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“É preciso perdoar quem bateu panela”, diz Dilma

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Em entrevista à DW em Berlim, ex-presidente afirma que Brasil precisa se reencontrar e que PT ainda representa o novo na política e não deve ter espírito vingativo nas próximas eleições.Em viagem pela Alemanha, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou, em entrevista à DW nesta segunda-feira (13/11) em Berlim, que o Brasil “precisa se reencontrar” e que o PT não deve ter um espírito vingativo nas próximas eleições.

Dilma disse que seu governo foi vítima de um golpe, mas que é hora de “perdoar a pessoa que bateu panela achando que estava salvando o Brasil, e que depois se deu conta de que não estava”. Ela também afirmou que não vê problemas em alianças entre seu partido e figuras como o senador Renan Calheiros.

No aspecto pessoal, a ex-presidente contou que tenta manter a rotina de exercícios físicos e de tempo com a família. Também não descartou voltar a concorrer a um cargo político. E, em meio à controvérsia envolvendo a declaração racista do jornalista William Waack, afirmou: “O PT é coisa de preto, eu sou coisa de preto.”

DW Brasil: Como a senhora avalia a situação em que o Brasil se encontra hoje?

Dilma Rousseff: O golpe que sofri tem três fases. A primeira e inaugural é meu impeachment. A segunda é esse estrago que eles estão provocando no Brasil, como a emenda que congela os gastos em saúde e educação. Ou a reforma trabalhista, num país que há pouco tempo saiu da escravidão, e esse processo de venda de patrimônio público. O terceiro momento do golpe é inviabilizar o Lula e, aí, vender o pré-sal.

Sobre as eleições de 2018, quais são suas expectativas?

Há uma maior percepção no Brasil de que o Lula está sendo perseguido. Em que eu baseio essa afirmação? Se você olhar o desenvolvimento das pesquisas, vai ver que está subindo a aprovação. É a percepção do povo brasileiro de que ele foi o melhor presidente. Minha esperança seria ele voltar. Na época do impeachment, eles [a mídia e os adversários políticos] conseguiram colocar a rejeição a ele e ao PT lá em cima. Eles apostam que o povo brasileiro é ignorante. Mas o povo brasileiro vai percebendo esse grau de intolerância e de perseguição.

Como a senhora vê a aproximação do PT com o PMDB em diversos estados? O próprio ex-presidente Lula já afirmou que está “perdoando os golpistas”. Não é um tanto incoerente o PT denunciar um “golpe” e voltar a se aliar com um partido que o teria traído?

Dificilmente nós faremos aliança com o PMDB em nível nacional. Mas você vai falar que não pode fazer aliança com o [senador Roberto] Requião? O Requião é do PMDB, e uma pessoa que combateu o golpe. Você não vai fazer uma aliança com a Kátia Abreu? Ela foi outra que combateu o golpe.

E figuras como o senador Renan Calheiros?

O Renan não trabalhou a favor do golpe.

Mas ele votou pelo impeachment.

Ele presidia [o Senado], não podia votar.

O voto final dele foi pelo impeachment.

Mas ele não trabalhou pelo impeachment. E essa não é questão relevante. Não acho que perdoar golpista é perdoar o PMDB e o PSDB. Acho que perdoar golpista é perdoar aquela pessoa que bateu panela achando que estava salvando o Brasil, e que depois se deu conta de que não estava.

Uma hora nós vamos ter que nos reencontrar. Uma parte do Brasil se equivocou. Agora isso não significa perdão àqueles que planejaram e executaram o golpe. Você tem uma porção de pessoas que foram às ruas e que estavam completamente equivocadas. Mas você não vai chegar para elas e falar ‘nós vamos te perseguir’. Precisamos criar um clima de reencontro, entende? Não vai ser um clima vingativo, não pode ser isso.

A política brasileira não está precisando de renovação depois do impeachment? Não seria o momento de abrir espaço para novas lideranças, especialmente na esquerda?

[Dilma gargalha] Isso se chama “como tirar o Lula da parada”. Tá entendendo?

