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Uma pausa e uma prece por Sena Madureira

Charlene Carvalho

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Sou de uma Sena Madureira que não existe mais, exceto nas minhas memórias. Ver a cidade onde nasci e vivi alguns dos meus melhores anos mergulhada no medo, na violência, no caos, assusta e entristece o meu e muitos corações. É duro ver os filhos das suas amigas jogados nas drogas, os irmãos de outras assassinados, aquele colega de infância preso por tráfico, assassinato e agora até mesmo vítima de bala perdida. Não merecemos isso. Não mesmo.

Semana passada, ver o irmão de uma amiga querida quase ser assassinado na cidade enquanto Frei Rinaldo (foto), um sacerdote iluminado por Deus, ministrava a missa da Saúde das Famílias em uma Igreja Nossa Senhora da Conceição lotada, partiu meu coração. E, menina ensinada na velha regra desse grande seringal que é o Acre (tá achando ruim? Vai reclamar por bispo! E eu ia, toda segunda-feira. Taí D. Moacyr que não me deixa mentir e a Jane Vasconcelos, que ia junto, também), fiz o que convém: na ausência de D. Moacyr, hoje em Rondônia, fui atrás do Frei(tadinho dele, gente!!). O bom e velho Whats nessas horas é uma mão na roda.

Falei da minha aflição, da minha dor e da situação do amigo de infância com uma bala – “perdida” – alojada no abdômen – e da gravidade da violência em Sena. E como Frei Rinaldo saiu de Sena, mas Sena não saiu dele, se compadeceu e entrou na corrente de intercessão em favor do Raife e tantos jovens madureirenses vítimas e atores da violência.

A ORAÇÃO
À noite, consciência pesada de ter perturbado tanto o Frei, fui à missa da Saúde das Famílias no Santuário de São Peregrino. Como foi bom ouvi-lo. Suas palavras foram um bálsamo para o meu coração estraçalhado de dor pela minha cidade e pelo nosso Acre tão violento. Na Homilia, nos lembrou duas coisas importantes e que são regras de vida pra mim: não basta orar – rezar – em casa. Precisamos, sim ir à Casa de Deus.

…E O TEMPLO
O texto que diz “… quando fordes orar, fecha a porta do teu quarto e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á” (Mt6:6), não é premissa para você deixar de ir ao Templo, porque Jesus também nos ensina que “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt:18-20). Deus habita no meio dos louvores, no meio da adoração. E amigo, não adianta polícia, repressão, ação – é importante, sim e precisamos dela, mas não é tudo – porque se “Deus não guardar a nossa casa, em vão vigia sentinela”. Portanto, junte-se nessa corrente de oração. Não deixe de exigir ação das autoridades, mas não esmoreça na fé.

FAMÍLIA E FÉ
Sim, leitor, não podemos esquecer o valor da família e da fé. Particularmente não consigo viver longe do sagrado. Admiro os corajosos que conseguem. Não consigo. E satanás, que gosta de dominar esse mundo, acha terreno fértil para agir quando a família não vai bem, e quando a fé esmorece. Como disse o Frei, “uma pessoa que não tem amor à família, que se distancia da sua família, dos valores da família, que não tem e não pratica a sua fé, é alvo fácil de satanás”. Não que a culpa de tudo seja do diabo. Não é, mas quando a nossa humanidade não é suficiente, na minha perspectiva – e você não precisa concordar com ela- , só o sagrado, só Deus pode nos ajudar a superar as adversidades e mudar a nossa sorte. E a sarar a nossa terra.

