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Falta de infraestrutura afeta moradores do município do Bujari

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ANTIMARY

Mesmo com a crise que assola a economia brasileira e que atinge diretamente as cidades, o município do Bujari recebeu do governo federal este ano, mais de R$ 10 milhões. Somente para o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) foram R$ 2,8 milhões. R$ 3,2 milhões foram do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Os dados estão disponíveis no Portal de Transparência da Controladoria Geral da União. O município dispõe de um orçamento de 27 milhões por ano, uma média de R$ 2,5 milhões por mês.

Idealizada por índios que se integraram a sociedade ali instalada com a construção da BR 364 trecho Rio Branco/Sena Madureira, a cidade de Bujari está localizada a 23 km a norte-Oeste de Rio Branco. Originado em 1968, o local foi elevado à categoria de Vila em 1986 e se transformou em município na gestão do então governador Edmundo Pinto, em 28 de abril de 1992.

Sete anos após se tornar município do Acre, a comunidade viveu a primeira expectativa de crescimento a partir da condução de uma política pública inovadora pelo governo do Estado, com a implantação da Floresta Estadual do Antimary (FEA) que visava a melhoria das populações rurais e urbanas.

BUJARI

Em 1999, fazendo uso de um financiamento Internacional Tropical Timber Organization (ITTO) cerca de 1,8 milhões de dólares foram investidos na experiência local de manejo florestal madeireiro, o primeiro certificado pela FSC para o manejo de 77 mil hectares, sendo 66 mil destinados ao manejo florestal empresarial e 11 mil para o manejo comunitário. Este último, com foco em ribeirinhos, seringueiros e populações indígenas, a maioria deles, moradores do município do Bujari.

Na prática, nem tudo ocorreu como o planejado. Em outubro de 2011, o projeto modelo ficou conhecido internacionalmente como “golpe verde” através de reportagem especial na Revista Isto É, em referência a empresas carimbadas como ecologicamente corretas que burlaram as leis, passaram a promover a exploração predatória de florestas no Acre e viraram alvo do Ministério Público.

Ainda segundo a ISTOÉ, os madeireiros eram atraídos para o Acre por facilidades e incentivos fiscais. “Os empresários enriqueceram e geraram divisas com suas exportações. Também abastecem as campanhas da nova elite política regional com polpudas verbas”. O caso chegou a ser considerado como “grave” pelo Ministério Público Estadual. Até hoje não se tem conhecimento do desfecho da investigação aberta pela promotora do meio ambiente Mary Cristina do Amaral.

Em nova aposta econômica, governo do Acre investiu em pescado na região

fábrica de embutidos

Em abril de 2012, o governo do Acre voltava a mexer com os sonhos de crescimento do município através da inauguração da indústria de embutidos de peixes do Bujari com capacidade de processar 30 toneladas de peixes por mês. O prefeito era Edvaldo Teles, o Padeiro.

A parceria com os produtores de peixe parecia consolidar o mercado através da Cooperativa de Produtores e Criadores Rurais. O então secretário de Educação, Daniel Zen, (hoje deputado estadual) participou da inauguração da indústria do Bujari e garantiu que sua secretaria compraria parte da produção de peixes embutidos que seria feita na indústria para incrementar a merenda escolar.

O governador do estado, Sebastião Viana, afirmava que o início dos trabalhos na indústria marcava um momento sólido da industrialização do peixe no Acre. Destacou que o governo colocou a piscicultura como grande vetor do desenvolvimento.

Mais uma vez se viu muita propaganda e poucos resultados. Praticamente três meses após a sua barulhenta inauguração, o investimento teve as portas fechadas e nunca mais abriu. 30 servidores que trabalhavam foram demitidos em massa.

Para o ac24horas, o governo admitiu o fechamento da indústria alegando a necessidade de uma série de adequações, entre elas, no sistema de energia que tinha uma pequena potência para a capacidade do maquinário. Ou seja, um erro no projeto de implantação da fábrica.

