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Vagner Sales não fecha portas ao PSDB se vier como partido pequeno

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Ente as muitas polêmicas que surgiram nas eleições municipais de 2016, uma deverá ainda render muita conversa. O fato do PSDB, comandado pelo deputado federal Major Rocha (PSDB), ter denunciado o PMDB em Cruzeiro do Sul e não ter apoiado a candidatura de Eliane Sinhasique (PMDB), na Capital.  Conversei com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB), logo depois da eleição de Ilderlei Cordeiro (PMDB), sobre as futuras relações com os tucanos. Vagner afirmou não estar magoado e até admitiu futuras alianças com tucanos, mas ironizou sobre o saldo que sobrou do PSDB depois do pleito. Leia as palavras do Leão do Juruá sobre o PSDB:

“O PSDB sempre foi um aliado nosso (PMDB). Somos parceiros a nível nacional. Naturalmente, mesmo depois desses episódios que aconteceram em Cruzeiro do Sul e Rio Branco, não temos nenhum problema em receber o PSDB em futuras alianças. Não temos nenhuma mágoa em relação aos ocorridos. Mas o PSDB se vier a se aliar com a gente virá do tamanho dele. Ele diminuiu no Acre, ficou pequeno e tem que se recompor com as bases e a classe política, principalmente, no Juruá, quando tentaram nos atropelar e passar por cima. Aqui o buraco é mais embaixo. As pessoas que chegam no Juruá precisam respeitar porque as lideranças daqui são consolidadas. Não é impor pessoas ou vir aqui querendo determinar em Cruzeiro do Sul. Isso não dá e nunca deu, mas a porta está aberta se o PSDB vier do real tamanho dele,” afirmou Vagner Sales.

Futuro do PMDB
Vagner, depois de vencer em quatro município do Juruá,  também projetou o futuro do PMDB em relação às possíveis futuras candidaturas majoritárias:  

“Na questão de candidatos ao Governo do Estado já temos uma definição. Vamos apoiar a candidatura de Gladson Cameli (PP). Qualquer outra candidatura majoritária dependerá de composição política. Só sei dizer que nós saímos muito fortalecidos com as vitórias em quatro prefeituras do PMDB no Juruá e quando se está fortalecido pode exigir mais que o cabra que está fraco,” disse Vagner.

 Rocha contesta
O bom jornalismo pressupõe o contraditório. Veja como o deputado federal Major Rocha reagiu as falas de Vagner Sales:

“O PSDB não teve problemas em Rio Branco. Em Cruzeiro do Sul, tivemos a tentativa de cooptação de nossas lideranças com dinheiro vindo de não sabe onde. Mas isso quem vai decidir é a Justiça. Entramos nas eleições municipais do Acre com dois prefeitos e saímos com dois prefeitos. Além disso, entre os partidos de oposição, fomos o que mais elegeu vereadores na Capital, foram dois eleitos. O PSDB que era um apêndice do PMDB de Cruzeiro do Sul agora é um protagonista. Mesmo porque na eleição de lá enfrentamos dois candidatos, um com a máquina municipal e a outra com a estadual,” afirmou Rocha.

Compasso de espera
Tudo indica que a denúncia do PSDB contra o PMDB de Cruzeiro do Sul deverá ser julgada no próximo dia 20. Mas pelas consultas jurídicas que fiz já se pode ter uma certeza. Caso a chapa de Ilderlei seja cassada, depois de percorrida todas as instâncias, haverá uma nova eleição no município.

Esquerda verdadeira
Ironicamente um dos eleitos a prefeito no Acre que considero da esquerda verdadeira é do PMDB. Quem acompanhou a maneira como Isaac Pianko (PMDB), eleito prefeito de Marechal Thaumaturgo, concebeu o seu plano de gestão, com participação popular, não fica na dúvida que fará uma prefeitura progressista. Nos moldes da velha esquerda.

Esquerda ou direita?
Na minha concepção um político de esquerda é aquele que está preocupado em trabalhar para servir a população. Sobretudo, impulsionando as áreas sociais de saúde e educação. Um esquerdista verdadeiro é capaz de ouvir o apelo da sociedade e avançar com projetos revolucionários. E, claro, não roubar e nem promover a corrupção.

Os dois destaques da eleição
Na linguagem de marketing costuma-se chamar de “case” quando um projeto eleitoral ultrapassa a lógica e a previsibilidade das premissas. Temos assim dois “cases” que merecem ser analisados nas eleições municipais do Acre. A vitória de Marcus Alexandre (PT), em Rio Branco e, de Isaac Pianko (PMDB), em Thaumaturgo.

Furando a lógica nacional
Marcus Alexandre foi o único prefeito do PT eleito nas capitais brasileiras em primeiro turno. Mesmo num momento em que o Governo do Estado do PT, seu aliado, anda ruim das pernas, Marcus conseguiu uma votação incomum em eleições nas Capital, sempre com resultados bem apertados. Transformou o Acre na última fronteira do PT. Se quiser usar o capital político que ganhou nessas eleições será um forte candidato ao Governo do Estado.

Quebrando preconceitos
Por outro lado, Isaac Pianko (PMDB), conseguiu vencer um “esquema” de prefeitos alienígenas em Marechal Thaumaturgo. Nenhum até então havia nascido no município. Além disso, enfrentou as máquinas eleitorais do PT estadual e municipal e quebrou o preconceito dos eleitores de entregarem a prefeitura de Marechal Thaumaturgo a um índio. Com o apoio que terá do PMDB nacional e de ONGs internacionais, Isaac tem tudo para fazer uma gestão diferenciada no município

Questão de lógica
Logo após ser reeleito, Marcus Alexandre, afirmou em várias entrevistas não estar pensando em ser candidato ao Governo, em 2018. Mas qual outro nome competitivo a FPA tem para o futuro pleito? Sem falar no fato que Rio Branco representa 51% do eleitorado do Acre. Acredito que na hora H, Marcus será “convencido” a entrar na disputa. É uma questão de sobrevivência da FPA.

Tem que ser mais que bom
Admito que o presidente da ALEAC, Ney Amorim (PT) e a vice-governadora Nazaré Araújo (PT) seriam bons nomes para a FPA. Mas não teriam a mesma densidade e competitividade que Marcus Alexandre, que pelo resultado eleitoral de 2016, continua em “lua de mel” com a maior parte da população de Rio Branco.

Correto
O deputado federal Major Rocha (PSDB) destinou importante emenda parlamentar ao Jordão. O fato chama a atenção porque o município tem sido governado pelo PT e PC do B. Isso mostra que Rocha é capaz de ir além de picuinhas ideológicas. Aliás, pelas minhas observações, Rocha está fazendo um excelente mandato federal. Falta se aprumar mais em relação à política doméstica no Acre. Mas está honrando o seu mandato se colocando a serviço da população acreana.

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