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Após ser denunciado, Marcus diz que tom da divulgação da denúncia causa estranheza

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O prefeito de Rio Branco, Marcus Viana, divulgou nota de esclarecimento na noite desta quinta-feira, 5, retratando a denuncia do Ministério Público Federal que o acusou de desviar recursos do programa de melhoramento de ramais no período que foi diretor-presidente do Deracre. Além dele, o empresário Abrahão Cândido da Silva e Nicolau Cândido da Silva, que é sogro do senador Gladson Cameli (PP) e pai do deputado estadual Nicolau Junior (PP), e mais seis pessoas também foram denunciadas.

MPF denuncia Marcus Viana e sogro de Gladson Cameli por desvio de recursos

“Fui surpreendido por denúncia distribuída à imprensa local pelo Ministério Público Federal que objetiva, uma vez mais, associar o meu nome à supostos desvios de recursos no DERACRE. O tom da divulgação da denúncia me causa estranheza porque todos os convênios visando o melhoramento da ramais, à época em que fui diretor do Deracre, foram efetivamente executados. E todo e qualquer questionamento feito, sempre esclarecido, a exemplo do ocorrido em relação ao Convênio CRT/AC/Nº4000/2007, firmado entre o INCRA e o DERACRE, que tendo sido alvo das mesmas denúncias de agora, teve prestação de contas aprovada pelo INCRA e pelo Tribunal de Contas da União, que decidiu pelo seu arquivamento do caso”, disse o gestor.

Marcus afirma que sequer foi notificado do caso e diz que se sente prejudicado no direito de defesa. “Lamento a forma de divulgação da denúncia, pois sequer fui notificado do caso e me vejo prejudicado no meu direito de defesa. Mas confio na Justiça e acredito que este processo terá o mesmo desfecho de outros que já tramitaram no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde pude esclarecer os fatos e ter atestada a correta aplicação dos recursos e a minha honra pessoal”, disse.

Acre

Deputado Angelim volta a defender que a Caixa Econômica seja 100% pública

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Foi aprovado na Câmara dos Deputados, com voto favorável do deputado federal Raimundo Angelim (PT-AC), um Projeto de Lei que permite o aporte de recursos para que a Caixa Econômica Federal se capitalize e dê continuidade ao “Projeto Minha Casa Minha Vida”, com o devido enquadramento nos princípios internacionais de regulação bancária. O parlamentar reafirmou ainda sua posição radicalmente contrária à privatização da instituição.

“A Caixa não pode deixar de ser o banco da casa própria, do saneamento básico, da poupança, do Fies, do Bolsa Família e dos municípios. Isso só é possível com a manutenção do seu caráter 100% público. Como prefeito da capital do meu Estado, senti no dia a dia do meu mandato a importância da Caixa para todos nós. ”, disse Angelim.

Na discussão do projeto foi reconhecido por praticamente todos os partidos com representação na Câmara dos Deputados que a Caixa Econômica Federal sempre teve um papel importante na história do desenvolvimento econômico, urbano, rural e social do Brasil, com papel fundamental na garantia do crédito imobiliário, especialmente para os mais pobres.

Na oportunidade, Angelim destacou também que praticamente todo cidadão brasileiro já foi beneficiário de algum serviço da Caixa, mesmo que indiretamente. “É ela que paga o PIS/PASEP, que gere nosso Fundo de Garantia, que financia a casa própria, a agricultura familiar, que opera a poupança e o penhor e que é o agente financeiro da maioria dos programas sociais. Isso só é possível porque a Caixa é 100% pública e tem forte papel social,
perfil do qual os brasileiros não podem e não vão abrir mão”, enfatizou.

