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Gladson não se incomoda com outras candidaturas e repete mantra de Sebastião Viana: “A BR não vai fechar”

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Gladson Cameli repete o mantra de Sebastião Viana sobre a BR-364: “A BR não vai fechar”. A declaração do senador progressista foi feita nesta terça-feira, 14, em um programa de entrevista transmitido ao vivo pela internet cujo entrevistador era o senador Sérgio Petecão (PSD).

Gladson também afirmou que “ano que vem a ponte do Madeira estará inaugurada”. As afirmações de Gladson sobre a construção da tão sonhada ponte e a manutenção básica da BR-364 se respaldam na liberação de recursos do governo federal.

“A ponte sai porque nós temos aqui dois senadores determinados, prontos, pra que não falte um recurso federal”, disse Gladson se referindo a ele próprio e ao senador Petecão.

“Eu recebo de braços abertos qualquer candidatura que venha”, diz Gladson

Ainda na transmissão da “TV Petecão”, Gladson afirmou que não se incomoda com mais de uma candidatura ao governo do Acre no âmbito da oposição.

“Petecão, eu sempre defendi a democracia. E eu parto do princípio de que o debate é fundamental. Eu recebo de braços abertos qualquer candidatura que venha. Todo cidadão tem direito de ser candidato. É até bom que nós vamos debater mais, prolongar mais o debate, mas aquele debate saudável, aquele debate que venha pra beneficiar o povo do nosso Estado, aquele debate demagogo de dizer que o Acre hoje é uma Suíça e que em quatro anos vamos transformar o Acre em uma Suíça. Não podemos é ser demagogos e enganar a população”, diz.

Ao fazer a pergunta, Petecão também se disse animado com a possibilidade de mais candidatos no campo majoritário.

Gladson vê no agronegócio uma alternativa viável para o desenvolvimento. Ele citou os acordos comerciais com os países andinos.

“O desenvolvimento do Acre é o agronegócio. Nós temos que abrir as portas do nosso Estado pra usar os países andinos. Nós temos a carne suína pronta pra exportação. O acordo bilateral já vão assinar agora em 08 de dezembro pra liberar também a carne bovina. Sem demagogia e sem enrolação dá pra fazer”, acrescenta.

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Destaque 7

Major Rocha e Emylson Farias trocam acusações por causa de emenda de R$ 2 milhões para o colégio militar

Ray Melo, da editoria de política do ac24horas

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Enquanto os pré-candidatos ao governo do Acre, Gladson Cameli (Progressistas)e Marcus Viana (PT) sinalizam com um possível acordo para evitar ataques durante a campanha eleitoral, o mesmo poderá não acontecer entre os pré-candidatos a vice Major Rocha (PSDB) e Emylson Farias (PDT). No início da noite de terça-feira (17) a assessoria de Rocha encaminhou um release relatando a devolução de um emenda de R$ 2 milhões de reais para a implantação do colégio militar. Ele atribui a culpa a Farias, ex-secretário de segurança pública e ao governador Sebastião Viana, do PT.

Para Major Rocha, a administração petista do Acre agiu com incompetência, leniência e estaria fazendo uma perseguição contra o povo do Acre, que resultou na perda de R$ 2 milhões para a implantação do colégio militar. “Mesmo com a emenda apresentada, liberada, empenhada, o projeto aceito pela gestão do Programa Calha Norte, o Estado do Acre não apresentou os requisitos finais e dois anos depois os recursos não mais estão disponíveis para o estado”, destaca o deputado federal, ao afirmar que a administra estadual petista estaria se recusando a receber recursos de emendas apresentadas por oposicionistas.

Segundo Rocha, o governo do Acre assinou o convênio para o recebimento da emenda, com o plano de trabalho para usar os recursos no Colégio Humberto Soares, mas mesmo sendo pedido apenas plano de trabalho, já assinado, a licença ambiental e o documento do terreno, o prazo terminou e o recurso foi perdido. Para responder pela programa das escolas militares, Sebastião Viana teria nomeado Emylson Farias para gerir o convênio. “Esse mesmo Emylson que disse não precisar da Polícia Militar do Estado do Acre e agora é o responsável pela perda dos recursos tão necessários para o povo do Acre”, diz Rocha.

Emylson Farias rebate e afirma que “a destinação da emenda parlamentar tinha como finalidade a construção de um campo de futebol, pista de corrida, vestiários e uma piscina olímpica na Escola Humberto Soares. Ocorre que por uma necessidade técnica relacionada à insuficiência do espaço físico do local e também para possibilitar o acesso da população mais carente a esta exemplar modalidade de ensino foi tomada a decisão de instalar o Colégio Militar no Bairro Calafate, com um investimento do Governo do Estado da ordem de R$ 6 milhões”.

Major Rocha retruca e destaca que “este governo perseguidor usam de interesses políticos para atingir a oposição e finda por prejudicar a população. Perdem recursos financeiros importantes fazendo perseguição aos parlamentares que não pedem a benção a eles e prejudicam o nosso maior patrimônio: os jovens em idade escolar”. O deputado tucano alega que a questão estava se arrastando por muito tempo, por várias vezes ele e a diretoria da Associação dos Militares oficiaram ao então responsável pelo projeto, Emylson Farias, mas sem resposta”.

