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Não será nenhum mamão com mel

Luis Carlos Moreira Jorge

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Pesquisa não decide eleição. Retrata um momento, que não necessariamente será o mesmo da campanha. Mas a última pesquisa publicada mostra o que vem se falando há bastante tempo aqui na coluna de que, a disputa do governo não será nenhum mamão com mel, como alguns deslumbrados ligados ao candidato petista se vangloriam. Não usem a mesma regra para medir a eleição para o governo de 2018 e a última disputa da prefeitura de Rio Branco, sob pena de sair um cálculo de pé quebrado. Esta a última pesquisa aponta que, apenas 8 pontos separam o candidato Marcus Alexandre (PT), no seu principal reduto, a Capital, do seu adversário, o senador Gladson Cameli (PP). Quase um empate técnico. É pouco, muito pouco, para quem tem muitas obras na cidade e cedo está nos bairros. Mas, como disse o Lula: “obras não ganham eleição”. É preciso, pois, dizer a alguns assessores do Marcus que uma disputa eleitoral se ganha nas urnas e por isso não se pode balançar a bandeira da vitória antecipadamente. Esta tese de que a imagem do Temer será colada no candidato da oposição é completamente furada. Porque se for isso, a recíproca tem que ser verdadeira, com o Lula e Dilma na testa do petista. Se aplica ao Temer, Lula e Dilma a velha história do sujo e o mal lavado. O que vai decidir será a empatia que os candidatos conseguirem com o povo, na campanha. Fora isso são arroubos.

TAMBÉM NÃO FOI BOA
A pesquisa também não foi nada alentadora para o candidato a senador Márcio Bittar (PSB), que obteve apenas 9% no primeiro voto para o Senado e 14% no segundo voto. A questão é que a candidatura do Bittar não encontra eco nos demais partidos da oposição, está bem claro.

MESMA LADAINHA
O que tenho visto de políticos dos partidos maiores da oposição é o Márcio Bittar (PMDB) não sendo citado como referência nem para o primeiro e nem para o segundo voto. É seu dilema. Pode até reverter, mas sua candidatura está hoje restrita aos muros do PMDB. Ou ultrapassa os limites ou a sua eleição ficará muito difícil. O teto do PMDB não é suficiente para lhe eleger.

CITADO INDEVIDAMENTE
Vamos fazer uma correção: a Denúncia do MPF contra o prefeito Marcus Alexandre (PT) por suposta improbidade quando estava no DERACRE, não envolve o deputado Nicolau Junior (PP). Seu nome foi citado indevidamente em publicações sobre o caso. O acusado é um familiar.

SEMPRE É ASSIM
Essa questão de Rejeição em pesquisa tem um dado interessante. Dentro dos números da Rejeição estão as citações pelos principais adversários. É um balizador que não é exato. A Dilma tinha 52% de Rejeição e acabou ganhando. O desastre do seu mandato é outra história.

BEM NA FITA
O deputado federal Major Rocha (PSDB) apareceu bem na fita na última pesquisa. Mesmo não sendo candidato a senador, mas sim à reeleição, ficou com o alto número de 19% de aceitação. Isso retrata que está muito bem no eleitorado da Capital, o maior colégio eleitoral.

CARA DA OPOSIÇÃO
Isso pode ser perfeitamente explicado. São votos da oposição. Nenhum oposicionista retrata tanto a cara dos que são contra o PT do que o deputado federal Major Rocha (PSDB)

BEM ENCAMINHADO
Está tudo muito bem encaminhado para que o ex-vereador e médico Carlos Beirute venha a ser o novo presidente do PROS, após superar alguns percalços. A única exigência da direção nacional é que seja candidato a deputado federal. Este será um aperto em todos nanicos.

COMEÇAR DO ZERO
Carlos Beirute terá que começar do zero. Pode montar o projeto com os nomes do PR, que debandaram após a última eleição municipal, por não concordarem com atos da direção regional. Já é um caminho.

