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Transmissão do Carnaval é antijornalística

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Cada fim de desfile, a Globo levava para o seu estúdio na Sapucaí as principais atrações da escola e passava a entrevistá-las. E deixava de transmitir o principal: a entrada da outra escola no Sambódromo.

O ingresso de uma escola na avenida é o acontecimento mais emblemático do Carnaval. É o momento de maior tensão e emoção dos foliões comuns, que ansiaram o ano inteiro em estar ali.

Não há alguém que tenha desfilado em uma escola de samba, que não diga ser um dos ápices daquele evento participar dos minutos antecedentes ou iniciais do desfile.

O grito de exaltação da escola antes da entrada na avenida é uma mensagem, saudação e agradecimento àqueles que deram seu esforço para levar a agremiação ao seu instante máximo. Choro e alegria se misturam em meio às lembranças das dificuldades vividas em mais um ano de trabalho – esqueçam os destaques globais.

Porém, esse estágio foi ignorado solenemente pela TV Globo nas transmissões, que centrou em seu lugar entrevistas de dentro de seu estúdio, com carnavalescos, porta-bandeiras, mestres-salas, mestres de bateria da escola que acabara de desfilar – eles têm seu valor, merecem ser lembrados, mas a diminuta cobertura da concentração tira a possibilidade de mostrar ao público um pouco mais de realismo do carnaval, em meio ao mundo da fantasia ali apresentado.

É a priorização do espetáculo e o fim da centelha jornalística que esse tipo de transmissão poderia ter. Quem não se lembra de nervosos e emocionados compositores, passistas, ritmistas, empurradores de carros alegóricos, antes de a escola tomar o rumo da avenida? Esse é o fato, o clima, a notícia maior.

Mas o máximo que fizeram foi uma transmissão atrasada de quando os puxadores da escola começavam a cantar o samba-enredo. E antes?

Tem o aquecimento, as palavras de ordem, a emoção da rainha da bateria (sim, aquele que nasceu no bairro da sede da escola), os foliões que compraram um dos ingressos mais baratos do Sambódromo, no setor da concentração – na verdade, eles são, em boa parte, membros de comunidades que não puderam pisar na avenida.

Não vale uma entrevista ali outra acolá na concentração para justificar a presença. Aquele momento poderia ter sido muito mais explorado.

Sem isso, o telespectador tem a impressão de estar assistindo novela. Mas o carnaval é real. Queiram ou não, transmiti-lo é fazer jornalismo – e não forjá-lo.

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Cotidiano

Campeonato Acreano: Rio Branco e Galvez vencem os primeiros jogos de abertura

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O Campeonato Acreano 2019 começou neste domingo (20), com dois jogos no Estádio Florestão. O Rio Branco derrotou o Nauas, de Cruzeiro do Sul, por 2 a 1, e o Galvez venceu o Independência por 2 a 0.

São dez times na série principal do Estadual. Eles estão divididos em dois grupos de cinco. No primeiro turno, os clubes jogam contra adversários da outra chave; os dois melhores de cada um deles avançam para as semifinais; depois, final. No segundo turno, as equipes atuam dentro do grupo; depois, o regulamento se repete. Ao final dos turnos, quem somar menos pontos estará rebaixado.

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Cotidiano

Cronista de São Paulo chama de “esculhambação” drama do Galvez na Copinha

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O cronista Marcio Bernardes, do portal Cidade On, de Ribeirão Preto, fez duras críticas ao que chamou de “esculhambação” a ida do Galvez à Copa São Paulo de Futebol Júnior sem o dinheiro das passagens de volta. “Essa esculhambação de uma equipe vir do norte do país sem a garantia das passagens de volta tem de ser melhor administrada. E esse não foi um caso isolado. O Vasco da Gama socorreu alguns meninos do Carajás, do Pará, que não tinham nem chuteiras para enfrentar o próprio Vasco”, relata Bernardes. Ele responsabiliza a Confederação Brasileira de Futebol por esses problemas.

Veja a coluna de Marcio Bernardes na Cidade ON:

Não ter dinheiro para voltar ao Acre mostra irresponsabilidade

A história envolvendo os garotos do Galvez, que vieram para São Paulo disputar a Copinha, pode ser reverenciada e oferece razões para algumas reflexões.

Não ter dinheiro para pagar as passagens de volta para o Acre mostra a irresponsabilidade dos dirigentes e autoridades de Rio Branco. Afinal, a equipe veio representar o estado do norte.

A interferência do Palmeiras foi humana e elogiável. O Verdão podia ajudar, tinha condições para isso e fez a sua parte em gesto de fraternidade. O episódio poderia terminar tragicamente. E a história acabou alegremente com a visita dos garotos ao CT do Palmeiras e ao Allianz Parque.

A Copa São Paulo é uma competição singular e aproveita as férias do futebol profissional brasileiro para colocar na vitrine futuras estrelas. Tá certo que antigamente, valorizava-se muito mais a Copinha, muitas televisões transmitiam as partidas e dezenas de craques eram revelados.

Essa esculhambação de uma equipe vir do norte do país sem a garantia das passagens de volta tem de ser melhor administrada. E esse não foi um caso isolado. O Vasco da Gama socorreu alguns meninos do Carajás, do Pará, que não tinham nem chuteiras para enfrentar o próprio Vasco.

No passado muitos fatos terríveis foram relatados. Isso mostra que o futebol brasileiro não é exatamente essa festa que pretendem aparentar a CBF e algumas federações estaduais. Tire o glamour da Série A do Brasileiro e algumas outras competições. A sobra, isso mesmo, sobra, vai nos mostrar que milhares de jogadores não tem nenhuma infraestrutura para jogar. Os salários são caloteados e as condições expõem o ser humano e atleta.

O torcedor dos grandes centros precisa se conscientizar que há muitos problemas além do horizonte. E as discussões entre governo, dirigentes, sindicatos de jogadores, técnicos e árbitros, precisam apresentar sugestões para uma melhora desse quadro.

Temporada 2019

Algumas equipes estão se reforçando e animando seus torcedores. Flamengo, São Paulo e Palmeiras querem o protagonismo em 2019. Tomara que seja mesmo uma boa temporada.

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Cotidiano

Galvez perde por 3 a 0 do Palmeiras e está eliminado da Copa São Paulo de Futebol Júnior

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O Galvez perdeu neste domingo (13) para o Palmeiras por 3 a 0 e está fora da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Todos os gols foram marcados no primeiro tempo. Nos 45 minutos finais, o Palmeiras apenas administrou a vantagem diante de um Galvez que se esforçou, mas não exigiu muito do time paulista.

A campanha do time acreano é considerada histórica para as categorias de base do futebol local. De outro lado, o técnico Oziel reclamou em rede nacional de televisão da falta de dinheiro para o time retornar a Rio Branco.

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