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Um projeto que não cabe discussão negativa

Luis Carlos Moreira Jorge

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Os partidos políticos foram deixados de lado ontem na Assembléia Legislativa e os deputados da oposição e da base do governo votaram cerrado no projeto enviado pelo governador Tião Viana , que cria mecanismos legais, com remunerações extras aos médicos e auxiliares, como incentivo a atuarem num grande mutirão e acabar com as filas de espera das chamadas cirurgias eletivas, que sempre foi o Calcanhar de Aquiles em todo sistema público de saúde. O projeto recebeu não só os votos, mas até elogios contidos dos deputados mais ranhetas da oposição, Gehlen Diniz e Eliane Sinhasique. Na política, o equilíbrio deve estar acima de tudo, não se pode apostar no quanto pior melhor, por ser o adversário que governa. Essa iniciativa do Tião Viana foi o fato mais concreto e prático tomado até aqui para acabar com as chamadas popularmente de “filas da morte”, porque muitos morreram esperando cirurgias. O projeto sendo bem executado acabará, também, com o principal motivo de críticas à secretaria de Saúde. É aguardar o projeto ser colocado em prática e esperar que os objetivos sejam alcançados, porque quem ganhará será a população.

FALSOS PAIS DA CRIANÇA
Que não apareça nenhum deputado se intitulando como pai dessa criança para tirar dividendos eleitorais. Se tivesse pai parlamentar teria apresentado um anteprojeto de Lei.

MÃO DUPLA
Um dirigente do PMDB comentou comigo ontem na ALEAC uma nota que dei sobre a dificuldade do partido de montar uma chapa completa de candidatos a deputado estadual. “O PP não vai ter querer, terá que trazer seus candidatos a estadual para uma coligação. Ou você acha que apoiaremos o Gladson Cameli ((PP) ao governo sem mão dupla?”. Disse e saiu rindo.

CHAPA DA PESADA
Não duvido que a pressão do PMDB para uma coligação com o PP venha a dar resultado. Dando se teria uma chapa da pesada. Sete deputados: Eliane Sinhasique, Wendi Lima, Roberto Duarte, Antonia Sales, Meiri Serafim, Gehlen Diniz e Nicolau Junior. É o ex-deputado José Bestene. Podem colocar quatro do grupo com lugares cativos na “Balsa para Manacapuru”.

CATAR VOTOS FORA
O ex-deputado Gilberto Diniz, cuja mulher é candidata a deputada estadual, faz uma previsão de que deverão ter oito candidaturas em Sena Madureira brigando por vagas na ALEAC e nenhuma com votos suficientes para se eleger só no nicho do município, terão que catar fora.

POUCO PIRÃO
O ex-deputado Gilberto Diniz não faz um prognóstico aleatório. Some-se aos oito candidatos a deputado estadual pelo município à legião dos nomes que mesmo não sendo da região, montam esquemas e arrebanham muitos votos em Sena. É muita boca e pouco pirão.

GABINETE ECLÉTICO
O gabinete do deputado Ney Amorim (PT) tem sido eclético. Pelo que se vê na sua página no Face recebe Pastor Evangélico, lideranças indígenas, dirigentes partidários e candidatos. Ontem, estavam todos os deputados reunidos no centro do plenário, quando um colega observou: “não tem nenhum naquele meio que não trabalhará o segundo voto para o Ney”.

DEPOIS ME AVISEM
Depois que os deputados Lourival Marques (PT) e Eliane Sinhasique (PMDB) decidirem qual dos dois é melhor plantador de macaxeira, por favor: me avisem! Que discussão estéril!

PEDE PARA VOLTAR, ILDERLEI!
Quer dizer que o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, falou que vai perdoar, abraçar e beijar o ladrão que invadiu armado sua residência, levou vários bens e feriu sua empregada? Meu bom samaritano: aproveita e avisa a ele para voltar que a porta estará sempre aberta.

IA ME ESQUECENDO
Prefeito Ilderlei, também mande preparar um almoço com bacalhau, peru, pato ao tucupi, para receber o ladrão com as honras da casa. E não se esquecer do pudim da sobremesa. A que ponto se chega com o radicalismo religioso! Mas, como os bens são dele, o problema é só dele.

SEM NHÉM-NHÉM-NHÉM
Deputado Jesus Sérgio (PDT): vamos parar com as ameaças de que pode deixar a FPA, quem quer sair mete o pé na porta e vai cantar em outra freguesia. Como diz o ditado: ou faz ou desocupa a moita. Se está esperando que suas reivindicações sejam atendidas pelo governo é o mesmo que crer em Papai Noel. E com um trenó puxado por uma parelha de renas.

UMA PERGUNTA
A obra de asfaltamento de parte da Avenida Brasil tem escoamento necessário para agüentar uma chuva torrencial fora dos padrões? Me fizeram a pergunta e transfiro a quem de direito.

NÃO EXISTE SOLUÇÃO FORA DA LEI
Inusitada, surreal, dotada de boas intenções, mas inexequível, a ideia do velho militante político Josimar Tavares, de criar uma “Associação dos Cabos-Eleitorais”. Não se legaliza o ilegal. A única maneira de trabalhar para um candidato está prevista na legislação eleitoral, através de um contrato de prestação de serviços registrado em carteira de trabalho. Ponto!