Com o impeachment o PSDB acabou, sumiu. O que os conservadores conseguiram produzir? Produziram a extrema direita, o MBL [Movimento Brasil Livre] e o [Jair] Bolsonaro. E o que ainda é novo no Brasil? O gestor incompetente, tipo o Trump? O João Dória? Ou você deseja a política de animação de auditório como política social, que é o Luciano Huck? Isso é o novo?

Sabe o que eu acho que é o novo? Esse foi um pensamento que tive depois do caso do William Waack. Você sabe o que é coisa de preto? O PT é coisa de preto. O Lula é coisa de preto. Nós somos coisa de preto. Eu sou uma coisa de preto.

Como está sendo sua rotina um ano após o impeachment?

É uma rotina que depende de onde estou, seja em São Paulo ou em Berlim. Participo de aulas, debates, conferências, caravanas – estive na do nordeste e na de Minas Gerais. Sempre que posso faço minha atividade física, ando de bicicleta, pelo menos 50 minutos por dia.

Quando estou em Porto Alegre fico com meus netos, às vezes, levo para dormir na minha casa. Criança tem uma energia inesgotável e não temos mais a mesma energia. Mas ser avó tem esse mérito: a gente estraga bastante e depois devolve para a mãe.

Não parece existir no Brasil um papel bem definido de ex-presidente, como nos EUA e em alguns países europeus. Que tipo de ex-presidente a senhora vai procurar ser?

O presidente só tem direito à segurança e uma pequena assessoria. Em algum momento, vão ter que discutir qual é a proteção que tem um ex-presidente, a física, a legal, não acho que um ex-presidente possa voltar a trabalhar na iniciativa privada. Acho que isso é incompatível com o ex-presidente. Vai ter que definir o que é. Nos EUA, está estipulado.

A senhora vai ser uma ex-presidente que vai procurar novos mandatos políticos?

Não vou deixar de fazer política porque sou ex-presidente ou não tenho um mandato eletivo. Fiz política minha vida inteira, eu estive presa não era porque eu era técnica, ninguém vai para a prisão por ser técnico. Fiz política a vida inteira e não precisei de mandato parlamentar para continuar fazendo, obviamente num ritmo compatível com a minha idade.

Então pretende mesmo voltar a se candidatar a algum cargo?

Não descarto, mas ainda não pensei de maneira séria sobre o assunto. No Brasil, se eu falar que não vou me candidatar e depois mudar de ideia, vou ter que dar um chá de explicações. Contemplo a possibilidade para não ter que dar explicação.

A senhora acha que a história vai lhe dar razão?

A história no Brasil tem sido rápida. Ela já está me dando razão. Eduardo Cunha, que presidiu meu impeachment, foi afastado, suspenso, condenado a nove anos e está preso. Vários processos mostram que ele comprou deputados. Também foi comprovado que os motivos alegados para o impeachment eram ridículos, que não pratiquei nada ilegal.

Alegaram que o impeachment ia resolver a crise econômica e política, mas essas crises só se aprofundam. O atual presidente usurpador já foi denunciado duas vezes, e o senador Aécio Neves também, ambos enfrentam provas cabais e gravações. Mas essas duas pessoas continuam em seus cargos, enquanto duas outras [Dilma e Lula] são acusadas apenas por terem sido presidentes.

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Cotidiano

Sesc prorroga inscrições e abre vaga para mais um cargo; veja as vagas

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O Serviço Social do Comércio – Sesc no Acre, prorrogou as inscrições para processo seletivo com a finalidade de preencher vagas efetivas e formação de cadastro de reserva em cargos de nível superior e fundamental para a cidade de Cruzeiro do Sul e abriu vagas para cadastro de reserva para nível médio. As inscrições vão até 24 de abril.

​As vagas se destinam aos cargos de Instrutor de educação física e auxiliar de cozinha e agora para recepcionista de hotel. As inscrições serão realizadas até 24/04/2018 exclusivamente através do endereço eletrônico www.sescacre.com.br.No site o candidato tem acesso ao edital completo do processo seletivo.

As taxas de inscrição custam R$ 60, R$ 30, para os cargos de nível superior e fundamental, respectivamente e R$ 45 para nível médio. As provas serão realizadas no dia 20 de maio de 2018, na cidade de Cruzeiro do Sul, em local a ser divulgado no site do Sesc.

