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Nelson Sales acusa governo de investir na saúde só na capital

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Desde que deixou o bloco de oposição para integrar a Frente Popular, coligação comandada pelo PT, o deputado Nelson Sales (PV) tinha recuado com as críticas ao governo do Acre, mas nesta quinta-feira (18), ele voltou a relembrar os tempos de oposicionista e bateu forte na falta de investimentos do governo do Acre na saúde, principalmente nas cidades do interior do Estado.

Para Sales, o problema da Secretaria de Saúde é de gestão. Ele comemorou a saída de Armando Melo da pasta e alfinetou o governo por não convocar os aprovados no último concurso para preencher vagas na saúde. O deputado acusa a administração estadual de concentrar os investimentos da saúde nos hospitais e unidades de saúde, apenas no HUERBE E FUNDHACRE na capital.

“Eu fiquei feliz porque houve mudanças na Saúde. Na saúde o problema é de gestão. Parece que as ações de saúde são voltadas apenas para o Pronto Socorro e Fundacre. Em Sena tinha especialidade só de ortopedia e agora estão enviando tudo para Rio Branco e só tem duas vagas semanais. O hospital de Sena vive a síndrome do já teve”, ressalta o deputado Nelson Sales.

Segundo o governista, “o Raio X atendia tudo agora atende parcialmente. Hoje tem alimentação e falta cozinheiro. A comida só está sendo feito porque a direção do hospital fez uma parceria com o Judiciário. Hoje tem farmacêutico, mas falta remédios. A mudança na gestão nos oxigena para buscar a solução para os problemas”, diz Nelson sobre a saída de Armando Melo.

O parlamentar afirma que a população do interior está cansada das promessas do governo e dos gestores que passaram pela Sesacre, nos últimos anos. “Eu espero que o novo secretário possa ir para o interior do Estado e possa dar resolução dos problemas. Só para prometer, melhor não ir”, finaliza Sales.

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Destaque 3

“Não tem nem material de limpeza”, dizem servidores sobre condições de trabalho na OCA

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Inaugurada no final do ano de 2010, a OCA é considerada um dos principais legados da gestão do ex-governador Binho Marques. Juntar todos os serviços que necessita o cidadão em um único lugar agradou em cheio a população.

Só que com o passar do tempo e a falta de manutenção, tão comum quando se fala em espaço público, o local começou a apresentar diversos problemas, chegando, segundo os próprios servidores da OCA, que pediram para não ser identificados, a um ponto insustentável pela falta de condições de trabalho .

As reclamações são muitas. “Trabalhar aqui se tornou um calvário, é o verdadeiro exemplo de tudo que tem de ruim em um serviço público. Não tem iluminação adequada para que a gente possa trabalhar, sendo até difícil enxergar um documento. O ar condicionado não presta. Pode parecer brincadeira, mas falta até material de limpeza, os trabalhadores terceirizados estão com os salários atrasados e para completar, os equipamentos de informática estão com problema e a impressora quebra dia sim, dia não. Agora me diga como consegue se trabalhar desse jeito? É ruim para os profissionais e muito pior para a população que vem em busca de atendimento”, destaca a denúncia.

A atual gestão não nega os graves problemas relatados pelos servidores.

Em relação a estrutura física, Airton Queiroga, Chefe de Departamento de Política e Atendimento da OCA, afirma que aos poucos a situação vai sendo resolvida e debita na burocracia e na falta de manutenção por parte do governo passado a atual situação.

“Recebemos a OCA com uma herança de problemas que aos povos estão sendo resolvidos, O ente público não pode fazer o que quer e no momento que deseja, pois deve-se se submeter aos procedimentos legais”. A OCA não teve ação de manutenção e reforma desde que foi inaugurada, mas a SEPLAG já elaborou todo o projeto de melhoria, aguardando, para início das obras, o cumprimento dos devidos procedimentos legais”, afirma Queiroga.

Em relação a questão da limpeza, a situação é mais grave e nem o próprio governo aponta uma expectativa de solução. “O fato é que a empresa ganhadora da licitação encontra-se inadimplente e impedida de receber integralmente por isso. Assim, não cumprindo com suas obrigações contratuais, como: fornecimento dos materiais de limpeza e rotinas por meio de seus funcionários. Para complicar ainda mais a questão existe débito do Estado, na administração passada, não quitada e não incluída na programação orçamentária de 2019. Fazendo com que a atual administração só possa efetivar o pagamento mediante processo legal de reconhecimento de dívida e, isso demando um bom tempo”, esclarece Airton.

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Destaque 3

Energisa diz que fornecimento de energia não será interrompido no interior do Acre

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Após o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) usar a tribuna da Assembleia Legislativa na manhã de ontem, 12, para falar sobre os municípios de Assis Brasil e Manoel Urbano, que poderiam correr o risco de ficar sem energia nos próximos dias por causa de um suposto erro administrativo das duas estatais que atuavam na região, a Energisa se posicionou sobre o assunto.

Por meio de nota, a distribuidora de energia no Acre garantiu: “A Eletroacre, empresa do Grupo Energisa, informa que não existe qualquer possibilidade de haver descontinuidade do fornecimento de energia aos clientes de Assis Brasil e Manoel Urbano no Estado do Acre”.

O parlamentar havia dito que levaria a questão para a CPI da Energisa. Segundo a empresa, todos os procedimentos legais de regularização estão em andamento na ANEEL e demais órgãos competentes.

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