestão de ter como norma quando da realização de concurso público, realizar provas nas sedes de municípios distantes como Santa Rosa, Marechal Taumaturgo, Jordão e Porto Walter.

FICAM ALIJADOS
Como são municípios distantes e com os seus moradores de esmagadora maioria de baixa renda, os jovens que não podem pagar deslocamentos e a alimentação, ficam alijados de participar de concursos públicos. O governador Tião Viana podia pensar nisso.

CABO-ELEITORAL
O ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, se transformou de “Coronel do Juruá” em cabo-eleitoral do candidato a senador pelo PMDB, Márcio Bittar. O esforço, dizem é porque o primeiro suplente será ele ou alguém da família, com direito de assumir um período, se o Márcio ganhar.

NÃO TEM COMO ESCONDER
O prefeito Ilderlei Cordeiro usa a estratégia surrada de atribuir ás críticas da imprensa, por não fazer publicidade. Com a cidade esburacada de cabo a rabo, nem com um marqueteiro do primeiro time da GLOBO, conseguiria modificar a sua imagem, porque buracos não se maquiam na mídia. Não são os jornalistas que cavam os buracos. Só fazem a divulgação.

DENTRO DA EQUIPE
E se quer mesmo saber: as notícias negativas de sua gestão vazam de gente da sua equipe.

MANOBRANDO NOS BASTIDORES
O ex-deputado Márcio Bittar (PMDB) e o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, foram os incentivadores da NOTA do PMDB, que defende que o vice do candidato ao governo Gladson Cameli (PP) só venha ser anunciado em 2018. Ambos querem tempo para convencer Tião Bocalom (DEM) aceitar ser o candidato a vice-governador, no lugar de Eduardo Veloso (PSDB).

EMBUTE VELHAS BRIGAS
Na verdade, ambos acham que a candidatura do médico Eduardo Veloso (PSDB) para vice- governador vai fortalecer politicamente o deputado federal Major Rocha (PSDB). E quem conhece os bastidores sabe que, Márcio Bittar e Vagner Sales, apenas suportam o Rocha, com quem tiveram brigas públicas homéricas. Este é o motivo na insistência com o Tião Bocalom.

GRANDE MAL DO GLADSON
O grande mal do candidato ao governo, senador Gladson Cameli (PP), é transferir ações que deveriam ser somente suas a terceiros de sua aliança,porque neste caso não terá ninguém isento, estarão sempre defendendo seus interesses partidários. Vice é da escolha do candidato ao governo. É como no casamento, quem escolhe a noiva é o noivo. E ponto final.

EXEMPLO PRÁTICO
Vou dar um exemplo bem prático. Quando Flaviano Melo (PMDB) foi candidato a prefeito de Rio Branco na última vez, foi textual com os seus aliados: “se não for o Isnard Leite de vice da minha chapa não serei candidato”. E todo mundo concordou. Falo do que eu fui testemunha.

INVESTINDO NA EDUCAÇÃO
Tive ontem a informação de que, o maior salário das prefeituras a um professor é pago pelo prefeito de Marechal Taumaturgo, um município que praticamente vive do FPM. É governado pelo índio Isaac Piãnko. Quando um gestor tem planejamento o sucesso vem a caminho.

QUEBRA O PRECONCEITO
O sucesso da gestão do prefeito Isaac Piânko tem um significado especial, porque quebra o preconceito contra os índios, de que não são competentes para administrar órgãos públicos. Isso foi muito utilizado contra o atual prefeito durante a campanha eleitoral.

QUE DEUS O RECEBA
O recomendei ao Zé Leite para trabalhar na nossa equipe no O RIO BRANCO. Começou na oficina fazendo serviços gerais e depois como revisor de matérias. Quando fui ser Coordenador de Divulgação do Governo Mesquita, consegui com a então secretária Edir Marques sua nomeação. De lá foi para a Rádio Difusora. Uma figura simples, humilde, camarada, sem inimigos, brincalhão. Que Deus o receba e o cubra de luz no plano astral para o qual você embarcou ontem, amigo Ilson Nascimento. O rádio está de luto! O Ilson Maninha partiu para um mundo melhor!

QUER FAZER TUDO
O Superintendente do DNIT, Thiago Caetano, fez um trabalho de vergonha nas obras para Cruzeiro do Sul. Quebrou a castanha dos que apostavam que o trecho ficaria intransitável durante o inverno. Deveria limitar-se às ações do seu órgão. Quer ser, além disso, militante político, coordenador de campanha, articulador de reuniões, cabo-eleitoral e deu a confusão que deu, neste episódio de suas declarações, que teve de negar em áudio enviado ao governador Tião Viana, que usou, politicamente, e não se pode lhe criticar por isso. Quem mexe comidas em muitas panelas, uma acabará queimando. Dedique-se ao DNIT, que já é de bom tamanho, que é aonde você vem dando certo, Thiago. Deixe a política para os políticos.

Blog do Crica

“O veto foi apresentado, se quiserem derrubar, vão ter que se entender com a justiça”, diz Sebastião a deputados que aprovaram lei do ProSaúde

Luis Carlos Moreira Jorge

Publicado

em

Continuar lendo

Blog do Crica

Jackson Ramos adverte PT sobre derrota

Luis Carlos Moreira Jorge

Publicado

em

Continuar lendo

Blog do Crica

Bolsonaro vem lançar candidatura de Ulysses

Luis Carlos Moreira Jorge

Publicado

em

Continuar lendo
Propaganda

Mais lidas

Copyright © 2017 Ac24Horas - Todos os direitos reservados.