Além de graves problemas financeiros, com dívidas trabalhistas, empréstimos em nome de cooperados e problemas de logística, os produtores não receberam cerca de R$ 338 mil pelo pagamento dos produtos entregues em novembro de ano passado para secretarias do estado.

Um documento que a reportagem teve acesso, assinado pelo ex-secretário de Estado da Sedens, Sebastião Lima, aponta, entre a promoção de retomada de crescimento do negócio, apenas o pagamento de contratos atrasados. Três reuniões foram feitas com a cooperativa, mas não existe nenhuma previsão para que a indústria volte a funcionar.

Com o fechamento da única indústria da cidade, os produtores ficaram sem ter para quem vender a produção de pescado. A única alternativa, a Fábrica de Peixes da Amazônia, oferecia a troca de peixes por ração, o que não interessava os produtores e acabou desestimulando a cadeia.

A notícia de fechamento da indústria de embutidos no Bujari, chegou no momento em que o governador do Acre, Sebastião Viana, liderou uma comissão de empresários e secretários de estado, em Israel, com o objetivo de promover a transferência para o Acre de técnicas que fazem daquele país um dos líderes mundiais em produtividade e cultivo em condições extremas.

Sem tecnologia, precária infraestrutura e uma longa ficha de corrupção

Nem desenvolvimento sustentável, muito menos tecnologia. Bujari sofre atualmente com precária infraestrutura rural e urbana, desemprego, violência e falta de perspectivas para a juventude. O último prefeito eleito, Tonheiro Ramos, está afastado do cargo acusado de fraudar licitações e contratar empresas terceirizadas de pessoal administrativo com notas frias e superfaturamento de serviços.

Junto com os prefeitos de Santa Rosa do Purus, Rivelino Mota, e o prefeito de Plácido de Castro, Roney Firmino, Tonheiro é acusado de desviar R$ 2 milhões dos cofres públicos. Ele ficou preso por mais de dois meses na sede da Policia Federal.

Relatório de desmandos –Em dezembro de 2015, os órgãos controladores começaram a expor a longa ficha de desmandos do prefeito Tonheiro Ramos frente ao município. Entre eles, desvio de verba; obras paralisadas; aquisição de gêneros alimentícios, medicamentos acima do preço de mercado e um prejuízo de mais R$ 600 mil foram apontados. O caso chegou ao Ministério Público Federal.

Dinheiro que deveria ir para a merenda escolar foram aplicados de forma criminosa, com a contratação de uma empresa para fornecimento de alimentos com preços acima do praticado no mercado, que totalizou um “sobrepreço” de mais de R$ 159,5 mil. Também foi apontada a ausência de documentos de comprovação de despesas.

Ainda relacionado à verba destinada a Educação, foi identificada a utilização de recursos oriundos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para o pagamento de tarifas bancárias. Além desses, o relatório apontou atuação deficiente e falta de infraestrutura do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), inexistência de documentos de distribuição dos alimentos às escolas e ainda uma licitante vencedora sem cadastro na Junta Comercial do ramo alimentício. O total de prejuízos na área de educação ultrapassam os R$ 132,7 mil, diz o relatório.

Na saúde, outra área fundamental da gestão pública, mais exemplos de má gestão. Licitações apontaram sobrepreços de R$ 43 mil na aquisição de medicamentos e compra irregular com recursos do Bloco de Atenção Básica. Outros R$ 67 mil foram pagos por serviços e bens não prestados ao município.

O dinheiro que era para pavimentar ruas com tijolos, proveniente do Ministério da Integração Nacional foi transferido para as contas bancárias da prefeitura. Nem obra e nem a devolução de R$ 400 mil ocorreu.

Ruas e ramais estão em precárias condições de trafegabilidade

ruas centrais do bujari

Quem chega à cidade do Bujari, considerada como um bairro de Rio Branco, se impressiona com as condições de trafegabilidade de suas principais ruas. A rua J. P. Gurgel, principal acesso à zona central do município, tem enormes crateras que dificultam o acesso ao coração comercial da cidade.

