Conecte-se agora

Emylson Farias destaca polícia comunitária como importante aliado no combate ao crime

Publicado

em

Em um texto intitulado “um policial para chamar de seu”, o secretário de Segurança Pública do Acre, Emylson Farias, defendeu um modelo de policiamento comunitário para combater a violência.

“Aproximar a polícia da sociedade sempre foi um desafio para todos os gestores da segurança pública. Enxergar o policial como promotor de direitos humanos e como potencial porta-voz da comunidade junto ao Estado instituído é qualidade de poucos.”

Emylson diz que é importante um policiamento motorizado, com equipamentos modernos, mas um agente de segurança que lida no dia a dia mais próximo das famílias​ é fundamental.
“A aproximação da comunidade, a busca da confiança e as ações planejadas, sistemáticas e inteligentes são instrumentos importantes que devemos valorizar. A adoção da filosofia da polícia comunitária, a exemplo da experiência de outros países, fará com que nossas instituições de segurança aprimorem sua relação com a comunidade e potencializem seus resultados na redução da violência e da criminalidade”, conclui.

Leia o texto na integra:

“UM POLICIAL PARA CHAMAR DE SEU”

Há alguns anos a jornalista Vera Araújo, do jornal O Globo, escreveu um interessante artigo abordando a questão da polícia comunitária e, na ocasião, intitulou a matéria com o chamativo e instigante título “um policial para chamar de seu”.

Aproximar a polícia da sociedade sempre foi um desafio para todos os gestores da segurança pública. Enxergar o policial como promotor de direitos humanos e como potencial porta-voz da comunidade junto ao Estado instituído é qualidade de poucos. A absoluta maioria de nós foi levada a ver o policial como repressor, como o braço armado do Estado, como aquele que impõe a lei e, se necessário, faz o uso da força para atingir seus intentos.

Por incrível que pareça, o distanciamento das forças policiais da comunidade tem relação direta com o surgimento da indústria automobilística. No Brasil, durante a década de 1950, foi criada a forma de policiamento chamada “Cosme e Damião” em que duplas de policiais faziam rondas a pé nos aglomerados urbanos. Esta forma aproximada de policiamento apresentava excelentes resultados de convivência entre a população e a polícia uma vez que eram criados vínculos de confiança e de cumplicidade para a resolução dos problemas locais. Anos mais tarde, durante a ditadura militar, numa necessidade de alavancar a indústria automobilística nacional, o regime militar, seguindo uma lógica também adotada por outros países, optou por reformular a forma de policiamento e passou a priorizar o policiamento motorizado. Com isso, o policial foi se afastando paulatinamente do convívio com a comunidade.

Com a aquisição das viaturas as equipes policiais passaram a atender os chamados dos centros de operações e a mensuração das metas passou a ser o tempo-resposta entre a chamada recebida e o efetivo comparecimento ao local da ocorrência. Assim, de uma atitude antes preventiva, de contato direto com a população no seu dia-a-dia, passou-se a priorizar a repressão, ou seja, o contato com o evento passou a ser depois de propriamente ocorrido.

Evidentemente que não podemos radicalizar e entender que uma forma de policiamento exclui a outra. O que ocorre é que passamos a priorizar o policiamento motorizado e nos distanciamos da população. Talvez seja o momento de retomar alguns princípios e incorporar a filosofia de polícia comunitária em nossas instituições e aliá-la a nossa necessidade de continuarmos motorizados. Na prática, a polícia comunitária deve ser filosofia de trabalho (filosofia de organizacional) e não apenas uma forma de policiar (policiamento comunitário).

Diversos países desenvolvidos, entre eles os Estados Unidos, Canadá e Japão, implantaram a polícia comunitária e experimentaram resultados promissores. A ideia central reside na aproximação dos operadores de segurança da comunidade em que atuam, criando vínculos e adotando a cooperação como forma de controle da criminalidade. Aliás, em tempos em que há um recrudescimento do crime no Brasil, pensar em reduzir a violência e a criminalidade sem adotar medidas também preventivas é “continuar a enxugar gelo”.

Talvez seja esta a opção mais correta que, na condição de operadores de segurança pública, possamos tomar na busca do controle da criminalidade. A aproximação da comunidade, a busca da confiança e as ações planejadas, sistemáticas e inteligentes são instrumentos importantes que devemos valorizar. A adoção da filosofia da polícia comunitária, a exemplo da experiência de outros países, fará com que nossas instituições de segurança aprimorem sua relação com a comunidade e potencializem seus resultados na redução da violência e da criminalidade. A população, por sua vez, poderá voltar a ter “um policial para chamar de seu” e reviver saudosos momentos em que se podia conversar tranquilamente com os vizinhos e os populares que passavam na rua.

Emylson Farias da Silva
Secretário de Segurança

Anúncios

Destaque 6

OAB lança edital para publicação de textos em revista criada pela seccional do Acre

Publicado

em

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre lançou edital público para a submissão de trabalhos científicos, ensaios, resenhas e traduções resultantes de pesquisas em todas as áreas do Direito, para publicação na Revista Científica, novo projeto da secção acreana.

A revista, que será no formato eletrônico, busca fomentar conhecimento e incentivar a produção de trabalhos nas áreas do Direito.

A Diretoria da Ordem formulou o projeto para colocar no ar até o fechamento do primeiro trimestre de 2021. A ideia surgiu a partir da participação de vários dirigentes da entidade em programas de mestrado, o que fomentou o maior engajamento acadêmico e incentivou a concretização do periódico.