Farias destaca que Rocha não conhece o projeto elaborado pelo governo para instalação do colégio militar. “Nestas novas instalações do Calafate, para que fosse possível a construção da piscina e do campo, seria necessário um aporte de R$ 4 milhões devido às condições do terreno. Infelizmente os valores empenhados inicialmente não atendem ao novo projeto elaborado. O Governo do Estado criou 2 colégios militares um da PM e outro do Corpo de Bombeiros e grande número de alunos estão tendo acesso à uma educação diferenciada”.

Rocha ressalta que “o Colégio Militar sempre foi um sonho de todo acreano que acredita na educação. Infelizmente o governo do Acre agiu com desinteresse e perdeu uma emenda importante que auxiliaria a implantação daquele colégio, que atenderia não só aos estudantes oriundos da família militar, mas a toda população acreana. E ainda assim o ex-secretário de segurança, Emylson Farias deixe escorrer pelo ralo do esgoto do mau gestor uma emenda de R$ 2 milhões, que coloquei em 2015 para implementação do Colégio Militar do Acre.”

Para Emylson Farias, “sobre os recursos citados pelo deputado federal Major Rocha, cumpre esclarecer que em nenhum momento foram disponibilizados ao Estado e, por isso, não estão sendo devolvidos. Caso o parlamentar realmente tenha interesse em ajudar a Segurança Pública do Acre poderá articular para empenhar recursos para contemplar o novo projeto ou mesmo utilizar os atuais para atender outras demandas da Segurança, não ficar tentando passar para opinião pública que o projeto dependeria de suas emendas”, finaliza.

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Destaque 7

Empresário diz que a Sesacre falta com a verdade no caso da paralisação das obras da UPA de Cruzeiro do Sul

Ray Melo, da editoria de política do ac24horas

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O empresário João Paulo Alves do Nascimento, proprietário da empresa Destak Construção Civil Ltda, responsável pelas obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Cruzeiro do Sul, que foi paralisada pela terceiriza vez e se arrasta por mais de cincos anos, procurou a reportagem de ac24horas para apresentar sua versão sobre a execução dos serviços. Ele afirma que a Sesacre falta com a verdade quando atribui a culpa à sua empresa e afirma que está sem receber repasses das medições desde dezembro de 2017.

“A empresa solicitou e encaminhou o pedido de repasse de R$ 120,1 mil da 6ª medição no dia (4) de dezembro. A SEOP atestou o recebimento do documento no mesmo dia, mas não solicitou a nota para realizar o repasse dos recursos nos meses de janeiro e fevereiro, neste período estávamos com nossa documentação em dia, quando foi no dia 21 de março, parece até proposital, um dia após o vencimento do Certificado de Regularidade do FGST, a Sesacre solicitou a nota, em seguida alegou que não pagava por que certidão estava vencida”, diz Alves.

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João Paulo Alves apresentou os documentos de todas tramitação dos pedidos de repasse dos recursos para tocar a obra da UPA de Cruzeiro do Sul. “Eu fui o terceiro colocado na licitação pela obra. Me chamaram e disseram que a obra tinha sido abandonada. Perguntaram se eu tinha interesse de assumir a obra. Eu disse que tinha interesse com os reajustes previstos em lei. Vocês me contratam a vão pagando de acordo com as medições. Como é uma obra muito antiga mandaram a planilha para PGE que reajustou o contrato em R$ R$ 976,3 mil”.

O reajuste da obra teria sido parcelado e a promessa era de acrescer o valor nas medições apresentadas pela Destak, mas o empresário alega que esta na 6ª medicação e nunca recebeu nenhuma parcela do reajuste de contrato. O saldo restante da obra seria de pouco mais de R$ 1,2 milhão. “Até hoje não foi pago uma única parcela desse reajuste. Falaram que iriam conseguir um tal de ‘Finis’, segundo o João Francalino. Tenho documentos, eu falando sobre o reajuste e as parcelas, eles faltam com a verdade quando não contam a história completa”.

Segundo Alves, ele teria recebido informações que a obra estaria sendo tocada sem a contrapartida do governo do Acre. “Na conta tem apenas R$ 500 mil de recursos federais e nenhum parcela de recursos próprios. Até hoje temos 57% da obra executada e um total de R$ 331 mil de reajuste não repassado e eles não respondem meus ofícios. Até me surpreendi com as declarações na nota da Sesacre, já que eles sabem que entrei com o pedido da medição no dia (4) de dezembro de 2017, entramos no quarto mês de 2018 e nada”, enfatiza.