“Essa situação é de quatro anos, ninguém nunca tomou nenhuma providência, ela se agrava a cada dia” disse uma comerciante que pediu para não ter seu nome revelado.

O acesso pela rua Geraldo Mesquita também é precário. No inverno rigoroso, segundo moradores da região, carros chegam a atolar tamanho são as crateras. Segundo o vereador mais votado nas últimas eleições, Luciano Queiroz, a população não tem saneamento básico, sofre com falta de limpeza pública e iluminação.

Governo dá com uma mão e retira com a outra – Com 900 km de ramais e três projetos de assentamentos na zona rural a situação não é diferente. O sofrimento com ramais em péssimas condições de trafegabilidade prejudica a produção de milhares de agricultores.

Em junho de 2016, nas vésperas do início da campanha eleitoral, a produção rural familiar recebeu incentivo de R$ 5 milhões para mecanização de 250 hectares e o atendimento de 125 famílias, assinou ainda, bônus de certificação pelo abandono da prática do uso do fogo para cada produtor que recebeu em média R$ 500.

Mas por outro lado, retirou através do Deracre, a cota de óleo diesel para manutenção dos ramais e a única caçamba que ajudava a patrulha mecanizada. O município ficou apenas com uma patrol. A falta de trafegabilidade nos ramais para escoamento da produção é um dos principais gargalos enfrentados pelo atual gestor.

Com recursos próprios, após o afastamento do prefeito Tonheiro Ramos, o prefeito tampão, Adaildo Oliveira, conseguiu recuperar o ramal Espinhara, de 32 km, mas esse é apenas um dos corredores produtivos.

Sem chegar à cidade é o maior desafio para quem planta e depende da produção para sobreviver.

tonheiro bananeiraPrefeito afastado voltou as atividades agrícolas e virou produtor de banana

A reportagem tentou várias vezes falar com o prefeito afastado Tonheiro Ramos. Alguns funcionários da prefeitura e vizinhos, informaram que ele dificilmente vem à cidade, tem se dedicado após sair da prisão, a atividades agrícolas, plantando bananeiras.

“Quando está por aqui joga dominó com amigos, mas evita de falar em gestão pública ou nos processos que responde” acrescentou o vizinho que pediu para não ter o nome revelado.

A casa de Tonheiro, localizada em área nobre da cidade, vive completamente fechada.

Prefeito eleito diz que dificuldades administrativas são monstruosas

O novo prefeito da cidade, Romualdo de Souza, disse ao ac24horas que as dificuldades encontradas durante a complicada transição são enormes, principalmente na área administrativa. Ele acusa o ex-prefeito Tonheiro de perder ações trabalhistas pela ausência de um procurador.

Romualdo confirmou que as máquinas da patrulha mecanizada estão todas quebradas. Para tentar equilibrar as contas públicas, o comunista disse que vai trabalhar com redução de 50% das contratações.

“As dívidas com o Ministério do Trabalho se apresentam como um sério desafio somado a contas de energia, FGTS, INSS, inadimplência e outras situações que vão exigir muito do nosso administrativo”, disse Romualdo.

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Destaque 2

Desembargadora “congela” escolha de Conselheiro do TCE até que caso seja analisado pelo pleno do TJ

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A desembargadora Regina Ferrari, do Tribunal de Justiça do Acre, deferiu parcialmente o pedido de liminar do mandado de segurança coletivo impetrado pela Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon) que pleiteava a suspensão dos efeitos do decreto legislativo, que rejeitou em agosto a indicação da Auditora/Conselheira substituta Maria de Jesus Carvalho de Souza, para ocupar o cargo de Conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Acre na 6ª vaga decorrente do falecimento do Conselheiro José Augusto Araújo de Faria e também de proibir a indicação de qualquer pessoa estranha para o cargo de Conselheiro por parte do Governador Gladson Cameli e da Assembleia Legislativa do Estado do Acre.

