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Eduardo Ribeiro se nega fazer curral eleitoral e deixa INCRA

Luis Carlos Moreira Jorge

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Conversei ontem com o demissionário Superintendente do INCRA, advogado Eduardo Ribeiro. Confirmou oficialmente à coluna que está deixando o cargo, que vinha conduzindo com seriedade e competência, por não aceitar pressões para fazer nomeações para a acomodação de afilhados políticos do PMDB. Eduardo não abriu mão de continuar fazendo uma gestão sem politicagem e de não transformar o INCRA num grande curral eleitoral. Estariam por trás das pressões os integrantes da cúpula do PMDB, Pádua Bruzugu, uma espécie de secretário do deputado federal Flaviano Melo e o ex-prefeito de Brasiléia, Aldemir Lopes, que mesmo preso continua a movimentar o tear do PMDB. Eduardo confirmou que entrou com o pedido de exoneração, mas quer deixar o órgão pela porta da frente e sem alimentar uma celeuma política. Sobre o seu futuro diz que a tendência é mesmo entrar com pedido de desfiliação do PMDB. Qual foi o crime cometido por Eduardo Ribeiro na condução do INCRA? Tão somente um: não quis transformar o órgão num curral político do PMDB e não se afastou um milímetro de fazer uma gestão séria. Sua decisão de sair para não chafurdar na politicagem foi correta.

“NÃO TENHO ESSA FORÇA, PARCEIRO”!
O dirigente do PMDB, Pádua Bruzugu, não quis falar muito sobre o envolvimento do seu nome na onda de pressões para sacar Eduardo Ribeiro da presidência do INCRA. E nem o que motivou a saída. Limitou-se a comentar, rindo: “sou pequeno, não tenho essa força parceiro, para tirar alguém”. Não conseguimos falar com o ex-prefeito Aldemir Lopes, que está preso.

ERA QUESTÃO DE TEMPO
Quando o Superintendente do INCRA, Eduardo Ribeiro, começou a fazer um trabalho sem politicagem, sério, voltado para o coletivo dos produtores rurais, a sua queda era questão de tempo. Os que queriam o INCRA funcionando como curral político, não lhe perdoariam.

TRANCOU-SE EM COPAS
Tentamos contato com o presidente do PMDB, deputado federal Flaviano Melo, deixamos recado com seus assessores, mas não houve retorno até o fechamento da coluna. Como sempre, foge de bola dividida. O que se queria saber era se o episódio do INCRA tinha seu aval.

A ÚNICA SEM PROBLEMAS
Das indicações feitas pelo PMDB para cargos federais, no Acre, uma das poucas que estava dando certo era o INCRA. Duas delas acabaram nas malhas da Polícia Federal. E se cria um clima para sacar, exatamente, quem vinha conduzindo o órgão com lisura. Dá para entender?

TEM MAIS É QUE SAIR FORA
Ao advogado Eduardo Ribeiro não cabe outro caminho a não ser deixar o PMDB, para não ficar desmoralizado. Não há mais o mínimo clima para que continue aonde levou uma rasteira.

A EXPERIÊNCIA ENSINA
Ninguém tem bola de cristal para saber quem vai ganhar ou não uma eleição de deputado estadual. Mas quando se nota uma condução de campanha certinha, fazendo parcerias redondas, é meio caminho para a vitória. É o caso da publicitária Charlene Lima (PTB), candidata a deputada estadual.

COMANDANTE DA CAMPANHA
O Coronel PM Ulisses deverá ser um dos comandantes da campanha de Jair Bolsonaro, no Acre, para a presidência. Ulisses, que será candidato a estadual, defende Bolsonaro de forma aberta. E pelo que tenho visto não vou me admirar se tiver uma votação excepcional, aqui.

TEMPORADA DE COLIGAÇÕES
Como a manutenção das coligações proporcionais está aberta a temporada de caça aos partidos que queiram fazer alianças. Isso funciona mais para os chamados “nanicos”, que na maioria das vezes têm que se coligar para conseguir eleger alguém.