Segundo ainda Alves, “existe um acordo que você não pode reter nenhum pagamento por falta de certidão. Ou você paga a medição – porque tem funcionários e fornecedores para receber – e aplica uma sanção e cancela o contrato, mas reter pagamento não pode. Eles pediram a nota no dia 21 de março, coincidentemente minha certidão venceu dia 20, ou seja, esperaram minha certidão vencer para pedir a nota. Apesar de todo atraso, eu estou devendo apenas um mês para meus funcionários”, ressalta.

O empresário informa que apesar de não receber o repasse para quitar suas obrigações como trabalhadores e fornecedores, ele vai retomar a obra nesta terça-feira (17). “Hoje terá gente na obra, porque eles ameaçam com sanções como multa. Temos obras com outras pastas e elas sempre pagam direito e estamos com o mesmo problema de certidão, onde entramos com um ofício argumentando que nosso parcelamento está feito e é questão dos trâmites, que ele pagassem que em 10 dias entregaríamos a certidão”, destaca.

Para o dono da Destak, nenhuma empresa que trabalha com construção civil no Acre teria condições de manter uma obra com recursos próprios por mais de quatro meses. “Eu paralisei a obra da UPA há duas semana, primeiro diminui o ritmo, informei em ofício no dia 20 de dezembro. É uma obra que a população precisa, mas não possui solidez financeira. No extrato pode-se constar que tem menos de R$ 500 mil na conta e a obra ainda vai consumir pelo menos R$ 2 milhões, com reajuste vai chegar a R$ 2,4 milhões”, informa o empresário.

Ele acredita que em alguns casos o governador Sebastião Viana, do PT, não sabe o que estaria acontecendo. “Em outras secretarias as coisas estão fluindo, só que a saúde é esse caos”, diz o empresário ao revelar que recebeu três medições após assumir a obra. “O problema existe, mas eles precisam parar que quere jogar a culpa apenas na empresa. Se tivessem pagado os R$ 300 mil que tenho de saldo a obra teria evoluído muito mais. Eles alegam que não tem recursos. O reajuste tem que ser de contrapartida, mas o Estado não tem dinheiro”.

A Destak assumiu a execução da UPA no começo do ano passado, após a passagem de suas empresas pela obra. “Nossa empresa tem 22 anos de mercado, já trabalhamos em mais de 50 obras no Estado, mas é triste o que está acontecendo. Eu não estou aguentando mais, porque um secretário deveria chamar a empresa antes de alegar supostas irregularidades da construtora, trabalhar para sanar as pendências e não querer colocar toda culpa na empresa. Se fosse apenas nossa culpa, creio que já teríamos sido notificados”, finaliza.

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Destaque 7

Com candidatura de Joaquim Barbosa, PSB no Acre terá que acender vela para Deus e para o diabo

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Apesar de estar vivendo um dos melhores momentos de sua existência, o PSB no Acre terá em 2018, novamente, uma eleição complicada. No plano local é certo que vão de corpo e alma para a campanha de Marcus Alexandre (PT), mas no nacional a situação é bem diferente.

A divulgação da pesquisa Datafolha que mostra o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa com 10% das intenções de voto para o Planalto deixou animados os socialistas.

Com o resultado, é mais do que certo a consolidação da candidatura do ministro que julgou e condenou os principais envolvidos no primeiro escândalo de corrupção envolvendo o governo Lula, o mensalão. Condenado e preso, por denúncias da lava Jato que apontaram o recebimento de propina de empreiteiras, Lula é tido como carta fora do baralho na eleição deste ano.

Por sua condenação por um colegiado (TRF-4), o petista está inelegível, enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Mesmo com todos estes cenários ruins, o PT afirma não desistir da candidatura de Lula, que continua líder nas pesquisas, apesar da queda na comparação com o levantamento anterior. De 37% caiu para 31%.

Toda essa incerteza afeta os petistas acreanos, acostumados a sempre ter palanques presidenciais pomposos, seja com Lula ou Dilma. Agora há a chance de não ter nome algum para o Planalto.

Enquanto isso, o PSB ficará na delicada situação de puxar voto para Joaquim Barbosa e não desagradar aos companheiros petistas, enfraquecidos sem um candidato presidencial ou com sua principal estrela às voltas com a Justiça, ou, quem sabe, ainda cumprindo a pena em Curitiba. No Acre, contudo, os petistas têm a caneta capaz colocar na rua aliados incômodos.

Situação semelhante o PSB enfrentou em 2014. Os pesebistas tinham o palanque de Eduardo Campo para erguer no Acre, sendo substituído por Marina Silva, após a morte do ex-governador de Pernambuco numa acidente aéreo.

Como se diz no ditado popular, precisou acender uma vela para Deus e outra para o diabo; ou seja, não desagradar nem a um nem a outro. Para muitos, nessa disputa, o PSB local acabou fingindo fazer a campanha de Marina para prestar contas ao comitê nacional e não deixar os petistas acreanos enfurecidos.

Sem Lula, as chances de o PT no Acre pedir voto para o candidato do PSB são remotas, já que ele condenou muitos companheiros por crimes de corrupção. Já os socialistas não terão escolha e vão ter que ir às ruas pedir voto a Joaquim Barbosa – pelo menos, outra vez, fingir.

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