DE VOLTA À ESSÊNCIA
No caso de Sena Madureira, o esforço humano em boa medida tem sido razoável, mas nem de longe é suficiente. Precisamos de ações da Polícia, da Justiça, do combate ao crime, e precisamos também tirar um tempo para parar, orar, rezar, fazer uma prece, e buscar a Deus clamando por misericórdia, paz e salvação para a nossa cidade. Porque, sabe leitor, trago no coração o texto de Isaias 62, quando olho para a Sena Madureira de hoje: Por amor de Sião não me calarei, e por amor de Jerusalém não me aquietarei, até que saia a sua justiça como um resplendor, e a sua salvação como uma tocha acesa. (Isaías 62:1). Mais adiante o Espírito do Senhor diz ao profeta: “Não mais a chamarão abandonada, nem desamparada à sua terra. Você, porém, será chamada Hefizibá, e a sua terra, Beulá, pois o Senhor terá prazer em você”. Gosto da versão que diz: minha delícia, embora Hefizibá signifique “o meu prazer está nela”. É isso que sonho, luto e oro todos os dias. Que Sena deixe de ser desamparada e volte a ser a Hefizibá do Senhor!
Shalom!
Feliz dia do trabalhador!

UM CAFÉ PRA DISTRAIR
Se acalme, porque apesar dos dois quilos de texto aí em cima, a coluna não acabou. Poxa vida, é feriado! Custa gastar um tempinho lendo meus alfarrabos, leitor? Deixa de ser ruim! Quanta falta de amor no coração… Tem dó de mim. Me ajuda aí, vai…

PRENSA FRANCESA
E falando em café, provei e aprovei o café na prensa francesa da Alecrim Tapiocaria. Fui lá experimentar ontem. Realmente muito bom. Também gosto do café artesanal, aquele coado na hora e com água quente no bule de esmalte que eles servem. Delícia.

TUCUPI
Aliás, há que se elogiar, e muito, a decoração do ambiente da Alecrim Tapiocaria, verdadeira obra de artem da Tucupi Design. A Tucupi é formada por jovens acreanos que fazem diferença por onde colocam as mãos. Você ainda vai ouvir falar muito deles!

Foto 01
Turma que faz o sucesso da Alecrim Tapiocaria: Natan Dantas e Thales Matias com a trupe da Tucupi design – responsável pela decoração – e Marilene Costa, mãe de Thales e Thainá e grande incentivadora do investimento que já é um sucesso!

APENAS UM RAPAZ
E Belchior se foi. Gostava de suas canções. Do jeito maluquete dele. Também gostava da voz. Mas suas letras fazem parte da história de muitas gerações de brasileiros. E não morrem jamais.

MANTO VERDE
Parece uma coisa. Depois que surgiu essa história nas redes sociais sobre quem tem ou não tem uma foto no Trapiche do Manto Verde, todos os meus amigos decidiram postar foto lá com água no meio das canelas. Não acho ruim. Não mesmo. Mas não. Essa fotEnha aí ainda não é pra mim.


Empresárias Charlene Lima e Simone Brito com Frei Rinaldo no Santuário de São Peregrino, após a missa da Saúde das Famílias

#GIRLBOSS
Ainda não sei se gosto, se acho mais ou menos ou coisa alguma de #Girlboss, a nova série da Netflix. Tenho uma preguiça para essas coisas queridinhas demais. Apesar da preguiça assisti três episódios e ainda não há como avaliar, mas vou logo avisando: passei reto do livro que deu origem à série. Até sexta direi se gostei ou permaneço na preguiça.

Manuella Costa, na foto com o esposo Javã, é uma moça abençoada. Boa esposa, boa mãe da Ana Luíza e brevemente do Israel, Manu é uma colega de trabalho que faz gosto ter por perto. Sábado foi seu aniversário e como hoje é feriado, o “fica vai ter bolo” será amanhã. Manu, parabéns! Saúde e paz sempre. Obrigada pela tua amizade!

A CABANA
Decidi que hoje vou ao Cine Araújo do Via Verde Shopping encarar A Cabana, filme que a maioria dos meus amigos já assistiu mais de uma vez. A história, por se tratar de fé, realmente é comovente, só que não gosto de dor e sofrimento no cinema. Não posso, porém, bancar a estranha. Me renderei. Não irei só. Victor Augusto Farias irá comigo, embora ele esteja iludido pensando que o cineminha é para assistir velozes e furiosos. Não contem a ele, por favor.

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