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Cirurgiã pediátrica do Acre receberá prêmio internacional

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Dedicação e amor ao seu trabalho. Estas duas palavras definem bem o comportamento profissional da médica Fernanda Lage Lima Dantas.

Vinda do Rio de Janeiro após concluir suas especializações, há 13 anos ela trabalha no Acre como cirurgiã pediátrica no Hospital da Criança e também no Hospital das Clínicas e atua, principalmente, no cuidado a crianças nascidas com malformações congênitas.

E este ano, o trabalho de Fernanda Lage ganha reconhecimento internacional, sendo premiada pelo Colégio Americano dos Cirurgiões (ACS) dos Estados Unidos, por conta da alta qualidade técnica da cirurgia pediátrica que é desenvolvida no Acre e também associada ao comprometimento e dedicação ao ensino da cirurgia, ou seja, a multiplicação do conhecimento.

Competindo com médicos cirurgiões do mundo todo, ela foi escolhida pelo Comitê de Relações Internacionais para receber o prêmio de “Cirurgião da Comunidade 2018” – Baxiram S. and Kankuben B. Gelot Community Surgeons Travel Award for the year 2018.

“Fiquei muito feliz. Quando me inscrevi não esperava ganhar, pois são analisados os trabalhos de cirurgiões do mundo todo e geralmente os médicos selecionados são de outros continentes como a Ásia”, enfatiza a médica.

O prêmio de “Cirurgião da Comunidade” é dado em reconhecimento ao comprometimento com a prática de cirurgia de alta qualidade e dedicação na melhoria do acesso ao tratamento cirúrgico para a população.

A cerimônia de premiação será realizada durante o Congresso Clínico do Colégio Americano dos Cirurgiões, no mês de outubro, em Boston (estado de Massachusetts), nos EUA.

Reconhecimento

Como parte da premiação, Fernanda Lage foi convidada para conhecer o Hospital das Crianças de Boston, um dos melhores dos Estados Unidos, que é associado à Universidade de Harvard, onde fará um estágio de três semanas acompanhando o serviço de cirurgia pediátrica.

O hospital das Crianças de Boston é um dos berços das cirurgias pediátricas no mundo e foi onde começou o tratamento das crianças com malformações congênitas.

“Vou para esse intercâmbio com a intenção de fazer parcerias internacionais. Nosso objetivo é receber aqui no Acre cirurgiões que moram em outros lugares do mundo. Então a ideia é não só trazer conhecimento, mas também trazer esses profissionais”, explica Fernanda.

No Acre

A malformação congênita a princípio acomete um em cada cinco mil nascidos vivos. No Acre, os casos são mais frequentes que em os outros lugares – média de três casos para cada cinco mil nascidos vivos.

“Temos no Acre uma quantidade de malformações muito elevada em comparação proporcional a outros lugares do mundo, e mesmo com esses números, conseguimos realizar todas as cirurgias, desenvolvendo um trabalho de qualidade com excelentes resultados;. O prêmio vem em reconhecimento a esse trabalho”, destaca a cirurgiã.

O Acre oferece tratamento de cirurgia de alta complexidade em cirurgia neonatal e tratamento completo para as principais malformações existentes. Ao longo dos últimos anos mais de 500 crianças foram beneficiadas. Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) é realizado o acompanhamento dessas crianças desde o seu nascimento na Maternidade Barbara Heliodora até o tratamento no ambulatório do Hospital das Clínicas, incluindo cirurgias e consultas.

Gracilene Souza dos Santos é mãe da pequena Isabelle, que logo ao nascer foi diagnosticada com a necessidade de procedimento cirúrgico. Vinda de Sena Madureira, Gracilene permaneceu internada com a filha para que pudesse fazer a cirurgia e receber o acompanhamento necessário.

E sobre o atendimento prestado por Fernanda, a mãe destaca: “Essa doutora é um anjo, não tenho palavras para agradecer o que ela fez. Só em ela estar cuidado bem da minha filha, fico até sem palavras”, conta Gracilene.

As crianças, mesmo após feita a cirurgia, recebem acompanhamento periódico de acordo com a necessidade de cada uma, inclusive durante vida adulta.

Fernanda Lage também atua na formação de novos médicos e novos cirurgiões para atuarem no Estado, tanto como professora no curso de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac) como na especialização em residência médica de cirurgia geral.

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Quais são os seus direitos no sistema público de saúde?

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A saúde é um bem de todos e um dever do Estado. Pelo menos é o que prevê a Constituição Federal, aquele conjunto de normas que rege o Brasil desde 1988 e que motivou a criação do SUS (Sistema Único de Saúde). Inspirado no National Health Service britânico, o programa brasileiro nasceu há quase 30 anos com o objetivo de garantir “acesso integral, universal e igualitário à população brasileira.” Mas o que isso significa?

Do atendimento ambulatorial à internação, do parto ao transplante de órgãos, do remédio essencial ao de alto custo, do exame de sangue à quimioterapia, diversos são os serviços oferecidos gratuitamente pelo SUS. E embora haja problemas na oferta de alguns desses itens em algumas (ou até em muitas) localidades, vários desses serviços estão disponíveis, e muita gente desconhece. O álbum abaixo reúne alguns deles:

Como era a saúde antes do SUS?

“Àqueles que reclamam do SUS, possivelmente não se recordam dos tempos anteriores à criação do programa”, afirma Eugênio Vilaça Mendes, consultor em saúde pública, que descreve o sistema como a “política de inclusão social mais exitosa do país”. Até novembro de 2017, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, 47 milhões de brasileiros possuíam convênio médico –o que corresponde a apenas 22% da população.

Antes do SUS, conta Mendes, o acesso à saúde era realizado por meio de pagamento, pelo Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social), que atendia apenas quem tinha carteira assinada, e pelo sistema público, que, na época, tinha uma carteira de serviços muito restrita.

“Os avanços com a criação do SUS foram significativos. Ter acesso à saúde gratuita de boa qualidade já não é mais um ato de caridade, mas sim um direito”, diz Mendes, que já atuou na área de Desenvolvimento de Sistemas e Serviços de Saúde da Organização Pan-Americana da Saúde. Ainda assim, ele reconhece o longo caminho que o sistema precisa percorrer para atingir a maturidade. “Muitos dos problemas derivam de seu subfinanciamento.”

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o governo brasileiro destina apenas 7,7% de seu orçamento geral para a saúde. O índice é inferior à média mundial e um dos mais baixos das Américas. Com esse percentual dedicado à saúde, o financiamento brasileiro se aproxima daquilo que governos africanos reservam para o setor.

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