Em sua decisão interlocutória na tarde desta segunda-feira, 21, a magistrada determina que a Assembleia Legislativa do Acre não realize qualquer aprovação de candidato, atual ou futura, para ocupar a 6ª vaga de cargo de Conselheiro junto ao Tribunal de Contas do Estado do Acre, até a análise meritória Colegiada, que deverá ser analisada pelo Pleno do Tribunal de Justiça, composto por 12 desembargadores.

De acordo com Regina, ainda que o ato de rejeição do nome de Maria de Jesus encontre eventualmente amparo no sistema constitucional brasileiro , o certo é que o provimento do cargo ora vago é insuscetível de ocorrer mediante livre escolha do Chefe do Poder Executivo estadual. “A dita constatação é o bastante para revelar o fundamento relevante afirmado na inicial para fins de concessão da liminar. Igualmente, o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação é iminente, considerado o fato de que a rejeição já operada pela ALEAC tende a propiciar, em tese, o prosseguimento das providências legais necessárias à indicação e à suposta escolha de outro nome”, argumentou a desembargadora.

Outro trecho do entendimento de Regina é a definição que a vaga em questão é reservada à carreira de auditor do TCE.”O que significa que o provimento do cargo correspondente não é de naturalmente de livre escolha”, pondera, ressaltando ainda que a Assembleia seguiu pelo entendimento literal da constituição de que a vaga deve ser ocupada por pessoa com até 65 anos. Ferrari ressalta que essa análise precisa ter um estudo mais acurado.

Em seu despacho, a desembargadora determinou que a Procuradoria-Geral do Estado do Acre e o Ministério Público do Acre se manifestem sobre o caso em até 10 dias úteis. Com a decisão, como era esperado e antecipado por ac24horas, a decisão meritória deverá se estender por algumas semanas ou meses até que o processo entre na pauta de julgamento do Tribunal de Justiça. Enquanto isso, Maria de Jesus, por ser conselheira-substituta, continuará decidindo e despachando no lugar Farias, falecido em julho deste ano.

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Destaque 2

Mais empresas abrem que fecham no Acre durante pandemia, diz Ministério da Economia

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Divulgado nesta semana pelo Ministério da Economia (ME), o Mapa das Empresas mostra que mais empresas são abertas que fechadas no Acre, mesmo com a crise da Covid-19. O Mapa de Empresas do Brasil é uma ferramenta disponibilizada pelo Governo Federal que fornece indicadores relativos ao quantitativo de empresas registradas no país e ao tempo médio necessário para abertura de empresas.

No 2º quadrimestre de 2020, foram abertas 2.214 e fechadas 547 empresas no Acre. O saldo é de 1.667 CNPJs em atividade no período, segundo o ME. Há 43.051 empresas em atividade no Acre, onde até ser totalmente viabilizada, uma empresa precisa de três dias e 10 horas para ser aberta. A Junta Comercial prevê que em 2021 o tempo será reduzido para 24 horas.

No País, o tempo médio de abertura de empresas apresentou crescimento entre os meses de março e maio, demonstrando os impactos do isolamento social acarretado pelo Covid-19. O processo de abertura de empresas ainda não disponibiliza respostas de forma automática para todas as etapas, dependendo de interações humanas que ficaram prejudicadas, tendo em vista a paralisação ou redução das atividades.

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Blog do Crica

Uma conversa aberta e sem arrodeios 

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Não tinha tido uma conversa jornalística com o governador Gladson Cameli há um bom tempo. Atendendo a um convite fui tomar café da manhã ontem com ele.  Está bem mais sereno, escutando mais do que falando. Conversamos sem pauta definida, foi mais um papo descontraído do que propriamente uma entrevista. Foi uma troca de idéias. Falou sobre da eleição municipal, discorreu sobre a disputa para o Governo e Senado em 2022, sobre seus projetos, a possibilidade de um rompimento da base que lhe deu apoio na campanha do governo e acerca da polêmica formada com a sua decisão de apoiar a candidatura da prefeita Socorro Neri. Foi uma troca de opiniões políticas sem arrodeios. Disse o que queria dizer e eu, também, fiz o mesmo, sem procurar ser agradável. Pinçamos alguns pontos do bate-papo e publicamos.

