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Um ninho de R$ 155 milhões para o PSDB

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O partido de Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin é uma das legendas suspeitas de receber megapropinas da Odebrecht

O PSDB de Aécio Neves enfrentou o PT de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2014, com sangue nos olhos e cavalgando a ética como o potro da moralidade. Derrotado nas urnas, o tucano deu início às manobras na Justiça Eleitoral pedindo a cassação de Dilma por suposto envolvimento em dinheiro sujo, e foi um dos artífices, ao lado do PMDB de Eduardo Cunha e Michel Temer, do processo de impeachment que tirou a adversária da Presidência da República.

Um ano depois da Câmara aprovar o processo de impedimento da petista, que resultou no afastamento de Dilma, o PSDB, que cobriu o país – do Acre ao Rio Grande do Sul – com os gritos de “Fora, Dilma” e “Chega de Corrupção”, é hoje um zumbi no cenário político brasileiro.

Para quem cobrava o fim da corrupção, aparecer na lista de suspeitos de levar propina é o pecado mortal que explica porque Aécio Neves despencou nas últimas pesquisas eleitorais, aparecendo atrás até de Jair Bolsonaro. Em Minas, o tucano perde até para Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial.

Isso quer dizer que, em cada estado brasileiro, o PSDB não vai mais poder bater no adversário usando o discurso de que os tucanos é que são do bem e não têm nenhum rabo preso. Essa história, como percebem até tucanos como Marcio Bittar e Major Rocha, aqui no Acre, fica cada dia mais difícil de engolir.

Dono de um discurso moralista na campanha presidencial, que não cansou de bradar pelo impeachment nas ruas do Brasil, nos últimos dois anos, Aécio Neves agora se vê na situação do roto que malhava o sujo. O tucano está enrolado até o pescoço em denúncias de propina da Odebrecht, com depósitos suspeitos em contas até em Cingapura.

Sozinho, o neto de Tancredo Neves responde a cinco inquéritos no Supremo Tribunal Federal, por suspeita de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Outros tucanos de plumagem suja e bico comprido também estão na mira da Justiça. As suspeitas são de desvio de recursos de obras do metrô e do rodoanel de São Paulo, da cidade administrativa de Belo Horizonte, ou da despoluição do Tietê. Tudo embalado em acusações de uso de dinheiro sujo em contas no exterior.

É muito ruim para quem surfou na onda da honestidade e agora navega pelos mares da hipocrisia, apoiando, incondicionalmente, Michel Temer e o governo mais impopular da história. Justo este governo que mantém o país em crise permanente, com 13,5 milhões de desempregados, juros estratosféricos e uma economia que afunda em recessão.

Os tucanos estão enrolados. E não é só em dinheiro de caixa dois. Segundo as planilhas e delações dos 77 executivos da Odebrecht, incluindo o dono da construtora Marcelo Odebrecht, Aécio teria recebido quase metade da bolada de R$ 155,7 milhões separados pela construtora para distribuir a políticos do PSDB. É suspeito de levar R$ 78 milhões (50,1%) em propinas. Em segundo, no ninho tucano, está o senador José Serra (SP), com R$ 40,3 milhões (25,9%). O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, fica em terceiro, com R$ 10,7 milhões (6,9%). Também o chanceler Aloysio Nunes Ferreira não escapa. É preciso dizer que todos negam as irregularidades.

Aécio é suspeito, por exemplo, de levar uma propina de R$ 50 milhões para defender interesses da Odebrecht nas obras de hidrelétricas no rio Madeira. Também teria embolsado outros R$ 6 milhões, que pediu pessoalmente, para investir na própria candidatura a presidente em 2014 e socorrer as campanhas de Antônio Anastasia (PSDB-MG) ao Senado, Pimenta da Veiga (PSDB) ao governo mineiro e Dimas Toledo (PP-MG) para deputado. Além dessa bolada, outros R$ 7,3 milhões teriam sido destinados em dinheiro vivo, a pedido do presidente do PSDB, para ajudar na campanha de Anastasia ao governo de Minas, em 2010.

Até mesmo o ex-presidente Fernando Henrique Cardozo é citado por delatores. No caso, o dono da construtora Emílio Odebrecht. Ele disse ter “certeza” que fez doações via caixa dois às campanhas de FHC em 1994 e 1998. Afirmou, porém, que não se lembrava dos detalhes. O tucano também foi citado por Marcelo Odebrecht, que disse que só decidiu doar dinheiro ao Instituto Lula porque o mesmo montante de R$ 40 milhões haviam sido destinados ao Instituto Fernando Henrique alguns anos antes.

Além do PSDB de Aécio e Fernando Henrique, também o PMDB, o PT, o PSD e outras legendas, como o PRB e o PP, estão na lista de beneficiados com depósitos da construtora. Alguns são suspeitos de receber dinheiro de caixa dois. Pelo menos um terço dos citados será investigado por supostamente esconderem doações da Justiça Eleitoral, incluindo políticos do Acre, como os irmãos Jorge Viana e Tião Viana. Outros, contudo, são suspeitos de corrupção em troca de favores à construtora. Nesse último caso a soma é de pelo menos R$ 945 milhões a políticos. E, é neste grupo, que está Aécio Neves.

