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Jorge Viana denuncia silêncio dos jornais sobre disparada de Lula em pesquisa

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O comportamento de alguns dos principais jornais do país foi alvo de críticas por parte do senador Jorge Viana (PT-AC). Em discurso na tribuna do Senado nesta quinta-feira, 16, o parlamentar denunciou “o estranho silêncio” de parte da mídia nacional sobre a disparada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na pesquisa eleitoral CNT/MDA, divulgada na última quarta-feira.

“Nós estamos com um Governo que veio de um impeachment. Tivemos um golpe parlamentar no Brasil. E aí sai uma pesquisa que traz a opinião pública, a verdadeira opinião pública, se manifestando sobre as eleições do próximo ano, e isso não ganha espaço nem nas televisões, nem nos grandes jornais”, criticou.

De acordo com o levantamento, Lula lidera a corrida pela Presidência da República em todos os cenários, incluindo 1º e 2º turnos. O petista está à frente dos principais nomes da base aliada do governo, incluindo os tucanos Geraldo Alckmin, Aécio Neves e Jair Bolsonaro.

“Tenho muita fé que, numa eventual candidatura do presidente Lula, ele possa vir como um novo Lula, assumindo erros que cometemos, assumindo o compromisso de combatê-los, para não permitir que sejam repetidos, mas trazendo a esperança de volta, apontando caminho para o Brasil se reencontrar com o crescimento econômico, com geração de emprego, controle da inflação e com a melhoria de vida para o nosso povo”, disse Jorge Viana.

Viana denunciou o comportamento da chamada grande mídia brasileira. “Fica cada dia mais evidente que, pelo menos, alguns veículos estão cumprindo uma agenda que não é a agenda que o país precisa”, lamentou.

“Se o resultado mostrasse o crescimento de alguém do PSDB, de alguém do PMDB, de alguém do Democratas, estaria na capa dos jornais”, disse o senador. “Todos os comentaristas de tudo que é jornal estariam gastando o dia inteiro fazendo comentário sobre essa pesquisa”.

MASSACRE

Segundo o parlamentar, não há na história quem tenha sofrido uma perseguição política como Lula. “Quem tem sofrido um massacre, uma perseguição, com um noticiário negativo de manhã, tarde e noite, contra o ex-presidente Lula, sua família, seus parentes, seus amigos, seu partido, seu movimento, seu legado? Ninguém”, criticou. “E qual é a resposta do povo brasileiro? Faz-se uma pesquisa na véspera da eleição e quem se destaca, quem cresce? O presidente Lula”.

De acordo o senador acreano, diante do caos econômico e político, “o povo não é bobo e lembra-se dos bons tempos, quando o Brasil tinha prosperidade, quando o aposentado podia se aposentar depois de trabalhar e fazer o seu recolhimento previdenciário”.

Jorge Viana criticou o presidente Michel Temer, lembrando a responsabilidade do governo no aprofundamento da crise. “Eles desmontam as indústrias, desmontam as atividades produtivas, desempregam. Aí a Previdência fica deficitária tem R$47 bilhões, como ocorreu no ano passado, e qual é a solução? Danificar os aposentados, tirar direitos dos aposentados”, adverte.

O senador lembrou ainda da participação direta do PSDB para criar um clima político em 2014 que aprofundou a crise e levou à derrubada da presidenta Dilma Rousseff, no ano passado. “Quem planta vento colhe tempestade. Fizeram uma ação política que rompeu com os fundamentos da democracia, tiraram um governo legítimo”, disse.

Viana acusou diretamente o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). “Junto com seus companheiros e o PMDB, articulou o impeachment, mas perdeu o capital político que tinha”, apontou. “Hoje, Aécio está perdendo para o Bolsonaro, que é representante da – não é da nova direita – da direita radicalizada do país”, destacou.

Viana foi duro com o tucano. “Entrou numa canoa furada. Embarcou num projeto que está sendo um desastre para o país, que é um governo que não passou nas urnas, que não pode adotar as medidas, e está refém do que se chama de mercado”, destacou. “Miraram o PT, tentaram destruir o PT, destruir o presidente Lula e a presidente Dilma e acertaram o Brasil – acertaram o Brasil!”,  disse. “Agora, a elite que apoiou o golpe parlamentar está demitindo, o valor das suas empresas está pela metade, algumas falindo. E parece que a ficha caiu”.