ELEIÇÃO NA CAPITAL

DEU ENTENDER claramente que a sua meta inicial era ter um candidato a prefeito de Rio Branco pelo seu partido, o PROGRESSISTAS, delegou poderes ao senador Sérgio Petecão (PSD) e ao final veio o “prato feito” da candidatura do Tião Bocalom, que não aceitou, por isso seu apoio à prefeita Socorro Neri. Mas ressaltou que, quem vai entrar na sua campanha é o Gladson, e não o governador, o que significa que não usará a estrutura de nenhuma secretária na campanha.

BEM MAIS SERENO

TROQUEI UMA IDÉIA após a conversa com o Gladson, com o colega Astério Moreira, que estava presente ao papo. E as opiniões sobre o governador bateram. Está bem mais sereno do que estava antes da pandemia. Mais solto, com humor alto e sem mostrar nenhum rancor.

PERGUNTA E RESPOSTA

PERGUNTEI ao Gladson se era verdade que a prefeita Socorro Neri o acompanhará no partido em que for se filiar, caso deixe o PROGRESSISTAS. Confirmou o entendimento. E indagado se acreditava que ela lhe seguiria mesmo, ficou na defensiva: -“Vamos esperar que sim.”

TENTATIVA DE GOLPE

QUANDO SE FALA de aliados da última campanha demonstra certa mágoa. Revelou que se esboçou uma tentativa de golpe para lhe tirar do mandato, no período em que seu pai estava doente, chegando a ser espalhado o boato que estava doido. Tudo isso eu sei, destacou Cameli. Não quis nominar que partidos estavam por trás da “tentativa de golpe” contra ele.

SINUCA DE BICO

COLOQUEI a seguinte situação. Se ganhar com a Socorro Neri, perde de vez o apoio dos aliados tradicionais e de maior poder de estrutura e votos.  E, se perder com ela, sairá desgastado. E lhe perguntei, como sair da sinuca de bico? Lembrou que já há uma desafinação na base. Citou o senador Sérgio Petecão (PSD), que deverá ser candidato ao governo em 2022. Com o vice-governador Major Rocha não consegue se entender a contento, e reconhece que falhou com o MDB ao não ter procurado uma conversa com o deputado federal Flaviano Melo (MDB), mas está na sua agenda lhe procurar para uma afinação política. Nega que vá se juntar à esquerda.

FLAVIANO ABERTO A UMA CONVERSA

JÁ TINHA TROCADO uma idéia com deputado federal Flaviano Melo (MDB) sobre a ausência de conversa com o governador Gladson Cameli. Flaviano me disse na ocasião que, não é procurado, mas no momento que o governador o procurar estará aberto para ter um diálogo político. Se houver um entendimento via Flaviano Melo (MDB), o Gladson vai marcar um ponto.

MÁRCIO BITTAR

A NOSSA CONVERSA evoluiu para o senador Márcio Bittar (MDB), que declarou que caso o governo dê uma guinada para a esquerda com os partidos de base da prefeita Socorro Neri, Gladson não contará com ele no mesmo palanque. Cameli negou a possibilidade de formatar um novo grupo político com partidos de esquerda no seu governo. E deu uma forte razão: “sou  apoiador aberto do presidente Jair Bolsonaro, vou apoiar a sua reeleição. Quem sabe eu não possa até apoiar o Márcio Bittar (MDB) para o governo, em 2022”? Deixou a pergunta no ar.

SITUAÇÃO NO JURUÁ

SOBRE A SITUAÇÃO política no Juruá, Gladson Cameli reafirmou que vai estar no palanque do candidato a prefeito de Cruzeiro do Sul, professor Zequinha (PROGRESSISTAS). “Vou pedir votos para ele, este é um compromisso assumido e que irei cumprir”.