TESE DO CHAPÃO
A tendência agora dentro da FPA é de ser fazer um chapão para a disputa de vagas para a Câmara Federal. Até porque não creio muito nesta “chapinha” coordenada pelo PDT, para formar uma segunda coligação para Federal. Quem tem alguma chance não vai se arriscar.

NO MESMO CAMINHO
A oposição também terá que partir para formar um chapão para deputado federal.

UMA AMOSTRA
A cada dia que passa cresce dentro da oposição o segundo voto para o candidato ao Senado, deputado Ney Amorim (PT). Conheço vários políticos da oposição que têm o petista como segundo voto. Aliás, deu o que falar o encontro da Antônia Lúcia (PR) com o Ney Amorim (PT).

NINGUÉM VAI MAIS
Ontem, tinham três deputados na sessão solene em homenagem aos deficientes físicos. Embora este seja um problema que deve ser debatido e a categoria apoiada, o debate poderia ser numa Audiência Pública, com presença de autoridades da saúde. Sessão solene como a de ontem é perda de tempo, não resolve nada e pouca gente comparece. Falaram às paredes.

DECIFRA-ME, OU DEVORO-TE
Desafiador, misterioso, o deputado federal Major Rocha (PSDB), depois da sua frustrada tentativa de indicar o vice na chapa da oposição. Fechou-se a tal ponto que até telefonemas de alguns dirigentes da oposição tem se recusado a atender. Entrou em penitência de silêncio.

A PATIFARIA ELEITORAL SE REPETE
Venceu quem apostou que os políticos não iam fazer nenhuma mudança na legislação eleitoral para a eleição do próximo ano. Continuará a pouca vergonha de um candidato ter mil votos e se eleger é quem tem cinco mil fica de fora. Quem comemorou a manutenção das coligações proporcionais foram os partidos que fazem da eleição um balcão de negócios e cobram fortunas para entrar numa coligação com os partidos grandes. Todos chafurdando, de novo!

ENTROU POR UM OUVIDO…
A Lava Jato entrou por um ouvido e saiu pelo outro da classe política. Na próxima eleição, no Acre, continuaremos a ter a farta compra de votos, as famigeradas listas do Dia D, a venda de tempo na televisão e, quem não tiver estes esquemas, vira passageiro da balsa de Manacapuru.

CHAPAS PRÓPRIAS
Mesmo permanecendo as coligações proporcionais para 2018, os grandes e médios partidos como PMDB, PT, PSDB, PCdoB, PDT, deverão disputar vagas na ALEAC com chapas próprias.

ATÉ PELAS CIRCUNSTÂNCIAS
Qual o partido que vai querer, por exemplo, se coligar com o PMDB, que tem na chapa nomes como Eliane Sinhasique, Chagas Romão, Antônia Sales e Roberto Duarte? Só se for um partido formado de idiotas e queira entrar na campanha apenas para ser bucha de canhão.

O MAGALHÃES QUER MÍDIA
Gostar de arte é conversa para boi dormir. Ao entrar na justiça para manter os grafites pintados na parte externa do Condomínio do Ipê, o casal comunista Edvaldo Magalhães e Perpétua Almeida, objetiva buscar os holofotes da mídia. Tem uma eleição em 2018.

A CULPA É DO MONTANA JACK
O deputado Gehlen Diniz (PP) fez uma postagem endereçada ao deputado Raimundinho da Saúde (PODEMOS) dizendo que, ninguém sabia que estavam alterando valores de plantão. E que atendeu pedido do parlamentar para ser o Relator. E assinou uma emenda que havia sido combinada entre o deputado Raimundinho e os sindicalistas. E que por estar viajando o deputado Jenilson Lopes (PCdoB) não poderia ser o Relator. Traduzindo em miúdo está confusão sobre a emenda que subiu para 600 reais o plantão de um enfermeiro: quem colocou o jaboti na árvore foi o famigerado e perigoso anão Montana Jack. Tá bom assim, pessoal?

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