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Rocha e Bocalom poderão formar chapa para a disputa do Governo do Acre

Nelson Liano Jr.

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A fonte é uma pessoa que tem participado das reuniões do PSDB com o DEM. Segundo as informações não está descartada a formação de uma chapa majoritária do bloco com um candidato a governador, o deputado federal Major Rocha (PSDB) ou o Bocalom (DEM). Nesse caso poderia disputar o Senado o deputado federal Alan Rick (PRB), que vai se filiar ao DEM. A teoria é que nenhum dos líderes desse grupo teria nenhuma vinculação com os recentes escândalos políticos relacionados à Lava Jato e outras operações. Também estariam livres para criticarem à vontade as obras da BR 364. Resumindo, se a notícia for confirmada, PSDB e DEM farão uma campanha radical contra o PT, sem nenhum tipo de “rabo preso”. Eles acreditam serem a “verdadeira oposição” e vão tentar levar essa mensagem aos eleitores acreanos que desejam mudanças.

União improvável
Realmente existe lógica nessa articulação. São muitos os partidos de oposição com interesses diversos. Ficará difícil compor uma chapa unida com apenas um candidato ao Governo e dois ao Senado. Pelo que a gente percebe nos bastidores da política acreana essa tendência de união não está fácil.

Franco atiradores
E tem mais uma questão importante, o estilo de fazer campanha. A tendência é PSDB e DEM se tornarem franco atiradores contra os 20 anos de PT no Acre. Por outro lado, o senador Gladson Cameli (PP) prefere adotar um discurso mais diplomático, “além das bandeiras partidárias,” como ele costuma dizer.

Pressão
A motivação das lideranças do PSDB e DEM é a falta de diálogo com os articuladores políticos do PP. Eles querem colocar Alan Rick de vice do Gladson e garantir a candidatura ao Senado do Major Rocha. Nesse caso, segundo a fonte, Bocalom aceitaria disputar um cargo proporcional.

Obstáculo
Pelo que eu tenho ouvido nos bastidores, o Gladson quer um vice de perfil técnico e não político, no que está certo. Já ouvi falar da possibilidade do reitor da UFAC Minoru Kimpara ser convidado. Também no Conselheiro do TCE, Malheiros. Mas acho difícil o Malheiros abandonar o cargo no TCE para uma disputa eleitoral.

Fila do gargarejo
Sem a possibilidade de um vice político na chapa principal sobrariam as vagas ao Senado. Na minha opinião, a tendência do PP é valorizar o senador Petecão (PSD), que concorre à reeleição e, escolher entre Márcio Bittar (PSDB), que deve mudar de partido e o ex-prefeito Vagner Sales (PMDB).

Equação complicada
Portanto, não será simples a equação para se ter apenas uma candidatura ao Governo na oposição e contentar todo mundo. As lideranças não aceitam simplesmente participarem da eleição em cargos proporcionais. Só um mágico para conseguir encaixar tantos caciques nas vagas majoritárias.

Racha na FPA também
O desprezo como vem sendo tratada a possível candidatura ao Governo do prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT), é notável. Se for rifado pelo PT o Marcus se tornará um candidato muito forte. Poderá se filiar em outro partido e ser candidato com boas chances de vitória.

Estratégia
Agora, tudo pode ser uma estratégia. Lançam os nomes de Nazaré Araújo (PT), Daniel Zen (PT) ou Emylson Farias (PDT) para deixar a via de Marcus livre em outro partido. Assim a FPA trabalharia com duas possibilidades para chegar ao Governo. Quem vencer não vai mexer no “passado” e todos serão felizes para sempre.

Pesadelos
Numa eleição tudo pode acontecer. Se o grupo oposicionista mais radical do PSDB e o DEM, por ventura chegar ao Governo em 2018, estará aberta a temporada das “caças às bruxas” no Acre . Quem hoje bate na mão no peito falando em honra e honestidade poderá ter muitos pesadelos. Vão querer apurar tudo que aconteceu nos últimos 20 anos.

Transparência
Se eu estivesse no lugar do prefeito Marcus Alexandre iria espontaneamente depor na CPI dos Transportes Municipais. Ele não precisa de “blindagem” da sua base na Câmara. Deveria ir lá e falar o que sabe, os erros e acertos, em relação aos transportes urbanos. Se não for ficará a impressão que está escondendo algo.

Liberdade de imprensa
Não sei porque esse “problema” do vereador Eduardo Farias (PC do B), líder do prefeito, com a imprensa. Esses dias, conforme publicado, criou problemas para os colegas da imprensa cobrirem a CPI dos Transportes na Câmara Municipal. Será que o vereador comunista de Rio Branco se identifica com o ditador soviético Stalin? O quê exatamente a imprensa não poderia ouvir para a população saber sobre a CPI?

Democracia já
A função de um parlamentar pago pelo povo do Acre é servir. Não há nada para se esconder para a população que paga os salários dos vereadores e deputados. O sempre aparentemente cordato Eduardo Farias deveria mudar essa postura urgente. No afã de defender o prefeito acaba atrapalhando, na minha opinião.

Servir a dois senhores!
Li que o secretário estadual de saúde, Gemil Júnior espera a bênção do pastor Agostinho para ser candidato a deputado estadual. Numa outra notícia aparece entregando ambulâncias no interior do Acre. Espera aí! É candidato ou secretário? As duas motivações parecem conflitantes no momento. Ou não?

Rapidinhas da ALEAC
O deputado estadual Nicolau Júnior (PP) criticou o prefeito de Cruzeiro do Sul por querer vender o prédio da ex-Biblioteca Muncipal. Enquanto Eliane Sinhasique (PMDB) disse na tribuna que a Secretaria Estadual de Pequenos Negócios deixa pra entregar máquinas de costura nos anos eleitorais.

Concorrência desleal
Esse negócio de incentivar secretários do Estado a serem candidatos é um perigo. Também uma afronta à população. Acabam caindo na tentação de usarem as estruturas das secretarias para a promoção pessoal. O Ministério Público deveria ficar mais atento com isso. Se campanha fora de época é crime imagine campanha com recursos públicos?

Questão de atitude
Um ano antes das eleições o ex-governador Binho Marques (PT) reuniu a sua equipe, em 2009, e perguntou quem seria candidato em 2010. Aqueles que disseram que participariam das eleições foram imediatamente afastados das suas funções no Governo para cuidarem das suas campanhas. Não dá para o Governo bancar candidatos exercendo funções públicas. Pior ainda são os que incentivam esse absurdo.

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