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Políticos se acotovelam para aparecer na foto da entrega de uma viatura no interior do Acre

Ray Melo, da editoria de política do ac24horas

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Eu cheguei em frente ao computador. Meu teclado me sorriu latindo. O meu mouse cliquei no botão. Eu voltei. Tudo estava igual como era antes. Quase nada se modificou. Acho que só eu mesmo mudei. E voltei. Pura nostalgia, O Portão, versão Blog do Ray. Vamos que vamos meus três leitores, apesar de o Acre não mudar e continuar como a capital mundial da economia sustentável, modelo para os EUA, Alemanha, China, França, Peru, Itália, Israel, Bolívia, Vietnã, Coreia do Sul, Cuba, Rússia, Colômbia e Marte, além de referência para União Europeia, meu patrão pediu, ameaçou, esperneou e cá estou eu novamente no batente desse blog véi, odiado por alguns e amado por outros, para falar de política, violência (coisa que quase não existe no Acre), variedades, cultura, cidade e algumas estripulias de figuras carimbadas.

Desculpas apresentadas. Vamos agora aos megaeventos da nossa querida Sucupira, onde até jogo bola de gude (mais conhecida por essas bandas como peteca) é vendido como campeonato mundial de bocha. O último final de semana – que começou nas primeiras horas de sexta-feira – para políticos como o prefeito de Rio Branco, Marcus Viana (PT), foi bem agitado. O petista quase perde o paladar e sofre um pico de pressão de tanto tomar cafezinho do Bujari a Feijó. Também aconteceram eventos oficiais, como foi a “fantástica” entrega de uma viatura na cidade de Feijó. Políticos se acotovelaram para pegar na chave que estava na mão do governador Sebastião Viana, do PT, e aparecer na foto. Se fossem duas viaturas, seria decretado ponto facultativo, os carros desfilariam e um show com atrações internacionais fecharia o evento.

O vitimismo manipulador


O governo do Acre está promovendo uma campanha de vitimismo com o caso da Peixes da Amazônia. Comparar um exame que detectou uma bactéria na linha de produção da fábrica com a Operação Carne Fraca é exagero, mas como tudo no Acre é referência mundial, quem sabe esse caso seja mais devastador para o país que a investigação da carne. Não seria mais fácil admitir o problema, procurar uma solução e informar à população que criar uma cortina de fumaça e negar o fato? Falta humildade, falta compromisso com os fornecedores, falta sensibilidade para encarar o problema que poderia prejudicar saúde das pessoas. Enfim, já que o deputado Lourival Marques (PT) disse que seria um “recall do peixe”, façam como as grandes indústrias, convoquem os interessados e esclareçam. Esqueçam o vitimismo manipulador.

A política pequena da oposição
Meus três leitores respondam sem pestanejar: vocês abandonariam um significativo punhado de cargos, a sombra e água fresca de um governo e a possibilidade de se reeleger mais fácil, para integrar um grupo político que vem sofrendo consecutivas derrotas nas urnas? Acredito que pelo menos dois dos meus três leitores diriam que não. Pois é, mas o deputado federal Alan Rick (DEM) fez isso. Apesar de demonstrar desapego com as benesses da poderosa máquina do PT, ele nunca foi abraçado pela oposição. Nem mesmo no momento em que perdeu os cargos no governo Temer, Alan recebeu apoio dos oposicionistas. Nenhum dos líderes do bloco procuraram o parlamentar pelo menos para dar tapinha nas costas. Ao invés disso, alguns correram para Brasília e pediram os cargos. Pense numa política pequena e rasteira.

A terceira via poderá surgir
Não se espantem se uma terceira via surgir na disputa pelo governo do Acre nas eleições 2018. Alan Rick abandonou a corrida pela indicação a pré-candidato a vice-governador na chapa de Gladson Cameli (PP). Ele considera que a disputa pela indicação vem se tornado desgastante. A candidatura de Alan Rick ao governo do Acre chegou a ser cogitada antes da aproximação de Gladson e Bocalom, que realizaram reuniões e teriam deixado nas entrelinhas das longas conversas que o DEM indicaria o vice na chapa do PP. Agora, após as negativas de Cameli, esse poderá ser o momento de ressuscitar o projeto do Democratas de uma candidatura de terceira via com Alan Rock e Bocalom à frente do projeto. Quando falta estrutura e dinheiro para arrebanhar apoio, o negócio é gastar sola de sapato e conversar com os eleitores.

Menos promessas e mais firmeza


O senador Gladson Cameli (PP) precisa assumir o papel de protagonista e conduzir com firmeza e transparência o processo que vai definir a composição da chapa majoritária da oposição. Se ele acredita que o momento não é apropriado para a escolha de seu vice, que faça uma política de aproximação, convoque os líderes partidários para construir um plano de governo. Trabalhe de forma participativa, solicitando que cada partido apresente propostas que possam passar confiança para a população acreditar que a alternância de poder pode acontecer. Há muitas maneiras de valorizar um aliado. O que não pode haver é o excesso de promessas e o oferecimento de uma mesma vaga na chapa majoritária para lideranças políticas em diferentes municípios. Detalhe, antes de debater a divisão de cargos é necessário vencer a disputa eleitoral. Isso vale para todos.

Quem não chora não mama


Tudo indica que o governador Sebastião Viana (PT) terá que fazer novas nomeações nos próximos meses. As lideranças dos municípios de Feijó, Jordão e Tarauacá estão fazendo pressão para indicar o vice na chapa do PT. Os militantes aproveitaram o que classificam como “protagonismo político” na regional e cobraram dos cardeais do bloco a indicação do nome do vice-governador. Sabe aquela venha história de quem não chora não mama? Pois é, essas lideranças sabem que não indicarão, mas colocam o bloco na rua para abocanhar uns carguinhos. Essas lideranças dos três municípios acreditam que foram responsáveis pela vitória de Sebastião e a manutenção da FPA no comando do Palácio Rio Branco nas últimas duas eleições. Vai que cola, né? Agora é esperar que aconteça o milagre da multiplicação dos cargos para eles esquecerem a indicação do vice.

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