COMO DEFENDER?
O que prevalece em toda eleição são os chamados “cabos-eleitorais” formularem listas com nomes de eleitores e oferecer aos candidatos com preço estipulado por cada voto. Se o candidato der um calote, o enganado não pode reclamar na justiça, porque praticava uma ilegalidade: a venda de votos. Por isso é que os autores dessas “listas” recebem adiantado.

LADEIRA ABAIXO
Esperava-se que o prefeito de Assis Brasil, Antonio Barbosa, o “Zum”, experiente de outra gestão, por ter pegado a prefeitura quebrada, reduzisse secretarias, cortasse cargos de confiança, para equilibrar as finanças. Não fez e entrou numa bola de neve. Já atrasou dois meses os salários dos professores. Atrasar pagamento de funcionário é descer a ladeira.

BURACO, O TEM
Peguei ontem um táxi para ir à ALEAC e o tempo inteiro da corrida foi ouvindo reclamações do motorista sobre os buracos da cidade. Neste jogo a EMURB está perdendo de goleada para o time da buraqueira. Taxista é um formador de opinião e termômetro administrativo.

O que está acontecendo?
Converso com muita gente da política. E tem me causado estranheza o fato de muitos políticos fora do PMDB afirmando que não votarão no Márcio Bittar (PMDB) para o Senado. Estava ontem numa roda de parlamentares de outros partidos e todos o excluindo do apoio.

VOTO SALADA
É o que comentei ontem na coluna, não existe voto mais infiel que o segundo voto para o Senado, que não é dado de forma coesa para as duas candidaturas do partido ou da coligação. O que mais encontro é o voto salada: apóia um nome do partido e o outro do partido adversário.

UMA VICE ATIVA
Um experiente colega jornalista que esteve recentemente conversando com a vice-prefeita de Xapuri, Maria Auxiliadora, voltou impressionado com a sua influência política na prefeitura. É ela quem dá o tom. A primeira palavra e a última é sempre dela. Contou admirado.

PREJUÍZO AOS ESTUDANTES
O deputado federal Léo de Brito (PT) protestou com razão contra o anúncio do Banco do Brasil que acabará com as operações de câmbio, no Acre, sob o argumento de que por fazer fronteira com outros países favorece a lavagem de dinheiro. Deveria ter divulgado fatos reais. O fim desse tipo de operação também prejudicará estudantes acreanos no exterior.

MARCUS ENFRONHADO
Liga um colega de Senador Guiomard para afirmar que grande parte do secretariado do prefeito André Maia é eleitor certo do petista Marcus Alexandre. Não duvido de nada. Nisso tudo só cabe uma pergunta: o André não foi eleito pela oposição? Ou estou enganado?

Quebrou dentro
A decisão do STF que a Lei da Ficha Limpa vale para quem foi condenado por abuso de poder em campanha antes de 2010, ajudará a sanear a política. Uma pena que o fim das coligações proporcionais não comece a valer a partir de 2018, anteciparia o fim do balcão de negócios.

MAIS UMA PRAÇA
A PMRB inaugura nesta quinta-feira a Praça do Conjunto Esperança III. A emenda para a sua construção foi destinada pelo deputado federal Léo de Brito (PT).

OBSERVAÇÃO DIGITAL
A melhor campanha na rede social é sem dúvida a do senador Sérgio Petecão (PSD), sempre aparecendo ao vivo nos atos, entrevistas, reuniões das quais participa. Está dando um baile nos demais candidatos numa ferramenta que atinge milhares de internautas no Estado.

QUEM SE ACOMODAR FICA PARA TRÁS
A cidade de Brasiléia já tem um novo visual. É indiscutível. Mas deve ter uma série de problemas básicos ainda a serem resolvidos. A cidade estava acabada. Por isso age certo a prefeita Fernanda Hassem, quando corre para Brasília na busca de emendas parlamentares. Com os recursos próprios dá para se fazer pouca coisa. Ficar só no gabinete esperando o FPM e seus imprevisíveis valores também nada resolve. Gestor que se acomoda fica para trás.

UM FILME VELHO E REPETIDO
Em toda eleição os balões de ensaios, as ameaças, na briga por espaços dentro das alianças políticas, como está acontecendo na oposição, ficam na conta da normalidade. Essa conversa de “candidatura alternativa” é um filme antigo, manjado e de final conhecido. É um tipo de pressão que não funciona. Na eleição do próximo ano a polarização está montada e terá como protagonistas o senador Gladson Cameli (PP) e o prefeito Marcus Alexandre (PT). Ou um partido fica com o Marcus ou com o Gladson. Ou alguém que tenha um pouco de massa encefálica pode imaginar que, como vingança, por não participar da chapa majoritária, um partido da oposição por birra e descontentamento pode acabar no palanque do PT? Fazer ameaça de corpo mole na campanha também entra na conta da ficção política. Por um motivo bem simples: o Gladson é a única ponte pela qual a oposição tem chance de chegar ao poder. Se ele perder, também perde toda a oposição. Não há outro candidato na oposição fora ele com possibilidade de derrotar a candidatura do PT. O único que não tem nada a perder é o senador Gladson Cameli (PP), porque ainda teria quatro anos no Senado. Não entenderam?

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