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Lista da morte, choro, agressões, insegurança e beijos

Luis Carlos Moreira Jorge

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A insegurança que tomou conta da Capital foi o pomo da discórdia entre deputados da base do governo e a oposição, na sessão de ontem na Assembléia Legislativa. Tudo começou com a deputada Eliane Sinhasique (PMDB) apresentando a “lista da morte”, denunciando que, somente este ano morreram no Acre de forma violenta 245 pessoas. O deputado Manoel Moraes (PSB), a título de tirar a responsabilidade do governo fugiu do âmago da questão, disse que, violência existe desde o começo do mundo, que o secretário Emylson Farias é um homem de bem e que Estados como Rio de Janeiro e São Paulo são violentos. Misturou alho com bugalho. Não era esta a questão. O deputado Eber Machado (PSDC) entrou na ciranda e enalteceu o trabalho do governo Tião Viana na área de segurança e debitou a culpa da violência nas chamadas “Audiências de Custódia”. O clima esquentou quando o deputado Gehlen Diniz (PP) acusou o deputado Eber de não estar no seu normal: “deve ter se esquecido de tomar os seus remédios. Ou não teria elogiado a Segurança”. Continuou dizendo que não se deve ocupar a tribuna para falar “asneiras” e que o único feito na área de segurança foi o Acre ter hoje uma facção regional chamada “Bonde dos 13”. “O Emylson pode ser honrado, mas é incompetente”. Eber voltou ao debate pesaroso, chorou, revelou que tomava remédios para dormir e para pressão e lamentou ter sido chamado de “louco” pelo colega. Da sua poltrona, Ghelen fazia ironias soltando beijos para o orador. Fechou o debate com mais ironias: “os deputados do governo defendem o sistema de segurança criticado por 90% da população para agradar o governador.” E considerou as lágrimas do choro do deputado Eber de “lágrimas de crocodilo”. E a ALEAC saiu do marasmo. Entre mortos e feridos, escaparam todos.

PRONTO PARA EXPLICAÇÕES
Em mensagem de voz enviada ao BLOG DO CRICA, o superintendente do DNIT, Thiago Caetano, garantiu que ficará à disposição para falar aos deputados na ALEAC, no dia 26 de outubro, quando estará mais livre e por não querer perder agora o foco sobre os trabalhos na BR-364. Até ontem não tinha chegado ao DNIT o requerimento com o convite para que vá à Assembléia Legislativa. Com a palavra o deputado Luiz Gonzaga (PSDB) para que, atue junto à mesa diretora para enviar o documento.

FAZENDO PONTUAÇÕES
Não acredito que sacando o Emylson Farias do comando da Segurança seja a solução do problema. Ninguém discute sua honorabilidade, sua qualificação, também não é omisso, mas não se pode esconder sob o tapete que existe um clímax de violência na cidade, mesmo com a forte ação policial. Vira brincadeira quando um deputado diz estar tudo às mil maravilhas.

ARGUMENTOS TOSCOS
Alguns deputados têm de deixar de apresentar desculpas toscas e desconectadas da realidade regional, simplesmente, dizendo que o Rio de Janeiro é violento. O que tem o c.. com as calças? Moramos no Acre, senhores, temos que discutir nossos problemas e não dos outros.

QUESTÃO FEDERAL
A liberalidade das “Audiências de Custódia”, que cria a desesperança no meio policial de ver no dia seguinte o bandido que prendeu na rua, deve ser criticada. Mas está é uma questão federal, assunto para a bancada federal acreana. Os magistrados só seguem a lei. Mas que tira o incentivo de quem vai às ruas combater a criminalidade, isso tira, com absoluta certeza.

FAZ PARTE DO PARLAMENTO
A discussão mais acalorada que envolveu ontem os deputados Gehlen Diniz (PP) e Eber Machado (PSDC) não pode entrar na conta de algo estapafúrdio, foi um debate duro, nada mais do que isso. Afinal, o Legislativo é uma casa de debates e não de monges e freiras.

DEFESA DO CONSUMIDOR
Ao defender o fim da cobrança da taxa para fazer uma nova ligação elétrica após um corte de energia, o vereador Manuel Marcos (PRB) faz a defesa do consumidor, que não recebe uma contrapartida de serviço de qualidade por parte da ELETROACRE. Favorece a população.

É TUDO QUE UM POLÍTICO QUER
Ser vítima durante uma campanha política é tudo que um político quer. Quanto mais baterem na candidatura do Jair Bolsonaro para a presidência da República mais vai crescer, porque vira vítima. Para se ter uma ideia, a sua agenda para visitas a Estados e Municípios está lotada até o fim do ano.

É DA DEMOCRACIA
A democracia comporta candidatos das mais variadas tendências ideológicas, não existe democracia seletiva, em que apenas quem se diz de centro ou esquerda pode disputar a presidência. Cabe ao eleitor selecionar em quem vai votar; este sim, é que decide.

SEM REVELAR O NOME DO SANTO
A coluna deu em primeira mão que os secretários André Kamai e Andréia Forneck deixarão seus cargos na prefeitura em abril para acompanhar o prefeito Marcus Alexandre na campanha para o governo. Ontem, um importante secretário municipal me ligou perguntando se sabia de outras mudanças no primeiro escalão. Acho que ao dizer “não”, contive seu nervosismo. É natural a insegurança quando se sabe que haverá troca de comando na PMRB.