Edital completo no site www.sescacre.com.br.

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Cotidiano

Secretaria de Saúde de Rio Branco inicia vacinação contra a gripe

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A secretaria de Saúde de Rio Branco (SEMSA) iniciou nesta quarta-feira, 18, a vacinação contra a Influenza em 53 unidades de saúde da capital. A campanha de imunização prossegue até o dia 1º de junho e o objetivo é alcançar 80 mil pessoas.

Devem ser vacinadas pessoas com mais de 60 anos, crianças com mais de 6 meses e menos de 5 anos, grávidas, puérperas (que tiverem filhos 45 dias antes da vacinação), professores, agentes penitenciários, pessoas privadas de liberdade, portadores de doenças crônicas.

A diretora de Vigilância Epidemiológica da SEMSA, Socorro Martins, explica que a vacina age contra três tipos de vírus: a H1N1, a H3N2 e a Influenza do tipo B. Ela cita que no ano passado, 84% do público alvo foi imunizado, número que se espera chegar a 90% este ano. Socorro destaca que este ano a composição da vacina é diferente da utilizada no ano passado e faz um chamado a população: “No ano passado houve rejeição a vacina e relatos de pessoas que teriam passado mal com a vacina da Influenza, que este ano está diferente. Então todos do público alvo devem se vacinar, com exceção dos que têm alergia ao ovo, já que a vacina tem ovo em sua composição”.

Nas unidades de saúde já há procura pela dose da vacina contra a Influenza. Cássia Rúbia fez questão de levar a filha, Evelyn Vitória, de 6 meses, logo no primeiro dia da vacinação “porque a gente é que tem que se preocupar com nossos pequenos. Zelar pela saúde deles. Faço questão de manter a carteira dela em dia”, disse.

A aposentada Maria Souza Rodrigues, conta que se vacina todo ano e está feliz com o resultado. “Não perco não. Essa vacina é muito importante para gente da minha idade”.

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Coluna do Nelson

Marina Silva e Joaquim Barbosa podem se unir para disputar presidência

Nelson Liano Jr.

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Existem especulações de que a ex-ministra acreana Marina Silva (Rede) poderá fazer uma aliança com o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (PSB). Os dois foram os que mais cresceram na pesquisa DataFolha à presidência da República quando não aparece o nome do ex-presidente Lula (PT), que dificilmente será candidato. Marina com 15% e Barbosa com 10%, apesar de ainda não ter se manifestado como candidato. Se essa união vier a se confirmar repetirá a eleição de 2014 quando a Rede ainda não estava legalizada e Marina foi vice de Eduardo Campos, que morreu num trágico acidente aéreo, deixando a candidatura principal para a acreana. A dobradinha também significa um aumento sensível do tempo de rádio e televisão para Marina. A fonte que me revelou a articulação coloca Marina na cabeça de chapa e Barbosa como vice, mas as posições podem mudar dependendo do acordo que dos dois partidos cheguem. Quem tem sido o maior incentivador da união é o também ex-ministro do STF, Ayres Brito. Tenho a percepção que se isso realmente acontecer terão uma candidatura competitiva não importando a ordem dos fatores. Seria uma chapa fora dos padrões com uma ex-seringueira da Amazônia e um negro mineiro que venceu na vida apesar de todos os obstáculos. Além disso, os dois têm serviços prestados à sociedade e são conhecidos da população brasileira.

Reflexos no Acre
Se a Rede e o PSB se unirem a nível nacional quem mais ganharia seria o pré-candidato ao Senado Minoru Kimpara (Rede). Nesse caso, o PSB acreano poderia aderir também à sua candidatura e pedir votos para o ex-reitor da UFAC. Teria um dos dois senadores da FPA e mais o Minoru.

Ainda não decidiu
A Rede estuda a possibilidade de fazer uma aliança com o Avante para a disputa do Governo do Acre. O candidato seria o jovem professor de filosofia da UFAC David Hall (Avante). Essa decisão evitaria especulações de apoios “velados” às candidaturas mais conhecidas de Gladson Cameli (PP), Marcus Alexandre (PT) e Coronel Ulysses (PSL). Seria uma ajuda também para os candidatos da Rede ao Senado e deputados federal e estadual.

