Conecte-se agora
Fechar

Depoimento de Rossandra coloca Rostênio como o homem dos R$ 180 mil

Publicado

em

2_RUSTENIO_ABRE

Em série exclusiva do ac24horas você vai acompanhar, hoje, detalhes até aqui não revelados pela Policia Civil através do depoimento da testemunha chave do processo, Rossandra Melo – presa preventivamente – que sugere o envolvimento do ex-secretário da época, Rostênio Sousa, nos crimes contra a administração pública pela compra e venda de casas do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Segundo Rossandra, “um dia Cleuda pediu para acelerar a venda das casas porque “eles” precisavam entregar para Rustênio o valor de R$ 180.000,00 para a campanha política.”

Pelo que a reportagem de ac24horas, apurou com exclusividade, com foco no processo que está em curso na segunda Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, sobre à compra e venda de casas do programa populares do Minha Casa, Minha Vida do governo federal, o que existe de público até agora disponibilizado pela Justiça é o inquérito contra Rossandra Melo, Maria Auxiliadora (a Dora), Cleuda Maria de Melo Maia, Marcos Henrique Huck, Daniel Gomes de Araújo e Cícera Dantas. O Ministério Público Estadual ainda cumpre prazo para formular denúncia contra os investigados e dos compradores identificados pela investigação que também devem ter pedido de indiciamento formalizado.

1_casas_Rostenio_in_1esqO estranho, segundo um advogado de uma das partes, que pediu para não ter seu nome revelado, é o fato dos nomes de agentes públicos amplamente citados à Polícia Judiciária, com funções fundamentais para a execução do esquema, não aparecerem nas duas fases deflagradas na Operação Lares – depoimentos já colhidos e gravados em vídeo.

Nunca é demais lembrar que em despacho, o juiz Gilberto Matos, assegura que “(…) poucos delitos afetam tanto a ordem pública como estes apurados, praticados por uma possível organização criminosa que instalou um verdadeiro balcão de negócios no âmbito da SEHAB”. Tal organização criou ainda de acordo a Justiça, “um monstruoso esquema de corrupção (…)”.

Um dos agentes públicos citados, o ex-secretário de Habitação da época, Rostênio Souza, apontado como um possível operador financeiro, procurado pela reportagem afirmou que sequer conhece Rossandra, a testemunha que mais contribuiu com o trabalho da Policia Judiciária.

Além de negar todas as informações, o ex-secretário desmente ainda as acusações imputadas contra sua pessoa, e diz que, pelo contrário, sua gestão buscou combater “as coisas erradas” que existiam na Sehab. “Eu não conheço essa pessoa. Nunca tive nem conversa com ela. Eu não sei nem do que se trata e graças a Deus eu não devo nada nisso aí. Eu não tenho nem conhecimento nisso aí. Pelo contrário, minha gestão sempre foi tentar coibir as coisas erradas que existiam na secretaria e tentar arrumar”, declarou.

O que Rostênio afirmou para o ac24horas vai totalmente de encontro ao que foi informado por Rossandra Melo no depoimento que prestou ao delegado Roberth Alencar, na fase de investigação do processo. Baseada em informações repassadas por Cleuda, Rossandra conta que Rostênio era quem ficava com a maior parte do que era arrecadado com a compra e venda de unidades habitacionais e tinha amplos poderes dentro da organização criminosa.

Leia“Um dia Cleuda pediu para acelerar a venda das casas porque “eles” precisavam entregar para Rostênio o valor de R$ 180.000,00 para a campanha política”, disse Rossandra em vídeo.

Rostênio veio para a Secretaria de Habitação e Interesse Social na fase mais crítica do governo de Sebastião Viana (PT-AC) com relação ao cumprimento de metas da entrega de casas do Projeto Cidade do Povo – principal promessa de campanha do governo. Assumiu em abril de 2013 no lugar do ex-superintendente da Caixa Econômica Federal, Aurélio Cruz, que foi preso pela Operação G7, indiciado pela Policia Federal por crime contra a ordem econômica, corrupção passiva e formação de quadrilha.

Leia_marciaÁ frente da SEHAB, Rostênio era considerado como o um dos mais influentes no organograma para receber o dinheiro referente a compra e venda das casas. Como declarou Cleuda, ele supostamente teria coordenado a fase de captação de recursos para a campanha do então candidato a deputado estadual, Dr. Julinho… Um famoso “Caixa 2”.

“Cleuda me disse que ele [Rostênio] tem fazendas milionárias, que tem carros do ano, que tem imóveis e um bocado de coisa”, afirmou Rossandra ao delegado.

Informações sobre a organização financeira voltada para o financiamento da campanha do candidato ao Palácio Rio Branco, em 2014, ganham evidências quando Rossandra fala que as casas vendidas na primeira fase do esquema deveriam ser entregues após a eleição do primeiro turno. “Quando acabou a eleição e o governador não ganhou no primeiro turno, Cleuda informou que as casas estavam impossibilitadas de serem entregues. Então as entregas foram postergadas para após do segundo turno” relatou Rossandra.

