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MP denuncia ex-prefeitos de Brasileia e Plácido de Castrom, vereadores e mais seis

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra dezesseis pessoas, dentre elas os ex-prefeitos de Brasileia, Aldemir Lopes e Everaldo Gomes, o ex-prefeito de Plácido de Castro, Roney de Oliveira Firmino, e seis vereadores da legislatura anterior, que davam sustentação para a gestão municipal. A denúncia decorre da Operação Labor deflagrada pela Polícia Federal.

Os denunciados são acusados de desvio de dinheiro público, fraude a licitação, corrupção ativa e passiva e organização criminosa. Entre os parlamentares estão Joelso Pontes, Ivanaldo (‘Naldo’), Benedito Lima Rocha (‘Bil Rocha’), Marcos Tibúrcio dos Santos, Mario Jorge e Marivaldo da Silva. Alguns deles foram presos na quarta fase da Operação Labor pela Polícia Federal.

O promotor de Justiça Ildon Maximiano explica que a denúncia aponta que o município realizou fraudulentamente uma carona, aderindo a uma licitação de Plácido de Castro, para contratação de uma empresa de terceirização de mão de obra. Na época os dois prefeitos, Roney e Everaldo, se acertaram entre si para a realização da contratação fraudulenta, ficando acertado que o então prefeito de Brasileia receberia a quantia de R$ 20 mil a título de mesada.

“Roney participava da empresa como sócio informal recebendo a repartição dos lucros. Feita a contratação, os vereadores citados passaram a receber onze mil reais que eram distribuídos entre eles, mais ainda o pagamento à irmã do Vereador Joelso Pontes, que recebia valores como se estivesse trabalhando para a empresa, mas morava em Porto Velho [RO]”, explicou o promotor de Justiça.

No ano de 2014, o esquema se alterou, segundo a denúncia, e a empresa passou a emitir notas fiscais superfaturadas.

“Ela retirava o valor a mais do que o devido, os quais eram repassados a Aldemir Lopes, ou a pessoas em seu nome. Parte do valor ficava com o ex-prefeito Aldemir, ao passo que o restante era distribuído entre Everaldo, os vereadores e aliados políticos, que faziam parte da ‘folhinha’, nome dado pelos próprios componentes do esquema para a quantia que era superfaturada e posteriormente dividida”, detalhou Maximiano.

Nesse esquema, a denúncia afirma que foram desviados mais de R$ 1 milhão só neste contrato. O promotor de Justiça informou, ainda, que com o recebimento da denúncia por parte do juiz da Vara Criminal da Comarca de Brasileia, Clóvis Lodi, o processo prossegue para a citação dos acusados.

“A denúncia é parte do desempenho das funções constitucionais do Ministério Público. Estamos pedindo, ainda, o ressarcimento dos valores desviados a fim de que sejam revertidos em proveito do seu verdadeiro titular, que é a população de Brasileia”, considerou Maximiano.

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Sebastião Viana reconheceu que Estado brasileiro está perdendo feio para o narcotráfico

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O Estado brasileiro está perdendo feio a guerra para o Estado paralelo que é comandado pelas facções criminosas impulsionadas pelo narcotráfico. Essa é a linha de discurso do governador Sebastião Viana para chamar a atenção das principais autoridades do país para o grave problema provocado pelo narcotráfico a partir fronteiras.

Nesta segunda-feira, 16, em coletiva na Casa Rosada, ao falar sobre duas importantes reuniões que o Acre sediará este mês: o Fórum dos Governadores da Amazônia, no dia 26, e o
Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança e Controle das Fronteiras – Narcotráfico, uma Emergência Nacional, dia 27, que terá a presença do presidente Michel Temer, Viana apenas confirmou o que todo mundo já sabe: a droga tem sido um caminho fácil para a juventude pela movimentação financeira que proporciona e porque o Estado falha.

“É uma luta desproporcional. Nós não estamos falando mais de falta de vagas nas escolas. Nós temos vagas sobrando. Nós temos uma economia que cresce, apesar das dificuldades no nosso estado. Nós estamos falando de uma tentação, de uma caminhada para o abismo, traiçoeiro e muito perigosa pelo poder do dinheiro. Você imagine mil traficantes a serviço do crime distribuindo drogas por semana todo dia aqui no nosso estado recebendo mil reais por semana nós estamos falando de R$ 4 milhões por mês. Isso não é nada pra força do tráfico de droga, que movimenta bilhões”, disse.

“O pai e a mãe de qualquer classe social diz: Você terá 20, 25 anos de esforço e luta pra começar a vencer na vida. Aí o traficante diz: Eu te dou mil reais por semana pra você ter carro, pra você ter celular, pra você ter os prazeres da vida”, completou.

Foi nesse contexto que Viana disse a polêmica frase “nós estamos muito pior que a Colômbia de Pablo Escobar nos anos 80”. Ele se referiu ao tráfico das fronteiras e a guerra nos morros e favelas dos estados do sul e sudeste do país.

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Pai se desespera com a falta de médicos no Pronto Socorro de Rio Branco; veja o vídeo

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Um pai que buscou atendimento para o filho de dois anos no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) fez um vídeo para mostrar que não havia nenhum médico consultando no ambulatório. Alterado, e desesperado, o pai grita que um pediatra que estava de plantão no domingo se negou a atender a filha dele no setor especializado.

