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Fim do Caixa-Dois nas Obras da BR-364

Luis Carlos Moreira Jorge

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O superintendente do DNIT, Thiago Caetano (foto), tirou carta de seguro antes de iniciar as obras da BR-364. Reuniu os empreiteiros, um representante da PF e do TCU e deixou um ponto bem claro aos donos das empresas: não tem propinas para a campanha de qualquer candidato. Sabendo, rescinde o contrato. Se mirando no que está acontecendo na LAVA-JATO, a cada fatura paga envia uma cópia ao TCU. É algo novo e elogiável, quando se sabe que esta rodovia foi caixa para várias campanhas. Nem o conheço, mas não consigo encontrar ninguém que fale mal deste moço, nem entre os políticos da base de apoio ao governo. O seu grande desafio será com o dinheiro que tem liberado de 100 milhões, pouco para as dificuldades, dos quais já gastou mais de 30 milhões e mostrar aos críticos que, no pique do inverno, a BR-364 não será fechada ao tráfego. Sabe que se isso acontecer, vira uma bandeira política para o PT.

JOGO É REGIONAL
Quando o senador Jorge Viana (PT) diz que o desastre do Temer e as estripulias do senador Aécio Neves (PSDB) colarão na imagem do senador Gladson Cameli (PP) na campanha ao governo, o faz para entrar no debate, na mídia, sabe que não é isso. Tampouco a condenação do Lula (outras no forno) e o fracasso da Dilma, colarão no Marcus Alexandre (PT). O Jorge é uma das cabeças mais lúcidas do PT, sabe que o jogo é regional e equilibrado.

CARTA POSITIVA
O senador Gladson Cameli (PP) chegará na eleição do próximo ano, com a carta positiva que foi inocentado de sua participação na LAVA-JATO. E atestado pela corte mais alta do país, STF.

NÃO É QUESTÃO RELIGIOSA
Quando o Pastor da IBB, Agostinho Gonçalves, se posiciona contra a cena no MAM de um homem nu rodeado de meninas na faixa de cinco anos, não o faz por radicalismo religioso, mas como cidadão. Como milhares de outros não evangélicos, no Brasil inteiro, que condenaram. Respeito os que entendem isso como “arte”, mas no caso sigo a corrente dos que criticaram.

NÃO SE TRATA DE ATRASO
E não se venha dizer que é preconceito cultural da direita. O deputado federal Moisés Diniz (PCdoB), que tem posições sólidas de esquerda, também se insurgiu contra a cena no MAN.

FENÔMENO BOLSONARO
A candidatura do Jair Bolsonaro não é impelida só pela chamada “extrema direita”. Isso é um equívoco. Pega vento por defender bandeiras simpáticas a uma grande faixa da sociedade, como o fim do instituto do desarmamento, contra o aborto, diminuição da maioridade penal, fim de regalias para presos, apoio integral ao policial, e, principalmente, rigidez com os bandidos. Se vai ganhar: não sei! Mas caminha cada dia mais sólido a ir para o segundo turno.

NÃO ACREDITAM MAIS
A questão básica é que a população não acredita mais nos políticos tradicionais. E ponto final.

PARADA DIFÍCIL
Conversei ontem bom tempo com meu amigo, Delegado Walter Prado, que será candidato a deputado estadual pelo SOLIDARIEDADE. É muito pé no chão sobre a disputa do governo em 2018: “será dura. A oposição tem um bom nome, mas o PT tem a máquina do poder”.

TIRA VOTOS DA FPA
O ex-deputado Walter Prado vai tirar votos da FPA no reduto governista de Tarauacá. Para se ter uma idéia, na última eleição que disputou e venceu, colocou mil votos na frente do principal nome da esquerda no município, Moisés Diniz (PCdoB). Prado tem raiz, em Tarauacá.

NÃO CORRE MAIS SOLTO
A candidatura do deputado Walter Prado a deputado estadual não é bom ao deputado Jenilson Lopes (PCdoB), que também não contará mais com o esquema da prefeitura.

ACOMPANHO OS BASTIDORES
Ao opinar que, a eleição não será fácil para a oposição, é porque não será. Ao contrário dos que acham que a fatura está liquidada. O PT não está morto. Leio na agenda do prefeito Marcus Alexandre de domingo que, cedo estava no quilometro 50 da Transacreana para tratar de melhoria de ramais, em seguida assinou uma ordem de serviço para a construção de uma unidade de saúde, na Vila Manoel Marques, e fechou o dia no atendimento de saúde na Reserva Chico Mendes. Será um adversário a ser respeitado, não é um Zé Mané.