 

 

 

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Mais Informações

Cotidiano

Caixa e Procon firmam parceria e clientes com dívidas no banco poderão pagá-las com descontos de até 90%

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Uma boa notícia para quem contraiu dívida com a Caixa Econômica e não pode pagá-la integralmente. A instituição anunciou, em reunião na sede do Procon do Acre, nesta terça-feira, 21, que deve começar na próxima semana uma campanha de negociação de dívidas com descontos de até 90% para pagamentos de cartão de crédito, empréstimo e cheque especial.

Pelo menos 15 mil clientes no Acre devem ser beneficiados, informou o diretor-presidente do Procon, Diego Rodrigues. A campanha é feita por meio de uma parceria da Caixa e o Procon.

“Hoje, tive a satisfação de de receber o Superintendente da Caixa Econômica Federal no Acre, Marcio Fiod Martins e sua equipe, para tratar da campanha de renegociação de dívidas, que acontecerá em parceria com o Procon, onde os consumidores inadimplentes poderão ter até 90% de desconto para fazer a quitação”, anunciou Diego.

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Notícias

Uber admite que omitiu ataque hacker que roubou dados de 57 milhões de usuários em 2016

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Uber admitiu que foi alvo de um ataque hacker em 2016, que roubou dados de 57 milhões de motoristas e clientes em todo o mundo. A informação foi omitida por um ano pela companhia e revelada nesta terça-feira (21) por uma carta do presidente da companhia, Dara Khosrowshahi.

Ele disse que os hackers roubaram endereços de e-mail e números de celular. Entre os motoristas, 600 mil tiveram seus dados de licença expostos nos Estados Unidos. Segundo o presidente do Uber, não há evidências de que tenham sido acessados histórico de localizações de viagens e dados bancários.

O Uber não informou se há brasileiros na lista de usuários que tiveram os dados violados.

“Você pode estar perguntando por que estamos falando sobre isso agora, um ano depois. Eu tive a mesma pergunta, então eu imediatamente pedi uma investigação minuciosa sobre o que aconteceu e como nós lidamos com isso”, disse Khosrowshahi, na nota que anunciou o incidente.

Ele assumiu a presidência do Uber no fim de agosto deste ano, após o afastamento do antigo presidente e fundador da empresa, Travis Kalanick, que se envolveu em escândalos de falta de ética nos negócios. Desde então, o Uber tenta virar a página e mudar a cultura corporativa da empresa.

“Nada disso deveria ter acontecido, e não vou desculpar por isso. Embora não consiga apagar o passado, posso comprometer-me em nome de todos os funcionários da Uber que aprenderemos com os nossos erros”, disse Khosrowshahi.

Como foi o ataque
O Uber disse que duas pessoas de fora da empresa tiveram acesso aos dados dos usuários, que estavam armazenados em um serviço de nuvem terceirizado. O executivo diz que os responsáveis foram identificados e que a empresa conseguiu se assegurar de que os dados obtidos por eles foram destruídos.

O executivo diz que os motoristas que tiveram os dados expostos estão sendo notificados pela empresa e que as autoridades foram informadas sobre o ocorrido. A empresa está monitorando as contas que tiveram os dados fraudados para verificar se elas precisam de proteção adicional contra fraude.
Khosrowshahi disse que a companhia tomou medidas para restringir o acesso aos dados dos usuários e aumentar o controle dos dados guardados em nuvem.

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Destaque 3

Senado aprova voto distrital misto para eleição de deputados e vereadores

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O plenário do Senado aprovou hoje (21) projetos que instituem o voto distrital misto nas eleições proporcionais para a escolha de deputados federais, estaduais, distritais e vereadores. As propostas serão agora encaminhadas para análise e votação da Câmara dos Deputados.

Pelo texto aprovado, o voto distrital misto associa o voto proporcional com o distrital. O sistema estabelece que cada eleitor poderá fazer duas escolhas na hora da eleição, podendo votar no candidato do seu distrito e no partido de sua preferência.

O projeto estabelece que o número de representantes eleitos pelos distritos deve ser igual à metade do número de cadeiras de cada circunscrição, arredondando-se para baixo no caso de números fracionários, tanto nos estados como nos municípios.

Aprovados por 40 votos a 13, os projetos de lei do Senado (PLS) 86/2017 e 345/2017, que tramitam em conjunto, foram apresentados pelos senadores José Serra (PSDB-SP) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), respectivamente.

Pelo texto que será analisado pela Câmara, caberá à Justiça Eleitoral demarcar os distritos, que precisam ser geograficamente contíguos. A divisão deve seguir como critério o número de habitantes.

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