Nas imagens é possível ver que o hospital está praticamente vazio. O vídeo, feito por volta das 5 horas, mostra poucos pacientes e alguns servidores que trabalham no local. Na sala de Classificação, onde uma dupla composta por médico e enfermeiro recebe e atende inicialmente os pacientes, não havia ninguém.

O pai, já desesperado com a situação, começa a grita e narrar as imagens. Em pouco mais de um minuto de gravação ele diz: “Essa é a realidade hoje do Pronto Socorro. Não tem ninguém para fazer a classificação, e o pediatra se negou a atender o meu filho de dois anos. Não aparece um responsável. Um ambiente de total descaso”, diz o pai.

Uma servidora do hospital conversou com o ac24horas e confirmou a situação. Ela relatou que a falta de médicos é normal no local e que muitos deles largam o plantão no meio da madrugada. “Às vezes tem poucas pessoas ou ninguém no hospital. Como não querem mais atender, os médicos vão embora, e só voltam quando querem, e se voltar”, relata.

A situação, segundo a Direção do Huerb, não é a apresentada no vídeo. Havia médico no hospital, mas ele estava em atendimento no setor de Emergência. O enfermeiro estava o ajudando, no mesmo atendimento. O hospital também nega que o pediatra tenha se recusado a atender a criança. Além disso, alega que o pai estava alterado desde que chegou à unidade.

O que chama atenção é que um dos seguranças do hospital aborda o pai e o manda parar de filmar. O segurança também coloca as mãos no homem que relata o “descaso” em que vive o hospital. Nesse momento, ele grita: “Baseado em que eu não posso filmar? Isso aqui é um ambiente público! Não toque no meu celular, se você me tocar, vou processar o Pronto Socorro!”, ameaça.

Após isso, o pai atende à solicitação do segurança e para de gravar. As imagens o mostram retornando para o hall de acolhimento do hospital, onde, segundo a servidora, aguardou o atendimento que antes não tinha conseguido. Ainda segundo a Direção do hospital, o enfermeiro plantonista também foi ao banheiro após ajudar o médico e a criança de dois anos não estava em emergência.

“Antes o governador vinha aqui todo domingo, era difícil o domingo que ele não vinha. Ele olhava desde aqui na frente até os pacientes, conversava e as coisas funcionavam melhor. Agora, ele nem vem mais. Muito difícil a gente ver ele aqui. Ele me lembro de ter visto o governador quando o pai dele morreu. Depois não vi mais”, diz a servidora com mais de 20 anos de serviços prestados no hospital.

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No Hosmac: consultas estão suspensas e medicamentos não são entregues

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O Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac), em Rio Branco, mantém os problemas no sistema de agendamento de consultas, prejudicando o tratamento dos pacientes que são atendidos no local. A situação completa um mês essa semana e, segundo servidores da unidade, não há previsão para ser solucionado. Sinal de que os pacientes vão ficar “à ver navios”.

Ana Ribeiro é uma das pacientes que utilizam o hospital. Ela diz que precisa de uma receita para comprar a medicação que acabou há duas semanas, mas não consegue conversar com os médicos. Ela, que é professora, teme surtar em sala de aula, já que precisa do remédio que só é distribuído no Hosmac.

“Eu já estou em pânico. Não consigo mais ouvir o barulho da sala de aula, me dá um mal estar. Eu trabalhava normalmente com esse remédio, tinha uma vida normal. Estou para entrar em pânico, e o que vou fazer? Abandonar meu trabalho, prejudicar os alunos e ficar sem meu salário? Não posso! A secretaria tem que fazer alguma coisa”, relata Ana.

Raicri Barros, secretário adjunto de Atenção à Saúde

Na semana passada, o ac24horas tentou informações sobre o problema junto à Secretaria Adjunta de Atenção à Saúde, mas o silêncio foi a resposta dada pela pasta. O secretário Raicri Barros não estava no gabinete dele quando foi procurado pelo portal. Segundo apurou a reportagem, ele é o responsável por essas questões.

Esposa de um dos pacientes, Maria de Fátima Alencar, de 47 anos, diz estar cansada de ir ao hospital e não conseguir agendar a consulta do marido. Ela reclama que o problema se arrasta por quase um mês e que quando vai reclamar ainda é mal tratada por servidores. A mulher pensa em procurar o Ministério Público do Acre (MP/AC).

“Eu já estou cansada de ir lá no Hosmac e a desculpa é sempre que o sistema está fora porque a internet está ruim. É um absurdo! Se o hospital não serve para funcionar, mandem fechar ou corrijam o problema, mas deixar os pacientes nessa situação é muito grave. Quando a gente reclama, mandam procurar a imprensa”, reclama.

PEDIDO DE INTERDIÇÃO
O Ministério Público Estadual (MP/AC) pediu, em janeiro desse ano, a interdição imediata do Hosmac. Entre os problemas percebidos, estavam a falta de condições de trabalho e clínica, sem médicos e medicamentos, além da falta de alimentos, segurança, iluminação e roupas para troca após o banho. Pacientes eram obrigadas a dormir no chão sem cobertores devido à falta de leitos e colchões.

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