Em aparte, o senador Lindberg Farias (PT-RJ) também reiterou as críticas ao presidente do PSDB, lembrando as declarações do senador mineiro de que Lula não era um competitivo, citando a queda de Aécio na pesquisa CNT/MDA. “Competitivo é Aécio, que está atrás do Bolsonaro? Que está com 10%? Ele tinha 35%, em 2015, entraram nessa aventura do impeachment, do golpe, paralisaram o país, criaram essa confusão”, apontou.

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Acre

Sobre advogado que aparece com arma, Abracrim diz que chamará a responsabilidade

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A Associação dos Advogados Criminalistas do Acre (ABRACRIM/AC) repudiou o ato do advogado Manoel Elivaldo Batista de Lima Júnior, que aparece em um vídeo no WhatsApp com uma submetralhadora.

“Advogado que se presta à fanfarronice, bravatas, incontinências públicas e até a prática de ilícitos é um não advogado e assim será considerado pela OAB/AC”, diz a entidade em nota.

A associação informa que “o profissional que de forma incauta publiciza comportamento temerário, evidenciando conduta criminosa será chamado à responsabilidade de acordo com as normas da Instituição, sem prejuízo de chamamento próprio na seara do Poder Judiciário”.

À reportagem de ac24horas, o advogado afirmou que arma é de brinquedo e pertence a um amigo dele. “Essa arma é de um amigo, custou cerca de R$ 900, foi comprada em uma loja de Rio Branco. Ela é de pressão”, disse.

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Destaque 2

Vídeo de advogado com arma vaza no Whatsapp e OAB deve abrir processo administrativo

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Um vídeo do advogado Manoel Elivaldo Batista de Lima Júnior vazado na internet segurando uma arma que se parece com uma submetralhadora repercute nas redes sociais em todo o Acre. O vídeo circula no WhatsApp.

A reportagem falou por telefone com Manoel Elivaldo Batista e ele afirmou que não sabe a origem da divulgação das imagens e que arma era de brinquedo. “Essa arma é de um amigo, custou cerca de R$ 900, foi comprada em uma loja de Rio Branco. Ela é de pressão”, disse o advogado, minimizando o caso.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Acre, Marcos Vinicius Jardim Rodrigues, informou que a OAB, após ter tido acesso às imagens, deve instaurar um procedimento administrativo para que o advogado se explique e comprove a origem do armamento.

“Algumas situações têm que ser ponderadas: primeiro, averiguar com exatidão o calibre da arma, pra saber se são armas que o cidadão civil possa ter acesso, ou se são armas restritas às Forças Armadas. Independente disso, mas isso pode ter ilícitos diversos, só o fato de você ter acesso. Tem a situação de se averiguar se tem porte, registro. Tendo notícia e vendo essas imagens que o próprio advogado fez questão de gravar e publicizar, a OAB instaurará um procedimento próprio, administrativo, pra que o advogado se explique, comprove a origem desse armamento, sem prejuízo de eventual representação ou até acompanhamento de alguma investigação criminal a respeito desses fatos.”

Logo após a repercussão das imagens e do vídeo, a OAB divulgou nota afirmando ainda que “advogado que se presta à fanfarronice, bravatas, incontinências públicas e até a prática de ilícitos é um NÃO advogado e assim será considerado pela OAB/AC. O profissional que de forma incauta publiciza comportamento temerário, evidenciando conduta criminosa será chamado à responsabilidade de acordo com as normas da Instituição, sem prejuízo de chamamento próprio na seara do Poder Judiciário”.

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Notícias

Polícia Federal investiga golpe de pastores evangélicos em fiéis

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A Polícia Federal identificou a atuação de pastores evangélicos para beneficiar uma organização criminosa investigada por golpes milionários que atingiram pelo menos 25 mil pessoas em todo o País. A Operação Ouro de Ofir foi deflagrada na terça-feira, 21, contra grupo que prometia lucros estratosféricos às vítimas em negócios fictícios envolvendo ouro “do tempo do Império” e antigas “letras do Tesouro Nacional”.

Sidiney dos Anjos Peró, alvo de prisão temporária, é apontado com um dos líderes e responsável por arregimentar pastores com o fim de ludibriar e tirar dinheiro dos fiéis.