QUESTÃO DE VIDA OU MORTE
É que com a cláusula de barreira já valendo para a eleição de 2018, os partidos para sobreviverem terão de ter 1,5% dos votos válidos para a Câmara Federal em nove Estados. Se não conseguirem, eles perderão o tempo de televisão e acesso ao Fundo Partidário, morrem por inanição.

LIQUIDA METADE
Por muito tempo os chamados “partidos nanicos” conseguiram brecar, nas tentativas de Reforma Eleitoral, a cláusula de barreira, porque sabiam que a exigência seria fatal. Metade ou mais dos nanicos sairão de cena após a eleição do próximo ano. Isso é bom para depurar.

MUITO MAL À DEMOCRACIA
Fica ingovernável para qualquer presidente tocar algum projeto, por melhor que seja, sem não negociar com o caminhão de “partidos nanicos” que existe hoje no Congresso Nacional.

DADO COMO CERTO
Muito citado nos últimos dias o nome do Conselheiro do TCE, Valmir Ribeiro, como muito forte para ser indicado como vice na chapa do senador Gladson Cameli (PP) ao governo. Se isso acontecer vai abrir uma disputa pela sua vaga No TCE dentro do governo, que fará a indicação.

ALTAMENTE RESPEITÁVEL
A citação do seu nome está apenas no campo da especulação partidária, mas o Conselheiro Valmir Ribeiro não é nenhum neófito em política, já foi deputado estadual e era bem votado.

PRÓXIMO ANO
Prevalece dentro da oposição a posição da maioria partidária de que a decisão só venha a acontecer no início do próximo ano. Foi um ato sensato por desativar o debate, que vinha causando sérios desgastes, pelas várias tentativas de imposição goela abaixo de nomes.

QUANDO NOVEMBRO FINDAR
Até o fim de novembro estarão oficializados os nomes de Marcus Alexandre (PT) como candidato a governador e o do secretário de Segurança, Emylson Farias (PDT) como vice.

COM RESPALDO
Quem vai se encaminhando para buscar a reeleição com respaldo de um belo trabalho na área de saúde é o deputado Heitor Junior (PDT). Tem sido incansável na defesa da causa dos portadores de hepatites, não só em falas na ALEAC, mas em atos que beneficiam os doentes.

NÃO FICARÁ PASSÍVEL
Não esperem que o deputado federal Flaviano Melo (PMDB) fique passivo com o PMDB estagnado, sem conseguir chapas próprias para deputado federal e deputado estadual. Podem apostar que pressionará o PP por uma coligação nas duas áreas. Não tenho a menor dúvida!

CANDIDATURAS COMO MISSÃO
O PT só tem como candidatos a deputado federal Sibá Machado, Léo de Brito e Raimundo Angelim. E o César Messias (PSB) que não terá para onde ir. O senador Jorge Viana (PT) diz que a chapa terá que ser completada por petistas que serão candidatos por missão, apenas para ajudar. Popularmente se chama isso na política de “buchas de canhão”.

ESQUEÇAM A VICE
Os dirigentes do DEM tratem de esquecer a possibilidade de indicar um vice na chapa da oposição ao governo e continuem o trabalho de ter chapa própria para deputado federal e deputado estadual. Aliás, já era para terem interpretado os claros sinais que não há simpatia.

BOM CAMINHO
A baderna política hoje chegou a um ponto que se algo não fosse feito logo mais se teria 50 “partidos nanicos” no Congresso Nacional. Hoje, com cerca de 30, já fica ingovernável se o presidente não montar um balcão de negócios para atender as suas gulas. A questão é que estes partidos não existem como forma de tornar mais amplo o debate político, mas são criados apenas para favorecer os seus criadores. A cláusula de barreira virá como uma guilhotina na eleição do próximo ano. Mais da metade dos nanicos não sobreviverá, antes tarde do que nunca. Vamos começar a trilhar pelo bom caminho da depuração partidária.

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