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A intolerância crescente nas redes sociais é um reflexo da violência

Nelson Liano Jr.

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Se eu tivesse outra profissão talvez iria me desligar por um longo tempo do meu celular e do meu computador. Mas como jornalista tenho que estar atento ao que as pessoas pensam. E não existe um lugar onde a radiografia da nossa sociedade esteja tão explícita como nas redes sociais, Facebook, Instagram, WattsApp, entre outros. Observando o comportamento das pessoas no mundo virtual é fácil
chegar à conclusão que estamos vivendo num Estado dividido, que reflete seres humanos fragmentado em vários cacos. O problema é que essa divisão ou fragmentação está gerando uma infinidade de doenças psíquicas, físicas e espirituais e ninguém está se dando conta.

A sabedoria popular nos ensina que colhemos aquilo que plantamos. Não é possível plantar abacaxi e colher laranja. Então o que vejo sendo plantado nas redes sociais é ódio, ressentimento e um profundo sentimento de vingança. Uma intolerância generalizada contra quem pensa diferente. E a origem dessa batalha insana no espaço virtual é a corrupção na política e a insegurança gerada pela
violência que assola o país. Há uma difusão do medo transformado em agressividade contra os próprios semelhantes. Uma insegurança paranoica que dá a ilusão aos internautas de que se houver diversidade no pensar, aquilo que considera o “certo”, estará em risco. Mas o que é certo para um pode ser errado para outro. Sempre foi assim e continuará sendo.

A cada dia mais gente vê o outro (que sofre das suas mesmas dores) como inimigo simplesmente por não pensar igual. Aquilo que deveria ser debate de ideias transformou-se em contenda. Existe uma intenção clara de aniquilar os que pensam diferente. Seja em relação a simpatia por um partido político, a religião, opção sexual e, até mesmo, a preferência por um time de futebol é motivo para ataques desproporcionais. Não há educação e nem respeito pelo outro. Logo também não há para si próprio.

A minha constatação é que estão fazendo um uso errado de uma ferramenta que poderia transformar o mundo num lugar melhor para se viver.

Ao invés de usarem a liberdade de expressão para cada um manifestar o seu ponto de vista, estão usando-a para tentar destruir e denegrir o outro. A violência não está mais restrita às escaramuças entre facções de traficantes, ela se espalhou cotidianamente e contaminou o comportamento das pessoas nas redes sociais.

Cada um se julga um juiz e o “dono da verdade”. Esquecem que, na realidade, esse comportamento é um atentado à própria liberdade de se manifestar.

Sentimentos nobres como a gentileza, o perdão, o amor desinteressado estão em decadência nas redes sociais e na vida. Por trás da impunidade e da proteção do espaço virtual muita gente está empenhada em fazer o mal ao outro. Sem ter consciência da Lei do Eterno Retorno. O quê se pode colher de bom na maledicência? Tanto essa palavra como seu antônimo paciência, contém o sufixo “ciência”, que quer dizer conhecimento. Então quem é maledicente tem o conhecimento da maldade e quem é paciente está exercendo a paz. Logo quem é mal com o outro não terá a paz. Simples assim…

Hipocrisia generalizada

Vejo políticos gays (nem tão enrustidos assim) atacando os gays com uma “falsa moralidade” a favor da família. Outros, corruptos confessos, pregando a moralização da corrupção. Incompetentes que nunca trabalharam e nem administraram a própria casa a criticarem gestores. Alguns sacerdotes religiosos impregnados de luxuria vestidos em falsas peles de pureza a arrotarem “respeito”. É essa a sociedade que queremos? Da mentira e da hipocrisia? Isso lembra a parábola do Mestre Jesus dos túmulos caiados, belos e lustroso por fora mas que escondem toda a podridão e a iniquidade por dentro.

Sem falar naqueles que estão conscientes em apoiarem os futuros algozes de tempos melhores preocupados em garantir um “cargozinho” para poder sangrar os cofres públicos. Mesmo que isso vá custar o sofrimento de milhares de pessoas. Num desvio fragoroso dos verdadeiros propósitos da política.

Quem quiser que vista a carapuça desses personagens hipócritas existentes no nosso meio. Mesmo porque em terra de muro baixo todo mundo já sabe quem é quem. Por vingança estão criando monstros tanto na política local quanto nacional. Colocando em risco a preciosa liberdade. Fomentando o ódio e a ignorância. A transformação e as mudanças na nossa política são necessárias, eu
diria até urgentes. Mas que as pessoas, ao invés de continuarem essa pancadaria nas redes sociais, possam contribuir de maneira positiva nesse processo.

Fomentando ideias e caminhos para o nosso Acre e o Brasil saírem do atoleiro em que se meteram. Estar a favor ou contra, é natural do espírito de dualidade e julgamento dos seres humanos. Mas que se manifestem sempre com educação e respeito pelo outro.

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