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Jorge Viana fala em “plano diabólico” contra o PT e diz que Lula foi “injustiçado”

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O senador Jorge Viana apelou para um discurso de vitimização do PT e de Lula ao afirmar que o ex-presidente precisa do “socorro nosso” porque é “inocente e injustiçado” e um “condenado sem provas”. O discurso do senador petista foi proferido na noite desta segunda-feira, 17, durante ato organizado pelo PT do Acre em defesa da maior estrela petista, no auditório da Secretaria de Educação, na Ladeira do Bola Preta, em Rio Branco. Foi o primeiro encontro em manifestação de solidariedade ao ex-presidente por causa da condenação de nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sergio Moro no caso do triplex do Guarujá. “Nunca um ex-presidente passou o que Lula tem passado”, disse.

Jorge Viana também citou Dilma Rousseff afirmando que houve um “plano diabólico atendendo um calendário” para “tirar” a petista da Presidência da República.


Já o deputado federal Léo de Brito disse que Lula sofre um “massacre midiático” e repetiu críticas à Rede Globo e ao juiz Sérgio Moro. Para o parlamentar, Moro proferiu uma “sentença vergonhosa” contra Lula e “sem provas”.

“73 testemunhas a favor da inocência de Lula e todas foram desconsideradas. Quem condenou o ex-presidente Lula não foi o juiz Sérgio Moro, foi a Rede Globo”, afirmou

Léo de Brito completou: “Eleição sem Lula em 2018 é fraude”.

O encontro do PT contou com a presença de vários parlamentares do partido e lideranças comunitárias . O governador Sebastião Viana não compareceu ao evento.

 

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Cidades

Sobre advogado que aparece com arma, Abracrim repudia ato e diz que chamará a responsabilidade

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A Associação dos Advogados Criminalistas do Acre (ABRACRIM/AC) repudiou o ato do advogado Manoel Elivaldo Batista de Lima Júnior, que aparece em um vídeo no WhatsApp com uma submetralhadora.

“Advogado que se presta à fanfarronice, bravatas, incontinências públicas e até a prática de ilícitos é um não advogado e assim será considerado pela OAB/AC”, diz a entidade em nota.

A associação informa que “o profissional que de forma incauta publiciza comportamento temerário, evidenciando conduta criminosa será chamado à responsabilidade de acordo com as normas da Instituição, sem prejuízo de chamamento próprio na seara do Poder Judiciário”.

À reportagem de ac24horas, o advogado afirmou que arma é de brinquedo e pertence a um amigo dele. “Essa arma é de um amigo, custou cerca de R$ 900, foi comprada em uma loja de Rio Branco. Ela é de pressão”, disse.

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Cidades

Programação da Semana do Hip Hop vai até domingo, 26 de novembro

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Termina no próximo domingo, 26 de novembro, a 4ª Semana do Hip Hop, evento que começou dia 20 passado com o diferencial de ter agregado, em 2017, todos os coletivos dessa arte. A Semana do Hip Hop é uma realização do Movimento de Arte Urbana da capital, com o apoio da Prefeitura de Rio Branco através da Fundação de Cultura Garibaldi Brasil (FGB).

A programação foi definida em debate com os integrantes do movimento. Ela inclui roda de conversa, batalhas de rimas, desafios de danças urbanas, live paint de graffiti, acontecendo em diversos pontos da cidade, como a Gameleira, Usina de Arte João Donato e diferentes bairros da cidade.

O evento que marcou a Semana do Hip Hop ocorreu dia 12 de novembro com um seminário sobre o crescimento do movimento Hip Hop na capital do Acre. A atividade integra a Semana Municipal do Hip Hop, do qual fez parte o seminário, é comemorada em Rio Branco desde 2013 na segunda semana de novembro, conforme projeto de lei sancionado pelo prefeito Marcus Alexandre.

“A Semana do Hip Hop deste ano é sucesso, especialmente porque reuniu todos os coletivos que fazem parte desse movimento”, avaliou Cimar dos Santos, diretor de Arte da Fundação Garibaldi Brasil.

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Cidades

Deputado Moisés Diniz parabeniza e faz homenagem aos 80 anos da Academia Acreana de Letras

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O deputado federal Moisés Diniz (PCdoB) fez uma substantiva homenagem à Academia Acreana de Letras pelos seus 80 anos. Moisés é membro da academia e tem livros publicados, como O Santo de Deus, Bandeira Gêmea, Exclamações Populares e Palestina.

Segue a homenagem do parlamentar e escritor:

Os 80 anos da Academia Acreana de Letras é uma data magnífica, pela sua história, suas raízes e sua eterna relação com o Acre real, de seus instantes mágicos, de sua ancestralidade.

