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PT pode perder o Governo e a prefeitura da Capital numa tacada só

Nelson Liano Jr.

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Se a candidatura do prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), for confirmada ao Governo do Acre, o PT estará apostando todas as suas fichas de uma vez só nas eleições de 2018. Se ganhar leva o prêmio maior de permanecer no “poder” por muito mais tempo. Mas se perder terá que deixar o Governo e corre risco com a prefeitura da Capital, ao mesmo tempo. É uma questão de lógica. A vice-prefeita Socorro Nery (PSB) vai assumir o comando da gestão para o Marcus ser candidato. E não tem volta, perdendo ou ganhando. Então no caso de vitória do PT tudo permanecerá mais ou menos do jeito que está. Mas no caso da sorte sorrir para a oposição Socorro terá que fazer uma opção entre realizar um ótimo trabalho com o apoio das forças políticas que irão governar o Acre ou se isolar para manter-se fiel ao “projeto” da FPA. Se ela tiver pretensões de continuar a sua carreira e avançar ainda mais terá que escolher o grupo que pode lhe dar apoio na gestão. O deputado federal Major Rocha (PSDB) acredita que o PT perdendo, no outro dia, Socorro muda de lado. Quero deixar claro que não estou colocando em xeque a fidelidade da vice prefeita, mas analisando o jogo natural da política. Obviamente que ninguém tem bola de cristal, no entanto, a lógica de sobrevivência será essa.

Recordar é viver
Quem se lembra da gestão do prefeito Isnard Leite (PP), em Rio Branco? Ele era o vice de Flaviano Melo (PMDB) que para concorrer ao Governo, em 2002, renunciou ao cargo. Naquele época, 2002, o PT ganhou tudo desde o Acre ao Governo Federal, com Lula (PT). Isnard ficou isolado na prefeitura da Capital e a sua gestão foi bastante prejudicada por falta de apoio político.

Questão de realização
Socorro Nery teve destaque com seu trabalho na UFAC. É uma pessoa bem considerada pela educação do Acre. Mas sempre quis ser prefeita e, tudo indica, que será. Agora, seria um suicídio manter a prefeitura de Rio Branco como uma ilha isolada, como aconteceu com Isnard, no caso de uma eventual derrota do PT. A opção seria entre a viabilização de verbas para a gestão ou a fidelidade política. Ainda mais se no Planalto assumir alguém de “centro direita”. Tão simples quanto isso.

Vida política
Outro fator óbvio é que Socorro assumindo a prefeitura será candidata natural à reeleição. Para isso precisará fazer uma gestão eficiente. Se for um desastre terá a sua carreira política sepultada. O PSB no plano nacional está indefinido e sempre variando para um lado e outro da disputa política.

Resposta antecipada
Já antecipando o que a Socorro irá dizer. Ele vai jurar que não existe a menor possibilidade de voltar para a oposição onde realmente não deram o valor que tem. Mas na minha opinião, se souber jogar, com a vitória ou a derrota da FPA, Socorro tem todos os predicados pra fazer uma ótima gestão na prefeitura.

“Boquinhas” em xeque
Uma outra questão a se refletir, no caso de derrota do PT ao Governo, é para onde vão os atuais milhares de cargos comissionados? A prefeitura de Rio Branco não vai “pegar” todos, como se diz no Acre. Será uma briga de foice no escuro.

A fumaça e o fogo
Socorro Nery já foi do PMDB e secretária estadual, nos tempos do governo de Flaviano Melo (PMDB). Passou um tempo filiada ao PSDB e pré-candidata dos tucanos à prefeitura. Então conhece bem os personagens da política acreana dos dois lados.

Problema pro Gladson
Quem também terá problemas, se vencer para o Governo, será Gladson Cameli (PP). A sua suplente é Mailsa Gomes (PP), esposa do ex-prefeito James Gomes(PP). Na minha opinião, não é um nome forte e popular o suficiente para assumir quatro anos de Senado. Isso ainda vai dar muita conversa.

Roda do destino
Uma eventual vitória do Gladson joga no colo do grupo político do ex-prefeito de Senador Guiomard, uma ambicionada vaga no Senado. Como se diz no popular: “é muita areia para um caminhãozinho.” Mas em caso de derrota, Gladson continua senador porque não tem que renunciar ao cargo para ser candidato.

Faz parte do jogo
Tanto no caso do Marcus quanto do Gladson os eventuais substitutos fazem parte do jogo político. São nomes indicados pelas conveniências nos momentos em que concorreram à prefeitura e ao Senado. Não há do que se reclamar…

Nessa acertou
Tião Viana (PT) quando se reelegeu senador, em 2006, já sabia que disputaria o Governo, em 2010. Assim colocou como suplente alguém da sua extrema confiança, no caso, Anibal Diniz (PT). Não teve problemas na substituição. Anibal, no Senado, continuou fiel ao “projeto” sem nenhum sobressalto imprevisto. Aceitou até não ser candidato à reeleição dando espaço para Perpétua Almeida (PC do B).

Perda inocência
Esse caso da EMURB será muito explorado na campanha de 2018. Não acredito que haverá implicações judiciais para o prefeito Marcus Alexandre. Mas a situação será muito explorada pela oposição. Resta saber como a opinião pública vai entender todo esse imbróglio.

Polêmica dos vices
Marcus e Gladson precisam escolher bem os seus vices. Na FPA, o PC do B, o PSB e o PDT irão se digladiar para indicar o nome. Na oposição, PSDB e DEM terão que se entender. Numa eleição que indica uma disputa renhida esse detalhe passou a ser importante. Tem que ser alguém que ajude a trazer votos. O tempo de eleger “postes” já passou no Acre.

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