CHAPA PESADA
Está em discussão uma coligação envolvendo o PODEMOS-PRB-PDT. Se for viabilizada sairá uma chapa da pesada formada pelos deputados Josa da Farmácia, Raimundinho da Saúde, André da Farmácia, Heitor Junior, Jesus Sérgio, Eros Asfury, Sandra Asfury e Juliana Rodrigues.

MESMO PROBLEMA DO PMDB
Quem é o candidato novato que vai querer entrar numa chapa com estas cobras criadas?

NO GROSSO DO ELEITORADO
Os arrombamentos chegaram ao âmago do eleitorado do prefeito Marcus Alexandre: as lojas do camelódromo e do calçadão da Epaminondas Jácome. O vereador Carlos Juruna (PSL) não vai resolver esta situação com discursos na Câmara Municipal, mas sim com atos de protestos.

SERÁ UM ARRASTÃO
Colocar vigias desarmados para tomar conta das lojas vai continuar sendo a festa para a bandidagem. Daqui pouco tempo não vai sobrar uma loja naquele pedaço que não foi arrombada. Foram 30 os arrombamentos, até aqui.

ENFIM, CONSEGUIU
A deputada Leila Galvão (PT) tanto insistiu, cobrou na tribuna, que conseguiu a recuperação do importante Ramal do Icuriã, com uma comunidade grande, que estava há tempos intrafegável.

VAI SE COMPLICAR
Se o prefeito de Assis Brasil, Zum, alugou um imóvel de sua propriedade para abrigar uma secretaria municipal se complicará com o MP. Se for verdade, será um erro amador.

com c.COMO NOS VELHOS TEMPOS
Enfim a Assembléia Legislativa saiu ontem do marasmo de discursos cansativos e repetitivos. E mais surreal é que aconteceu numa quinta-feira, dia que geralmente é usado para os deputados bajularem uma categoria para conseguir ganhar alguns votos. O debate duro que envolveu os deputados Gehlen Diniz (PP), Eliane Sinhasique (PMDB), Eber Machado (PSDC) e Manoel Moraes (PSB), é próprio do parlamento. A oposição tem mesmo que cobrar, pois, não foi eleita para bater palmas para o governo. E a base do governo tem as suas benesses para fazer a defesa. Prefiro os debates que os cansativos e chatos discursos bajuladores ou paroquiais. Quem não quer se questionado que não entre na política, vai vender pipoca ou picolé. E que novos embates sejam perenes como os de ontem, na ALEAC.

VOTO CASADO
O deputado Jairo Carvalhos (PSD) faz questão de não esconder de ninguém que, seus votos para o Senado já estão definidos: Sérgio Petecão (PSD) e Ney Amorim (PT).

PRIMEIRA BAIXA
O deputado Chagas Romão (PMDB) me disse ontem que não será mais candidato à reeleição. E seus argumentos são fortes: o PMDB só conseguiu cinco nomes para deputado estadual. Ele, Eliane Sinhasique, Roberto Duarte, Meiri Serafim e Antonia Sales. “Quem vai querer coligar com esta chapa”? Indaga Romão. Só um abestalhado entraria nesta chapa, concordo.

SAIR POR CIMA
Chagas Romão (PMDB) lembra o PEN, que disputou com cinco candidatos fortes a eleição de deputado estadual e não elegeu ninguém. “Já estou com certa idade, meus filhos estão formados, é só eu e minha velha, então vou sair por cima, não vou gastar e me endividar”, pontuou.

ENTROU SÓ PARA SE BENEFICIAR
O Márcio Bittar entrou no PMDB, ganhou uma legenda para disputar uma vaga do Senado, tem três partidos nanicos sob a ótica da sua influência e não quer dar a sua colaboração, trazendo estas siglas para uma coligação com o PMDB. É venha a nós e ao vosso reino, nada!

EXEMPLO DE POLÍTICO
O deputado Chagas Romão (PMDB), que é um exemplo de político, leal ao partido, não merecia este fim de carreira. Mas o seu raciocínio está correto de não entrar numa chapa só para ser agradável. Pode acontecer nesta brincadeira do PMDB acabar elegendo um deputado.

COMO NA CAMARA MUNICIPAL
Na eleição municipal o PMDB jogava com a possibilidade de eleger de dois a três vereadores em Rio Branco. Elegeu apenas um. Esta história de que é um partido muito forte, funciona mais na teoria. O Chagas Romão está velho demais para servir de escada para os outros.

A QUEM INTERESSAR POSSA
Não sei se o governador Tião Viana está sabendo. Mas na FUNDAHCRE existem um aparelho de Raio-X que está cinco anos encaixotado. Antes que ataquem o secretário de Saúde, Gemil Junior, aquela unidade de saúde não está sob sua responsabilidade, tem gestão própria.

MANTEVE A PALAVRA
O governo só procurou o TJ para anular a emenda que concedia 600 reais para cada plantão na enfermagem, porque corria o risco de perder se mandasse um projeto para a ALEAC. O deputado Raimundinho da Saúde (PODEMOS) já tinha anunciado na tribuna que votaria contra. E manteve a palavra quando confrontado pela chefe de gabinete do governo, Márcia Regina. Acabou a TJ atendendo o governo, e anulando a emenda com o valor.

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