Jovem político disputado
Conversei com o vereador da Capital, Emerson Jarude, que conseguiu a carta de liberação do PSL para trocar de partido. Ele me disse que pretende esperar o resultado da eleição de 2018 para escolher o novo partido. Isso porque com a cláusula de barreiras muitos partidos poderão desaparecer se não conseguirem eleger um determinado número de deputados federais.

Apoio pessoal
Jarude me revelou que pretende, nessas eleições, apoiar pessoas e não partidos. Já manteve conversações com o pré-candidato Minoru Kimpara e também com o Coronel Ulysses. O jovem vereador tem simpatia por candidaturas independentes.

Filiação em massa
O deputado estadual Manoel Moraes (PSB) conseguiu no começo da semana fazer uma festa política representativa em Xapuri. Foram filiados 112 novos membros ao PSB do Alto Acre. É um reforço considerável para Moraes disputar a reeleição.

Não entra em bola dividida
O deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB) é o típico político acreano com tempero mineiro. Vai sempre pelo caminho mais seguro. No seu quarto mandato como deputado estadual, Gonzaguinha, irá disputar a reeleição, ou seja, um quinto mandato. Conhece os caminhos das pedras e desistiu de tentar se eleger federal.

Tendência tucana
A candidata a deputada federal pelo PSDB deverá ser a jornalista Mara Rocha (PSDB). Obviamente que terá o apoio do irmão, deputado federal Major Rocha (PSDB), que será o candidato a vice de Gladson Cameli. Deve ser candidata única da legenda já que o ex-deputado Sérgio Barros (PSDB) ainda está com problemas para viabilizar legalmente a sua candidatura.

Tudo tem sua hora
A prefeita de Rio Branco, Socorro Nery (PSB) deveria escolher o horário adequado para fazer a Operação Tapa Buraco. Esses dias criou-se um tumulto na Avenida Rocha Viana no momento do Rush por conta das equipes trabalhando. Melhor é fazer isso à noite para não tumultuar o trânsito da cidade.

Sinuca de bico para o MDB
O PP tem mais de 50 nomes de candidatos a deputado estadual. Por isso, não quer nem pensar em fazer uma coligação com o MDB. O que complica são os nomes pesados medebistas, Vagner Sales (MDB), Eliane Sinhasique (MDB), Roberto Duarte (MDB) e Meire Serafim (MDB). Quem é que vai querer entrar pra disputar com um time desses?

DEM e PSDB
Os dois partidos estão se unindo para a disputa de estadual. Entre os nomes da forte chapa que se formou, Luiz Gonzaga (PSDB), Antônio Pedro (DEM), Branca do Quinari (PSDB), Chico Batista (PSDB), Pelé Campos (PSDB) e Francineudo (PSDB), entre muitos outros.

Vida de paz
O ex-deputado estadual, secretário da ALEAC e prefeito de Feijó, Juarez Leitão (PT) deu um tempo para a política. Está empenhado em formar uma fazenda com um primo às margens do Rio Juruá, próximo ao município de Eirunepé (AM). Me disse que não troca o novo projeto pelas rasteiras da política mais nunca.

Primeiro o espírito
Não consigo entender essa obsessão da AMEACRE (Associação dos Ministros Evangélicos do Acre) com o Estatuto da Família. Depois de conseguirem aprovar o polêmico texto na Câmara Municipal de Rio Branco levaram a proposta para a ALEAC para tentar aprova-lo a nível estadual. Segundo o MPE o Estatuto é inconstitucional. É uma matéria que deve ser regida pelo Congresso Nacional e não por uma Câmara de Vereadores ou uma Assembleia Legislativa. Outra coisa simples de entender, quem rege e garante a união de uma família é o amor. Querer fazer julgamentos das relações familiares das pessoas impondo uma visão “estática e moral” é uma enorme incoerência. A minha sugestão é que os pastores da AMEACRE se preocupem mais com as questões espirituais dos seus seguidores e se afastem da política. Por que tanto interesse com a política? Fica uma dica do Evangelho de Mateus para os pastores acreanos: “Buscai primeiro o Reino de Deus e tudo mais vos será acrescentado”.

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