ALTO ACRE

GLADSON CAMELI negou que tenha feito qualquer acordo com o emissário do PROGRESSISTAS, Artur, vinculando o apoio à candidatura da ex-deputada Leila Galvão a uma coligação MDB-PROGRESSISTAS, em Xapuri. Reafirmou que apoiará a candidatura do MDB, em Brasiléia.

SOBRE BRASILÉIA

O BLOG foi informado ontem que o assessor político do governo, Moisés Diniz, recebeu a incumbência do governador de manter contato com o senador Márcio Bittar (MDB), para a montagem de uma ação política pública em Brasiléia, para externar o seu apoio ostensivo à candidatura da Leila Galvão (MDB) a prefeita. Quer cumprir o que foi acertado com o Bittar.

BOLA NAS COSTAS

O APOIO DO PROGRESSISTAS à candidatura da prefeita Fernanda Hassem (PT) foi vista nos meios palacianos como uma bola nas costas do governador, para lhe indispor com o MDB.

MUDANÇAS NA GESTÃO

O BLOG também tem informação de que cabeças em cargos de confiança vão rolar, em Brasiléia. Segundo fonte, o governador quer ajustar nos cargos pessoas que lhes sejam leais.

BRIGA DE LAVADEIRA

ESTE APOIO da ex-deputada Eliane Sinhasique (MDB) declarado ontem à candidatura da prefeita Socorro Neri não é, porque lhe acha uma boa gestora e que será melhor para Rio Branco. O apoio embute uma briga de lavadeira antiga com o deputado Roberto Duarte (MDB), a quem acha que não apoiou a sua candidatura quando disputou a PMRB, e o segundo ponto é ser agradável ao governador Gladson. Eliane, inclusive, encontra-se afastada do MDB.

NÃO PERDE O QUE NÃO TEM

NESTE CONTEXTO, o deputado Roberto Duarte (MDB) não está perdendo nada, porque não se perde o que não se tem. Até a Maria Doida da Sobral sabia que a Eliana não apoiaria o Duarte.

NAS MÃOS DO ROCHA

O IMAC aplicou multas que vão a 10 milhões de reais a pequenos produtores, indo de encontro com a política de campanha do governo para a área ambiental. A fonte da informação é o vice-governador Major Rocha. Na conversa recente com o Gladson, este incumbiu o Rocha de ficar à frente deste problema. “Estou chamando hoje o secretário do Meio Ambiente, Israel Milani, e o presidente do IMAC, André Hassem, para um enquadramento no que foi prometido pelo governo, de não perseguir os produtores rurais”, afirmou ontem Rocha. “Ou se enquadram, ou quando o governador viajar os demito,” avisou.

NÃO SÃO BOAS

INDEPENDENTE deste episódio das multas do IMAC na área rural, o vice-governador Major Rocha já não vem se entendendo a um bom tempo com o secretário Israel Milani.

CONTINUA ENTALADO

ATÉ O FECHAMENTO da coluna o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) continuava entalado, ainda não reagiu ao bicudo que o PCdoB levou de sapato bico fino da prefeita Socorro Neri.

QUESTÃO DO PERDE E GANHA

EMBORA a prefeita Socorro Neri esticasse a corda pela permanência do PCdoB na sua coligação, teve que fazer a opção entre os comunistas no palanque ou o governador fora dele. Optou para o que mais somava à sua candidatura. O BLOG tem informação que nenhum secretário compareceria à convenção, caso o PCdoB não fosse sacado da aliança com o PSB.

MESMO MARQUETEIRO

O ACERTO já foi feito. O marqueteiro que fará a campanha da prefeita Socorro Neri para mais um mandato na PMRB será a mesma equipe de marketing que trabalhou a imagem do governador na última eleição.

PESQUISA NO FORNO

JÁ ESTÁ EM CAMPO a pesquisa da BIG DATA da RECORD, sobre a eleição para a prefeitura de Rio Branco. O resultado deverá ser divulgado na próxima semana. Ainda não trará um quadro de campanha, mas servirá para nortear comentários, pelo fato de que será registrada no TRE-AC.

COMO COMPARAÇÃO

SERÁ A OPORTUNIDADE de comparar os números da BIG DATA, com os dos institutos de pesquisa do estado.