“A característica principal da fraude está em atingir a fé das pessoas e na sua crença em um enriquecimento rápido e legítimo, levando-as a crer, inclusive, que tal mecanismo seria um ‘presente de Deus aos fiéis’, ou seja, trazendo a fé religiosa para o centro da fraude. A maneira mais prática de explicar isso talvez seja a crença de que contra a fé não há fatos nem argumentos. Muitas vítimas não estão interessadas em entender, pensar ou se informar – só estão interessadas em acreditar. E é exatamente neste ponto que a fraude tomou proporções inimagináveis e ganhou território nos mais diversos Estados da Federação”, afirma o delegado Guilherme Guimarães Farias, em relatório.

Segundo o inquérito, diversas narrativas foram inventadas pela suposta organização criminosa para ludibriar as vítimas. No entanto, apenas os crimes cometidos por intermédio de duas histórias são alvo da ação deflagrada nesta terça, 21.

Uma delas se refere a uma família de Campo Grande (MS) detentora dos lucros sobre a venda de centenas de toneladas de ouro do tempo do Brasil Imperial (1822-1889), mas, para repatriar os valores obtidos com os lucros, alega ter um acordo com uma “Corte Internacional”, que coloca uma condição: 40% do montante que receberiam os herdeiros no Brasil teriam de ser doados a terceiros.

Em outro golpe, as vítimas davam valores em troca de uma comissão sobre a “recuperação de antigas letras do Tesouro Nacional”. O esquema era o mesmo: em troca de quantias de, no mínimo, R$ 1 mil, eram prometidos às vítimas grandes lucros. Em ambos os casos, as pessoas nunca receberam o que foi prometido. Há quem já tenha dado mais de R$ 20 mil ao grupo.

De acordo com a Polícia Federal, abaixo dos mentores dos esquemas, estão “corretores”, que ficam a cargo de cooptar vítimas e inseri-las em grupos nas redes sociais, e escriturários, que fraudavam documentos.

Em representação à Justiça Federal do Mato Grosso do Sul, a Polícia Federal dá conta de que, “fazendo uso de grupos em redes sociais, como Facebook e, principalmente, Whatsapp, onde vários grupos foram criados com o objetivo de transmitir informações sobre as ‘operações’, os chamados ‘corretores’, ‘líderes’ ou apenas encarregados, postam informações e áudios, bem como os próprios ‘investidores’, por vezes, se manifestam”

“Assim, todos ficam emaranhados em informações falsas, contraditórias e, por vezes, motivacional. São comuns as mensagens do tipo: ‘vocês tem que acreditar’; ‘vocês foram os escolhidos’; ‘aguardem que a bênção virá”, tudo como forma de manipulação mental e técnicas aparentemente programada de PNL (Programação Neurolinguística) e Controle da Mente, para despertar a cobiça e a esperança, sempre renovada a cada semana, de se receber milhões de reais”, dizem os investigadores.

Um dos golpes tem como mentor Sidiney dos Anjos Peró, conhecido pelas vítimas como “‘Dr. Peró”. Ele se diz Juiz, mas apenas possui uma carteira de identificação de Juiz Arbitral do Tribunal de Justiça Arbitral Brasileiro.

“Juiz arbitral é um cargo que não existe. Um árbitro existe em Câmaras de negociação, não é um cargo público. O que eles queriam era status”, afirma o delegado Guilherme Guimarães Farias, que conduz as investigações.

O delegado afirma, em representação à Justiça, que “além dos símbolos usados por Peró, que remetem à fé cristã, como a Estrela de Davi e a Arca da Aliança”, Sidiney “arregimenta pastores evangélicos, possivelmente como corretores, para vender ‘aportes’ de sua operação a fiéis das respectivas igrejas evangélicas onde referidos pastores agem também de forma criminosa, seja vendendo ‘aportes’ ou mesmo divulgando e estimulando uma operação ilegal”. “Vários pastores são citados nos grupos, dos mais diversos estados brasileiros”, relata.

A PF ainda afirma que “Sidinei dos Anjos Peró está sendo alvo de uma investigação na Policia Civil de Primavera do Leste/MT, juntamente com Gleison França do Rosário, que tudo indica, teria sido seu ‘corretor’ na região citada, fato este ocorrido dentro de uma igreja evangélica, inclusive com a participação do pastor responsável pela instituição religiosa’.

O nome da operação faz referência a uma passagem Bíblica, na qual o ouro da cidade de Ofir era finíssimo, puro e raro, sendo o mais precioso metal da época. Ofir nunca foi localizada e nem o metal precioso dela oriundo.

Defesa
A defesa de Sidiney dos Anjos Peró não foi localizada pela reportagem. O espaço está aberto para manifestação.

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