BAQUE GRANDE
A ser mantida a desistência do deputado Chagas Romão (PMDB) de disputar a reeleição, não só causará um baque grande na chapa de estadual do partido, mas também à candidatura do deputado federal Flaviano Melo (PMDB), de quem sempre foi um fiel cabo-eleitoral. Vai continuar o apoiando, mas não sendo candidato, sua influência junto aos eleitores diminuirá.

ÚNICO COMPROMISSO
Aliado do candidato ao Senado, Márcio Bittar (PMDB), revelou à coluna que ele assumiu um único compromisso com o partido, de que não lançaria sua mulher candidata a deputada federal. Não foi firmado compromisso de levar siglas e ele ligadas para coligação do PMDB.

NÃO SE TRATA DE IDIOTAS
A ainda se os dirigentes do PTB, PEN, PSL e PPS tentassem levar estes partidos para uma aliança com o PMDB, os candidatos cairiam fora, só idiotas aceitariam aliança com o PMDB.

CADA DIA MAIS CLARO
Na campanha do próximo ano a fidelidade partidária na votação para as duas vagas para o Senado da República não prevalecerá. A cada dia isso fica mais claro, quando deputados declararam que votarão em nomes da oposição e da FPA. O voto ideológico será minoria.

TERRA DE NINGUÉM
O que vai prevalecer a favor dos candidatos é a habilidade que terão em navegar pelas correntes adversárias. Conseguir emplacar o que se chama de “segundo voto”, porque o primeiro voto geralmente é no nome mais forte. Já o “segundo voto” será terra de ninguém.

QUEM MAIS TEM ANDADO
Pelo acompanhamento do noticiário político, o candidato da oposição ao Senado que mais tem andado em tudo que é biboca do Estado é o senador Sérgio Petecão (PSD). É virado direto.

TERÁ REAÇÃO
Se setores do PT tentarem lançar outro candidato a deputado estadual no Alto Acre,como se fala, com a mais absoluta certeza vai esbarrar na reação da deputada Leila Galvão (PT), que não tem sido passiva na defesa das reivindicações daquele colégio eleitoral. Deve reagir.

NÃO VEJO A LUZ
Em Brasiléia, não consigo ver uma luz no fim do túnel que mostre um nome que possa ser candidato a deputado estadual com chance de vitória. O único que estava relativamente encaminhado, o vereador Joelso Pontes (PP), está preso. E a maior liderança da área, ex-prefeito Aldemir Lopes, também preso. Para um município que já deu as cartas no PMDB, é terrível!

QUE SITUAÇÃO!
Pesquisa que foi realizada pelo Fórum Econômico Mundial aponta os políticos brasileiros situados entre os “piores do mundo”. Também no país, em toda pesquisa, a classe política sempre aparece entre as mais mal avaliadas. Claro que não se pode generalizar, há políticos honestos, não se pode pegar e colocar todos no mesmo cesto e com a mesma medida.

É SALVAR VIDAS
Quando órgãos de um familiar são doados, são vidas que serão salvas. Pensem nisso!

UM ARTICULADOR SAGAZ
Não coloque na contabilidade dos que não terão nenhuma chance de eleição, o vereador Manuel Marcos (PRB), que disputará uma vaga de deputado federal. Tem um articulador de campanha sagaz, como o Diegão, e toda a estrutura da Igreja Universal. Foi neste esquema que basicamente o Alan Rick (DEM) foi eleito para a Câmara Federal.

APORRINHAÇÃO DE PRESENTE
Um amigo empresário bem sucedido me perguntou semana passada, o que achava dele ser candidato a deputado estadual. A resposta foi pragmática: “se você quer ganhar a aporrinhação de todo dia ter alguém lhe procurando com pedidos mais diversos na sua porta, saia candidato.”

UMA CONVERSA FRANCA
Conversando com um pragmático deputado do PT sobre a próxima eleição para a Assembléia Legislativa, avaliou que será uma das mais difíceis, pelo descrédito da classe política. Não se insere na linha dos otimistas do seu partido que acham que podem eleger até seis deputados. “É um engano, não repetiremos os cinco da bancada atual, no máximo elegeremos quatro”, diz o parlamentar. Lembra: “não teremos mais na legenda o caminhão de votos do Ney Amorim, candidato a senador”. Avalia que pelo fato de ser uma eleição equilibrada para o governo não haverá espaço para que apareçam partidos elegendo seis, oito deputados. E aposta numa renovação. As suas observações fazem sentido, poderemos ter um quadro parlamentar renovado, na próxima legislatura. Alguns dos atuais deputados não disseram a que vieram.

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