COMETEU UMA GAFE

A deputada federal Jéssica Sales (MDB) cometeu uma gafe ao atacar o candidato a prefeito Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), na convenção do MDB, em Sena Madureira, ao lhe denominar de “forasteiro”. Gerlen é filho de uma tradicional família do município. 

DISCUSSÃO IDIOTA

DISCUTIR NUMA ELEIÇÃO para prefeito de onde os candidatos são naturais, é de uma bobagem sem tamanho. O prefeito Mazinho (MDB) não é de Sena Madureira, mas já fez mais pelo município que muitos prefeitos nascidos em Sena, e como empresário gera emprego e renda.

ESCÂNDALO DOS TÁXIS

PODE EXPLODIR em dois municípios um escândalo envolvendo a área da Saúde, com contratos de táxis para trazer pacientes para a capital fazer hemodiálise. A PF já estaria em campo.

TELHADO DE VIDRO

CHEGA UMA FOTO do ex-prefeito Vagner Sales (MDB) e a deputada federal Jéssica Sales (MDB) abraçados ao petista Itamar de Sá, candidato a prefeito de Marechal Thaumaturgo pelo PT. A lembrar que Vagner e Itamar trocavam adjetivações pesadas nas últimas campanhas. Não podem criticar o Gladson Cameli por apoiar a Socorro Neri. O telhado do MDB é de vidro.

CONTINUA A DISPUTA POLARIZADA

ANOTEM: a disputa pela prefeitura de Epitaciolândia continua polarizada entre Everton Soares (PSL) e Delegado Sérgio Lopes (PSDB). Fica difícil se apontar hoje um favorito entre ambos.

NA MIRA DO TIRO

ONGs que trabalham contra a ligação do Acre com o Peru, via Pucallpa, estão na mira de políticos do Juruá, que vão querer o veto a qualquer contrato com essas entidades.

FRASE MARCANTE

“NÃO ABRAS uma porta que não sejas capaz de tornar a fechar; nem feches uma porta que não seja capaz de abrir”. Ditado persa.

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Destaque 2

Desembargadora dá 72 horas para Aleac se manifestar sobre rejeição de Maria de Jesus no TCE

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A desembargadora Regina Ferrari, do Tribunal de Justiça do Acre, publicou um despacho na tarde desta segunda-feira, 14, dando o prazo de 72 horas para que a Assembleia Legislativa se manifeste a cerca da rejeição da indicação da Auditora/Conselheira substituta Maria de Jesus Carvalho de Souza, para ocupar o cargo de Conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Acre na 6ª vaga decorrente do falecimento do Conselheiro José Augusto Araújo de Faria.

O pedido de informações da magistrada é motivado por um Mandado de Segurança com pedido de liminar protocolado na última sexta-feira, 11, pela Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon) que pleiteia a suspensão dos efeitos do decreto legislativo nº 33/2020, que rejeitou Maria no dia 25 de agosto.

De acordo com a minuta judicializada ao qual ac24horas teve acesso, a entidade pede ainda que caso a justiça suspenda os efeitos, determine providências para nomeação e posse de Maria de Jesus, além de proibir a indicação de qualquer pessoa estranha ao cargo de Conselheiro Substituto para o cargo de Conselheiro no TCE/AC por parte do Governador Gladson Cameli e da Assembleia Legislativa do Estado do Acre.

A audicon argumenta em seu pedido que como Maria de Jesus seria a única ocupante do cargo de Conselheira-Substituta, automaticamente a 6ª vaga colocada a disposição seria dela e defendeu a postura do Tribunal de Contas Acreanos que atento ao texto legal e constitucional, e buscando resguardar a composição heterogênea do seu colegiado, de forma correta e justa, encaminhou o nome da única ocupante em exercício do cargo de Conselheiro-Substituto para indicação, sabatina e nomeação.

Com o prazo estipulado, é possível que Regina Ferrari tome uma decisão até a próxima sexa-feira, 18.

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