Na entrevista que concedeu ao ac24horas, Rostênio acrescenta o fato de chegar a fazer uma sindicância para apurar denúncias de vendas de casas na SEHAB enquanto secretário, porém, segundo o ex-gestor não foi constatado à época nenhum tipo de crime, mesmo com o farto material do inquérito produzido pelo delegado Robert Alencar.

“Inclusive na minha gestão eu também fiz sindicância para apurar denúncias, não foi encontrado nada e não teve nenhuma denúncia de venda de casas graças a Deus. E também não conhecia nenhuma dessas pessoas envolvidas com vendas de casas. Essa Rossandra aí não sei nem como ela apareceu na secretaria. A Cícera. ela trabalhava com assistente social no campo. Ela foi colocada na nova gestão para ser responsável pelos nomes” – cadastros, revela Rostênio.

Embora negue a existência de um esquema em sua gestão à frente da Secretaria de Habitação, o depoimento em que Rossandra afirma a participação de Rostênio deixa claro o seu suposto envolvimento, assim como o de Irlan Lins, este último considerado o “Chefe do Sistema de Controle de Cadastro”.

“Cleuda quando usava a expressão “eles” ela falava no nome de “Irlan” funcionário da CEF e de Rostênio”, declara delatora ao delegado Roberth Alencar.

A testemunha chave do caso segue afirmando à Polícia Judiciária que “muitas pessoas recebiam esse dinheiro: da assistente social da secretaria de habitação aos “homens grandes” e enfatizava que muito desse dinheiro era utilizado para campanha política do PT.

“Essas casas pararam de ser vendidas em dezembro de 2014”, acrescentou Rossandra.

De fato, uma sindicância foi aberta pela SEHAB em 2014, e ao contrário do que relatou Rostênio, a conclusão dos trabalhos recomendou a verificação geral de unidades habitacionais colocadas à venda ou em locação e a situação de Naira da Silva Gama, contemplada em 02 de junho de 2012 com uma casa do programa Minha Morada, sem nunca ter sido inscrita por não preencher o perfil social exigido pela Caixa Econômica Federal.

Em seu relatório, Polyana Diógenes, que presidiu a sindicância, afirmou que Nayra da Silva Gama, que era ex-secretária de Aurélio Cruz (preso pela Operação G 7), mesmo opinando pela não concessão da unidade habitacional foi contemplada em 02 de junho de 2012, “sem ter inscrição”, confirma. Em ato contínuo, declara ainda que inúmeros moradores contemplados com unidades habitacionais “ou venderam ou locaram suas unidades”. Este relatório foi entregue ao Ministério Público Estadual. Mas a reportagem não teve acesso a ele.

A sindicância conclui ainda afirmando que era falho o sistema que disciplina procedimentos e diretrizes referentes aos programas habitacionais. “Se constatou que muitos processos encontram-se deficientes e carecedores de documentações comprobatória de justificativa que ensejam as respectivas contemplações”.

 

 

 

Propaganda

Acre

Governo do Acre pode perder quase R$ 100 milhões do Ministério da Agricultura

Publicado

em

O Governo do Acre pode perder quase R$ 100 milhões empenhados pela bancada federal para a recuperação de ramais. O dinheiro já está disponível, mas o estado precisa fazer uma contrapartida de R$ 5 milhões à Caixa Econômica, o que, pela crise financeira, está demorando.

Uma reportagem da TV Gazeta, afiliada Record TV no Acre, revelou o problema. Em reunião entre governo e bancada, os R$ 94 milhões foram destinados à manutenção e melhoria das estradas vicinais, tanto da Capital, como do interior. Um projeto para alcançar até 4 mil quilômetros de estrada.

O superintendente do Ministério da Agricultura, Luziel de Carvalho, revelou que a Caixa Econômica Federal só vai liberar o recurso se o estado apresentar uma contrapartida de quase R$ 5 milhões. Dinheiro que, como explicou o chefe da pasta, será utilizado para a drenagem dos ramais que serão atendidos.

Para o superintendente do Ministério da Agricultura, o governo não pode perder mais tempo com conversas. “É preciso informar se vai ou não entrar com a contrapartida. Se adotar o sistema da burocracia e do silêncio, o dinheiro vai embora”, alertou Luziel.

O Ministério da Agricultura já teria sido inclusive procurado por produtores rurais que precisam de ajuda para escoar a produção. Caso o estado perca o dinheiro garantido pelos deputados e senadores, a situação dos produtores rurais pode ficar ainda mais complicada para ganhar o pão de cada dia.

