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Efeito Orloff

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Criada e veiculada na década de 80, a publicidade mais famosa da vodca Orloff já serviu de mote para muitas piadas boas – e outras nem tanto. Hoje, em mais uma metáfora, nos remete ao que seria de nós não fosse a reação contra o destrambelhado governo petista.

A crise na Venezuela, engendrada pelo bolivarianismo de Hugo Chávez – e continuada pelo sucessor Nicolás Maduro – nos remete à irreverência da propaganda que alertava os bebedores de destilados vagabundos, que no dia seguinte apareciam de ressaca e com o aviso a si mesmos: “Eu sou você amanhã”.

Transposta à realidade do esquerdismo na América Latina – e parodiando os publicitários que criaram a peça mais famosa da Orloff –, os venezuelanos, por um triz, não podem mais dizer que são, hoje, o que poderíamos ter sido no amanhã. Economicamente falando, é claro.

O caos vivido na Venezuela deveria servir de aviso a todos os países – nossos vizinhos ou não –, cujo povo flerta com a visão do paraíso sempre pregado pelos esquerdistas. Uma vez no poder, esses ideólogos do Novo Mundo nos largam sempre às portas do inferno.

Nesta sexta-feira, 28, dia de greve geral contra o governo de Maduro, Caracas, a capital venezuelana, amanheceu tranquila. A participação popular no movimento antigoverno foi mínima.

Enquanto a oposição tenta emplacar um referendo sobre a continuidade no poder do sucessor de Hugo Chávez, Maduro reage – seja cortando a energia da sede do legislativo nacional, seja com ameaças de encerrar os negócios daqueles que fechassem a portas em solidariedade em solidariedade aos oposicionistas.

A Venezuela não deveria nos preocupar apenas por uma questão humanitária, já que nossos vizinhos já foram flagrados a pedir esmolas nas ruas de Boa Vista (RR). Sejamos também pragmáticos, já que o governo dos companheiros achou por bem colocar mais de 1 bilhão de reais do BNDES em duas obras naquele país: a construção da segunda ponte sobre o Rio Orinoco e a das linhas 3 e 4 do metrô de Caracas.

Não há garantias de que a Venezuela vá honrar com seus compromissos financeiros. Outrora um país bem-aventurado, com PIB e IDH entre os melhores do Continente Latino-Americano, a Venezuela se transformou no que é hoje graças a políticas bem semelhantes àquelas que os petistas queriam nos ver mergulhados no segundo mandato de Dilma Rousseff.

Tudo o que se passa lá e sucedeu a outros países, como a Argentina, deve nos servir sempre de alerta contra o perigo que nos ronda sob o disfarce da defesa intransigente dos mais pobres.

Como nos ensinou a propaganda da Orloff, a ressaca de amanhã deve ser evitada com a firme decisão de não se embriagar, hoje, com destilado ruim.

Para o bom bebedor, meias palavras bastam.

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