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Um breve parêntese sobre cuidado, um novo amanhecer e mensagens que tocam almas irmãs

Charlene Carvalho

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Se tem algo que mexe profundamente comigo é música. E poesia. Quando recebo uma música com letra que vai assim no fundo do coração e dialoga profundamente com meus dias, aí é pra acabar com os pequis do Goiás. Por isso, peço permissão para um nada breve desabafo. Espero que alcance vocês.

Sou uma mulher de fases (saí da fase Raimundos, tô na fase Rodolfo faz tempo- entendedores entenderão). Sou dessas pessoas que fixa numa música e ouve, ouve, ouve, ouve… talvez por isso música mexe tanto comigo. Ei, eu crio lista no Spotify com todas as versões possíveis e imagináveis, além de repetir a mesma música na playlist duas, três, quatro, cinco vezes. É um gosto eclético. Variado. Mas é meu.

Enquanto iniciava a coluna, beeem depois das 22h de um longo dia de trabalho e íntima e profunda conversa com um amigo (mesmo longe está cada dia mais perto), recebi uma canção via Whats dele mesmo. Não foi um tapa na cara. Não. Não foi. Foi um abraço doce, com o cheiro e brisa do outono, suave e ao mesmo tempo apertado, cheio de afeto, cuidado, zelo.

Manteiga derretida que sou, não senti vontade de chorar. Não. Me senti amada. Cuidada. Mas não apenas por um amigo querido que, preocupado com nossas últimas conversas e (minhas) confissões, envia um bálsamo para Minh ‘alma. Foi um beijo em forma de perfume suave do Espírito. Sabe quando Deus envia anjos para de um jeito muito especial dizer: olá como vai? Eu estou aqui, eu não esqueci de você. Gosto e cuido de você. Eu te amo, filha. Eu te amo! Sempre. Ever. Forever and ever? Foi assim. Tem sido assim.

Sabe leitor, há coisas que guardamos e não temos coragem de confessarmos nem para nós mesmos. Há experiências e dores na vida que deixam marcas profundas e a gente vai levando, levando para ver se elas somem, desaparecem. Mas elas permanecem ali à espreita. Camuflar não resolve. Uma hora precisamos colocar pra fora. Não de qualquer jeito. Não de qualquer forma. Chegou minha hora faz um tempo. E ter alguém a me ouvir, entender, sustentar, me fortalece, e faz tão bem….


Esse meu bom amigo tem percebido isso. E tem sido não só um bom ouvinte ou conselheiro. Tem sido um mentor, orientador, ombro estendido, lenço a postos e um intercessor inabalável. A música que ele me mandou ontem (Raridade- Anderson Freire), é super conhecida de todos. Já ouvi milhares de vezes. Mas ontem foi diferente. Foi especial.

Talvez porque a escolha tem (ou não) uma motivação simples: meu amigo sabia exatamente o que eu precisava neste momento que é agora, neste tempo que é hoje. Depois de todas as mudanças, vivências, experiências e consequências de um dos muitos ciclos da vida que se encerra para outro começar. E tendo ouvido tanto (embora ainda falte muito!), percebeu minha necessidade de saber que: “

…O pecado não consegue esconder
A marca de Jesus que existe em você
O que você fez ou deixou de fazer
Não mudou o início, Deus escolheu você
Sua raridade não está naquilo que você possui
Ou que sabe fazer
Isso é mistério de Deus com Você
Você é um espelho que reflete a imagem do Senhor
Não chore se o mundo ainda não notou
Já é o bastante Deus reconhecer o seu valor
Você é precioso, mais raro que o ouro puro de ofir
Se você desistiu, Deus não vai desistir
Ele está aqui pra te levantar se o mundo te fizer cair…”

Talvez isso tudo seja absoluta bobagem para você. E provavelmente é. Não pra mim. It’s my life, It’s my word. E toca profundamente porque na terça-feira, olhando os Stories do Instagram, parei num card que a atriz Bruna Marquezine postou com a seguinte mensagem:

“Eu mudei e sei que isso vai me fazer crescer. Talvez eu perca alguns amigos e ganhe muitos outros. Talvez eu troque de emprego e mude de endereço. Embora ainda more em mim muito medo por tudo que há de vir, sinto que foi preciso essa atualização espiritual, essa reforma de postura e esse olhar com outras perspectivas. Quero recomeçar. Talvez eu erre o caminho, perca a direção e durma sem lar algumas noites. Talvez me falte colo, uma bebida quente e uma oração de amor no fim do dia. Mas sei que irei crescer, apenas pelo fato de não continuar insistindo nos mesmos erros, de não me contentar com os mesmos finais. Eu sei que estou crescendo”.

O texto do Diego Vinicius (tem página no Facebook, segue ele lá) me pegou de jeito. Me descreve perfeitamente. A mim e a muitas outras pessoas, claro. Até a moça da novela. Se alio o texto do Diego à letra de Raridade, tenho uma equação perfeita da minha (atual) nada mole vida. E agradeço.  A Deus pelo cuidado. Aos amigos pela confiança. A vocês leitores pela paciência e por me permitirem fazer da coluna meu Muro das Lamentações e pela a oportunidade de recomeçar com a certeza de estar no caminho certo, não importa onde essa estrada me leve.

Te desejo, leitor amigo, um amanhecer com o Sol da Justiça e a alva mais bela!

Obrigada, obrigada, obrigada. Mil vezes obrigada!!!

Bom dia, boa tarde, boa noite, bom começo, bom recomeço. Sigamos! Caminhemos!!

Fotos: Assis Lima e internet

 

 

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