Quando alguém, além de nossas fronteiras, afirma que o Acre é um lugar especial, um pedaço encantado do Brasil, como se o seu povo fosse feito de diamante, os mais apressados enxergam uma defesa exagerada da territorialidade ou um acreanismo sem nenhum valor.

Quando a Academia Acreana de Letras completa 80 anos, como uma pedra de carvão que fala, tem sentimento, torna- se diamante, chora, resiste, torna-se dia, noite, amante… Então, a gente pode comparar.

Comparar o Acre com outros lugares desenvolvidos, bem dotados, nutridos. Inacreditável, como aqui as letras
influenciaram a vida, deixaram marcas na história.

Em 17 de novembro de 1937, acreanos de valor fundaram a Academia Acreana de Letras. Apenas 34 anos separavam aquela data mágica da data de nossa própria existência como povo.

Apenas 34 anos entre a existência do Acre brasileiro e a fundação de sua Academia de Letras, o lugar onde o palpável cede lugar ao abstrato da imaginação e da ternura das letras.

Ao nosso lado, o poderoso vizinho Amazonas demoraria 163 para fundar a sua academia de letras. Em 1755 era
constituída a Capitania do Rio Negro e somente em 1918 seria criada a Academia Amazonense de Letras. Esse o
exemplo do norte, da Amazônia.

Vamos ao rico sudeste. Minas Gerais, em 1709, já era o centro econômico da colônia, mas a sua academia de
letras seria fundada somente em 1909. Nada menos do que 200 anos depois da existência daquele rico lugar.

Exemplos não faltam. Em 1532 foi criada a Capitania de Pernambuco, mas a sua academia de letras foi criada
somente 369 anos depois, em 1901.

A própria Bahia, onde foi forte e simbólico o desejo de olhar para a imaginação do homem e a sua rebeldia, somente em 1724 foi criada a Academia dos Esquecidos e depois a Academia dos Renascidos em 1759, duas das primeiras tentativas de dotar o Brasil de uma entidade cultural capaz de congregar os interesses literários.

Ocorre que em 1572 já existiam dois governos no Brasil, o do Rio de Janeiro e o da Bahia. Assim, mesmo lá, a
Academia de Letras só surgiria 152 anos depois.

Nem o Brasil e os seus 500 anos de história escapam à comparação. A Academia Brasileira de Letras foi fundada
em 1897, nada menos do que 397 anos depois do descobrimento. Apesar de Machado de Assis.

Aliás, dezenas e centenas de anos depois de muitos fatos importantes. A Academia Brasileira de Letras foi fundada
89 anos depois que a Família Real chegou ao Brasil.

O príncipe regente D. João fundou o Banco do Brasil, o Jardim Botânico, a Imprensa Real e a Escola de Medicina,
mas não fundou a academia de letras.

Pedro II proclamou a Independência, mas ainda demorou 75 anos para ser fundada a Academia de Letras do Brasil.
Veio a Proclamação da República, mas não fundaram a Academia das Letras, que nasceria somente 8 anos depois.

No Acre tudo foi diferente. A letra nasceu primeiro, junto com a sua imaginação, a sua liberdade em relação ao
poder, a sua autonomia intelectual e a sua eterna utopia. Fazer do Acre uma terra de homens e mulheres livres, decentes e felizes.

Por aqui, como meninos no meio das águas, acabávamos de completar 17 anos que tínhamos governador e apenas 3 anos que havíamos conquistado o direito de ter representante no congresso nacional, apenas duas vagas
na imensidão do Brasil. Assim, acredito que a fundação da Academia Acreana de Letras, apenas 34 anos depois da nossa existência como gente brasileira, merece uma reflexão sobre a liberdade, a fraternidade e a igualdade que estamos construindo.

Que liberdade queremos para os nossos filhos? Que igualdade? Que fraternidade? Responder a essas interrogações é tarefa nobre daqueles que olham o Acre nos 70 anos de fundação da Academia Acreana de Letras.

Vida longa a todos vocês, queridos confrades e confreiras da Academia Acreana de Letras! Muito obrigado pela
travessia! Vocês nos trouxeram até aqui, cheios de luz,irreverência, utopia, amor à vida, abraços e poesia.

Encerro, fazendo um chamamento. Vamos utilizar o diamante que a vida nos deu, a força das letras, da literatura, da poesia e do conhecimento, para proteger a nossa juventude nos lugares mais frios, nas periferias, nos ramais, nas aldeias indígenas e nos rios.

Vamos levar letras e sonhos, algoritmos de esperança contra as drogas, o desamor e a depressão. Vamos
encontrar um jeito de erguer abraços, de letras, de esperança, de fraternidade juvenil, de vida contra a morte.

Vida longa às letras! Muito obrigado!

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