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Cara ou coroa?

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Nunca antes houve na capital acreana uma indefinição tão grande quanto ao resultado da eleição para a prefeitura. Há que se analisarem as variáveis deste pleito para se chegar a denominadores que nada têm de comuns. Senão, vejamos.

O atual prefeito Marcus Viana se elegeu graças a uma conjunção de fatores políticos calcados na força de representantes do Partido dos Trabalhadores, como Sebastião Viana, Lula e Dilma Rousseff. É claro que seu desempenho pessoal, alavancado por um talento nato para a política, contribuiu com o desfecho favorável.

Este último fator, desdobrado em ações pessoais que satisfizeram o eleitorado da capital sob inúmeros aspectos, cunharam uma identidade pessoal do mandatário, desvinculada de seus padrinhos políticos. Marcus é um homem trabalhador, em sua gestão na prefeitura mostrou que sabe o que faz e não se envolveu em quaisquer escândalos capazes de lhe manchar a reputação.

Ocorre, porém, que seu principal padrinho político – o governador Sebastião Viana – caiu em desgraça por uma série de erros e omissões que não convém, aqui, enumerar. Dele se pode dizer apenas que neste segundo mandato entregou o “cetro” aos aliados, desestimulado talvez pela crise que inibe ações grandiosas, em torno das quais não é mais possível fazer as pirotecnias às quais os companheiros se acostumaram ao longo de uma década e meia de mandato no governo estadual.

Sebastião, que garantiu que Marcus Viana saísse do “traço” de intenção de voto a eleito no segundo turno, agora amarga o dilema de poder afastar prováveis eleitorais caso ouse aparecer ao lado do pupilo. Por isso o palpite é que terá uma participação discreta nesta campanha à reeleição.

Do outro lado do muro, a deputada Eliane Sinhasique (PMDB), no que pese não ter o desgaste de processos judiciais como o atual prefeito por conta dos rolos na BR-364, terá de convencer o eleitor de que, uma vez no cargo, será mais eficiente que aquele em equacionar os problemas da população rio-branquense.

Eliane carrega o desgaste de um partido cujos caciques figuram em denúncias de corrupção que ombreiam aos desmandos cometidos pelos companheiros petistas.

Será lembrada por ter se omitido – logo ela, sempre tão severa com as falcatruas alheias! – de comentar as traficâncias dos correligionários Everaldo Gomes e Aldemir Lopes na prefeitura de Brasiléia. Cabe uma perguntinha: ela já esteve na Papuda para prestar solidariedade ao ex-prefeito Aldemir, secretário-geral do seu partido?

Em meio às desconfianças suscitadas de lado a lado por falcatruas cometidas por terceiros – sejam petistas ou peemedebistas – o eleitor terá à disposição duas outras candidaturas que nada terão a explicar sobre fatos desabonadores: a do vereador Raimundo Vaz (PR) e a do marinista Carlos Gomes, da Rede Sustentabilidade.

Uma onda de revolta contra os partidos tradicionais pode beneficiar tanto Vaz quanto Gomes. Isso não acontecendo, o eleitor deverá definir qual agremiação apoiará para o comando do município de Rio Branco.

De um lado, Marcus Viana, do PT do mensalão, do petrolão, da crise econômica, de Dilma, dos escândalos de Lula, Zé Dirceu, Vaccari Neto, Delúbio Soares e Companhia Ltda.; do outro, Eliane Sinhasique do partido de Eduardo Cunha, Ranan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney, Michel Temer e associados.

 

Bombando

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