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Transmissão do Carnaval é antijornalística

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Cada fim de desfile, a Globo levava para o seu estúdio na Sapucaí as principais atrações da escola e passava a entrevistá-las. E deixava de transmitir o principal: a entrada da outra escola no Sambódromo.

O ingresso de uma escola na avenida é o acontecimento mais emblemático do Carnaval. É o momento de maior tensão e emoção dos foliões comuns, que ansiaram o ano inteiro em estar ali.

Não há alguém que tenha desfilado em uma escola de samba, que não diga ser um dos ápices daquele evento participar dos minutos antecedentes ou iniciais do desfile.

O grito de exaltação da escola antes da entrada na avenida é uma mensagem, saudação e agradecimento àqueles que deram seu esforço para levar a agremiação ao seu instante máximo. Choro e alegria se misturam em meio às lembranças das dificuldades vividas em mais um ano de trabalho – esqueçam os destaques globais.

Porém, esse estágio foi ignorado solenemente pela TV Globo nas transmissões, que centrou em seu lugar entrevistas de dentro de seu estúdio, com carnavalescos, porta-bandeiras, mestres-salas, mestres de bateria da escola que acabara de desfilar – eles têm seu valor, merecem ser lembrados, mas a diminuta cobertura da concentração tira a possibilidade de mostrar ao público um pouco mais de realismo do carnaval, em meio ao mundo da fantasia ali apresentado.

É a priorização do espetáculo e o fim da centelha jornalística que esse tipo de transmissão poderia ter. Quem não se lembra de nervosos e emocionados compositores, passistas, ritmistas, empurradores de carros alegóricos, antes de a escola tomar o rumo da avenida? Esse é o fato, o clima, a notícia maior.

Mas o máximo que fizeram foi uma transmissão atrasada de quando os puxadores da escola começavam a cantar o samba-enredo. E antes?

Tem o aquecimento, as palavras de ordem, a emoção da rainha da bateria (sim, aquele que nasceu no bairro da sede da escola), os foliões que compraram um dos ingressos mais baratos do Sambódromo, no setor da concentração – na verdade, eles são, em boa parte, membros de comunidades que não puderam pisar na avenida.

Não vale uma entrevista ali outra acolá na concentração para justificar a presença. Aquele momento poderia ter sido muito mais explorado.

Sem isso, o telespectador tem a impressão de estar assistindo novela. Mas o carnaval é real. Queiram ou não, transmiti-lo é fazer jornalismo – e não forjá-lo.

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Destaque 6

No centenário do RBFC, diretoria diz que entra em 2020 sem dívidas

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O aniversário de 100 anos do Rio Branco praticamente não teve esta nem evento marcante neste sábado, 8 de junho, mas a diretoria publicou nota em que afirma que o clube começará o ano de 2020 sem dívidas. A nota reconhece o momento difícil, mas projeta futuro melhor. “Uma nova era se inicia, com um Rio Branco mais organizado e com mais investimentos. Retomaremos, enfim, o caminho das glórias do nosso passado, olhando para um glorioso futuro que nos espera”, diz a diretoria do Estrelão.

Leia:

CENTENÁRIO: UMA NOVA ERA!

Na noite do dia 8 de junho de 1919, dezesseis nobres senhores da sociedade acreana se reuniam no antigo Eden Cine Theatro, atual Cine Teatro Recreio, na Gameleira, sob organização do advogado Luiz Mestrinho Filho, para fundar aquele que se tornaria o maior clube do Estado do Acre. Nascia o Rio Branco Football Club.

Nesses 100 anos de história, muitas glórias. 46 estaduais, 3 Copas da Amazônia e o primeiro campeão do Norte. O primeiro clube da região Norte a disputar uma competição sulamericana e o clube da região com a segunda melhor campanha na Copa do Brasil.

Mas nos últimos anos, uma crise que parecia infinita se instalou. Sofremos. E como sofremos. Não era assim que queríamos comemorar esta data. Mas nesse Centenário, tivemos de cometer sacrifícios para chegar neste dia especial e informar que, finalmente, conseguimos sair dessa crise e equilibrar nossas contas. Começaremos 2020 sem dívidas! Uma nova era se inicia, com um Rio Branco mais organizado e com mais investimentos. Retomaremos, enfim, o caminho das glórias do nosso passado, olhando para um glorioso futuro que nos espera.

Viva o passado! Viva o futuro!

Viva o Rio Branco Football Club!

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Destaque 3

Atlético só empata e volta a decepcionar seu torcedor no campeonato brasileiro

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O Atlético Acreano empatou pela terceira vez jogando em casa na série C do Brasileirão. Na tarde deste sábado, 9, no Estádio Florestão, o Galo Carijó não saiu de um empate contra o Paysandu.

Mesmo com um jogador a mais desde os 10 minutos do primeiro tempo após a expulsão de Marco Antonio, e saído na frente com gol de Joel, o time acreano não teve competência para segurar a vitória.

O empate em 1 a 1 mantem o Atlético na ultima colocação de seu grupo com apenas 4 pontos.

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