Segundo Angelim, desde 1861 a Caixa mantém seu compromisso com a população, sobretudo com os setores mais carentes. “Os servidores da Caixa lembram, através de um manifesto intitulado “Carta de Recife”, que houve uma época em que o cotidiano na empresa foi conduzido exclusivamente pela lógica do mercado e da competição privada, entre os anos de 1995 e 2002, período em que a Caixa e outros bancos públicos foram gradativamente preparados para tornar-se um espaço de obtenção de lucro para a iniciativa privada. Isso mudou a partir de 2003 com o Governo Lula, quando essas instituições reassumiram funções que as tornaram imprescindíveis para o desenvolvimento e para a regulação do sistema financeiro”, disse.

Por último Angelim, alertou que a Caixa, a serviço dos brasileiros, está novamente ameaçada e o governo de Michel Temer que, por sua vez, deixa mais claro a cada dia os planos de privatizá-la. “O primeiro passo é transformar o banco em Sociedade Anônima, decisão que afronta a Lei 13.303/16, aprovada pelo Congresso Nacional. Quero aqui reafirmar meu compromisso na defesa da Caixa como um banco 100% público para o bem de quem mais precisa.”, concluiu.

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Acre

Rio Branco registrou ventos de 63 km/h e 63,2 milímetros de chuva neste domingo

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Ventos intensos da direção sudeste, com rajadas registradas de 63km/h, atingiram a cidade na tarde e noite deste domingo, 10, informou o pesquisador meteorológico Davi Friale.

Durante uma hora a velocidade média dos ventos era de 33km/h e causaram queda de galhos e árvores e destelhamento de muitas edificações.

Segundo Friale, chuvas torrenciais acumularam, em apenas 60 minutos, a marca de 63,2mm, no centro de Rio Branco, causando inundações em várias ruas da cidade.

“No total acumulado do dia foram 71,4mm, no centro da cidade. Na região do Tucumã, choveu menos: 41,8mm. Com estas chuvas, o total deste mês de dezembro, até agora, já atingiu 156,6mm, o que equivale a 60% da média climatológica do mês.
Descargas elétricas da atmosfera, que provocaram dezenas de raios, completaram o temporal que atingiu a cidade.”

Com menor intensidade, ainda na noite do domingo, o temporal também atingiu Xapuri, Brasileia, Assis Brasil, Sena Madureira e todos os demais municípios do leste e do sul acreano, assim como o sudoeste e o oeste de Rondônia e o sul do Amazonas.

Em Brasileia e Epitaciolândia, foram registradas rajadas de 53km/h e, no Parque Estadual do Chandless, os ventos atingiram 58km/h, enquanto, em Feijó, já menos fortes, chegaram a 47km/h.

As chuvas foram volumosas, com acumulado estimado entre 50 e 100mm, nos vales dos rios Xapuri, Rola, Acre, Abunã, Iaco, Macauã, Caeté, Chandless e Purus.

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Acre

Bloqueio na rodovia AC-10 foi feito por famílias que invadiram casas populares

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A rodovia AC-10, que liga Rio Branco a Porto Acre, foi bloqueada na tarde desta segunda-feira, dia 11, por famílias que exigem uma casa popular para viverem. A ameaça de que serão despejados das residências do Residencial Andirá revoltou os manifestantes que resolveram radicalizar.

Com o protesto, o trânsito ficou prejudicado. A fila de veículos já ultrapassava os quatro quilômetros com poucos mais de 40 minutos de manifestação. A reportagem tentou falar com a Secretaria de Habitação e Interesse Social (Sehab), mas não obteve sucesso.

Uma das manifestantes conversou com o portal, mas pediu para não ter o nome divulgado. “Os fiscais da Sehab vieram aqui e ameaçaram tirar o pessoal. Eles saíram do ramal e fecharam a estrada. Tem muitos carros e só vão sair daqui quando a imprensa chegar e for feito um acordo com os representantes da secretaria”, conta.

Homens do Batalhão de Trânsito (BPtrans) foram destacados para o local, onde controlam a situação. Até as 14h30, segundo apurou o portal, nenhum servidor da Secretaria de Habitação havia conversado com os moradores que podem fazer protesto em frente à Casa Civil, no Centro de Rio Branco, e até manter bloqueada a BR-364.

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