“É um trabalho constante da Ordem o fomento do estudo e crescimento acadêmico dos profissionais do Direito no estado do Acre. A Revista Científica da OAB Acre é mais um projeto que vem para agregar esse conjunto de ações realizadas pela instituição em prol da comunidade jurídica e da advocacia em geral”, pontuou o secretário-geral da Seccional, André Marques.

A seleção dos trabalhos para avaliação e publicação será realizada pelo Conselho Editorial e Científico da Revista, e se dará conforme estabelecido no seu regimento interno. A submissão de trabalhos não é restrita a autores pertencentes à comunidade jurídica do Acre, a linha editorial será concentrada nas grandes áreas de ciências humanas e ciências sociais e aplicadas, e fará referência aos aspectos voltados a estudo do Direito, com ênfase para a advocacia.

O prazo final para submissão dos trabalhos é o dia 31 de dezembro, através do e-mail protocolo@oabac.org.br, com o título/assunto “Trabalho Científico”.

Continuar lendo

Destaque 6

Acre pode se beneficiar de projeto de parceria com banco alemão

Publicado

em

Os Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento concluíram nesta terça-feira, 24, de acordo que prevê a doação, pelo banco estatal alemão “Kreditanstalt für Wiederaufbau” (KfW), de até 25,5 milhões de Euros ao projeto “Inovação nas Cadeias Produtivas da Agropecuária para a Conservação Florestal na Amazônia Legal”. O objetivo do projeto é o de expandir e fortalecer práticas produtivas sustentáveis nas cadeias da carne, soja e madeira em estados da Amazônia Legal.

No âmbito de sua competência, o Ministério das Relações Exteriores tem como responsabilidade a cooperação técnica e financeira entre Brasil e Alemanha, voltada ao desenvolvimento sustentável, com foco no fomento a projetos nas áreas de proteção ambiental e eficiência energética.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por sua vez, será o encarregado de executar o projeto em questão, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). A iniciativa complementa outros projetos, inclusive de cooperação técnica, executados pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Itamaraty, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e por outros órgãos do governo federal.

O convênio não anunciou ainda como acontecerão os projetos e o valor que cada estado vai receber.

Continuar lendo

Destaque 6

Mais de 200 pessoas estão internadas em leitos de Covid-19

Publicado

em

Segundo dados do boletim, 212 pacientes estão internados nos estabelecimentos monitorados, dos quais 126 testaram positivo para Covid-19. Do total hospitalizado, 32 estão em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 180 em leitos (clínicos, obstétricos e pediátricos). A média de internações geral foi de 197 pacientes, observando-se, esta terça-feira, 24, um aumento de 10,3% no total de internações em relação à média dos últimos 7 dias.

A taxa geral de ocupação de leitos de Unidade Tratamento Intensivo (UTI) de Rio Branco exclusivos para pacientes com a Covid-19 no Acre está em torno de 31,1%. Os dados são do boletim da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) desta terça-feira (24).

Na região do Baixo Acre, que engloba as cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Plácido de Castro e Acrelândia, das 70 Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), 25 estão ocupadas, registrando uma taxa de ocupação de 35,7%.

Já a região do Juruá, que engloba Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, dos 20 leitos de UTI existentes, três estão ocupados, registrando 15% de ocupação. Os leitos clínicos somam 95 e 15 estão ocupados, registrando 15,8% de ocupação.

Já regional do Alto Acre, que engloba as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, apenas um leito está ocupado, num total de 19 leitos disponíveis. A regional do Alto Acre é a única que não tem leitos de UTI para a Covid-19.

Continuar lendo

Destaque 6

Fernando Vannucci, apresentador, morre aos 69 anos em São Paulo

Publicado

em

O apresentador e jornalista Fernando Vannucci morreu aos 69 anos, em Barueri, na Grande São Paulo, na tarde desta terça-feira (24). Vannucci deixa quatro filhos.

Segundo Fernandinho Vannucci, filho do apresentador, na manhã desta terça, ele passou mal em casa, em Alphaville, e foi levado para o hospital.

De acordo com informações da Guarda Civil Municipal de Barueri, Vannucci foi levado ao Pronto-Socorro central da cidade, onde morreu. A causa da morte ainda não foi divulgada.

No ano passado, Vannucci sofreu um infarto e ficou internado no Hospital Oswaldo Cruz, onde passou por uma angioplastia coronária. Ele chegou a colocar um marcapasso. Em 2001, foi operado do coração e , em 2004, colocou um stent.

Nascido em Uberaba, Vannucci começou a trabalhar em rádio ainda adolescente. Na década de 70, entrou na TV Globo, em Minas Gerais, e depois foi transferido para a Globo do Rio de Janeiro. Na emissora, apresentou jornais como o Globo Esporte, RJTV, Esporte Espetacular, Gols do Fantástico, entre outros.

Na passagem pela Globo, Fernando Vannucci cobriu seis Copas do Mundo: 1978, 1982, 1986, 1990, 1994 e 1998 e ficou marcado pela criação do bordão “Alô, você!”.

Ele também trabalhou em TV Bandeirantes, TV Record, Rede TV. Desde 2014, ele atuava como editor de esportes na Rede Brasil de Televisão.

Vannucci deixa Fernandinho, Frederico, Júlia e Antônio Henrique.

Continuar lendo

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required

Recomendados da Web

Mais lidas