Procurado, o diretor presidente do Deracre, André Mansuor, conversou com o ac24horas por telefone e disse que não tem conhecimento sobre a necessidade de apresentar os R$ 5 milhões à Caixa. Além disso, explicou que está em tratativas com o banco para que o recurso seja liberado o quanto antes. Ele não soube dar detalhes sobre o assunto.

Continuar lendo

Acre

Jéssica é eleita vice-presidente de uma das comissões mais importantes da Câmara

Publicado

em

A deputada federal Jéssica Sales (MDB) foi eleita na manhã desta quarta-feira (18), em Brasília, como a 2ª Vice-Presidente da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA), comissão temática, permanente da Câmara dos Deputados que tem como principal objetivo debater proposições que os parlamentares federais consideram importantes para o desenvolvimento das regiões brasileiras e integração do país.

“É uma comissão estratégica, colegiado importante para todos os estados, sobretudo para o Acre, região Norte e Amazônia por uma atuação de defesa dos interesses regionais principalmente na redução das desigualdades. Por ela, tramitam os projetos de interesses regionais relacionados ao desenvolvimento econômico e social. É mais uma oportunidade de ampliar os debates sobre projetos de interesse do nosso Estado”, destaca Jéssica Sales.

Segundo a parlamentar acreana, além da apreciação e votação de projetos, a Cindra é responsável pela realização de audiências públicas, seminários e visitas externas para debater e acompanhar ocorrências e situações de conflito, prestação de serviços por empresas públicas e privadas, demarcação e disputa de terras, exploração mineral, ocupações ilegais, assuntos indígenas e extrativistas, serviços de empresas de telefonia, empresas aéreas entre outros.

“O Acre marca presença no colegiado responsável pela formulação de políticas de desenvolvimento econômico e social, visando a integração de todos os estados da nação respeitando as diferenças regionais e proporcionando uma melhor qualidade de vida aos cidadãos, através de políticas públicas principalmente aos menos favorecidos, os quilombolas, os ribeirinhos os pescadores , os seringueiros pequenos produtores, os indígenas, os artesãos”, destaca Jéssica.

Atribuições da Cindra

Compete à Comissão a apreciação de matérias referentes aos seguintes campos temáticos ou áreas de atividade: integração regional e limites legais; valorização econômica; assuntos indígenas; caça, pesca, fauna e flora e sua regulamentação; exploração dos recursos minerais, vegetais e hídricos; turismo; desenvolvimento sustentável; desenvolvimento e integração da região amazônica; planos regionais de desenvolvimento econômico e social; incentivo regional da Amazônia; desenvolvimento e integração de regiões; planos regionais de desenvolvimento econômico e social; incentivos regionais; planos nacionais e regionais de ordenação do território e de organização político-administrativa; assuntos de interesse federal nos municípios, estados, Territórios e no Distrito Federal; sistema nacional de defesa civil; política de combate às calamidades; migrações internas.

 

 

Continuar lendo

Acre

Amigos e fãs de Gleici vão acompanhar a final do BBB18 no Ginásio Coberto, na capital

Publicado

em

Os amigos e admiradores da finalista do Big Brother Brasil (BBB) 2018, Gleici Damasceno, estão organizando um grande evento para acompanhar ao vivo a transmissão da final nesta quinta-feira (19).

A concentração será no Ginásio Álvaro Dantas localizado, no bairro Aeroporto Velho. A transmissão está sendo realizada por um grupo de amigos de Gleici Damasceno.

A acreana, que é tida como preferida, já está na grande final na disputa pelo prêmio de R$ 1,5 milhão. A ideia dos amigos de Gleici é dá início a concentração da torcida a partir das 17h. A organização do evento irá liberar acesso a internet para que a torcida possa votar pela acreana.

Quem sair vitorioso do Big Brother Brasil 18 vai embolsar o valor de 1,5 milhão de reais – valor que chega ao bolso do ganhador livre de impostos —, além de um carro novinho, avaliado em torno de 54 mil reais. O prêmio do segundo colocado cai um bocado: 150.000 reais, enquanto o terceiro leva 50.000 reais.

Para além dos três vencedores, o reality show da Rede Globo entrega aos concorrentes durante o confinamento prêmios variados.

Neste pacote, Gleici já obteve o montante de R$ 11 mil – quantia que ela esperava que já estivesse nas mãos de sua mãe, em Rio Branco no Acre. “Já ajudaria muito ela”, comentou na época dentro da casa. Nesta semana, a jovem ganhou mais um presente de uma das marcas patrocinadoras do programa: um Smartphone.

Os prêmios, contudo, só são entregues aos participantes quando eles saem do confinamento, juntamente com o “salário” que a Globo paga a cada brother e sister: algo em torno de 500 reais por semana.

Continuar lendo
Propaganda

Leia também

Mais lidas

Copyright © 2017 Ac24Horas - Todos os direitos reservados.